Foto de Rosamares da Maia

BICHO HOMEM

Bicho Homem

Gosto de ouvir teus passos,
Pés de bicho fugitivo,
Menino arredio, solitário.
Gosto do seu nariz cheirando o ar,
Para o alto, farejando,
No vento, por instinto buscando a matilha.
Olhos e ouvidos, acesos, atentos.
Como sentinelas espreitando ao longe,
Demarcas o território do teu amor,
- Meu corpo, somente teu,
- Um continente inteiro,
Só para cravares as tuas garras,
Arranhar e marcar.
Gosto do teu jeito meio bicho, meio gente.
- Gênero homem,
Que não se deixou domar.
Preservada a tua pele é pelúcia.
Gosto do teu toque macio,
Beijo de pelica,
Amor de bicho no cio, macio.
Amor de bicho que sacia gente.

Rosamares da Maia

Foto de Rosamares da Maia

UM CALDEIRÃO CHAMADO BRASIL

UM CALDEIRÃO CHAMADO BRASIL

Nos teus céus, o luar é da mais pura prata,
Sob a noite das congadas, exibes tua beleza,
Verde, esplendorosa
Despertando desejo, paixões e a cobiça dos homens.
Por ti, bateram-se nobres cavalheiros,
Também aventureiros, sem eira, beira, ou tribeira.
Todos atravessaram oceanos,
Enfrentaram tormentas, vindos de distantes lugares,
Tudo por ti, prenda preciosa.

Villegainon tomou-te a força.
Na França Antártica pretendeu desposar-te,
Mas, viu o brandir da borduna, E o ar sibilando de flechas,
Defendeu-se a tua honra.
E dançastes para comemorar.

Nassau encantou-se de ti a primeira vista.
Na alta Olinda, o mar invadiu seu sonho,
Esculpindo em obras de amor e arte a sua conquista.
No batuque do maracatu a história desenha traços,
Seguiu jogando pernas pro ar. Rabo-de-arraia,
Jogada de mestre e moleque do garboso capoeira.
Mas perdeu-se o moço nos olhos de uma morena,
E no samba de roda foi namorar.
Ginga, samba crioulo, arranca do chão a vida,
Mesmo na seca caatinga faz o teu destino.

Brasil,
Teu gosto é café, cacau docinho, rapadura, carne de sol,
Churrasco dos pampas, tutu com linguiça e carré.
Tens o cheiro da pele das meninas, das cadeiras mulatas,
Também, da branca estrangeira.
Tudo no liquidificador das raças - misturadas,
Com estilo, para extrair um suco verde e amarelo,
Que enfeita e enfeitiça, traduzindo-se na imensa passarela,
Por onde desfila a mais nova porta bandeira.

Brasil,
Dos contos e lendas, de bravuras e bravatas,
-São filhos de botos cor-de-rosa, que saltam das águas,
Para emprenhar donzelas, Caipora, Curupira,
Mula Sem Cabeça, Saci Pererê, Negrinho do Pastoreio,
Lágrima de princesa índia que virou Vitória Régia,
E Orfeu, príncipe negro da favela?
Da tua fé mestiça, soam os atabaques, rodam sete saias de rosas.
Do mar, na rede dos humildes, ergueu-se Santa, Aparecida.
Na voz de teu povo consagram-se: Anastácia, Padre Cícero,
Dulce, a irmã da bondade.
Um grito de gol, de bola na rede que apaixona milhões.
Fé, pés, talento e arte. Essa é a tua gente!

Brasil,
Quanto resta do bugre Xingu, do Português, do Holandês?
Quanto ainda corre em teu corpo?
Somam-se tantas outras ocidentais e orientais misturas.
Desaguando todas, finalmente, na grande pororoca amazônica.
Colocamos a massa miscigenada para dourar ao sol de Copacabana,
Faz-se repousar o resultado deitado no colo do Redentor,
- Eternamente de braços abertos, em berço esplendido.

É assim o teu despertar, Brasil.
Se a maledicência diz que a tua certidão é imprecisa,
Que e a tua paternidade é duvidosa,
Pouco importa o despeito desta gente maldosa.
Fenícios, espanhóis, portugueses – Quem primeiro aqui aportou?
Quem afinal, de forma acidental ou intencional te encontrou?

