Poemas

Foto de Ricky Bar

Grande Mulher

Cara Que Grande Mulher
Ela tem raça e gingado
Andando mexe as cadeiras
Safada que não dá moleza
Vivendo sem eira nem beira

Sua boca é desbocada
Gosta de falar besteira
Maliciosa e debochada
Se amarra numa bebedeira

Seu negócio é fazer barraco
Dá na cara de quem ela quer
Só senta de pernas abertas
Podendo olhar quem quiser

Vai vivendo nesse desvio
Na vida é mulher malandra
Grita em alto e bom som
Que também é boa de cama

Na dança ela se assanha
Atiça, rebola e se esfrega
Deixando qualquer parceiro
Naquele compasso de espera

Essa mulher faz bandalha
Com tudo aquilo que vê
Nunca foi fogo de palha
Tem tesão pra dar e vender

Ela vai avisando de cara
Cuidado quem ficar comigo
Sou de todos, sou da vida
Incendeio sem nenhum aviso

Mas uma coisa eu digo
E escute se você quiser
Ela que dizem ser louca
Cara, que grande mulher!

Foto de fer.car

PORQUE ISSO ME BASTA

Corpos que percorrem corpos
Mãos que se tocam, bocas que se amam
Amor que seduz, invade, arde
Hoje nada mais me basta, apenas este momento
Em que...
Corpos percorrem corpos
Mãos que se tocam, bocas que se amam
É este amor o significado de nosso sentimento mais intenso
Amor de muitas vidas...
Você metade minha, saudade sem fim
Eu, sua, inteira sua
Nua, sua, plena e isto me seduz
Você que toca meu íntimo, conhece meu silêncio
Você que capta meus sinais, ama-me no simples olhar
Eu, sem palavras, me entrego
Por este amor, puro e meu
Amor que é meu, mas é seu
Que me faz ser sua para sempre...
Porque isso me basta
Corpos que percorrem corpos
Mãos que se tocam, bocas que se amam
Amor que seduz, invade, arde
Hoje nada mais me basta, apenas este momento
Em que...
Corpos percorrem corpos
Mãos que se tocam, bocas que se amam
Porque este amor é o significado de nosso sentimento mais intenso

Foto de fer.car

Que amor é esse?

Que amor é esse que me faz escrava de seus próprios desejos
Me faz ir além de mim mesma, me faz tão sua que me perco totalmente
Que a amor é esse que nunca acaba, nunca finda?
Este amor que me mata, me sacia e me faz tão dependente... desta presença que é você
Este amor me machuca por tantas vezes, e lágrimas rolam sobre a face
Por vezes me faz esquecer todo o mal que me causou e novamente me entrego como se fosse a primeira vez
Que amor é esse que longe sinto-o aqui, que mesmo odiando, ainda amo..
Que amor é esse?
Explique-me por favor se puder...

Foto de Ge Fazio

Marcas de um Tempo

Gotejas o orvalho sobre a relva densa...
Numa tarde do frio inverno.
Pássaros recolhem no aconchego de
Seu ninho... Alimenta, aninha.

Toques de emoções emergem de
Um coração sem par... Solitário.
Num olhar através do tempo
Da distância sórdida...

Goteja o amor de um olhar
Terno, transparente que outrora.
Passou por aqui... Chegando
Pelo velho rio de águas claras

Vem o vento...A chuva e o sol
As tormentas que transbordam
Lavando em enxurradas os rastros
De seus passos... Levando o aroma do amor.

Restam agora as marcas de um tempo.
Os vincos de uma saudade cravejada
Na pele, nos contornos que resguarda...
Protege um invólucro do amor perene.

Gotejam lá fora o orvalho.
Numa rua nua, crua sem nome e sem dono.
Resta agora um jardim sem cor, sem aroma.
A espera do amor que faz germinar.

Germinar de novo o sorriso...
O brilho do olhar da esperança
Junto às folhas secas de outono.
Renasce um jardim em flor...

Ge Fazio

Foto de lmleca

Que Deus!!!

