Enviado por Sonia Delsin em Sáb, 25/10/2008 - 12:22
NOVE ANOS SEM TI
Pai.
Nove anos se passaram.
Nove anos.
Eu jamais esquecerei a tua morte.
Está em mim impregnado aquele instante doloroso.
Pai.
Partiste me falando, me abraçando.
Partiste me mostrando.
Contradizendo tudo que dizias em relação a corpo e espírito.
Paizinho. Nunca vai se apagar da minha memória aquele dia.
Nunca, nunca.
Teu abraço era algo que formava um laço.
Eterno entre nós.
Sei que teu ser vive. Jamais acreditei na morte.
Sei que teu ser me segue como uma procissão que lentamente caminha.
Partiste sim, mas não de mim.
Nunca de mim.
Enviado por Sonia Delsin em Sáb, 25/10/2008 - 12:15
O BRILHO DA ESTRELA
Ontem eu estava tão sozinha.
A noite quentinha.
Nem o mais leve vento.
Eu embaixo do céu estrelado era puro pensamento.
E sentimento.
Uma estrela parecia brilhar mais que as outras.
Meu olhar dela não se desprendia.
Lembrei um dia.
Tão distante aquele dia.
Meu pai me dizia.
Filha. Olha aquela estrela.
Veja como é bela.
Me encantei com o brilho dela.
E com a de ontem também.
Será que neste mundo brilha sempre uma estrela pra alguém?
Enviado por Sonia Delsin em Sáb, 25/10/2008 - 12:11
OS INSTANTES
Eu posso todos os dias cantar...
Posso caminhar...
Nadar...
Dançar...
Pintar...
Me exercitar.
Ler, escrever.
Posso viver.
E procuro viver os instantes intensamente.
Como se não houvesse amanhã.
É o hoje que precisamos aproveitar.
Amanhã sabe Deus onde vamos estar.
Saudade...
Definição na tua língua não existe.
Como te explicar essa vontade,
esse desejo que consome e persiste?
Vontade...
De ouvir tua voz, intimidades.
De beijar tua boca com suavidade.
De saciar-me em teu corpo com voracidade!
Saudade...
Um dia somente,
será mais que suficiente,
para explicar-te em gestos, a palavra Saudade!
(por Manu Hawk - 23/06/2004)
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° Respeitem os Direitos Autorais. Incentivemos a divulgação com autoria. É um direito do criador que se dedicou a compor, e um dever do leitor que apreciou a obra. [MH]
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Perdidos no tempo ficaram
todos os sentimentos e emoções
como pétalas secas de uma flor
em lembranças, frustrações,
rancores, tristezas, alegria
e dor...
Em teu semblante vago e
distante, me vias tecendo
a nossa colcha de retalhos
cerzindo pedaços de nosso amor
e da varanda observavas um
mundo de um vazio sem cor
E agora, envelhecida olho
pra caixa de costura empoeirada
lembrando do último suspiro
que emudeceu tua voz...
sem agulhas, linhas e alfinetes
no vão oco de minha memória
ali jaz sómente um quebrado retrós
Única recordação da vida e morte
que foi costurada por nós...
Sinto agora a brisa suave que
vem minhas lágrimas secar
dessa saudade indolente,
sinto tua essência que deixa
o teu perfume disperso no ar...
Lu Lena
Paira perfume indelével no ar
Com a fragrância suave de jasmim
Fazendo-me com saudade recordar
De quando meiga olhavas para mim.
Enquanto continuavas a costurar
Uma colcha de retalhos de cetim
E dizia-me com seu modo de ostentar
Que aquela manta era para mim
E que eu deveria sempre relembrar
Dela entre as flores do belo jardim
E nunca deveria olvidar e chorar
Por ter o carretel chegado ao fim
Eis que sempre ela estaria ali a costurar
E então eu saberia por que a vida é assim.
Enviado por Carmen Lúcia em Sex, 24/10/2008 - 23:00
Hoje não estou;
Acabou...
Hoje não irei;
Pirei...
Hoje tô derrotada;
Acabada...
Hoje encerrou;
A porta fechou...
Hoje estou calada;
Não digo nada...
Hoje não canto;
Só desencanto...
Hoje não poetizo;
Satirizo ...
Hoje não quero;
Nem espero...
Hoje não há estrelas;
Fechei a janela...
Hoje eu choro;
Mas não imploro...
Hoje a poesia
É ironia...
Hoje não vou sorrir;
Quero partir...
Hoje preciso esquecer;
E morrer...
Hoje não;
Perdão...
Tô qui tô...
Se falo em ti não é porque saiba o que és.
Mas porque te amo, e amo-te por isso.
Porque quem ama nunca sabe o que ama nem sabe porque ama
nem o que é amar....
Amar é a eterna inocência e a única inocência é não pensar.