Foto de fabricioadriel

Pra ti

Me recordo como se fosse hoje
o dia em que te encontrei
falamos sobre nossas vidas
e no final te beijei.

Foi um beijo de despedida
e com certeza será
o mais especial que vou
levar por toda minha vida.

Talvez o que aconteceu
só reste saudade
mas onde quer que esteja
torço pela sua felicidade.

Porque voce não foi uma brincadeira
mas sim minha inspiração
e tudo isso que escrevo agora
fiz pra ti de coração.

Foto de Edson Cumbane

O natural

É natural! Sim é natural falhar,
é meu opróbio, é o meu anoitecer.
É natural errar e dizer: é natural!

O Homem tem justificação para tudo e nada,
basta um: "é natural" e tudo volta ao normal.
O natural agora é banal.
Tudo agora é natural! É natural:
mentir, roubar, saquear, odiar, amar,
casar, desquitar, enfim, tudo é natural!

O que é natural? O que é afinal?
Será mesmo que tudo é natural?
Deito-me em um mar de perguntas
indagando o que é realmente natural,
não é banal buscar o verdadeiro significado
do natural: é natural! É natural?

Foto de Luluwriter

Prova de Amor

A prova de amor, a definição do amor,
um sentimento que causa a dor,
cada um faz a sua versão,
cada um dà a sua opinião,
mas haverà uma certa? uma que sera verdadeira?,
haverà uma prova de definição concreta?,
vivemos numa sociedade cautelosa,
muito ansiosa, muito invejosa,
quer tudo num instante, sem preparação,
sem pensar, nem preparar o coração,
e depois ainda se questionam sobre onde erraram,
chegamos à conclusão que nem disso se aperceberam,
e depois deixam a dama para ir para os braços de outro,
mas não se lembram que tambem que o mundo é pequeno e a vida é curta,
que o que se passou com essa pessoa,
não passa com um abrir e fechar de olhos,
essa onda de sentimentos,
fica até ao fim, não voa…!!!

Não hà definição propria do amor,
Não hà prova certa para demonstrar o amor,
caada um à sua maneira,
seja de pé ou sentado numa cadeira!

Foto de Edson Cumbane

Belos momentos

São belos momentos
Que me trazem
Os farrapos do tempo
Que me fazem
Fugir dos tormentos.

São simples
E quase indizíveis
E quase impossíveis
Os momentos
Nos meus pensamentos
São belos momentos!

Foto de DAVI CARTES ALVES

YUMI, UMA LINDA IKEBANA DE SENSAÇÕES N'ALMA

Aquele tímido sorriso iluminava minha alma, poucas palavras, discrição, o olhar pensativo, distante entre as pedras e formigas do caminho, um silêncio que amava compartilhar, pausas longas, quebrada pelas folhas secas que eram pisoteadas, enquanto caminhávamos no Parque São Lourenço

Yumi tinha um que de Fernandinha Takai, puerilmente menor, quão delicada, ao cingi-la nos braços, sentia a leveza de um feixe de tulipas frescas, cabelos amiúde colhidos sob maria –chiquinhas com as cores da bandeira japonesa.

A linda boquinha modelada por buril divino, avessa a brilho labial, fonte melíflua cujos beijos me transportavam, ao ápice de vertiginosos Satoris.

Família, esse era um refrão nos lábios nacarados de Yumi, trabalhava com os pais num quiosque de ikebanas no Mercado Municipal. A noite cursava Sistemas e Redes, quando a conheci na fila da reprografia.

Que flores são essas Yumi, que imitam pássaros de fogo?

Assim a tirava do seu sagrado ritual, enquanto confeccionava com suavidade nos gestos, ternura e habilidade na alma e nos dedos, arranjos tão sublimes.
Me olhava com afeto, uma pausa, um sorriso, envolvia um olhar maternal novamente no arranjo: essas são estrelicías, lembram não só pássaros de fogo, como origamis de luz, aquelas coloridas são gérberas, estas aqui que imitam grandes sinos tingidos são lírios. Que tal ficou este?
Belíssimo Yumi, quanta harmonia entre flores, cores e formas !

