Poemas

Foto de Deni Píàia

Um segredo

Sei que estão todos ocupados
Sem tempo para ouvir meus sonhos,
Mas confiança ou sem fiança
Vou fiando esse caminho,
Tecendo a minha teia,
Costurando em minha veia
Impressões que não convencem.
O nada me apavora,
O tudo me apavora,
A imensidão me apavora,
A rejeição me apavora,
A sirene na noite me apavora,
A eficiência do mau me apavora,
O silêncio do bom me apavora.
Ora! E quem se preocupa com isso?
Estão todos pré.ocupados.
Alguém sempre sai machucado
Quando existe um vencedor.
O orgulho estampa a cara do afortunado
Difícil engolir essa dor.
O que você mais teme vai enfrentar um dia.
Rejeição é espinho que não lhe deixa dormir.
Viver é acordar de uma fotografia
E esperar a noite para lhe consumir.
Alguém sempre sai machucado
E a cicatriz da alma não sara.
Nunca mais vi o dia amanhecer nos seus olhos
E o seu sorriso refletindo o sol
Não sorriu mais para mim.
Viver é bom ainda assim.
Vou desvendar um segredo:
Eu existo!
Mesmo que ninguém note, eu existo.

Foto de Deni Píàia

Águas

Vou mergulhar nessas águas
Sem medo de me afogar.
Se acontecer... E daí?
Vale a pena arriscar.
Quero nadar e sorver
Cada gota do seu pesar.
Vou mergulhar nessas águas
Que brotam do seu olhar

Foto de Deni Píàia

Foi assim

Com meu coração minguante,
Cercado de ecos,
Aparei as hostis arestas de sua rebeldia planejada.

Num vento estranho com sabor de passado
Senti seu débil perfume de coxas,
Beliscão de moça-menina.

Em meio aos seus escombros
Colhendo o orvalho fresco
Notei um quê de insanidade
Triste como jardim de hospital.

Em meio ao rendilhado de ramas,
Flores de cemitério,
Uma velha brisa soprou luzes pacíficas,
Frescor de arco-íris.

Foto de Deni Píàia

Sombras e sobras

É tão pouco te amar...
Queria ver-me verme no vermelho sangue que te sugo
Com a lenta plenitude do barco à vela.
Sumo etéreo.
Nos seus olhos a noite se espanta
E se acanha,
Mesmo com mil estrelas a desafiar
Seu cansaço.
Menina verde, fruta madura
Derretendo-se em água pura
Que eu bebo pelos poros.
Sombras de um passado que me segue,
Jamais conseguirei dizer tudo.
Sobras de um passado que não passou,
Infinitamente guardado só para nós.

Foto de Deni Píàia

Do amar

Do amar vem o amar.go,
Mas também vem o amigo
E com ele o amar.elo do sol,
Amar.melada doce,
Amar.telada no dedo.
Ah.mar.tirio do medo...

Do amar vem
Amar.cela para o chá,
Amar.garina do pão,
Amar.mita do peão,
Amar.ca nova de carro.

A.Mar.te eu irei, se
Amar-te é minha sina.

Foto de José Manuel Brazão

A tua gratidão

Como existe em ti
o belo sentimento
da gratidão,
a tua gratidão!

Encontrei-te
nas cinzas da vida,
desfeita,
ultrajada,
consumida,
desorientada,
sem um rumo
para o teu caminho de vida!

Viveste
muitos sofrimentos,
silêncios, angústias,
tristezas,
incertezas,
dores de Alma,
Quase destruída!

Ajudei-te
com as minhas forças,
retirei-te das cinzas,
sarei feridas,
tirei medos!

Renasceu
em ti, outra mulher,
que sentiu Luz,
não mais se sentiu só!

Aprendeste
o rumo para caminhar,
passaste a acreditar,
em ti e na vida,
e que um dia
a Luz voltaria, para ficar!

Enriqueceste
a generosidade,
a bondade,
o carinho e o perdão!

Tu e Eu
sempre unidos,
ganhámos afeição,
amor,
muito amor,
que ambos carecíamos!

Um amor sem limites,
sem nada pedirmos
e tudo darmos!

