Foto de Jonas Melo

Prometi

Prometi

Prometi não chorar,

Prometi não querer mais te ver;

Prometi para sempre esquecer você;

Prometi não desejar mais seus beijos,

Nem teus carinhos,

Pois eles, por algum tempo deixam marcas do amor em mim,

Prometi não desejar mais nada que viesse do seu mundo carnal,

Afinal, esse seu mundo sabe muito bem como me seduzir,

Além de me deixar refém dos teus quereres;

Prometi não lembrar dos momentos vividos ao seu lado,

Dos nossos passeios, dos sonhos sonhados,

Muitos deles sonhados acordados;

Prometi não lembrar principalmente do seu jeito carinhoso e sedutor,

O qual me encanta e me aremessa a você instintivamente;

Prometi muita coisa que eu nem sei se vou ou não cumpri,

Simplesmente, pelo fato de quando chegas perto de mim,

Olvido o que prometi;

Jonas Melo !

Foto de Bernardo Almeida

Amor Lumière (Plus belle)

Amor Lumière (Plus belle)

Alguns filmes de amor
Podem causar-nos mais espanto
Do que qualquer filme de terror
Pois revelam em nós sentimentos
Dos quais nem sabíamos ser possíveis
E podem fazer emergir em nossas vidas
A estranha, macabra e horripilante sensação
De que, talvez, nunca passaremos
Por nada daquilo que é encenado
E que possivelmente morreremos frustrados
Por nunca termos cinematograficamente amado

Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

Foto de Bernardo Almeida

O segundo toque

O segundo toque

Os dentes da moça ansiosamente rangiam
Como as desarrumadas camas que abrigam lúbricos amantes
E acobertam as paixões recônditas dos indecisos furacões
Que sussurram em tons pastéis e revelam sem reverências
A força que não têm diante do amanhecer e da esperança perdida

Mas os mesmos que antes traziam sossegos, promessas e flores
Enfurecidamente jogam agora jarros uns contra os outros
E o descuido das janelas abertas me deixam participar
Do espetáculo que, ao término, não aplaudirei

E as pernas que abriam caminho para que o desejo
Pudesse soletrar livremente o amor a plenos pulmões
Agora chutam as portas da desistência e da solidão
Sem deixar espaço para um cartão de reconciliação

Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

Foto de Bernardo Almeida

Lança fortuita

Lança fortuita

A vida acontece sem que tenhamos tempo para decidir
Sobre o que parece, o que é e o que perece
Apenas vislumbramos um foco de exatidão
Um calafrio pela não vivência, pela incerteza
Devemos fazer dos próximos segundos
O desafio sagrado de nossas existências
A vontade não-linear do risco inevitavelmente estabelecido
O compromisso assumido, a verdade renegada
A geração do modelo reprovado, a superação do possivelmente aceito
O estalo canhoto da fortuita intenção imprevisível
A espera que nunca alcança, a vela que jamais apaga
Como o espetáculo que nunca se finda ou o barco que jamais naufraga

Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

Foto de Bernardo Almeida

Crença e aparência

Quem crê no amor e nunca chorou
Dificilmente amou
Quem crê no amor e nunca sofreu
Dificilmente amou
Quem crê no amor e nunca perdoou
Dificilmente amou
Mas quem ainda crê no amor?
O amor foi reduzido a desejo
Passageiro, ligeiro
Um sem número de parceiros
Companheirismo é piegas
Amar alguém é tão brega
A sinceridade está de braços cruzados
A cumplicidade tirou férias
E o compromisso se aposentou
Mas quem ainda crê no amor?
Livre de interesses materiais
Repleto de saudades e lembranças
Os corações estão trancados
Protegidos contra danos
Todo mundo é tão sério e prudente
Falta coragem para amar
É mais fácil possuir do que se entregar
Mas quem ainda crê no amor romântico?
O que era sentimento verdadeiro
Não passa hoje de um jogo entre parceiros
A morte já não separa os casais
O amor morre muito antes
O vinho é transformado em água
Sem sabor, gosto ou cheiro
Sem emoções e sem feições
Quem veio ao mundo e nunca amou
Falar sobre a vida não pode
Porque nada sabe
Porque nada aprendeu além de futilidades
Porque nada sentiu além do trivial
Porque nada entendeu além do óbvio
Porque, ainda que vivo, nunca viveu

Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

Foto de Bernardo Almeida

Retorno

Na sombra ensurdecedora
De um quarto de cabaré
Meia noite é a hora dos anjos libertinos
Das camélias e das mudanças de destino
É a hora do alerta
É a hora da vida
As prostitutas esperam por dinheiro
Esperamos pelo retorno das nossas vidas
O que a rotina não dá e o amor esconde
O puteiro aponta
Sem pudor, sem vergonha
Nossas carnes, nosso sexo
Puro e simples
Manda quem pode
Obedece quem tem juízo
Ou dá ou desce
Nesse jogo de andarilhos
O zelo vem do gozo
Do prazer e da luxúria
A lascívia e a malícia
Ela grita e grita
Mesmo em farsa
O que há muito sentia-se morto, agora reanima

Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

Foto de Bernardo Almeida

O escolhido

O lenço caiu das suas mãos pela última vez
O sol se pôs
A vida escureceu
Os lamentos ficaram para trás
Seis ou sete anos de penúrias
Azares de um espelho quebrado
Amparos momentâneos
Maior parte sente teu beijo
Ainda doce, mesmo que já amargo
Em minha boca escorre
O seu mel
Minha alma entreguei a ti
Pobre de mim
Fiz da sua ferida, minha cicatriz
Só por que lamentei?
A fúria dos deuses pode ser muito mais feroz
Suas leis, muito mais severas
Mas eu?
Pobre de mim
Por que escolhido dentre tantos?
Nunca tive aptidão para a dor
Mas serei a sua personificação
Sua imagem e semelhança resplandece em um semblante triste
Banhado de sangue
Derramado impiedosamente
Por um Cristo que cala
Diante da mentira
Por um Cristo que fala
Diante da esperança

Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

Foto de DeusaII

Olha para mim

Foto de Felipe Ricardo

Soneto Para Uma Amiga

Mesmo que de lagrima façamos nosso coração
e que ate os mais sublimes poemas não possam
apresentar aos olhos do mundo o mais singelo
amor que possa nascer de poucos segundo

Digo-te que levemte-se e acorde, olhe para o
Ceu, veja as estrelas as contemple, as viva e
Sinta o prazer de viver, aprecie algo que a ti
Seja de bom grado que lhe deixe feliz pode ser

Um chocolate ou uma porção de pipoca açucarada
Ou simplismente acompanhia de quem se gosta ou
A solidão de teus proprios pensares ou um amor

Mas sempre saiba e reflita que poucos serão aqueles
Que compreenderão que coisas novas podem sim deixar
Alguem feliz, uma amizade nova pode ser um exemplo

Foto de Fernanda Queiroz

Não me acorde

Não me acorde,
deixe-me desfalecida, ausente.
Não é fábula nem história,
você foi mesmo embora.
deixe-me inconsciente.
Posso viver o passado,
mesmo sem ter acordado,
levantar a cada dia,
forjar alegria,
sentir o teu carinho,
imaginar nosso ninho,
olhar-me no espelho,
enxergar o riso teu,
tocar os meus cabelos,
como se fosse os teus,
percorrer os meus lábios.
entregar aos beijos teus.
E ao longo do dia,
ter tua companhia,
para quando a noite chegar,
dormindo poder sonhar,
encontrando-te no meu quarto,
jogando-me em teus braços,
unir-nos sem cansaço,
fazendo deste entrelaço,
a mais pura emoção,
para quando a noite findar
meu dia vir encantar,
continuar minha jornada,
sem estar acordada,
não ser uma taça quebrada,
nem flores despetaladas,
Então...
Deixe-me dormir,
pois só assim minha mente,
o terá no meu presente,
em um corpo desfalecido,
o amor jamais esquecido.,
não me acorde,
nem deixe me acordar...

Fernanda Queiroz
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