Foto de Odir Milanez da Cunha

FOTOS ÚNICAS = SONETO

FOTOS ÚNICAS
Odir, de passagem

Mandaste fotos. Cri de mulher nua
e procurá-la fui, do início ao fim,
navegando a nudez que fosse tua,
tua nudez a me fazer festim!

Nudez luzindo sob a luz da lua,
curtindo a cor corada do carmim.
Nudez que nos meus sonhos continua
a semelhar do sexo o estopim!

Mas teu nu me negaste! Mesmo assim,
despida estás em mim pela metade,
pela metade, nua, estás em mim!

Assim te quero para ser saudade
quando te amar nos sonhos meus. Enfim,
amando em sonhos amo de verdade!

JPessoa, 18.01.2011

Foto de Odir Milanez da Cunha

RIO REVOLTO - SONETO

RIO REVOLTO
Odir, de passagem

Perdi-me dos passeios inocentes,
das crenças nos cenários, das certezas,
da pureza primeva das nascentes,
ao provar dos pecados as proezas

Qual riacho revolto nas enchentes,
causando convulsões nas correntezas,
sou hoje um rio de paixões pungentes,
cascateando choros e tristezas!

Lançar-me no mar morto e ter comigo
a paz das poças d’água, onde um pingo
de chuva faz marolas sem perigo.

Mas sou sobras de enxurro e não distingo
um mar morrente que conceda abrigo,
para um rio revolto e choramingo!

JPessoa, 18.01.2011

Foto de vino silva

Terra do Meu Berço

Terra do meu berço
Nasci na terra dos meus ,
sonhos ,no ventre da mãe África,
no berço do verso que componho.
Neste chão de areia e cheiro de chuva.
pisei descalço o desejo,
de jogar a bola de trapo
Neste chão namorei,
em cada esquina e beco,
uma mulher linda, que não invelhece ,
chamada Angola,
e fui amado baptizado por ela
teu nome deu-me escola,
teu coração nunca foi minha esmola
Sei que um dia vou morrer aí,
no teu chão, minha amada Angola,
onde partiu caravelas levando seus,
filhos num lugar incerto ..

Foto de vino silva

Raça Humana

Raça humana

Raça viajante e incosntante,

segue seu rumo na foz do nilo.

Mistifica a pureza na cadência de cada tambor.

Teu sangue tua cultura, teu paradeiro teu suor,

tua vela e caravela, se despe de feitio despojado

Raça humana

Um sonho ,uma música, uma língua sentida

Um quere desmedito ,um choro sentido.

Eu sou da goa ou de Angola ou de outrora.

Sou da voz do vento na amazônia,

da criança que sonha com um mundo novo.

Raça humana

raça da semente fecunda da terra

Do coração que bate a cada lamento

Raça do mesmo sangue e de desencontros.

De choros perdidos e futuros prometidos.

Oh, céu traga todos inocentes no berço,

desta canção e retira cada bem no peito,

de quem perdeu a vida num segundo,

e deixa o mundo tomar conta do amor!!

Foto de vino silva

Teus olhos 2

Teus olhos têm uma cor
de uma expressão tão divina,
tão terna e pura
É uma expressão de saudade
vagando num mar .
Parecem negros de longe...
Parecem azuis de perto...Esse teu olhar
Quando encontrou o meu
Falou de umas coisas que eu não posso acreditar...
Doce é sonhar, é pensar em ti,
Gosto de mim, como de você....
Ah, se pudesses entender,
O que dizem os seus olhos."
cada verso se remodelava

Mais nem negros nem azuis
são teus olhos ...
São definitivamente da cor do amor.

Foto de airamasor

Obrigada por Existir...

Ter você, é caminhar pela vida confiante...
Sem medo de errar, mesmo errando,
sem medo de me entregar, já entregue.
Andar pelas flores, mesmo com arranhões....
Ter você é querer ser melhor,
é querer dar o melhor de mim,
é ver as coisas de uma melhor forma,
é ter força para lutar,
crer, vencer.
É poder te olhar nos olhos a cada chegada,
ficar com saudades a cada ida...
Ir com você!
Ter você é ter a mim mesma....
É olhar no meu coração e ver,
nele pulsa minha vida,pulsa você!

Te amo!

(Aira, 18 de janeiro de 2011)

Foto de BRUCE ALEX

A Deusa dos Poemas

Como posso representar
Em versos tal beleza
Seria menosprezar, transformar em pequeno
Uma grandeza!

Como poderia escrever algo para simplesmente ser lido
Enquanto mesmo usando todos os sentidos
Somos humanos,
Incapazes de interpretar uma deusa em letras.

Como poderia encontrar nas linhas
Nas palavras ou rimas
Aquela que me inspira
A deusa dos poemas!

Foto de ClariceFerrari

DESENCANTO

Magia... vara de condão
Borboletas no estômago
Palavras ao vento...
Fez-se escuridão...

Foto de Sonia Delsin

A CHÁCARA

Que saudade eu tenho daquele tempo!
Do fogão a lenha, da polenta com leite.
Dos cabritinhos que nasciam.
Do perfume das flores das jabuticabeiras.
Dos balanços amarrados nas árvores altas.
A “pinguela”, o moinho de fubá.
A “nona” resmungando.
Os nossos castelos de sabugos de milho.
Neno, o porquinho favorito.
Bolinha, o cabritinho.
Garoto, nosso lindo cão preto.
Pai, você ainda se lembra do dia em que me joguei no rio, por causa de uma bola linda?
E os doces em formato de carrinhos, homenzinhos!
Os bambuzais, o paiol.
A nossa casa simples.
Como eu me lembro de um caminho limpo, varrido todas as manhãs.
As espirradeiras carregadas de flores, os lírios brancos, as roseiras, as avencas, as samambaias.
Ali ficaram todas as nossas fantasias de criança, lá a nossa infância foi linda.
Às vezes eu me transporto para lá e me pergunto, onde, em que canto ficaram os meus mais doces momentos.

São Carlos, 12 de janeiro de 1990

Foto de ClariceFerrari

7º Concurso Literário - TEMPO

É tempo
De encontro sem pranto
De amor por viver
Viver e alvorecer

É tempo
De dividir e somar
De sorrir e sonhar
Sonhar e amar

É tempo
De abrir o coração
De guardar segredo
Segredo da paixão

É tempo
De viver o momento
Dar fim ao tormento
Tormento que se foi...
Ao vento...

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