Poemas

Foto de Eddy Firmino

FAZ FRIO

Faz frio
E desde que você partiu
Ficou um sentimento, um vazio

Faz frio
E já é madrugada
A cama está vazia e molhada

Faz frio
Meu cobertor é o sofrimento
O aquecedor o lamento

Faz frio
Saudades da noite cálida
A realidade é sombria e pálida

Faz frio
O dia amanhecendo
E a tristeza que vai me entorpecendo

Faz frio
Lembranças do amor e do flerte
Estou te esperando inerte

Foto de Eddy Firmino

7º Concurso Literário -CHOVE

Está chovendo lá fora
Chuva forte, constante
A cama está fria, estou só
Queria você nesse instante

A chuva prossegue caindo
Tão lentamente e tão fina
Pingos de solidão no meu quarto
Que minha alma então desatina

A chuva trás pensamentos
E no auge da nostalgia
Lembranças do beijo na chuva
Encharcando nossa alegria

Mas a chuva cai e não para
Vai caindo... caindo
Retrocedendo as horas
Que vai então se esvaindo

E ao passo que a chuva cai
Mistura-se com minhas lágrimas
Que agora saem se parar
Expurgando então minhas lástimas

Agora já é madrugada
E a chuva não para... prossegue
Mas logo ela vai se esvairá
Pra que minh’alma sossegue

Foto de Eddy Firmino

BORBOLETA

Você é borboleta
Que voa livre feliz
Borboletinha sapeca
Por entre o céu de anis

Voa também entre as flores
À tarde e por entre as manhãs
Despertando amores
E a legião dos teus fãs

Borboleta tão delicada
Plainando tão lentamente
Repleta das mais belas cores
Que Deus te deu simplesmente

Você tão pequena e frágil
Visitando cada jardim
Meus olhos te vêem chegando
Voando então para mim

Bela borboleta que voa
Nosso amor e respeito
Graças damos a Deus
Que te fez assim desse jeito

Foto de carlosmustang

DISCREPÂNCIA

Quando uma esperança que nasce
É cedo pra dormir!
Quando a saudade te acompanha
É cedo pra desistir!

Porque tudo que mata
Nos faz viver melhor
Cigarro, mulher e cachaça
Não torna esse mundo pior.

Alegria é nao fazer o mal
Nem deixar esse mundo mais maldoso
Viver espontaneamente
Sem ser pegajoso

Mas isso é só uma receita
Nunca facil de seguir
Quem inventou tudo isso
Correu atras da moita...
e não esta mais aqui.

Foto de Nailde Barreto

"O olhar além da burca"

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Poligamia? Tantas quantas o “fantástico homem” puder sustentar, em regime de igualdade, sem margem para que uma ou outra possa reclamar. Tal ato fere a sua moral? Tudo isso é questão cultural, e no oriente é tido como corriqueiro, normal, visível no olhar de tantas faces, contidas, pela burca, lisa e de tantas cores, e seus adereços...
Imensa desvantagem, retratada na história da evolução, uma vida inteira de “liberdades” que se confundem com prisão, com regimento expresso, afinal, liberdade ou opressão?
Elas: sujeitas de voz passiva, que se calam silenciosamente, enquanto grita o desespero, o destempero, a mutilação; estampado em cada olhar, cabisbaixo, diante dos atos volitivos do sujeito masculino, preocupado com a procriação...
O tempo passa, as coisas mudam, e na puberdade, o “hijab” (tipo de vestimenta para cobrir o corpo) passa a ser de uso obrigatório, para impedir que a mulher faça exposição da sua figura, que transita entre a luxúria e a fé. Só é permitido deixar amostra: as mãos, os pés e os olhos. De tal modo, conseguem atrair olhares, e mesmo coberta, enfeitiçam com a dança, seduzem com o olhar, finalizam com um toque, detalhistas como serpente, e até os pés, conseguem fazer beijar...
Felicidade, digo e te instigo a pensar, é algo conectivo! Logo, não podemos afirmar que tais sujeitas, ainda que passivas, são infelizes. Em contraponto, observamos o contraste do oriente que se cobre, com ocidente que insiste em despir-se em constante “haram” (pecado).

