Foto de Dirceu Marcelino

VIDEOPOEMA: SONHOS DE MENINO - IMAGENS COLORIDAS

SONHOS DE MENINO - IMAGENS COLORIDAS

Eu só me lembro das imagens coloridas
Nas memórias dos meus sonhos de menino.
Por isso a cinza me traz sensações doridas
E assim esqueço-as e me afasto... Repugno

Em pintar as minhas miragens esquecidas
Com esse matiz, pois esse não é meu destino.
Gosto das belas paisagens, embranquecidas...
Não importa desde que tenha o tom cristalino

Dos cabelos das velhas embevecidas,
Que me transmitiram a arte do ensino
E me relembram de forma enternecida,

Quando eu sinto ferver o sangue latino
Nas veias e nas têmporas envelhecidas
Expelindo minhas poesias... meu hino!

Foto de Lu Lena

SOLIDÃO

*
* SOLIDÃO
*

Vejo as pessoas que caminham apressadas
se perdendo no meio da multidão...
Eu as observo em silêncio e estagnada
num ponto qualquer...
não consigo sair e nem mover meus pés
pois fico levitando sem teto e sem chão
procurando-te dentro da minha solidão...

Lu Lena

Foto de Arnault L. D.

Você é minha poesia

Sou o seu raio de sol
que na aurora vem surgindo ao breu
que traz o brilho das estrelas
aos orvalhos espelhando o céu

Eu sou o primeiro raio
quando seus olhos se abrem a ver
ainda a lembrar do sonho,
a esperando desde o anoitecer

Eu trago uma estrela na mão
para no dia em seu olhos morar,
eu sou o alem da ilusão
mas em seu coração pode tocar

Eu sou o seu segredo
que a procura quando está sozinha
que lhe quer sem receio e medo
que mesmo sem a ter você é minha

Eu sou o seu anjo, o seu sonho,
seu delírio e fantasia.
Quero estar em si me ponho
pois você é minha poesia

Foto de Julio92

tu

És desconforto no meu sorriso
és o suspiro no meu porão,
levas-me com um sim
prendes-me com um não.
Nunca serás aquilo que pretendes,
faço-te como quero
como o meu ser quer e deseja,
como um pôr-do-sol para um céptico,
mas a escuridão para um cego.
Tão certa como o ar que respiro
és tão surreal ao meu toque,
que me pergunto de que mundo sou,
se deste ou daquele,
que por ser cego,
em tão subtil momento,
duvidei de mim mesmo,
mas nunca deste amor
que tão selváticamente,
tão ferozmente,
quis chamar por ti.

Foto de Carmen Lúcia

Coisas que não têm preço...

Tantas coisas bonitas nos rondam,
belezas que nos confrontam,
passeiam sob nossos olhos
que se fecham distraídos
aos verdadeiros valores da vida
olhando mais além,
querendo sempre mais,
desprezando o aquém,
verdades que à alma convêm...

Coisas simples, sem etiquetas,
sem preços ou marcas de grife,
que marcam todo o tempo
em que durem as lembranças
da grande emoção vivida,
da paixão intensamente sentida,
do sorriso escancarado,
do simples gesto de agrado.

Um beijo, um abraço, um afago,
uma palavra de alento,
rimas sopradas ao vento,
colhidas, plantadas em versos
gravadas na alma do artista...
As cores da primavera
indecifrável e imprevista riqueza
que não tem etiqueta nem preço,
presente da natureza...

A canção da brisa que passa e inebria,
a espontaneidade sincera de uma criança
que corre a sorrir trazendo alegria,
a felicidade batendo à porta,
o sol entrando pela sua fresta
realçando a vida em grande festa,
luxo que não tem preço ou marca
e que o tempo jamais apaga,
que nos é dado gratuitamente
sem nunca perder a validade.

_Carmen Lúcia_

Foto de Cecília Santos

PRA ESCONDER O PRANTO

PRA ESCONDER O PRANTO
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Muitas são as vezes que rio, somente para esconder o pranto.
Muitas são as vezes que canto, só pra espantar a solidão.
Muitas são as vezes que grito, só pra abafar o soluço.
Quantas vezes puxo o véu do esquecimento, pra tentar te esquecer.
Quantas vezes traço esboços, tentando achar uma saída.
Quantas vezes me pego falando com o vazio.
Quantas vezes lanço palavras ao vento, que voltam mansamente se apoderando de mim.
Quantas vezes choro baixinho, sem ninguém pra me secar o pranto.
Quantas recordações se apoderam do meu coração.
Furtivas lembranças teimam em ficar, num gesto de carinho, que hoje se aninham em minh'alma.

Cecília-SP/10/2009*

Foto de Carmen Vervloet

VIDA

O tempo engendra o fim, mas não me assusta.
Caminho paciente, semeando meu jardim
num mundo de demônios e anjos...
Faço das cordas da vida um mágico bandolim,
dedilho as surpresas tirando delas belos arranjos.

Colho rosas sangrando a mão em seus espinhos
sei que sobreviver não significa estar a salvo...
Mas não me entrego, nem definho,
confio em Deus que acende em luz o meu alvo
e veste em esperança meu medo velho e calvo.

