Foto de Eddy Firmino

7º Concurso Literário - A MORTE DO POETA

Então morreu o poeta
Mas um poeta não morre
Enquanto houver poesia
Ele então nos socorre

Socorre-nos dos sentimentos
Que são os nossos fantasmas
Que assombra-nos nas noites frias
Que jaz então desgastada

O poeta então se foi
Restaram as suas obras
Dando-nos toda a energia
Recolhendo as sobras

Um poeta que morre
Não deixa biografia
Sua biografia se encontra
Em todas as poesias

O poeta então morreu
E o seu último poema
Deixou inacabado e vazio
Ficou sem verso e sem tema

Foto de Eddy Firmino

AINDA PENSO EM VOCÊ

Ainda penso em você
Que terrível conclusão
È que o amor não morreu
Vivo então na ilusão

Faz mais de um ano... não sei
Só sei que doeu demais
Naquele momento morri
E não renasci jamais

Ouvi dizer que você
Tem agora outro amor
Enquanto estás a sorrir
Vou padecendo de dor

Tentei recomeçar novamente
Mas não é fácil assim
E ao pensar em você
Vou me esquecendo de mim

Vou caminhando sozinho
Tentando a vida seguir
Traçando um novo caminho
Que devo então prosseguir

Quem sabe um dia eu te apague
De todas as minhas lembranças
Então conheça outra alguém
Por entre as minhas andanças

Alguém que preencha os espaços
Que jaz então destroçado
E que me ame para sempre
Ficando então do meu lado

Foto de Eddy Firmino

DESPERTAR DO AMOR

O despertar do amor é assim
Acontece de repente
E envolve totalmente
Suave como o jasmim

Logo estamos a rir a toa
De tão apaixonados
Como dois enamorados
Seja no sol ou na garoa

Invade os pensamentos
Então sonhamos acordados
Logo estamos abraçados
Nossos doces momentos

Então choramos sem saber
Lágrimas de felicidade
Ou pode ser de saudade
Lembranças do bem-querer

E o amor vai acontecendo
Entre juras e beijos
E inocentes desejos
Algo tão belo nascendo

E o sentimento em mim
Está presente em ti
Guarde então para si
O despertar do amor é assim...

Foto de KAUE DUARTE

Forjando e marcando vem o amor

Forjei meu coração
marquei-o como se marca gado
só para ser marcado
só para ser forjado
e se protejer das amarguras
do coice das mulas
e suas ferraduras
bailei de fato com o destino
desprovido do bom senso
contentei-me em só alegrar
comi do que plantei e fui feliz
saudei a solidão
e corri pro abraço
como a trocida me dizia
comemora o bom momento
fiz minha volta olimpica
e ergui a taça
pois quando pensei não amar
fui medalhado e vitorioso
vibrei como jogador
senti como sonhador
que forjado, não senti a guerra
quem ama mesmo em batalha prospera.

Foto de KAUE DUARTE

AMOR PLANTADO NA TERRA

É a seiva que nutre o caule
Lubrificando e dando vida em tuas folhas
Lhe dando coragem pra florificar e frutificar
Apoio em tuas raizes
Para que sejam fortes e profundas
E encontrem nutrientes no mais profundo solo
Para que de primavera em primavera
A cada estação seja a mais bela
Bem vista e apetitosa
Com seu povoar nos pastos sagrados da terra
Assim vem povoar meu coração o amor
De tal forma como as arvores criam raizes
E dão vida a seus protozoários
E embelezam seu cotidiano
Do mesmo processo que a arvore sofre
Pra ser rainha
O coração que ama sofre pra ser rei
Mais em tudo consiste a bonança
O amor faz a sombra como as grandes arvores
Alimenta como as macieiras
Traz penca de amores como a bananeira
Que ficam grudadinhos como a jabuticaba
As vezes amargos como a carambola
Mais tambem doces como a uva
A fruta do amor tem sabor
Sabor variavel
Depende de como é nutrida
E afagada pelos sonhos de DEUS...
,,,,,,,,,,,,, Kaue Jessé 17.01.2011 //*

Foto de Arnault L. D.