Este é apenas um detalhe.
Estamos aqui! Construímos a nossa história.
Mais que navegar, foi preciso tecer,
Prender o fio de tantas origens.
Somos a raça da verde / dourada flâmula,
“Da loura Bombril e do negro alemão”.
Emergimos do caldeirão da Humanidade.
Mexido com a rica madeira vermelha
Ela que deu origem ao próprio nome,
“madeira de dar em doido”, brasa viva e incandescente,
Que forja e “ergue da justiça à clava forte”, sem fugir da luta.
Somos o Brasil.

Rosamares da Maia

Foto de Rosamares da Maia

DEUS É VERBO

Deus é Verbo

Para compreendermos porque os homens têm comemorado durante tantos séculos o Natal, será necessário esquecermos o sentido comercial, no qual fomos transformando ao longo dos tempos a essência da Natividade e nos lembramos de que existe algo que transcende a existência do próprio homem – a verdade - Será necessário ainda, aprender que “Deus é verbo e não substantivo”. Ele é não está simplesmente contido na abstração dos homens, por isto permanece como verdade eterna. Transformou o seu amor em ação, e o verbo se fez presente, desdobrando-se na Trindade, doou a sua segunda pessoa – O Filho, como expressão do seu amor maior pelos homens e pela Terra.
O Natal não envelhece, porque, o amor de Deus é verdade que não se sujeita à ação do tempo, é sim o próprio tempo que se renova em fé e esperança. E se o nascimento de Jesus Cristo desperta sentimentos que pareciam estar adormecidos ao longo de todo o ano, podemos perceber que ele se manifesta como o próprio Verbo em ação, concretizando a terceira pessoa – O Espírito Santo, que nos toca recompondo a essência humana.
Nenhum Natal é igual a outro, porque a cada ano as promessas são renovadas. Ao homem é restaurado o arbítrio, a faculdade de decidir se deseja ou não partilhar da ceia generosa do amor fraterno e, não existe presente capaz de substituir o prêmio da vida quando o Homem aprende a conjugar o verbo de Deus.
Do verbo de Deus os homens devem lembrar os ensinamentos de amor ao próximo, humildade, também da necessidade de realizar com serenidade coisas boas, tanto para o progresso pessoal como da humanidade. Assim todo Ano será Novo e bom.
Rosa Maria Maia

Foto de Rute Mesquita

Nas entrelinhas em ti raso

Sou um anjo sem asas
mas como me fazes sobre ti voar.
Sou um anjo mortal
que tanto fazes para eternizar.

Sou um anjo carnívoro
que sacia a sua fome no teu ser.
Serei herbívoro
quando nos meus braços te vir desvanecer.

Como me sublimas
a alma, o corpo, a mente.
Como tanto rimas
aqui neste corpo poente.

A inspiração é perfeita
com palavras escassas
A aceitação é inédita
mas como comigo arrasas.

Quero prometer-te,
que iremos rasgar os céus
mas temo perder-te
no meio daqueles azuis véus.

Ainda te quero trincar
minha maçã do pecado.
Preciso explorar
o que trouxe o vento em recado.

Suspiros…
Sou um anjo de ais…
de emoções mistas…
Também tenho impuros
mas desaparecem com os teus sinais
das minhas vistas.

Folheando esta história
como se lesse atentamente uma revista,
digo-te, não se trata de glória
mas sim de algo surrealista.

Algo para que não há explicação…
Mil perguntas escoam
mas, pergunto-me: ‘hei-de ouvi-las ou não
enquanto os meus passos contigo voam?’

Sou um anjo iluminado
insatisfeito a cada dia que passa
sou o coração corado
que nestas entrelinhas em ti rasa.

