Poemas

Foto de tchejoao

Lágrimas ao Vento

Deixo as lágrimas secando
Ao sabor do vento,
Para que se soltem, voem,
Ao seu movimento.

E percam-se nos dias,
No esquecimento,
As horas vazias,
Cheias de vazios momentos...

Deixo a alma ao sol,
Estendida ao relento,
Para que ressequem seus
Inúteis lamentos.

E percam-se nos dias,
No esquecimento,
As palavras ditas
A sós, em pensamento...

Deixo a porta aberta aos sonhos
Que se vão com o tempo,
Contemplo o vazio que aumenta
Mais e mais, por dentro.

E sem outro carinho,
Que não o silêncio,
Embalo o amor, sozinho,
Feito em frio, em falta, em vento.

Foto de cathy correia

Só...

Com o frio da neve
A tolher-me o pensamento
Estou só...
... No meio de um espelho gelado
Que reflecte quem realmente sou...
Sou brisa, aragem
Que sopra por entre as árvores
Murmúrio...
Que se apaga por entre a folhagem!
Gargalhada que se solta
Em gelo cristalino
Esperança que se acende
Na ideia de um menino.
E sou frio...
Sou neve...
Sou só...!

Foto de cathy correia

Solidão II

Choram lá fora
As nuvens
Numa contradança com o vento.
E é alegria
Pois cada gota traz semente de vida
E é esperança e amor...
Estou em casa
À espera do telefone.
À espera de uma voz
que diga que vale a pena
E que como a chuva
Tenho um propósito,
Uma missão a cumprir.
Tenho pena de andar por atalhos,
De não agir logo,
E de ter de contornar dificuldades...
... Como quem tenta apanhar urtigas,
Sem se picar.
E fico aqui...
Embora lá fora
A chuva já tenha parado.

Foto de cathy correia

Solidão

É à noite
Que o silêncio pesa...
E a minha gargalhada vira tristeza
Pois estou verdadeira e estranhamente só!
O sono não vem,
E os minutos atalhos tortuosos que não findam...!
Fico acordada
Pensando no vazio de mim...
Vergo-me ao silêncio
Que me escraviza.
Quero ser eu:
Fugir...
Gritar...
Falar... não sei!
O vigor e a tenacidade
Sumiram-se com a primeira estrela
E, a vida apagou-se lentamente
No vestido brilhante do céu!

Foto de afpfelipe

O Amor e Estranho

O Amor e Estranho
Quando você pensa que esta Amando uma pessoa
Mas quando você percebe você Esta Amando a menina
Que sempre te ajudou a conquistar aquela pessoa.

Por isso eu digo procure saber se o que você esta sentindo
por uma e Mesmo Amor ou e so uma Paixão temporaria...

Foto de cathy correia

Distante...

Vi-te e apercebi-te profissional
Como só alguém
Que vive de corpo e alma o seria.
Que mistérios esconderás
Por trás dessa dessa fingida frieza?
Quem ousou ferir-te de morte?
Quem apagou do teu coração
A palavra Amor?
És belo como um deus
Porém carregas essa beleza
Como se ela fosse uma maldição!
És um romântico
Que ainda sonha
Com Belas Adormecidas,
Com Gatas Borralheiras,
Com contos de encantar.
Algum dia
Em algum lugar
Encontrarás a tua cara metade
E aí sim...
Vais desabrochar...
Como uma túlipa
Que abre as suas pétalas
Aos primeiros raios de sol...
E nos teus olhos
O Amor já não será
Miragem inantingível...!

Foto de cathy correia

Mãos

Mãos que se tocam
Bocas que se beijam
Corpos que se agitam
Corações que batem apressados,
Enamorados!
Suspiros que se dão
Carícias que se cruzam
Olhares que se prometem,
Palavras que sonham,
Caminhos inexplorados!
Em qualquer canto,
Recanto
Em qualquer leito
De qualquer jeito...
Amores que se partilham
Numa troca sem pressas
Ardente,
Premente,
Dois corpos... um só desejo!

Foto de yurirbraz

Doce Vampira, tem pena de mim!

Doce Vampira, tem pena de mim!

