Enviado por Arnault L. D. em sex, 10/06/2016 - 05:30
Dentro de mim dormem tantas vidas,
histórias que parecem avulsas,
das íris, no espelho refletidas,
lembro tantas personas vestidas,
que no decorrer, foram expulsas,
junto de verdades esquecidas.
Enviado por Arnault L. D. em qua, 01/06/2016 - 05:24
Essa minha calma é falsa,
é desassombro, é escombro,
o ar inerte das ruínas,
a marcar que houve batalha.
Chego a duvidar se há pausa,
a ave que pousa meu ombro,
inerte, ou voa ao que destina?
Ao inexistir que se espalha.
Enviado por Arnault L. D. em qui, 17/03/2016 - 14:59
As cordas mudas de meu violão,
as lágrimas secas no olho meu,
encobrem melancólica canção
que ecoa no funda d’alma o breu.
Oca, silente, não feita ao clarão.
Enviado por Arnault L. D. em dom, 28/02/2016 - 23:29
Faça um pouco de quietude
para assentar a areia,
decantar a turbidez d’alma.
Faz calar a dor, e amiúde,
quem sabe a loucura meneia
se houver um pouco de calma...
Enviado por Arnault L. D. em qua, 30/12/2015 - 02:36
Pelejo uma horrível luta,
aquela sem nenhuma glória.
Firo a alma, guerreira bruta
que impele a arroubos de fúria,
mas, não pode... é só a inércia,
sem ganhador, nem disputa.
Há um tédio massante
Em existir sem saber porquê
Eu olho os livros na estante
E sei que eles nada tem a dizer
Nada dizem de importante
Nada que eu queira saber
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