Foto de Arnault L. D.

De todas as coisas

Quero falar de todas as coisas

e no entanto nada falo
mesmo assim não exaspero e iro,
e esta calma não me é estranha.
É como perder na noite constelada
ideias quebradas num céu inteiro
e não mais se pensa … sonha

Quero falar de alguem

e condensar nela o tudo
mas o infinito absorve, inebria
nada soma, subtrai-nos de nos mesmos
resultando da voz o mudo
e a fluência dela já vazia,
deriva entre coisas e ermos

Quero falar de amor

sem dizer que ele é tudo e ter
conta-lo pleno longamente
mas só fala de amor quem não ama
te-lo é não saber dizer
é contemplar, estrelas, .. e de repente
não se pensa, perde-se em sua trama

Foto de gandeco

ontem sonhei, minhas limitações

Ontem sonhei...minhas limitações
Muitas coisas na vida se acabam antes de acontecer,
umas por nossos defeitos e erros,
outras porque a vida algumas vezes te leva ao erro,
se ontem sonhei,
e vi minhas limitações se tornarem mais fortes do que eu.
Nunca se pode querer daquilo que nunca se vai ter,
ou o que tem ,
não agrade a quem se quer mostrar,
será mais difícil querer ser forte,
quando se é fraco,
e querer ser belo e desejável,
quando a quem se quer,
não é isso que ela quer ver.
Todos temos um tempo para refletir,
e pensar com aquela pergunta,
o porquê,
e no final vale a pena?
Ninguém sabe me responder.
As paixões são como vendavais,que se vão
e depois que passa só destrói o nosso mundo,
talvez não o externo, mas o interno,
que quando machucado sangra sem se cicatrizar e dói.
Quando busquei meu mundo, era você,
quando busquei status, meu mundo era você,
mas nunca imaginei que você iria entrar em meu fracasso, isso não,
pois meu amor iria te levar para a alegria e não para a tristeza.
Todas as limitações tem seu preço,
e eu perdi você,
e meu mundo se desmoronou,
se em minhas vitórias te colocava,
nunca imaginei que em minha derrota iria te perder,
pois perdi não somente meu orgulho,
meu respeito, perdi você,
eu perdi minha alegria,
pois se ontem sonhei
e minha limitações não foram capaz de me colocarem em seu mundo,
o duro é saber que você sempre esteve e estará no meu.

Autor do Texto:
alexandre costilho jorge®

Foto de gandeco

hoje

Hoje
O sol bate a minha janela
O barulho do dia me encanta
Rezo para que tudo corra bem
enfeitiçado por você,
E as horas pela espera
Contradigo o que sinto
O meu silencio já diz tudo
A amarga hora que se passa
Pela espera tão depressa
Sei onde está e eu aqui
com essa espera
E a velocidade de minha inércia
Pois não posso sair e te encontrar
Alimento esse amor com que tenho hoje
Porque o amanha e uma incógnita
Esse amor passageiro e ligeiro
Que o passado insiste em resgatar
Estou a espera No banco de espera
Então implora o coração
Que venha me visitar
Há muita irracionalidade
Silêncio e sons e eu aqui
Ladrilhado e algemado por esse amor
É assim que hoje ele vive
Olho para minha janela
A incerteza do amanha me apavora
E saber que por muito tempo
Vou sentir a dor do amor
O sentimento invisível
Que hoje me devora

Autor do Texto:
Alexandre Costilho Jorge®

Foto de gandeco

eu

Eu
Eu quero que você me ame,
que você me chame quando precisar.
Eu quero ir embora ,
sem ter dia e hora para poder voltar.
Eu quero que enquanto o tempo passa,
que na raça eu saiba te ganhar.
Eu quero ter a vida inteira,
para poder fazer besteira e você me perdoar.
O que sei hoje da vida até Deus duvida,
e eu vou lhe ensinar.
Eu sei dizer o que sinto e até o que não sinto,
para me disfarçar.
Eu sei calar na hora exata ,
sei que a dor não mata, mas pode marcar.
E sei traçar a minha meta,
ninguém precisa ser poeta para saber rimar.
E por falar em poesia,
já vai acabar o dia e eu queria te buscar.
E por falar em descaminhos,
somos tão sozinhos que o melhor e a gente se dar.
É desse jeito que sei te amar.

