Foto de givanildo

simpleicidade da vida

Simplicidade da vida
O dia raiou no horizonte
Os pássaros saudando o esplendor da luz.
Nas fresas da porta o raio conduz
O dia começa a exaltação da cruz
Levanto-me feliz e as horas se passam
Como flôr em pétalas se abrem.
Vem o vento, balança a roseira.
Sendo forte suporta as tormentas.
Vem o sol castiga as pétalas
Que as abre e inalam a nobrezas
Apreciadas por suas formas cores e belezas
Suporta tudo com muita firmeza
Vem o crepúsculo e com ele o repouso
Da beleza já exausta fica a pureza
Da certeza das coisas simples
Que às vezes esquecemos de ser.
Givanildo na net

Foto de Carmen Lúcia

Sagradas quintas-feiras

Espero pelas quintas-feiras
Durante a semana inteira,
De fato, é encontro marcado,
Ansiosamente esperado...
Nada que se refere a namoro,
Ou que abale o decoro...
Nenhum lugar combinado...
Esquinas, baladas, noitadas,
Nem venho com falsos pudores
Com falsa moral, fingidos rubores...
Busco alimento pra alma
De quem a toca como ninguém,
Uma direção espiritual
Palavras que só convém
Sábias, reflexivas, objetivas, de quem
Sabe dizê-las com muita presteza
Certamente, instrumento de Alguém,
Que tem transformado minha vida
Que andava triste e vazia...
Trazendo esperança, alegria,
Mais vontade de viver...
Hoje encontrei minha identidade,
Meu ponto de referência
Mais firmeza em meus atos,
Compromisso com a verdade,
Seguindo com objetividade,
Sem pressa para a chegada...
O que importa é o caminho que faço.
E o que aprendo por onde passo.

Espero pelas quintas-feiras...
E faço delas, todos os dias,
Da semana inteira.

(Carmen Lúcia)

Foto de Enise

Arrisque!

Foto de DeusaII

Um poema!

Olhar distante no horizonte
Sentimentos fechados
Como os de uma criança
Sorriso sonhador,
Sem nunca perder a esperança.
Perde-se no horizonte da vida,
procura por orientação,
Sentidos já entorpecidos,
Coração aberto.
Menino da minha alma,
Senhor da minha existência
que dominas todo o meu ser.
Dominas todo o meu corpo
que por ti reclama.
Senhor da minha alma,
Que dás vida aos meus sentidos,
Que atordoas a minha forma de estar na vida
Senhor da minha alma
Que transformas meu mundo,
sem pedir permissão.
Que deixas-me assim neste estado entorpecido.
Senhor da minha alma,
Onde estás tu, que não te vejo!
Fecho-me dentro de mim própria,
Espero que me chames,
Onde estás tu?
Senhor da minha alma,
Razão do meu viver!

Foto de Dennel

A escritora sem rosto

No silêncio de seu quarto, ela escrevia furiosamente. Era a única atividade que lhe dava prazer, uma vez que fora rejeitada pela sociedade que teimava em não reconhecer seu talento de escritora.

Amigos, não os tinha, e os que afirmavam sê-lo, o faziam por conveniência ou oportunismo; no entanto, ela não desistia de escrever, seus dedos calejados eram atraídos pela caneta que a seduzia, como um beija-flor é seduzido pelo néctar da formosa flor.

Sempre quisera ter filhos, mas a natureza lhe privara deste privilégio; em certos momentos de solidão, julgava que era melhor assim, pois acreditava que filhos traziam aborrecimentos e dissabores.

Sonhava ser uma grande escritora, admirada e reconhecida nos círculos literários. Escrever lhe fazia relembrar da imigração da sua família para o Brasil. Tempos difíceis aqueles, tempos turbulentos. Hoje, nada mais possuía, além da tradição do nome da família; tradição que não lhe trazia o reconhecimento esperado junto à sociedade.

Viu surgir sua grande oportunidade quando foi convidada, pelo diretor da revista Entricas & Futricas, a escrever uma coluna sobre personalidades famosas. Seu entusiasmo era visível com sua nova função; imaginava-se sendo laureada na academia de letras, ouvindo o burburinho de repórteres, implorando por uma entrevista.

Mas as coisas não saíram como era esperado, o número de leitores e comentários da sua coluna caía vertiginosamente. A direção da revista não teve alternativa, senão rescindir o contrato, pois apesar do talento para as investigações jornalísticas, ela fazia a cobertura do cotidiano de pessoas tão ou mais desconhecidas do que ela; evidentemente para a revista não interessava a vida de desconhecidos.

Tentou sem sucesso todos os argumentos que julgavam válidos, porém, o diretor fora inflexível. Via desabar diante de seus olhos o castelo de sonhos que erguera para si; sentiu um nó na garganta ao receber o veredicto fatal, a única ocasião em que sentira tamanha angústia fora numa solenidade literária, ao engasgar com um gole de água que bebera às pressas.

Passou dias desolada, lamentava a injustiça que sofria; a única que parecia compreendê-la era sua inseparável caneta. Agora escrevia como um autômato, descarregava toda a sua frustração nos escritos. Seus pensamentos não tinham unidade ou valor que levassem as pessoas a refletir sobre um modo de vida salutar, mas o que importava é que, escrevendo, sentia-se melhor.

