Quanto eu te adoro...
Não sei calcular,
entranhas em cada poro,
num reverso transpirar.
O que sei não comporta
entender a vastidão,
e toda lógica aborta
muito aquém da visão.
Te amo, mais que conheço.
A tropeçar no limiar
do que sei e esqueço.
Sou menor que este amar.
Da loucura que prefiro,
do ego a se equivocar
de entender, sei que deliro
no desejo eterno de estar.
Amor que ao ter me espanto
como pode caber em mim?
Se é tanto, tanto e tanto...
que só pode ser se a morte é fim.
Meu querer é encantamento.
Não sabe viver, sem se viver,
quero-o durar, se-lo o mais lento.
O vivo e vivo, sem mais me saber.