Quem quer que sejas, onde quer que estejas
Diz-me se é este o mundo que desejas
Homens rezam, acreditam, morrem por ti
Dizem que estás em todo o lado mas não sei se já te vi
Vejo tanta dor no mundo pergunto-me se existes
Onde está a tua alegria neste mundo de homens tristes
Se ensinas o bem porque é que somos maus por natureza?
Se tudo podes porque é que não vejo comida á minha mesa?
Perdoa-me as dùvidas, tenho que perguntar
Se sou teu filho e tu amas porque é que me fazes chorar?
Ninguém tem a verdade o que sabemos são palpites
Se sangue é derramado em teu nome é porque o permites?
Se me destes olhos porque é que não vejo nada?
Se sou feito á tua imagem porque é que durmo na calçada?
Será que pedir a paz entre os homens é pedir demais?
Porque é que sou discriminado se somos todos iguais?

Porquê que os Homens se comportam como irracionais?
Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porquê que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei
Eu acredito é na Paz e no Amor

Por favor não deixes o mal entrar no meu coração
Dou por mim a chamar o teu nome em horas de aflição
Mas tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos
E se o Homem nasce livre porque é que é alguns são donos?
Quem inventou o ódio, quem foi que inventou a guerra?
Ás vezes acho que o inferno é um lugar aqui na Terra
Não deixes crianças sofrer pelos adultos
Os pecados são os mesmos o que muda são os cultos
Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem
Mas no livro que escreveste cada um só leu o que lhe convém
Passo noites em branco quase sem dormir a pensar
Tantas perguntas, tanta coisa por explicar
Interrogo-me, penso no destino que me deste
E tudo que acontece é porque tu assim quiseste
Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo?
Será que essa é a justiça pela qual eu tanto reclamo?
Será que só percebemos quando chegar a nossa altura?
Se calhar desse lado está a felicidade mais pura
Mas se nada fiz, nada tenho a temer
A morte não me assusta o que assusta é a forma de morrer

Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei
Quanto mais chamo o teu nome menos entendo o que te chamei
Por mais respostas que tenha a dúvida é maior
Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor
Respeito o meu próximo para que ele me respeite a mim
Penso na origem de tudo e penso como será o fim
A morte é o fim ou é um novo amanhecer?
Se é começar outra vez então já posso morrer

PS- Não é meu é do Boss Ac

Foto de Ge Fazio

Sou Água

Sou Água

Ao sentir o ar... Disparo e gritos e,
Choro...
Choro por um elo que começa a se romper
Deixando-me fora...
Expelindo-me.
De um espaço onde fui acalentada, alimentada, acariciada.
E muito esperada.

Acordo e inicio a grande caminhada...
Minhas células multiplicam-se...
Ávidas por entender se é preciso
Caminhar...
Chegar até onde? Porque? E para quê?
Caminho...

Em momentos, percebo muitas retas...
Lindas! Muitos pássaros a cantar.
Campos floridos.Em cada flor
Em cada pétala... Um perfume.
Uma cor.
Onde estou?
Passo por grandes várzeas... Há muitas saídas...
Em cada uma, paro, penso, refaço o meu trajeto...
Caminho...

Opto por uma trilha, estreita, mas... Há muitas pedras.
olho ao lado, vejo a água... Correndo mansamente por entre as pedras
Num leve borbulhar, acariciando cada obstáculo... E transpassando...
Lentamente em busca de um lugar.

E, resolvo imitar... E percebo que as águas encontram-se...
Juntam-se, tão iguais, impossível separar... Distinguir...
Sigo o meu caminhar...

Penso que sou água...
Movimento, corro, caminho, passo entre as pedras... E,
Procuro meu lugar.
Mas, se sou água... Que faço nas subidas?

Não devo procurar e encontrar só outras águas...
Tenho um lugar para chegar...
Vejo-me passando... Transpondo barreiras...

Humildemente te procuro...
Empresta-me seu ombro... Seu colo...
Não caminho mais sozinha...
Transporta-me.
Coloca-me em teu suor... Em tuas lágrimas
Coloca-me em tua vida
Transporte-me...
Caminho!

Ge Fazio

Foto de Edilayne Campos

Serei

Serei poeta quando algum poema você quiser escutar.
Serei cantora quando que com música quiseres se embalar.
Serei aluna quando tiveres algo a ensinar.
E professora quando quiseres aprender.
Querendo ou não serei amante,
A todo instante alucinante.
Farei-te rir, e também chorar.
Serei magoada, mas lhe perdoarei.
Serei eterna, se seu desejo deixar,
Ou inesquecível, se antes a vida me levar.
Serei mais uma, mas serei única.
Serei o que for, mas serei para sempre o seu amor.