Nailde Barreto.
13/01/2011

Foto de Arnault L. D.

Se ainda você

Seria uma palavra, se não fosse o silêncio.
Seria uma canção, se houvesse som.
Seria uma visão, se existisse a luz.
Seria uma dança, se houvesse um eixo...

Seria uma vida, se houvera história.
Seria uma entrega, se houvesse destino.
Seria, nós, se houvesse havido.
Não seria pretérito imperfeito.
Se ainda... você.

Foto de Shyko Ventura

" ASAS "

...
...
...
"Asas que conduzem,
Que transpassam as águas,
Os rochedos, as montanhas,
Longas ou não;
Asas que elevam,
Alçam em voos de uma proximidade,
A distântes e invisíveis altitudes,
Mas que se interligam na trajetória;
Embora nem sempre a origem
Seja o retorno do destino;
Embora o destino, as vezes,
Não derive de uma origem,
Ou até mesmo,
De uma origem que não tenha ocorrido
De um início;
São somente asas!!
Que podem mover-se a algo,
Ou que de algo salve,
Ou que pra algo, mude;
Quer seja o destino,
Quer seja a altura,
Ou que seja de um salto,
Ou de um simples voo
Elas jamais conseguirão me levar,
Aos locais,
Ou as alturas,
Ou sobre as nuvens,
Ou aos delírios,
Ou à terra dos sonhos em que sou transportado,
Não por asas!!!!!!!
Mas, quando estou com Você!!!!!!!!!!!!"

______________by Shyko12012001.

Foto de Carmen Lúcia

Inúteis palavras

Recolho palavras que me atropelam
no silêncio inquieto que me interpela,
preciso com elas entrar num consenso,
que venham sem eco pra integrar meu contexto.

Ou mesmo sem nexo, sem explicação
porque eu nem sei explicar a razão
de estar tão calada, tão introvertida,
desconheço quem sou ou me sou bem conhecida.

Procuro nos simples detalhes um recomeço,
um motivo maior para continuar,
pular as reticências, revirar aos avessos
e nas entrelinhas descrever o meu texto.

Mas as lacunas se tornam pesadas,
devo preenchê-las de palavras sensatas,
esvaziar de minh’alma meus medos e traumas
que o silêncio estimula e a palavra engasga.

_Carmen Lúcia_

Foto de Peter

Tu...!?

Tu…?

Quando vejo o teu reflexo
Fico perplexo
Como uma alma fica assim…?
Um mero ser a deambular
Sem um coração para amar…

Neste mundo tão cruel
Esse teu sabor a fel
Apenas te destrói
Afinal amar dói
Mas não amar
É apenas definhar!
Desaparecer num mar gelado…
Numa onda morrer afogado…

Sem sentido
Assim ficas perdido
Sem emoção
Ficas assim na solidão
Sem amor
Assim ficas nessa dor

Nestes dias complicados
Poucos aqueles são amados
Menos ainda aqueles que amam
Entre os sentimentos que queimam
Há que acreditar
No sentimento de amar!

Pedro Gomes

Foto de Peter

Mundo Fantástico

Mundo fantástico

Tu és o plástico
Oh! tão fantástico
A bela marioneta
Que faz de pateta...

Segues essa moda
Queres a bugiganga toda
Para não ficares para trás
E afinal o que é tu dás??

Vives nessa ambição
Não ouves o coração
Viver nesse mundo material
Não sabes o que é essencial

Como um palhaço no palco
Com a cara cheia de "talco"
Escondes o verdadeiro sentimento
Que morre num doloroso desalento

Sorris muito por fora
Por dentro a tristeza te devora
Vives nessa amargura
Bem sabes há muito perdura

Basta ouvires o teu coração
Ouvires a tua oração
Segue os teus instintos!
São tão distintos!

Se continuares nesse plástico
Afinal não é tão fantástico…
Por completo deixarás de existir
Até a chama da vida se extinguir

Pedro Gomes

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