Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"BOLETIM DE OCORRÊNCIA"

“BOLETIM DE OCORRÊNCIA”

Seu guarda...
Por favor, prenda esta mulher...
Atende pelo nome de meu amor...
Mas pode chamar de um nome qualquer!!!

Que crime cometeu???
Vários, entrou na minha cabeça...
Chama-me de amor meu...
Chegou sem pedir licença...
Ainda não sei bem o que aconteceu!!!

Roubou os meus momentos...
Encheu-me de vaidades...
Aguçou meus sentimentos...
E tirou minha liberdade!!!

Mudou toda minha casa...
Até colocou cortina...
Não tenho mais tempo pra nada...
Essa mulher me alucina!!!

Nem eu mais me conheço...
Pareço até um alienado...
O que ela faz não tem preço...
Deixou-me apaixonado!!!

Acorda bem cedinho...
E antes que me levante...
Já vem com o café quentinho...
Essa mulher é um gigante!!!

Seu guarda...
Acho que já fiquei mal acostumado...
Por favor, prenda esta princesa...
Mas prenda-a em meu coração...
Eu reconheço sua realeza!!!

Foto de Mentiroso Compulsivo

Dia do Pai

Não há luz que chegue para iluminar a alegria de ser pai. É tudo o que não se pode imaginar.

© Jorge Oliveira

Foto de Paulo Gondim

Leitura de Páscoa

LEITURA DE PÁSCOA
Paulo Gondim
19/03/2008

Meros idólatras
Hipócritas
Idiotas
O que são
Escravos do consumo
Num sempre querer mais
De insatisfeita vontade
Pura vaidade

E seguem beligerantes
Em batalhas extravagantes
Imaginárias, mas seguem
Em absurda competição
O limite é céu
Mesmo sem troféu

É o homem só
Atirado à disputa
Nessa inglória luta
Que é seu viver
Em nada mas crer
Não há mais virtude
E sua atitude
Não lhe deixa ver
A misericórdia
A comiseração
E que anda a seu lado
Também seu irmão

E sem compaixão
Sozinho, calado
Um crucificado
Mais um sem perdão

Foto de Sonia Delsin

QUERO LHE AMAR...

QUERO LHE AMAR...

Me aninhe em seu peito musculoso.
Diga que meu beijo é perigoso.
Mas gostoso.
Alisa meus cabelos...
Meus ombros vem beijar.
Desça devagar.
Adoro o seu acariciar.
Mais e mais quero lhe amar.
Estou a lhe esperar.
Meu corpo só de pensar já está a se abrasar.

Foto de Sonia Delsin

LÁBIOS SEDENTOS

LÁBIOS SEDENTOS

Encosta os teus lábios sedentos nos meus.
Quero teu calor, meu amor.
Quero o fogo da paixão.
Quero tua mão.
Sim, eu a quero a correr no meu corpo.
Numa procura...
Num encontro...
Desejo nossos corpos abraçados.
Abrasados.
Quero um incêndio a nos queimar.
Um intenso desejo a imperar.
E penso que o melhor de tudo é com este beijo começar...

Foto de Sonia Delsin

NOVA ERA

NOVA ERA

Embaixo da lua eu me desprendia.
Uma longa viagem fazia.
Pra uma terra distante fugia.

Sim, ela até parecia que me pertencia.
De tanto que lá eu ia.

Nesta bela terra eu encontrava um novo dia.
Um mundo de poesia e muita alegria.

Mas o lugar cativante não me prendia.
E nem podia.

Sempre eu tinha que retornar.
Especialmente quando a noite ia se acabar.

Qual Cinderela eu tinha que voltar pro borralho.

... Mas um dia vi numa carta de baralho...

Sim... uma carta dizia.
Que uma era se encerrava pra mim.
E uma nova começaria.
E foi bem assim.

Sem borralho, sem lua... sozinha num país distante.
Eu me vejo num mirante.
A aguardar um tempo que se esconde atrás de um espesso véu.

Há horas em que me sinto uma folha jogada.
Estou ao léu.
Embaixo de um mudo céu.

Foto de diana sad

* o que está por vim*

Mesmas louças e mesmas manias bobas
O casamento juntou as pessoas e dividiu os corações.
Na sala o futebol toma de conta
Ela olha pela janela e lembra do tempo que era criança
E suas crianças brincam de conhecer o perigo.
Depois uma pia lotada de divertimento esse é seu domingo de folga.
Ouvindo as arengas do marido.
E uma sogra detestável querendo ser mulher do filho
E assim se vai mais um final de semana.

A vida muda e tudo vira de cabeça pra baixo
E a única certeza que nos acompanhará é a do que aconteceu.
O que está por vim são apenas palavras soltas um som
Desconhecido se propagando.

E os filhos não vêem dos próprios pais
O primeiro sinal de amor e nem lembraram por que nunca tiveram nada pra esquecer.

Entendendo que a felicidade só se vale no momento em que se vivi e que o depois é tudo o que não temos nas mãos.
Tem que pensar se vale continuar pra proteger o que não tem proteção.

Foto de Cecília Santos

CALEIDOSCÓPIO

CALEIDOSCÓPIO
#
#
#
Quando me separei de você.
Senti minha vida morrer lentamente.
Consumida por uma dor atroz.
Tentei agarrar a salvação.
Pra mim... pra nós!
Mas foi tudo em vão.
Um redemoinho, me arrancou do
chão e me atirou na escuridão
Girando, girando, como um peão.
Como folhas secas espalhadas
pelo chão sem vida.
Fiquei sem direção...
Fiquei na contra mão...
Fiquei sem ar...
Fiquei sem voz...
Apararam as minhas asas
tão rentes ao meu corpo.
Que eu não voava mais.
Eu só fazia cair num abismo negro.
Que me tragava lentamente...
Que consumia minhas forças...
Que consumia minha vontade...
Depauperava meus pensamentos...
Em minha cabeça se instalou
um gigantesco caleidoscópio.
Em suas variáveis cores eu me perdia.
Num turbilhão de imagens retorcidas,
nada mais eu distinguia.
Separação lancinante...
Coração em pedaços...
Alma lastimosa...
Lágrimas de tristeza, e dor.
Copiosamente derramadas por você!

Direitos reservados*
Cecília-SP/03/2008*

Foto de carlosmustang

DESAPEGO

Triste sina, a solidão
Sem nada, ao ar
Num mundo de indecisão
Somente resta, brincar
Adornar, a desilusão
Triste, frio, conformado
Só um órgão o coração
Vou-me, sem ninguém ao lado
Não quero muito, só o que me mantém
E o sol ao rosto, o que me faz tão bem
Me faz à sentir, naquele momento
Que , o nobre sentimento, é conhecer
Verte então, uma beleza
A noite sempre chega
Seguro, às suas mãos
Me sinto mais forte
E valeu, ser, eu ser...
Não temo então a morte.

Foto de Joaninhavoa

O BÚZIO

Búzios do mar
Um encostei ao ouvido
Ondas do mar a marulhar
E dei por mim a murmurar querido

Arrepiei rodopiei apertei
Com força tamanha parti
E o que era uma vez
Não vai ser outro à vez

Búzios há muitos meu bem
Porquê cismar com aquele
Olha este e o outro além
Vê como são lindos como aquele
Outro também!...

Só este com três sílabas apenas
Soa como o marulhar de marulho
Comunga comigo no Universo
Sem ele não há prosa nem verso
Nem chilrreios de música no ar
Nem hinos de cânticos pr`alegrar
E como um tornado mergulhei em águas e penas!...

JoaninhaVoa, in “Vidas”
(19/03/2008)

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