Foto de Maycon Nait

Saudade

Saudade é uma distancia
que penetra no peito
queima na pele
e depois se sente ao lembra
Voce!!!!!

Foto de Gideon

A donzela no Arco dos Teles

O Arco dos Teles é mágico. Um corredor de ruas estreitas ladeadas por casas de danças, bares e restaurantes, quase tudo preservado ainda no estilo do tempo do império. Foi ali, que no início do século passado, houve a Revolta da Vacina. Dizem também que Carmem Miranda morou em um destes sobrados. O charme é sentar-se em mesas postas no meio da rua. As pessoas, neste ambiente, despojam-se de seus afazeres do trabalho, e entregam-se ao relax sugerido por este ambiente

Isaque, grande amigo, irmãozão. A saudade sempre aperta o peito quando lembro dele. O conheci em Macaé/RJ. Moisés me apresentou-o. Casou-se com Marina. Linda e delicada menina. Convidaram-me para tocar em seu casamento. Fomos para Belo Horizonte e toquei em um belo sábado pela manhã. Lindo casamento.
Pois bem, Moisés me ligou dizendo que o Isaque estaria hoje aqui no Rio. Saí às 18:45 e corri para encontrá-los no Arco dos Teles, como combinado.

Lugar sedutor. Muita gente e mulheres bonitas. Parece que tem um cheiro carioca no ar. Dá aquela sensação de alegria por estar participando, pisando, andando em lugar carioca tão instigante. Quando cheguei, eles já estavam lá há mais de quarenta minutos.

Sentei-me e logo percebi a dupla ao lado. Uma donzela aparentando uns dezenove anos de idade. Usava uma saia rebaixada, com a barriga à mostra, aliás como é o costume hoje em dia na cidade. Cabelos soltos, rosto lindo e delicado. Segurava um cigarro nos dedos da mão direita. Sentava displicentemente com os pés apoiados nos reforços da cadeira. A saia estava jogada sobre as coxas grossas, que balançava continuamente. Os joelhos abrindo e fechando fazia com que a saia fugisse insistentemente para cima deixando à mostra um par de coxas morenas claras, lisas e torneadas. O corpo estava meio jogado para a frente sobre o copo de cerveja, que estava pela metade. Tragava o cigarro e expulsava a fumaça para o lado com uma ligeira virada de rosto, sem contudo, perder de vista a sua amiga sentada a sua frente. Os jatos de fumaça eram embranquecidos e iluminados pela lâmpada de um poste preservado à séculos.

Eu e os amigos, contagiados com essa sedução displicente, estávamos quase em êxtase. Eu, Mosa e Isaque estávamos assim, relaxados e felizes. Falávamos gesticulando, rindo muito. Para sermos ouvidos um pelo outro fazíamos isto quase aos berros. A donzela continuava ali na mesa ao lado esbanjando sedução e beleza e nos ignorando solenemente. Em dado momento ela levantou-se e, juntamente com a amiga, e foi para dentro de um bar jogar sinuca. Este bar, com as portas em arco, ficava bem á nossa frente. Ficamos, os três, observando-as no desempenho do jogo. Um de nós, logo incentivado pelos demais, resolveu enviar flores para elas. Tivemos este ímpeto ao avistarmos um vendedor de flores, um jovem negro, alto, aparentando ter vinte e cinco anos de idade. Provavelmente um morador das favelas dos morros adjacentes. Um descendente de escravo. Compramos as rosas por três reais e pedimos para o simpático vendedor as entregarem. Ficamos aguardando e observando atentos a reação das donzelas. Nada aconteceu. Elas nem esboçaram um sorriso, pequeno que fosse. Quase ao mesmo tempo avistamos uma menininha também vendendo flores. Compramos outro ramo de flores e a enviamos com um cartão. Nada, elas não deram a mínima. Depois de muito conversarmos e rirmos, fomos embora. Já era nove e meia da noite. Ainda conversamos um pouco mais antes de nos separarmos próximo ao ponto das barcas, na Praça XV. Voltei feliz, mas com saudade de meus amigos. Isaque fora para a casa de Moisés, em Niterói. Saudades, muitas saudades. Momentos mágicos, estes.

Foto de Rose Felliciano

Palavras e Atitudes

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"Traga tuas palavras
Versos nas madrugadas
Mensagens no celular
E-mails apaixonados...
E aquelas mais belas faladas
Sinceras em teu olhar...

Amo cada detalhe das palavras que me diz...
Mas não posso mentir
Tenho que te confessar...
Hoje estou muito mais exigente
Além das palavras, certamente
Terá também que demonstrar...

Quero atos não isolados
E estes devem ser mesclados
Em seu lindo poetar....
Nada de encomendado
Terá que ter muito cuidado
E dia a dia me encantar....

Seria esse meu pedido,
Gestos de alguém desconfiada,
Por vezes mal amada
E então mal resolvida???

Diria que não...
Apenas uma mulher
Que sabe muito bem o que quer
E está decidida a encontrar...

Que ainda se encanta com as palavras
Mas se não forem provadas
Serão gentilmente descartas
E certamente, substituídas!!!!

Uma mulher que pode e deve
Pedir provas de atitude
Pois, amiúde,
Saberá muito bem retribuir...." (Rose Felliciano)

*Manter a autoria do poema*

Foto de Gideon

O Mar e o Seu olhar

Amanhã tenho trabalho,
Ufa! Que vida... Mas deixa estar...
Vou pela praia olhando o mar...

