Poemas

Foto de L.Guerreiro

Palavras

Habitas em cada minha palavra,
em todos os meus silêncios.
Sou o vento, e não me vês.
Sou uma gota de chuva, e não me vês.
Sou a terra que pisas, e não me vês.
Sou o pobre que estende a mão à esmola, e não me vês.
Sou a multidão, e não me vês.
Se eterna é a verdade,
eterno é o verdadeiro amor.

Foto de Eddy Firmino

O CAMINHO DE VOLTA

Não posso falar
Não tenho palavras
Pra expressar
Toda angústia
Que dói aqui dentro
Coisas estranhas
Martirizando
E comprimindo
As minhas entranhas

Palavras jogadas
Mal formuladas
Cheias de ódio
Totalmente sem alma
Tiraram-me a calma

Primeiro a cegueira
Depois o disparo
Depois outra vez
Logo a lucidez
Tarde demais
Você já não mais

Teu corpo quase sem vida
Restou a ferida
Da amarga lembrança...

O tempo passou
A liberdade sentida
Não fecha a ferida
Não muda o passado
Deixado de lado

Hoje eu venho
Não quero perdão
Nem quero teu ódio
Pelo ocorrido
Apenas te peço
Olhar nos meus olhos
Já envelhecidos

Não tenha revolta
Tudo que eu quero
É que me mostres
O Caminho de volta

Foto de Diario de uma bruxa

Poesia um desabafo do poeta

Poesia... Um desabafo do poeta
Falar o que sente
Botar pra fora
Todo o sentimento
Recolhido dentro de si
Expressar abertamente
Toda a dor
Todo o amor
Que tem no coração

É mais fácil escrever
Do que falar
Mas mesmo assim
Tem muita coisa
Que guardamos pra si próprio
E isso machuca

São coisas que
Não tem como expressar
De qualquer forma ira doer
Falar ou calar
Preferível calar
E dentro do próprio eu
Guardar

Poema as Bruxas "Pb"

Foto de Rodrigo Stenio

LÁGRIMAS DE OUTONO

Lágrimas de outono

(Rodrigo Stenio – 29/07/2010)

Cada lágrima que rola, me arranca um pedaço, me fere e desconsola...

O tempo passou e as feridas ficaram ainda mais vivas;

Cada lágrima que molha, me cava um espaço, me insere e esfola...

O momento secou e as salivas esperam ainda mais viças.

O sol nasce para todos, mas as sombras me perseguem a luz do dia;

Os nós me atam com um tolo, e eu me lembro do que eu não faria;

Onde o vento faz curva, eu esqueci todas as minhas vaidades;

Como as nuvens fazem chuva, eu adormeci com minhas saudades.

Não vou mais acordar pra sorrir de novo;

Espero o outono pra secar com as folhas;

Não sou mais de esperar pra sentir o novo;

Espero o outono pra secar com as folhas.

Cada lágrima que rola, me arranca um pedaço, me fere e desconsola...

O tempo passou e as feridas ficaram ainda mais vivas;

Cada lágrima que molha, me cava um espaço, me insere e esfola...

O momento secou e as salivas esperam ainda mais viças.

Não vou mais acordar pra sorrir de novo;

Espero o outono pra secar com as folhas;

Não sou mais de esperar pra sentir o novo;

Espero o outono pra secar com as folhas.

O sol nasce para todos, mas as sombras me perseguem a luz do dia;

Os nós me atam com um tolo, e eu me lembro do que eu não faria;

Onde o vento faz curva, eu esqueci todas as minhas vaidades;

Como as nuvens fazem chuva, eu adormeci com minhas saudades.

Não vou mais acordar pra sorrir de novo;

Espero o outono pra secar com as folhas;

Não sou mais de esperar pra sentir o novo;

Espero o outono pra secar com as folhas.

Foto de Rodrigo Stenio

A SEDE

A SEDE

(Rodrigo Stenio - 30/07/2009)

A sede da pele lisa que aflige;

Na sua que a cama gira de sede;

A lua me queima na pele que alisa;

Me aflige a sede da pele que gira.

A sede sufoca na carne que geme;

Me afogo na boca da pele que sente;

A sede me cede o suor e me deixa sedento;

À noite sinto o calor de te ver onde eu entro.

Sinto sede da pele nua e sedenta!

Sinto sede da tua boca na minha!

Queimo a cama que clama a presença!

Queimo a pele que mostra a sina!

Foto de Nailde Barreto

" A DESPEDIDA"!!!

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O barulho das rodinhas da mala
Que atritavam no asfalto grosso
E emitiam um som de protesto
Quase que um grito
Para que fôssemos na direção contrária.

Mais ao chegar no fino páteo do aeroporto
Elas perderam a sua fala
Desmotivadas pelo turbilhão de sons
Que se misturavam entre os terminais
Provenientes do transitar da multidão.

Os ponteiros do grande relógio no corredor
Que antes repousavam quando estivera ali há dois dias
Pareciam enfurecidos, e galopavam ferozmente a cada minuto
Contrariando a ordem natural do seu trabalho
Me deixando ainda mais perto do que eu já previa.

O abraço apertado que se desenrolou
Fez germinar em seus olhos duas lágrimas
Que deslizavam sobre sua lisa pele morena
Que não impedia que elas chegassem ao chão
Imaginando que em breve eu não poderia mais enxugá-las.

E ao mirar o triste portal de embarque que se aproximava
Sentia por entre os dedos sua única companhia
O bilhete amigo que a acompanhava
No vôo que sem beleza assinava
O fim daquele mágico e eterno momento.

B.C 15/12/10

Foto de Eddy Firmino

As Sete maravilhas do mundo

Teus olhos
Tua Boca
Tuas mãos
Teu sorriso
Teu abraço
Teu cheiro
Você por inteiro...

Foto de Eddy Firmino

TEU OLHAR

Teu olhar é assim...
É Misterioso
Ele fala
Ele cala
Encanta
Acalanta
Entorpece
Aquece
É malicioso
Também mui formoso
De tão natural
È perfeito
É real
Tem um jeito próprio
Multicores
Um caleidoscópio
Um copo de ópio
É suave
É fatal
Um pouco inocente
Incandescente
Ele paralisa
Hipnotiza
E martiriza
Minh’alma carente
Louco pra ver
Teu olhar novamente
Olhar atrevido
Me deixa caído
De tantos olhares
Ao me conquistares
Teu olhar é assim
É todo pra mim

Foto de Diario de uma bruxa

Papeis de carta

Todos os dias
Uma nova carta
Nossa rotina nossa historia

Uma vida toda
Em papeis de carta
Envelopes perfumados
Cheios de carinho

Cartas de encontros
De amor
É minha rotina
É sua rotina

Nossa historia de amor
Contada e detalhada
Em papeis de carta.

Inspirado no filme Querido John

Poema as Bruxas

Foto de Eddy Firmino

DOCES LEMBRANÇAS

Tente lembrar as lembranças
Do tempo menino
Do tempo criança
De quando de todos
Tinha confiança
A menina da escola
A velha sacola
Os antigos brinquedos
E todos seus medos
O bicho-papão
Briga entre irmãos
A saia rodada
A face marcada
Manchas de batom
Merendas, Bom-bom
Daquele menino
Malvado traquino
Menino travesso
Quase me esqueço
Da professora
Querida Senhora
Pequenos castigos
Os moveis antigos
Tantas lembranças
Não sou mais criança
Mas tenho saudades
Em minhas andanças
Mesmo crescido
No fundo me sinto
Aquela criança
Cheia de esperança
Doces Lembranças

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