Yuri Rodrigues

Minha doce vampira, não me sugue assim

Não vês a morte em meu jeito taciturno?

Não piore a cólera desse ser noturno

Sanguinária vampira, tem pena de mim!

Meu rosto pálido não diz-lhe que estou exangue?

Faz-me um vampiro defunto

Pare! Traz-me de volta ao mundo

Derrama em minha boca o teu sangue!

Minha mórbida vampira tem pena de mim!

Não me permita, por ti, ter ódio em avidez.

Lembra-te quem desfaleceu tua pálida tez?

Não podes, criança da noite, me exumar assim.

O meu ritual já foi lido

Sofrerei agora, as obras da tua imaginação

Quando terminar, enfim sentirás a minha destruição

E... Será tarde... Tudo já terá acontecido...

Terás perdido o vampiro que mais te amou

O sangue na lua cheia, não terá o mesmo sabor.

O cemitério, minha pequena, será apenas um monótono dissabor.

Jamais escapará dos meus olhos condenando o que se passou.

Tem pena de mim, princesa de atrocidade.

E escaparás ao meu vertiginoso fragor

Sangue por sangue, tua morte, meu vigor.

Sobreviverás à fúria da minha insanidade?

Minha dama-defunta ouça o que lhe direi:

Consome-me com tuas presas

Mas sabes se é isto que realmente desejas,

Conviver com o fantasma da maldição que te lançarei?

Pense no meu fim como o seu fim

E saberás; Ter ou não pena de mim?

Foto de yurirbraz

Pobre poeta louco

Pobre poeta louco

Yuri Rodrigues

Cálice maldito da minha alma

Que se enche com o vinho da morte

Embriaga-me e me faz louco

Um pobre poeta apaixonado

Que se deixa levar pelas coisas do coração.

Sentado em um canto de trevas

Escrevo meus versos malditos

Coloco no papel toda a minha insanidade.

Até mesmo a linda donzela

Que se perdeu no escuro do meu coração

Já se foi por medo da demência

Medo de um poeta apaixonado

Medo de um poeta amaldiçoado.

O cálice está vazio,

Aquele vinho que me embriaga

Torna-me um pouco mais sensato

Deixo então os prazeres da poesia

E me envolvo nos prazeres da bebida.

O mesmo amor que me consumiu

E me tornou este poeta louco

Enterra-me em um buraco à luz da lua.

Ainda sou poeta, mas poeta defunto,

Apodrecendo pelo amor que não tive

Enterrado sozinho com a minha loucura.

Ao lado do túmulo, um lírio

Que se deixa encher de orvalho

Enquanto minha boca se enche de vermes.

Um pobre poeta louco,

Que morreu na esperança de ser amado.

Foto de yurirbraz

Ator solitário

Ator solitário
Yuri Rodrigues

O fúnebre lago de meu silêncio
É capaz de me mostrar o que eu não posso ver
Toda a realidade escondida por trás das máscaras da vida.
Aquela peça, chamada amor,
Que um dia me chamaste a encenar para ti...
Aquela peça...
Se eu a soubesse seria o meu último ato
Não faria o único papel.
Eu não posso atuar sozinho meu amor,
Toda a poesia escondida nas doces falas
Só tem sentido se forem sentidas...
Quando a cortina se abriu,
E vi que na platéia só havia você,
Fui tomado por um sentimento de extrema solidão.
Ouça o que te digo,
A peça não acabou,
Se a poesia não tem mais sentido,
É porque talvez ela não exista mais.
Que tal prestar um pouco de atenção no que eu digo?
Somente você pode dar vida aos meus desejos.
Vamos, aceite comigo, vamos interpretar juntos essa peça;
Cujo único público somos nós mesmos.
Preciso da luz dos seus olhos,
E do seu coração...
Mas a peça não foi terminada,
E todas as linhas finais
Terão de ser escritas com o nosso próprio sangue.
Que vir comigo escrever essas falas
Que só terminam em lágrimas?
A poesia voltou, as lágrimas voltaram,
A luz se apaga,
É o fim da peça, é o fim do desejo,
Que um dia você se recusou a realizar.

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