Foto de Mabel

QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE...

Quando eu me chamar saudade!...
Não chorem por mim, a vida tem continuidade’
Pensem em mim com a nossa vida vivida a felicidade’
Dos tempos vividos sempre com cumplicidade.
Quando eu me chamar saudade...Meu filho!
Lembre da felicidade, como nosso brilho.
Brilho que tivemos e teremos em nossas vidas.
Não chore, querido, mas nossa lembrança viva.
Quando eu chamar saudade...meu amor!
Não quero que minha ausência lhe cause pranto ou dor,
não quero que chore, fazendo da vida grande dissabor
Quero apenas que lembre nossa vida com muito amor.
Quando eu chamar saudade...Meus irmãos!
Quero que recorde nas vidas partilhadas com união.
Que nossos pais,conosco, da alegria tenham visão.
Que estejamos sempre sintonizados em seus corações
Quando eu me chamar saudade...Meus amigos!
Lembrem de como vivemos desde tempos antigos,
Esquecendo a tristeza, é natural, não tenham consigo.
Lembrando que a partilha da amizade foi nosso abrigo.
Quando eu me chamar saudade...
o que aconteceu meus queridos?
é que esqueci, que os nossos que se foram...
agora chamam SAUDADE!

Foto de Lou Poulit

O Anjo-Arlequim

Porque a noite é fria ele canta
E canta... Canta e canta
mas porque nem uma única estrela se oferece
Ele sonha... Sonha e sonha.
E como não pode carregar
O cravejado antigo da sua manta
Ele se aconchega nas próprias asas.
Amanhece e sai dizendo gracinhas pela rua
Porque não pode ser seu arlequim.
Por que ela não quer ser rainha sua?

Então passa por muitos lugares
E os seus cantares tocam velhos e crianças.
Mas por ele passam tantas lembranças
Vãs recordações, que ninguém sabe
E elas também lhes fazem desdém
Como se seus cantares não valessem a pena
Como as estrelas tantas
Da sua manta de arlequim.
Espanta que não possa carregá-las
Mas que não faça as malas da alma
E se lave com água-de-alfazema
E de si mesmo se despeça.
Como pode um anjo não conhecer a própria palma?

Não podem ser como os homens do mundo
Que pensam o que não são
E são o que não querem.
E que pensando amar ferem o querer bem
Porque querem apenas possuí-lo.
Arlequins são efêmeros, profundos os anjos
Mas desses marmanjos nenhum pode ter a rosa.
A um, só cabe possuir a prosa
E ao outro o silêncio.
A quem poderiam então interessar?

Talvez possam um dia...
Quando forem um, bastante
Perante a estrela que não se anuncia
Porque sempre foi refém
De possuir a noite e o dia
E porque guardou o seu vintém
Para o momento certo... bem perto da fonte
Onde junto com ela se esbata, nem ouro nem prata
Quando não quiser possuir
Mas possuir o estar possuído.
Então ambos poderão possuir o momento...

Era ela quem esperava por ele...
E por ambos a vida de um amor exercido.

Foto de Lou Poulit

Esperança

O silêncio guarda o vulto
Que esconde o grito na garganta.
Contrito, tanta prece oculto
Que nem sei (vingança ou indulto)...

E não há sinal que cesse
A ânsia de saber, que se insinua.
Por quê o mar adormece
Me esquece assim?
Por quê não se importa?
Sábio e assim inerte aborta
Tudo o que a razão acalenta;
E com a dança lenta das estrelas tenta
Me tomar de mim, que vale a pena!

Daria tudo, só para ouvir
O estrondo de uma folhinha qualquer
Pondo o pezinho no insuspeito do espelho.
Mas nem mesmo esse efêmero salto
Ínfimo e cauto, sobre o oceano
(Além de esperar o tempo certo)
Me permite o claustro humano!

Quisera agora ter o peito aberto
Possuído por estrelas e astros.
Ao menos seus rastros depois eu teria!
Uma teoria, mesmo lúdica
Mesmo pobre, mesmo pudica
Comprada com um vintém no seio
Para me pacificar manhosa e mansa
No largo vau em que tateio
Um modesto resto de esperança.

O silêncio guarda o culto
A uma deusa antiga e oferecida.
Mas que não se pode imolar
Sem imolar a própria vida.

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