Tomou uma decisão que avaliou lhe traria o reconhecimento que tanto buscava. Sabia que no mundo das letras havia o plágio; soubera inclusive do autor americano que fora laureado com o Nobel de literatura plagiando um escritor de outro país. Ela faria o mesmo, arrazoava consigo mesma que os fins justificam os meios. Quando se deparava com um texto que lhe agradava, ela o modificava ligeiramente, afirmando depois ser o mesmo de sua autoria. Para maior credibilidade, lançou uma campanha contra o plágio, defendendo os direitos autorais.

Sua obstinação de ser reconhecida levava-a ao ridículo, pois abordava pessoas desconhecidas na rua, propondo amizade, o que não raro produzia uma frase indignada do abordado: “Vem cá, eu te conheço?”.

Ela não se importava com estas situações vexatórias, lembrava-se de seus únicos ídolos, Hitler, Mussolini, Lampião e Idi-Amin Dada, que sempre souberam vencer preconceitos e dificuldades, tornando-se heróis para alguns e vilões para muitos.

Olhando-se no espelho, via as rugas a sulcar-lhe o rosto, o tempo fora implacável com ela. Lançando um olhar para a penteadeira, via as poucas fotos que retratavam sua vida; não havia semelhanças entre elas, de forma que se outra pessoa as visse, juraria que estava diante de um camaleão.

Sua atenção volta-se novamente para o espelho, cuja imagem parece lhe transmitir terrível acusação: “Você é uma fracassada”. Ela sente uma vertigem, apóia-se ligeiramente na penteadeira; ao lado, sua velha e fiel companheira parece convidá-la para escrever o último ato de sua existência.

Trêmulos, seus dedos agarram fortemente a caneta, que com a força empregada, se rompe, deixando um borrão de tinta na folha que um dia fora branca.

Juraci Rocha Da Silva - Copyright (c) 2005 All Rights Reserved

Foto de Dennel

Garça pesqueira

Vôo rasante, firme
Alvo estabelecido
Almoço feito

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

Foto de Dennel

Abandonada na praia

Uma rosa abandonada na praia
À espera de seu amor que partiu
Compadecida de sua sorte
As águas vinham refrescar-lhe as pétalas
Ao sentir o frescor das águas
Ela lembrava-se das últimas palavras
No momento do embarque:
“Hei de voltar, te amo!”

Porém, iam passando os dias
E a rosa na praia passeava
Com os olhos voltados para o horizonte
Perscrutando as águas do mar
Desalentada, murmurava uma canção saudosa
“Foi, pra nunca mais voltar”

Mas, a rosa não perdia as esperanças
Todos os dias voltava à praia
E indagava às gaivotas do seu amor
Que pipilando respondiam:

“Vimos, mas não sabemos se volta
Partiu pro alto mar
Levou a alegria consigo
E a saudade deixou cá”

E assim, passavam-se os dias
E a rosa murchava, fenecia
A saudade a consumia
Mas mantinha a certeza
Do regresso do seu amor

As ondas, suas companheiras
Vinham beijar-lhe os pés
Mitigando-lhe a dor
Lançava objetos na areia
Para alegrar a pobre rosa

Outras vezes, brincavam de desmanchar castelos
O que a rosa fazia maquinalmente
Pensando: “Desfez-se meu castelo de sonhos
Nunca mais hei de encontrá-lo”

Numa destas manhãs límpidas e claras
As ondas jubilosas
Beijavam os pés da rosa
Que cantarolava sua canção de saudades
Eis que surge ao longe
Um barco que volta
Um grito potente é ouvido:
“Voltei, voltei porque te amo!”

A rosa é levada pelas águas até o barco
Para encontrar seu amor
O cravo, que marcara seu coração

Suas fiéis companheiras
Desenham na areia da praia:
“O amor sempre vence!”

Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved

Foto de Sonia Delsin

A FLOR NO DESPENHADEIRO

A FLOR NO DESPENHADEIRO

Era urgente que eu a apanhasse.
Antes que viesse o vento.
Antes que viesse a chuva.
Ela estava lá.
Linda.
No despenhadeiro.
Eu a buscaria.
Eu me arriscaria.
A flor de cactos no despenhadeiro era um chamado.
Guardo tanta coisa do passado.
Guardo a flor arrancada.
Uma pessoa tão amada...
... a me chamar.
A me implorar.
Que nunca mais eu fosse naquele lugar.

Foto de Sonia Delsin

GENTE

GENTE

Tem gente que é pra frente.
Tem gente que faz bem pra gente.
Tem gente crente.
E tem descrente.
Tem maledicente.
Tem gente diferente.
Tem gente que fala o que nem sente.
Tem gente que quer tudo urgente.
Tem quem nos desmente.
Tem todo tipo de gente...

Foto de DAVI CARTES ALVES

OUÇO UM CANTO TRISTE

Como o canto que ressoa
daquela baixada,
entre aldeias esquecidas em Shar E Nau
como o canto das grous
ao levantar vôo no fim do verão

Como o canto latente na alma da nativa
Na ilha da esperança
Que ao deixar a confecção
De um novo colar de conchas
Corre pressurora, arfante
em direção as vagas onças

em busca das naus que retornariam
trazendo com o crepúsculo vespertino
amores ou dissabores

Ouço um canto triste
Como o vento que sopra
um choro compungido de saudade
nas frestas
das mata-juntas carcomidas

Como o canto triste
da joaninha
quando as asas da borrasca
furtaram-lhe sua auto-estima
levando sua vida-sombrinha

Ouço um canto triste
Que reboa nas mansardas d’alma
Canto de quem ama e ama
Mas que só recebe,
chuva de granizo
em seu vaso cândido,
em chamas.

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