Sou lábios secos de te falar
ouvidos treinados de te ouvir
sou alma pronta a acreditar
que fim nunca irá surgir

Foto de Paulo Master

Aurora

Em sápido gozo, o júbilo transe matutino reluta em esvair-se, dominante desde minha alma. A bruma evanescente acaricia suavemente meu corpo, penetrando em meus poros com prazerosa sensação de alívio emocional. Em utopia, o volátil por do sol cria obra fantasiosa sob o tom matiz vermelho e laranja em lirismo erótico e inebriante incitando maliciosa conjunção paradoxal. Ah! Aurora, hemisfério meu, se me toma assim com gana é porque sou teu. Sou matéria, tu és deidade matinal, tu te renovas, és imortal, no entanto, sou de carne, sou mísero carnal. O voyeurismo estreita a ilusão do contato, a visão do subconsciente te faz insinuante e tão bela, o anseio ao toque concebe-me teu corpo em deliciosa concupiscência. O majestoso fenômeno matinal eleva-me às nuvens todos os dias em arrebatamento divino, clichê dos deuses em déjà vu. Dádiva oferecida pela própria natureza concebendo-nos ainda ao limiar do dia a magia da felicidade. Anunciando tua chegada. Aurora, a deusa romana do amanhecer.

Foto de Cecília Santos

Novo Tempo

Hoje meu canto é de Paz
Cheio de Amor e Alegria.
Que entoo neste canto,
Pra chegar em todos os cantos!

Hoje meu canto é de alegria,
Bendizendo a euforia.
Que o menino Jesus vai chegar,
Anunciando um novo tempo!

Um novo tempo de Amor,
De Esperança e de Luz.
Que vem com o menino Jesus,
Fortalecer meu coração!

Hoje meu canto é de Amor.
Amor Universal, que aprendi a cantar.
Desde que o pequenino Jesus,
Veio pra nos salvar!

Hoje eu canto A Paz, o Amor a alegria.
Hoje eu reverencio o Amor Maior.
Amor que não Discrimina, que não Reprime,
Amor que Redime, Amor que Ensina.
Amor, seu nome é Jesus!

SP/12/2011*

Foto de Comandos

Primeiro beijo

Fecho os olhos e lembro daquele momento
Momento sem tormento
Momento sem tempo
Momento... Apenas aquele momento

Nada se mexia
Nada se ouvia
Nada se falava
Nada se perguntava

Eu apenas me maravilhava
Com a prata de luar
Refletida em teus olhos
E com os delicados traços de teus lábios

Uma das minhas mãos levantei
E em teu rosto delicado toquei
Vi os teus olhos delicadamente se fecharem
Então me aproximei

E com a outra mão a tua mão segurei
Te trouxe para junto de meu peito
Senti o explodir de teu coração
E pela primeira vez te beijei

Foto de Carmen Vervloet

Feliz Natal!

Poesia: Carmen Vervloet
Edição: Carmen Cecília

Foto de betimartins

Na luz desse teu olhar

Na luz desse teu olhar

Foi na luz do teu olhar que eu me perdi
Não sei explicar como nasceu este amor
Nem mesmo decifrar a luz que vi em ti
Apenas sei que ela aprisionou para sempre...

Na luz do teu olhar eu vi tanto, mas tanto amor
Que abri o meu coração a ti, feliz e apaixonado
Na alegria de festejar o nosso amor do teu lado
Enfrentando tempestades, lutando sempre seguros...

E na luz do teu olhar eu vi os mais belos jardins
Onde as almas se reúnem, descansando, felizes
Foi nesse belo jardim que tu fizeste-me mulher...

Na luz do teu olhar, vi as tuas promessas de amor
Não tive medo dos perigos que estavam para vir
Mesmo que seja uma multidão, venceremos no amor...

Foto de Arnault L. D.

Jogo dos erros

A sorte de um grande amor
é ele não vir a saber
qual é o seu real tamanho...
Pois assim, não vai se expor
pelo mundo e seus defeitos,
aos sentimentos estranhos.

Muitos matam o amor
por invulnerável o achar
na ilusão que a ele nada interferi,
e depois, sozinho, chora a dor
do perder, e põe-se a duvidar...
Pois, até a um Titã, a lança feri.

Considere o seu amor
pequeno, frágil, delicado,
um passarinho do céu oriundo.
E ele, talvez, seja o maior...
e ficará assim, neste estado
sem ter que provar ao mundo...

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