Foi um dia memorável, aquele em que fomos ao restaurante Nakaba ali na Rua Nunes Machado, não, não paguei mico, financiei gorilas em 36 vezes!!

Ela me apresentou os hashis, e com as mãozinhas tão meigas, me conduzia no manuseio dos
“ gravetinhos polidos”, mas ficou tudo mais fácil com aqueles de elastiquinho para iniciantes e comedores compulsivos de feijoada.

Nunca tinha comido tanto e me sentido tão leve, já no prato de Yumi, dava pra contar apenas alguns “enroladinhos”, a medida que iam sendo servidos, e ela ia me ensinando os nomes dos pratos tão marcantes, realçados pelo shoyo.
Esse você já conhece, é o sushi, aqui temos o tempurá, e que tal o yakissoba?
Yumi, gostei do rolinho primavera com este risoto. Também adoro, este risoto é uma especialidade da casa, chama-se Yakimeshi.
Arrgghh , já estas ostras frescas podem levar!
Ó quem fala mocinho, costumado a comer suan de porco!
Explosão de gargalhadas!

Sabe Yumi, eu sempre tive uma grande admiração pela cultura japonesa, que em você transformou-se em fascínio.

Admiro tanto a disciplina de vocês, a aplicação nos estudos no trabalho, a reverência a família e aos valores, é elogiável! Não que aqui isto não seja relevante, mas, por exemplo, eu nunca presenciei no dia a dia, em lugares públicos, japoneses discutindo alto, casais brigando , não vejo em nosso país, japoneses em matérias relacionada a prisão e a cadeias, e eles estão ocupados em “ papar” vagas nos vestibulares, concursos públicos, lá no Tribunal onde trabalho como terceiro, tem tantos japoneses, umas japinhas tão lindas...
ai, ai, desculpa, brincadeirinha...

Vocês realmente se destacam nos concursos públicos, nas áreas de tecnologia, ao passo que, com todo respeito a essa profissão, eu nunca vi um japonês pedreiro, é engenheiro civil pra cima, entende Yumi, quão intensa torna-se a a minha admiração a vocês ao refletir nisso.

E como aumenta o meu encanto por esse nenê de colo muito fofo, gut, gut, vem aqui, anjo lindo , me da um abraço.

Aquela gélida noite de junho, como esquecer?

Comíamos um cachorro quente em frente a faculdade, e percebi que Yumi estava muito mais introspectiva, muito distante, diferente, evitando o meu olhar.
Esta tudo bem?
Tudo.
Você ta tão quieta.

Ué você já me conhece tanto e...
Por isso mesmo Yumi
E por causa da exposição de Ikebanas no hall de entrada da Biblioteca Publica?
Não, isso ficou para o mês que vem, com outro quiosque de amigos e familiares.
Longa pausa,
Uma só mordida no cachorro quente abandonado
C ta muito estranha nenê?
Impressão sua, respondeu-me, mas com os olhos marejados
Por favor Yumi, o que foi que houve meu amor
Silencio sob a pequena e perene lua vermelha do oriente.
Ai estas suas pausas Yumi, fala!!

Me abraçou tão forte entre soluços incontidos
Um beijo longo com gosto de lágrimas
Outro olhar demorado dentro d’alma:

Minha família vai voltar pra Maringa

E a estrelicia perdeu a cor,
e o frio de junho confeccionou tanta,
mas tanta dor
E começou a garoar n’alma,
Fel & torpor

Compreendi ainda melhor, que família , não éra só um refrão nos lindos lábios nacarados de Yumi, era de fato uma instituição vitalícia, que a globalização e o diabo a quatro, como ocorre por essas paragens, jamais iam dissolver.
Até porque, ela recebeu inumeros convites das colegas de curso para permanecer em Curitiba.

Sim, a família estava acima de tudo, doa a quem doer.
E pra nos separar daquele ultimo abraço no Aeroporto do Bacacheri, só mesmo com um pé de cabra.