7º Concurso literário - Anacrôni'c'oração

Se o seu amor se for,
como já foi...
Esqueço.

Volto as horas para trás.

Para antes da dor.
Troco o adeus pelo oi.
Começo.

Vivo o que agora jaz.

Se distancia for milhas,
torno à minima escala...
Meço.

Até caber o que apraz.

Se nos quiser tal ilhas,
nego a agua ao congela-la.
Atravesso.

Continente o gelo nos faz.

Do tempo cesso o ponteiro
quebro a atualização.
Impeço.

Pinço o instante em tenaz...

Penúltimo é derradeiro.
Anacrôni'c'oração.
Enlouqueço...

A trarei de mim, para ter paz...

Foto de P.H.Rodrigues

Não é o fim

Procuro o interruptor
está tudo escuro
não vejo a luz
onde está você ?

o caminho vai ficando curto
me sinto surdo
sua voz está ficando fraca
não ecoa mais como antes

não me deixe cair
em nenhum momento eu disse
querer meu coração de volta
em nenhum momento eu quis te fazer sofrer

não se esqueça que você tem o meu destino
se lembre que mudou a minha vida
recorde que me fez sorrir
veja como eu te amei e te amo

Foto de Joaninhavoa

7º Concurso Literário "No silêncio dos silêncios"

*

*
Guardo as palavras que te direi um dia, meu amor,
qualquer dia, não sei quando
E são tantas as palavras guardadas no silêncio dos silêncios
que o fogo chega a ser gelo, meu amor.
Olho o azul do céu e vejo-o a brilhar, reluzente
olho o mar e vejo-o verde com as ondas a rebentar
dão-me esperança de um dia navegar
e o som que oiço murmurar és tu a soletrar meu nome
e a mirar-me deslumbrado como a uma belísssima flor.
Uma paz envolve meu ser e tudo ao meu redor,
misteriosa magia é esta do bem querer que é o amor.

Joaninhavoa
(helenafarias)
2010/01/17

Foto de Carmen Lúcia

Retalhos

Quem me vê sorrindo assim
pensa que a infelicidade
nunca passou por mim,
pois meu sorriso escancarado
com um quê de ironia
camufla meu coração rasgado
de retalhos, costurado,
outrora palco da alegria
pulsando descompassado...

Hoje carente de emoção
busca a reconstrução.

_Carmen Lúcia_

Foto de Carmen Lúcia

7º Concurso Literário: "Flor"

Nascera Flor.
Flor-de-maio, Flor-da-noite, Maria Flor...
Em meio aos encantos de oferendas matinais,
batizada com fragrâncias de essências florais,
banhada em gotículas orvalhadas de cristal,
predestinada a conduzir o bem e extirpar o mal.

Crescera Flor.
Livre, entre flores tantas de verdejantes prados
fora desde a rósea tulipa à camélia descorada,
seduzida por suspiros de fogosos jasmins, de jardins.
Abandonada!
Perdeu-se pelo campo sangrando o seu pranto.
Conhecera a dor! O primeiro amor...

Vivera Flor.
Rosa se tornara. Vermelha! Rubra estrela!
Brilhante e bela! Insinuante donzela!
Amara mais que a vez primeira! Estremecera!
Rosa rainha, no cais aportou...Desabrochou.
E com soberania, mudou seu destino. Desatino.

Quis aquecer o inverno, o frio da estação.
Florear noitadas, enlouquecer paixão...
Como dama-da-noite, na noite se fartou,
na dança se encontrou, o tango coroou!
Pelos caminhos se despiu...Despetalou.

Morrera Flor.
Hoje suas pétalas derramadas inundam...
Seus espinhos cravados causam dor,
seu néctar desejado não mais libera.
O perfume desimpregnou a Flor!
Quem sabe ainda renasça n’outra Primavera...
Plena de amor!

(Carmen Lúcia)

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