Autor do texto:
Alexandre Costilho Jorge®

Foto de gandeco

dor

Dor

Como dói o silêncio de minha casa
E com essa dor me refugio em qualquer canto
Que dor tão ingrata
Pois com tanta dor , vou acabar ficando louco
Abraço essa minha dor e peço para ela sair
Pois essa dor e só minha
E não quero mais me ferir
E ver você cutucar essa minha ferida
Sofro a dor do amor
Noites frias sem seu calor
Tão tristes, sem você para me alegrar
Sinto a dor de te perder
Sinto a dor de não te fazer feliz
Pois hoje sei que meu amor você nunca quis
A solidão me causa dor
A dor da esperança perdida
Por me sentir um perdedor
E você tão longe de minha vida

Autor do texto:
Alexandre Costilho Jorge®

Foto de BIENVENUTI

Relampejos...

Relampejos de brasas,
esvoaçante ao luar...
serão como faíscas,
ao nosso resvalar...
Como um trepidar,
duma cavalgadura,
num galope desvairado,
se perdendo a ferradura..
num caminho iluminado...
Esta sua candura,
faz renascer,
como uma loucura,
um calor desenfreado,
mil desejos esquartejados,
reduzidos a lamentos,
por não serem derramados...

Foto de Carmen Lúcia

Momento único (PARA MINHA MÃE)

Um doce enlevo me conduz à recordação
trazida pelo vago entre a tarde que morre
e a noite que se anuncia...
Pela nostalgia que se espalha no ar
e pelo espaço vazio entre os dois momentos;
final de tarde e início de noite...
Pelo surgir, de qualquer canto, da saudade
que invade e toma forma,
pra se fazer notar...

Então a vejo...
A tez clara em oposição à contraluz do lugar,
brilho ao mesmo tempo fosco e esfuziante...
Cabelos discretamente dourados,
como folhas de outono, apagadas...
Olhos que me acariciam, me adornam...
E me deito em seu colo
tentando retroceder o tempo...
Queria esse tempo agora...

Utópico pensamento que me consola.
Suas mãos macias em meu corpo
me fazem renascer...
Adormeço com o seu cântico
a me embalar ... e de novo me gerar.

Minha mãe...Eterna morada...
Acordo... enquanto o doce enlevo se desfaz;
olho para o espaço vazio
entre a tarde que se vai
e a noite que ainda vem.
É o momento de a reencontrar...

Carmen Lúcia

Carmen Lúcia Carvalho de Souza
25/08/2009

Foto de Diario de uma bruxa

Eu e o Poema

Eu...
Sou mulher
Com sonhos de menina
Vivendo na fantasia
Sempre voando onde não devia

Poema...
É minha historia
Faz parte da minha vida
É tudo que desejo
Um mundo que criei
Nesta mente vazia

Eu sou o poema
Uma fuga da realidade
Um unico modo de expor
O que sinto de verdade

O poema sou eu
Vivendo de ilusão
Que faz bem a mente
E alivia o coração

Poema as bruxas

Foto de Sérgio Carapeto

De que serve

O que nos leva ao mal,
E nos faz infeliz?
Porque cremos nele,
Se não o sentis?

Se não crês,
Eu também não!
Se é verdade,
De que me serve o coração?

Se não há deus,
Nem céu nem luar,
De que me serve ajoelhar e rezar?
Se não creio,
E também não quero crer…
De que me serve lutar,
Quando posso morrer?

Foto de Sérgio Carapeto

Sou um poeta

Sou um poeta!
Um poeta que mente.
Um poeta que não vê,
Um poeta que não ouve.
Mas um poeta que sente.

Se me perguntarem o que sou,
Eu direi tão prontamente,
Como iria a minha alma inconsciente:
Sou um poeta diferente!
Um poeta que não vê.
Um poeta que não ouve.
Um poeta que mente.
Mas um poeta que sente!

Se me disserem como eu já pensei,
Que não sou poeta,
E que inventei…
Eu assim lhes direi:
-Não preciso de olhos para ver!
-Não preciso de ouvidos para ouvir!
-Não preciso de boca para falar,
E posso até mentir…
Mas sou um poeta!

Pois dentro de mim,
Esta um coração!
Um coração que palpita e sente,
Que chora e mente,
Que deseja e ama,
Que morre…
Mas clama!

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