Foto de Paulo Gondim

Estranha visão

ESTRANHA VISÃO
Paulo Gondim
24/02/2009

Escombros da alma
Gestos sem calma
Fúria do ser
Inóspita visão
Ignara ilusão
Abalado sofrer

Mergulho no escuro
Um feto imaturo
Que insiste em nascer
Mesmo que lhe aborte
O medo da morte
Precisa vencer

E a fúria se espalha
Em negra mortalha
Em gritos sombrios
Mistura de gozo
Num tom pavoroso
Em ecos tão frios

Rajadas de vento
Que se faz tormento
No frio açoite
Lamento se esvai
Em grito que vai
Afora, na noite

Foto de Chácara Sales

Ela Hesitou em me Amar.

Um dia investi no amor...
Amor que pensei que poderia dar certo,
Em me iludindo neste amor
Tinha a certeza que seria só meu.

Entregava-me por inteiro,
Afogava-me em seu beijos...
Aos poucos o tempo mostrava
Que eu me precipitava.

Meu amor não me amava,
Queria apenas momentos comigo,
E nesta triste estória eu entendia
Que éramos apenas "amigos".

Os beijos e abraços,
Carinhos desse amor perseguiam-me dia e noite.
Invadia meus pensamentos,
Deixava-me em fragmentos...

Nas noites lívidas enxergava-o a brilhar doçura
Por entre as estrelas e regozijava,
Mas eram sonhos... este amor resplandecia dúvidas.
E a realidade era não me querer pra si.

Levou consigo a ternura,
Para outro deveras e a dedicação também.
Fiquei na íntegra, vítima do descaso.
No coração a onda císmica, o abalo.

Tanto eram as lágrimas que eu imaginava me afogar;
Não me cuidei em matéria de gostar.
Eu cria depois que ela se cuidou em não apaixonar,
Afinal, hesitou em me amar.

Foto de RHANI

Elo

Elo.
Como a essa palavra,uma denominação.
Elo que une nosso amor de coração.
Tão forte nossa paixão.

Rutilante,O brilho desse amar.
Como elos da corrente ao se arrebentar.
Para mais e mais aumentar.
Esse é o elo eterno ,que nos liga até no nosso sonhar.

Elo.
Uso-te não como palavra.
Ando usando-te como sentimento.
Em um elo,de amor eterno.

Como o delta liga o rio ao mar.
Esse elo eterno,liga nos em nosso amar.
Nas noites invadem meu sonhar.
Juro-te esse elo,nunca ira arrebentar.

Elo.
Afeito para o amor.
Sinto-me desse sentimento orador.
Pois tenho,minha vida,minha alegria toda em ti meu amor.

Nosso elo.
Tão belo.
Lindo sincero.
Digo-te de outras palavras,nosso elo é eterno.

Elo de amor.
Que faz arder de paixão meu coração.
Faz a noite de tormenta,placida ficar.
Que mais de amores nosso peito a de crivar.

Elo insofismável.
E sempre ira ser.
És minha vida,meu viver.
Mais e mais irei amar você.

Elo que em meu amanheçer vem despontar.
Levando-me a seu olhar.
Pondo-me a sonhar.
E peço não se esqueça,sempre irei te amar.

Sei que como a mim.
É impossivel,esse amor esqueçer.
Então direi-me-ei diferente.
Se lembre sempre irei amar você.

Elo robustecido.
Por um amor grande.
Que sempre sera vivido.
Dividido por mim e você.

Elo sincero.
De amor eterno.
Que guardo e sempre quero.
Que saiba que,sempre irei amar você.

Foto de Joaninhavoa

UM AMOR CEGO!

*
UM AMOR CEGO!
*

Como o Sol e a Terra
se predestinam pelas leis do universo
Assim foi! Ao encontrarmo-nos naquela linha do infinito

Tu e Eu! Num longo corredor que encerra o segredo
Para além do horizonte a pura liberdade
Arco íris de energias renováveis

D`espertar! Implica o doce “Olvitar”
O doce “faire niente”arriscar a consciência e superar
Nas ondas magnéticas as existências criando
Uma orquestra etérea e dançante

Entreolhamo-nos na muda expressão do desafio
Insistentes gestos ociosos folheam vestes cheias de cifras
E no ar frases melódicas adormecidas latentes

Vestem-se para esconder em cada recanto
O timbre e todo um estilo de nossos corpos harmoniosos
Prisioneiros da paixão de um amor cego

Assim é!

Joaninhavoa
(helenafarias)
24/02/2009

Publicado no Recanto das Letras em 24/02/2009
Código do texto: T1451218

Foto de Paulo Gondim

Puro silêncio

PURO SILÊNCIO
Paulo Gondim
22/02/2009

No exílio da alma a que me impus
Lembro de você, como lenitivo para minha dor
O teto fosco e a luz pálida me acompanham
O que me faz ainda mais só

Os dias são longos, as noites infindas
Sem o carinho do seu beijo
E vejo fugir todo o desejo
Como se não houvesse vida

Só a árvore, fora da janela, se mexe.
Dentro do quarto, tudo é imóvel
Somente seu vulto me vem à mente
Na confusão de meus pensamentos

E assim são meus dias. Puro silêncio.
Que certamente será quebrado
Quando a porta se abrir, o sol surgir
E com ele, seu abraço terno
Seu beijo quente, seu sorriso doce
Que me fazem feliz

Foto de Civana

Purpurina

Grito de Carnaval
Orquestra ecoa no salão
Palhaços, Colombinas, Pierrôs
Entregam-se felizes à multidão.

Olhares se cruzam num relance
Vai-e-vem de corpos esfuziantes
Mãos se tocam por um instante
Perdem-se na euforia contagiante.