Uma estrela pequenina brilha dentro de mim,
às vezes ofuscada por fortes faróis
quase me perco dentro de um mar sem fim,
mas desvio meu veleiro dos perigosos atóis...
Se o leme está em minhas mãos,
sou totalmente responsável pela direção.

Sobrevivo a cada nova tempestade,
vou me fazendo forte na minha fragilidade...
Na tristeza descubro símbolos ocultos,
penso, repenso, mas vivo cada minuto.
Vida é dádiva de Deus e Dele eu sou o fruto!

Nas fúrias de cada tempestade
morre sempre um pouco de mim
mas renasço mais forte, em liberdade
nas cinzas do meu fértil jardim.

Carmen Vervloet

Foto de Cecília Santos

HOJE É SEU ANIVERSÁRIO

HOJE É SEU ANIVERSÁRIO
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Os anos passam rápidos demais.
Ainda ontem você era uma menina.
Hoje você é uma estrela cadente
à brilhar no firmamento.
O tempo passou, mas não
apagou sua lembrança.
Ainda te vejo apagando as velas
do seu bolo de aniversário.
Já adulta, ainda mantia a mesma
meninice, fazia um pedido e
apagava as velinhas.
Hoje seu bolo e velinhas são imagináveis,
só existem em minha mente.
Ontem você fazia seus pedidos, hoje
quem os faz, sou eu.
Fito o céu, procuro a estrela mais bonita,
e peço à Deus numa oração silenciosa para
que essa estrela seja eterna, que seu
brilho jamais se apague.
Pois enquanto ela brilhar no infinito, sei
que você estará presente em minha vida.

*P/ minha filha Fernanda com amor e saudades.

Cecília(Ceci)

Foto de eduardohenriques

Eu Hoje como no passado

EU

Hoje, como no passado, que meu caminho já deu percorrido.
Meu Eu! Caminha sofrido.
Neste todo, que sou Eu! A espelhar o meu vivido.
E por mais que me esconda. O meu Eu, é sempre reflectido.
É vivido acontecimento!
É tempo em movimento!
E mesmo, sem a nada olhar. A vida sempre vislumbro.
E o tempo decorrido lembro.
No sorriso do erguido. E na tristeza do caído Escombro.
Se assim sou! Qual a causa de tanto assombro?
Porque Eu! Sou o espelho desse tempo conseguido.
O ser, que o todo percorrido deu erguido.
E o tempo, ainda não deu concluído.
Embora Eu, me sinta já destruído.
A percorrer um mundo que julgo desfeito.
E no ver do que sou Eu, imperfeito.
Um espaço à vida murado.
Aonde o meu Eu, grita o seu silencio de corpo irado.
Na razão da forma como o todo sente.
E não o dá contente.
Entre os vindos e desavindos sentimentos.
Entre as desilusões e os encantamentos.
Nesta vida de desconhecida razão.
Que tem a morte como certo brasão.
Depois da medida do tempo, findar o fluido.
A um ser, com o universo ainda pouco intuído.
Mas como tudo, ao caminho de metas semelhantes.
À morte e seus horizontes..
Aos fins latentes.
Entre o choro de descontentes.
Que de olhos apiedados.
Se esquecem, que na mesma meta, são esperados.
Quando lhes findar a areia na ampulheta.
E a morte lhes tocar a sineta.
A quebrar toda e qualquer sentimentalidade.
Toda a vivida realidade.
Ou mistificada dualidade?
Eu, que do meu corpo ironiza.
Enquanto o meu ser agoniza.
Entre as ultimas palpitações.
Que se vão esvaindo em recordações.
Da passada existência.
Brotada de um nascimento sem experiência.
A um final sem clemência.
Eu! Comigo nascido.
Do todo quero ser merecido.
Até que o tempo, me dê por vencido.
Eduardo Dinis Henriques

Foto de eduardohenriques

A FORÇA É DIVINA

Em ondas brancas e mareantes.
Que no longínquo se formam ondulantes
A convidar os navegantes.
Zarpam os lusitanos argonautas.
Ao som de melodiosas flautas.
No azul do Céu, os anjos.
E todos os arcanjos.
Vigiam as caravelas
Com a Cruz de Cristo em suas velas.
E mais alto, no azul das Divindades.
As Celestiais Santidades.
Abençoam o Luso empreendimento.
De dar do mundo cabal conhecimento.
Homens, velas e os elementos.
Quantos tormentos.
Cerúleo de azul calmaria.
Ó Virgem Maria.
Sopra à vela alguma ventania.
Que a bom rumo seja capitania.
Céu de argênteo tenebroso.
Mar alteroso.
Mas no topo da mastreação
Que irá alargar a Lusa Nação.
Formas Divinas continuam em aclamação.
Ajudando e apoiando a Lusa navegação.
Sobre o manto desta Divindade, as Lusas caravelas sulcam os mares.
Na construção de dar ao mundo melhores altares.

Eduardo Dinis Henriques

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