Quem sabe encontro lá o seu olhar,
Não no mar, mas olhando o mar,
E lembrando do seu olhar carinhoso.

Tomara sejas feliz
Pra poder me contar
Como é este troço de felicidade...

Respondi você,
Mas não esqueci do seu olhar
Entre as mechas de seu cabelo...

Li os seus olhos pelos seus dedos...
Vi a sua alma
E cheguei aos seus sonhos.

Mas o Mar lembra o seu olhar
Que vez outra respinga em minh'alma
Como querendo debochar
Do meu caminhar desatento

Olhando o Mar,
E pensando em seu olhar.
Que Mar...

Foto de Gui❤Lari

Sem pensar no amanhã.

Se ontem estava perdido,
hoje estou convencido
De que o amanhã esta perto
e independe do que vier acontecer.

Sei que não posso mudar meu passado
mais meu presente e meu futuro já estão mudando.
Me via amedrontado, preso num poço de lagrimas
Derramadas por te amar em silencio.

Lagrimas que hoje transbordam em meus olhos,
Lagrimas de felicidade
Você me faz feliz
Nos reencontramos.

O tempo passou, ensinei e aprendi.
Quando lhe vi me perdi nas lembranças,
Sentia-me como criança
e não sabia o que dizer.

Meus olhos voltaram a brilhar.
Extasiado, eufórico
Quase deixei transparecer
a adrenalina que fazia meu peito pulsar

Naquele momento tão perto
E ao mesmo tempo distante
Senti que era pra mim que sorria
Abracei-lhe com todo meu amor!

Sem pensar no amanhã
Sigo te amando
Mesmo sabendo
Que nosso futuro é incerto

Foto de Gideon

Almas Enlaçadas no Inverno

Queria, hoje, dormir com as minhas pernas enlaçadas nas suas...
Roçando meu pé direito no seu esquerdo.
Meus braços em torno de sua cintura,
E meu rosto perdido nos seus cabelos
Dividindo o mesmo travesseiro.

Seus suspiros misturados aos meus.
Seu coração ensaiando com o meu,
Prá acertar os passos do nosso viver.

Sonhar que tudo isto é verdade,
Burlar a realidade e por lá ficar.
Ou então, trazê-lo (o sonho) para cá, meu quarto
E, de fato, acordar com você ao meu lado.

De noite balbuciar palavras desconexas,
E você, meio sonolenta, acariciar-me como se uma criança eu fosse.
Então eu acordado, fingir que dormindo nada percebia
Prá aproveitar ao máximo esse carinho.

O frio, às vezes, troca de posição na gente.
Sentimentos dormidos, que estavam esquecidos
Mas, que um dia foram vividos por uma paixão louca
Voltam agora a ser trazidos, e renascidos.

Nada novo, tudo novo...
Você confunde meus sonhos e realidades...
Dá vontade tê-la definitiva aqui...
Mas tenho de me contentar como pouco que temos...

Dá vontade esmurrar a parede...
De paixão de querer ter você aqui...
E somente a parede me acompanhar...
Gélida e incólume, ali...

Vou dormir agora.
Beijos carinhosos, frios e gélidos
Como o inverno do nosso amor.

Foto de matheus.caem

Uma incógnita

Mais que fático...
torna-me ébrio e transporta-me
através das ondas.

Foto de carlos alberto soares

as cartas e as fotos

Rasguei as suas cartas,
rasguei também as suas fotos,
mas antes, li as cartas,
antes, vi as fotos.

nas fotos
a vontade foi chorar,
nas cartas também.

Nas cartas, vi muita mentira,
nas fotos muita cumplicidade,
nas cartas, vi palavras,
nas fotos vi olhares.

nas cartas e nas fotos,
os gestos estavam mortos.

das cartas tive medo,
das fotos muito mais,
nas cartas e nas fotos
vi segredos que não quero ver mais.

você mentiu nas cartas
nas fotos,
fez cumplicidade com seus olhares.

Das cartas e das fotos,
só restam as cinzas,
rasguei e queimei,
suas cartas e suas fotos.

Das fotos e das cartas,
não tenho raiva,
da temperatura do seu corpo,
tenho mágoas.

guardo mágoas por me ferir,
quardo mágoas, por me mentir,
rasguei as cartas e as fotos,
para não ter de te sentir.

Foto de Raiblue

Uni Versos In sustenidos

.
.
.

O piano risca o céu
Adágios in color
Estrelas tocam
Faíscas no corpo

Cai a noite
Sobre mim
Sussurra Chopin
Trilhas em segredo...

Sonoras texturas

Clássica
A música
Embriaga sentidos
Agita dedos
Tatua na pele
Versos molhados
De mãos dançarinas

Suor escorrendo
Luas crescendo
No ritmo da respiração
Céu ofegante
Disritmia
Explosão !

Ápice do concerto
In sustenidos
Gemidos
Acesos !!

(Raiblue)

Foto de Gideon

Selinhos

Beijos.. simplesmente beijos,
somente beijos,
talvez selinhos,
beijos talvez selinhos.

Selinhos são safados,
porque fingem serem inocentes,
mas são sarcásticos, salientes…
pois nos fazem chegar perto do prazer
da língua escondida lá dentro,
pronta pro bote,
mas que não vem
escondendo-se no alvéolo.

A boca até saliva preparando-se para o ataque,
mas o selinho não deixa,
retesa os lábios que ficam durinhos,
fechados… e se selam..
com um sonoro estalido.

Beijos de selinhos...
hoje, somente hoje.
Fique com os selinhos,
que a língua não perde por esperar…

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