Um amor lindo,
que só nós entendemos
e Deus…

Não sabemos o Destino,
mas ajudámo-nos muito:
um completa o outro!

De mim,
Aqui ou Além… no Infinito,
ouvirás o eco das minhas palavras:
“Oi, amoreca!”
e sentirás a minha presença,
para tua serenidade!

José Manuel Brazão

Foto de KAUE DUARTE

Vitória Régia

Baila sobre as águas
Soberana em elegância
Flutua em sua superficie
Enfeitando seu habitat
Sendo natural por nateureza
Demonstrando sua beleza
Pelo lago a se mostrar
Calçando o pé do sapo
Sendo base a quem descansa
Não perde o seu brilhar
Se move com o vento
Vai simbora, vem sem rumo
Onde ele te levar
Escondendo suas raízes
Esverdiando com sua cor
És matéria sem sabor
Que esconde as profundesas
Viva a Régia que pranteia
Conservando a lua cheia
Que comtempla em suas noites
Ò mais bela que aí está
E que nunca sairá
Saiba que te vejo
Com o olhar a me alegrar
Regendo seu andar merecida vitória
És bela por que o homem não te fez
E assim sempre será
Até quando DEUS levar.

........KAUE JESSÉ 11.01.2011 //*

Foto de KAUE DUARTE

Somos um

Sou vela que não se apaga
Que mesmo sabendo que estrelas me observam
Não deixo intimidar meu brilho
No opaco da escuridão
Eis a luz que abrange o redor
Luz da alma resplandescente
Que vem de um trafego constante de emoçoes
Verdadeira transfusão de sonhos
Fabricando prazer numa produção incansável
Sou aquele que agrega a felicidade
Publica a amizade em honestidade
Sou anjo que te responde
Pergunta que te confunde
Homem que te ama
Que te leva alem da cama
Que não te ve como um troféu
Mais um premio do céu
Que não sei se mereço
Mais sei bem amar
Sou você, você sou eu
Estamos em comum
Somos um.

Foto de José Manuel Brazão

Quando te vejo...

Quando te vejo
fico triste
pela mulher que deves ser,
mas que não conhecia...

Todo o tempo
é tempo da descoberta
duma alma irmã!

Por ti
tudo farei
como pelos outros
que me acarinham
e me entendem,
até eu partir.

Vivo
e convivo
numa entrega
que alguns não entenderão,
mas a voz do meu coração
escolhe o melhor para o meu caminho!

Nas mãos da Vida
e dos outros
estarei sempre
por Amor!

José Manuel Brazão

Foto de Nailde Barreto

Memórias Póstumas de Mim Mesma.

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Eu quero três coisas: amor, sabedoria e paciência para esperar-te no infinito, grande vacância notória, da sua ausência.
O amor — disse minha alma repousando nas nuvens — é magnífico!
A sabedoria, disse meu eu silencioso ecoando no universo, é humilde!
A paciência (disse meu coração que já não bate em matéria humana) é virtude!
O tempo é minha matéria, o tempo passado, o homem do passado, a vida do presente que sempre me remete a ti...
O caminho para a eternidade, finda a matéria, transcende o tempo, converte em luz, e agora, por tê-lo deixado sem o aviso prévio da minha partida, só o amor me conduz...
Pude ver as lágrimas encorpadas de dor, que entristeceram seu olhar e desfizeram seu sorriso...
Não pude impedir o seu choro, não pude estender-te as mãos e enunciar um abraço, não pude dizer o quanto te amo antes da dor do meu último passo...
A magnitude do meu amor, fez-me ter humildade para admitir que falhei, a vida sempre de tantos planos, não pude em vida te amar o quanto sonhei...
A paciência faz-me aceitar o plano da ausência, me faz evoluir para a incansável espera da sua chegada, que já está escrito, ma não pode ser apressada...
Enquanto humanos, muitos ainda hão de sofrer e se desesperar, para aprender que o amor, a qualquer vida ou tempo, é tudo; e suas faces tudo pode brandar...
Enfim, o meu amor convence os seres celestiais, que permitem todas as noites minha silenciosa presença, afagando-te serenamente, até que adormeças...

Nailde Barreto.
09/01/2011

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