Foto de Sonia Delsin

FLORES NO MAR

FLORES NO MAR

Uma braçada de flores.
Nos braços daquela mulher.
Ela caminhava na praia.
Tão deserta naquela hora.

Ia olhando o céu... o mar...
Uma gaivota no ar...

Caminhava descalça.
Cabelos ao vento.
Era só pensamento.

As flores apertadas de encontro
ao coração.
Recordava uma paixão.
Um senão...
Um eterno não.

De repente ela aguardou uma onda e foi
jogando uma a uma...
As flores jogadas foram puxadas.
Pro fundo do mar arrastadas.

De longe ela ficou a olhar... o mar... e a imaginar...
Não custava nada sonhar.

Foto de Sonia Delsin

TANTAS VEZES

TANTAS VEZES

Tantas vezes estendo
meus olhos
para uma estrada vazia.
Busco
um vulto
que me sorri docemente.

Fico contente.
Me iludo.
Espero.

Sei que é tudo mentira...
Que meu coração
se engana...
Brinca, faz de conta.

Se agiganta
meu medo
de perder
até este fio de saudade...

Foto de Sonia Delsin

SE VOCÊ SOUBESSE...

SE VOCÊ SOUBESSE...

Eu não quero mais... palavras apenas...
nestas tardes amenas.

Não quero mais... olhares frios...
nestes dias vazios.

Se você soubesse...
O que é que me entristece...

Se você soubesse...
Do que é que minh’alma carece.

Se você soubesse...

Foto de Sonia Delsin

APAIXONADA

APAIXONADA

É que ando nas rajadas do vento.
Ando curando as feridas...
Colhendo vidas.

Queria... o sangue estancando.

Vejo o tempo passando.
E eu o queria lento.

Nem sabe como sou apaixonada!
Como sonho ser tão amada!
Como me envolvo em braços que moram em meu
pensamento.

Nem sabe por quais caminhos ando.
Desconhece meus vôos... minhas asas coloridas...

Foto de Sonia Delsin

RAZÕES OCULTAS

RAZÕES OCULTAS

Invadi teu mundo?
Penetrei lá no fundo?
Tu também me invadiste.
Quando nos encontramos meu ser sorriu.
Te reconheci.
Começaram a chegar as lembranças do que vivemos.
É. Nós tivemos.
Uma história.
Te amar foi minha glória.
E minha dor.
Meu amor.
Meu eterno amor.
Somos invasores.
Ah, estes amores.
Estes amores que furam a eternidade.
Que superam a distância, o tempo.
Razões ocultas nos aproximam sempre.
E quando nossos olhos se encontram nos perguntamos.
Por que sempre e sempre nos amamos?

Foto de Sonia Delsin

RAZÕES OCULTAS

RAZÕES OCULTAS

Invadi teu mundo?
Penetrei lá no fundo?
Tu também me invadiste.
Quando nos encontramos meu ser sorriu.
Te reconheci.
Começaram a chegar as lembranças do que vivemos.
É. Nós tivemos.
Uma história.
Te amar foi minha glória.
E minha dor.
Meu amor.
Meu eterno amor.
Somos invasores.
Ah, estes amores.
Estes amores que furam a eternidade.
Que superam a distância, o tempo.
Razões ocultas nos aproximam sempre.
E quando nossos olhos se encontram nos perguntamos.
Por que sempre e sempre nos amamos?

Foto de Sonia Delsin

REFÉM DE MIM

REFÉM DE MIM

Me prendi no meu laço.
Me fiz minha escrava.
Domei meu gênio de fera.
Corri as unhas na madeira.
Pra não ferir meu coração.
Esmaguei pedaços de algodão.
Entre os dedos a areia a escorrer.
A ampulheta do tempo a me dizer.
Que não sou dona de mim.
Que correm águas por baixo de pontes.
Que duas crianças caminham por estradas do futuro.
Que não existe porto seguro.
Que se escondem bruxas em porões escuros.
Ameaças atrás dos muros.
Amordaçada, ameaçada.
Me vejo a voar num espaço meu.
Onde nada me ameaça.
Nem eu...

Foto de pttuii

Articular emoções

falámos com tudo o que era palavras,
até cardámos pausas de tear,
as nossas de sorrisos foram feitas,
a entender
os dois firmámos dúvidas,
um rústico pedaço de olhares,
com terras distantes,
a murmurar amores,
milénios passaram
em ventos possíveis....

Foto de Rozeli Mesquita - Sensualle

Leia-me

Revelações expostas, impublicáveis.
Tão quanto desejáveis...
Vontade, líquido quente!
Leia-me!

Alucinadamente toca-me.
Incendeia o caminho ... e venha!
Doçura flutuante, caminhos delirantes.
Leia-me!

Percorra curvas perigosas de desejos
Versos molhados...um beijo!
Rasgue a carne.
Leia-me!

Queime o corpo, cala a vontade
Misteriosa natureza...Vales, montes, grutas
Variações imprevistas : pernas, coxas e liquidos
Leia-me!

Penetra-me o olhar, a pele.
Chuva, fogo...
Fusão de gozo
Ultima página!

Foto de pttuii

Gole de tinto suave

Se te despes, cobre-te já,
Se te cobres, porquê o pudor?,
Quero o etilismo do teu ser,
Servido num cálice de deboche,
Porque tu és cicuta doce,
E consegues ser champanhe amargo,
Só eu anseio por classe suficiente,
Para sair de um redondel de vício,
Na ponta da tua língua está,
poderá estar, imagino que esteja,...
Quem és tu na realidade?
Ah, um gole de tinto suave...

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