Na faculdade, os olhos duradouramente vermelhos e pisoteados, trouxeram inquietação dos amigos:
C ta cheirando um beg né?
Mas só pode ta encomendando de jamanta?!!

Ah Yumi, a saudade é uma doce melancolia
Enquanto você rouba meu pensamento
Acho que beijar esse rostinho, se vive mais cem anos
Por isso queria tanto, viver eternamente
do seu lado Yumi.

Ao lado de Yumi, usufrui experiências e sensações tão díspares, e sob matizes tão perenes, uma brisa para os sentidos.
Tudo oferecido com a mesma suavidade, leveza e brandura, do cisne ao atravessar o lago, no Parque São Lourenço.

Hoje aqui no Parque , sob céu de lama e cinzas, salpicando fina garoa,
imagino Yumi
vir correndo, de lá do outro lado do lago, com aquela graciosidade, encanto e leveza que devorava a minha alma.

Yumi se foi,
Mas deixou pra sempre, indelével
Uma linda & perene
Ikebana de sensações n’alma.

poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de Paulo Gondim

Sobras

SOBRAS
Paulo Gondim
21/04/2009

O cansaço me ronda a mente
O verso não me apraz
O pensamento voa sem rumo
Nessa estranha ausência de paz

A solidão toma meus espaços
Um a um, sem que tenha opção
Meu grito se perde, sem eco
Palavras surdas na imensidão

O sonho começa a fraquejar
Ilusões, quimeras já se vão
Como luz fraca que se apaga
Desejo que foge em cada mão

Quase nada resta a ser vivido
Dessa feia e inóspita figura
Restos de mágoas, de queixas
Eis as sobras dessa criatura

Foto de Rolizey

Um só Corpo

A prudência dos amantes e sagaz, reunidas as forças com os filhos da fraternidade suprema, se encontram nos domínios de suas vidas, e perplexos, os olhos incultos das almas em desamor fecham-se envergonhados diante da doutrina amorosa, e na idolatria desenfreada de seus sentimentos mais impuros não mais se perdem no vazio, e tornam-se abundantes da essência do amor que os acomete quando tornam-se um só corpo, e aliviados dos desejos da carne sussuram exaustos exalando o extrato adocicado que somente os apaixonados podem sentir.

Foto de Rolizey

Durmo Acordada

Quando retornares a minha vida, freneticamente meus anseios jubilosos de teus beijos sorrirão felizes e gratos, e te atenderei com a mais profunda forma de amar, com o estado de espírito exaltado pela certeza de estar mais proxima da outra metade de minha alma, a felicidade me tomará.
Ainda gurdo na lembrança o dia da partida fugaz que atormentante libertou-me do sono noturno, causando-me a insônia da própria alma, e num coma profundo em que se encontra meu estado de espírito, durmo acordada.

Foto de Rolizey

Nos Braços do Amor

Saboreia-me o amor que guardo de ti, e faz-me romper em profundos soluços de contentamentos multiplos que são causados por tua sabedoria na arte de amar, e deixe que te ame com total liberdade e sem vergonha, e depois de toda a exaltação de amor que mesclados ao suor de nosso cansaço, descansemos um nos braços do outro e ambos nos braços do amor.

Foto de Rolizey

Dificil Solução

Vagueio n alembrança dos meus sonhos em busca do que tenha sido realizado, e decepciono-me com a adversa colheita, nada de concreto fora realizado de tudo que sonhei na juventude de meus dias.
Gloriosos são os sonhos que nos permitem viver seja lá o que for, através de uma viagem insólita ao fundo do mar de ilusões, e quando de volta aterra de gigantes, a triste descoberta, o túnel do tempo se há fechado deixando para trás nossas mais loucas fantasias na destemperança de realização mútua com a realidade.
A espera do remédio eficaz aos problemas de nossos dias é como a lenda que não passa de ficção aos olhos de quem sabe ver, e sem demagogia o real e o irreal gêmeos na irmandade divagam buscando solucionar o fato de dificil soluçâo.

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