Corpos realçam a meia-luz
Sorrisos brilham na penumbra
Olhares queimam, deixam nus.

Fantasias, copos, serpentina
Música, despedida, cerram as cortinas
Beijos e lágrimas de purpurina.

(Civana)

Foto de OmarCosta

Amor duro de matar

Não importa esse tempo que passou
Na memória esse amor sempre ficou
Lá no fundo da alma
o amor continua a acontecer,
A crescer mesmo sendo proibido,
A gritar que não quer morrer
Chega um momento que é urgente
Que se faça algo para que
Esse amor não seja acabado,
Mesmo estando separados,
Ele haverá de sobreviver
De alguma forma e
De algum modo vencer
Demorou o momento desse reencontro
Que angustia foi essa espera
E finalmente de novo aconteceu
Primeiro um olhar,
A distância seu belo sorriso
Um beijo no rosto,
Um abraço,
Mão dadas
Olhos nos olhos, sorriso nos lábios

Então aconteceu...
Um desejo mais forte cresceu.
Espontâneo, real e verdadeiro
Sem embaraço.
Foi assim que aconteceu.
Sem rodeios, sem preparos.
O corpo todo estremeceu.
Foi assim inesperado
Foi louco.
Foi assim que aconteceu.
Apaixonante, impetuoso
O coração mais forte bateu.
Sensual e carinhoso
Foi assim que aconteceu.
O instante que se deu.
Lábios com lábios,
Lábios sobre lábios,
Lábios entre lábios,
Passear no teu céu
Lábios doce como mel.
Beijamos
Mordiscando macio
Em beijos que se aprofundam
Nos contatos, nos anseios
De beijos apaixonados.
Aumentando o calafrio.
No meu e no seu peito,
Roçando nossas peles ardentes.
Amor é assim,
volta sem pressa,
Quer apenas voltar a acontecer, renascer florescer.
É assim o meu amor por você, minha eterna menina.
Sempre pronto para lutar
Para que ele nunca vá terminar.
Porque dentro de nós, na nossa alma
Sabemos o quanto ele é verdadeiro.

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

ESPELHO DE TOMADA

ESPELHO DE TOMADA

Simples mortal e quebrável
No mundo dos componentes eletrônicos
Espelho de tomada
Para os mais íntimos;
Reténs para ti
A limitada função
Quando pressionada
De emprestar a luz, ou...absolvê-la
Quando te deste à permissão?
Na mais da ousadia absoluta
Estiveste fincada sobre dois parafusos
Antes estivesse esquecida
Sobre um montante de entulhos imprestáveis;
Quando meus olhos escaparam
Por alguns segundos
E puderam avistar tamanho absurdo
A mais deusa e adorável mulher
Emprestar-lhe algum ato de carinho;
Dotado de soberba repugnante
Tal...Espelho de tomada
Zombou de mim;
Vendedores do mais próximo depósito
Preparem-se para a comissão
Pois a venda de um outro
Espelho de tomada
Será absolutamente inevitável.

Esta poesia foi inteiramente inspirada em uma maldita tarde
Em que uma certa garota emprestou seu carinho
Há um espelho de tomada.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Julho de 2007 no dia 23 Guarulhos (sp)

Inteiramente inspirada em Fernanda Villarim Zacarelli

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

ENGENHEIRO MANOEL FEIO

ENGENHEIRO MANOEL FEIO

Não existe lugar mais feio que o Manoel
Nem engenheiro melhor que Manoel feio
Rascunho de um bairro rabiscado no papel
Criança desnutrida debruçada em teu seio.

Manoel feio, tão feio quanto o próprio nome!
O nome de Manoel não é tão feio assim
Subúrbio da periferia que adormece pobre
E acorda na estação a multidão sem fim.

Longas ruas de terra (terra de verdade)
Manoel não se envergonha e nem culpa tem
O engenheiro que morreu nos deixou saudade
Deixou seu nome feio não importa a quem.

Mauá foi de Barão, Manoel de itaquá!
Na descoberta de Anchieta um anseio
Que ele jamais poderia imaginar
Ter um bairro da cidade com o nome feio.

Nos dias de hoje presto uma homenagem
A esta gente humilde que vive em nosso meio
Aos viajantes que por aqui passaram
Jamais irão esquecer de Manoel feio.

Homenagem á estação ferroviária
Subúrbio Engenheiro Manoel Feio.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Novembro de 2002 no dia 29
Itaquaquecetuba (sp)

Foto de Marcelo Henrique Zacarelli

EMULAÇÃO

EMULAÇÃO

Esplêndida dama, suntuosa no vestir;
Deslumbrante no falar, astuta no agir,
Com este seu comportamento de posse
Mulher exacerbada de caráter pérfido
De carinho precioso, sentimento doloroso!
De bagagem esplendida, estranha e ferida...
A lealdade e a má índole da vida,
Caminho irreal, estrada verídica...
Contrariando a mística feminina,
És você menina doida varrida;
Importuna nos teus conceitos
Tu pleiteias sem direito,
Manipulada por qualquer incentivo
Subornada aos desejos de qualquer estímulo
Teu semblante de bruxa pouco assusta
Teu corpo franzino de pouco juízo
Menina hilária descompromissada da vida
De aspecto lúgubre e notável histeria
Diante do espelho de reflexo obsessivo
Continuas hesitante no teu juízo possessivo
Incitas o mal em tua bola de cristal
Entre a mais perfeita bruxa, infernal!
Esplendida dama de feitiço maleável
Acorrenta o coração
De um homem indesejável;
Até quando mulher será despretensiosa
Só não te aturo calada
Prefiro a ti fogosa.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Abril de 2002 no dia 24
Itaquaquecetuba (sp)

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