Foto de Sandra Ferreira

Luz lunar...

Luz lunar,

Encoberta

Negras nuvens

Escuridão

Que me envolve,

Joelhos retraídos

Onde descansa

Meu rosto,

Camisa de seda

Que me dá conforto,

Alças, que deslizam

Desnudando

Meu corpo,

Mãos inquietas

Tremulas, nervosas

Cabelo, cascata

Sobre os ombros

Escondendo meu olhar,

Indeciso, entristecido

Espelho da alma

Que lamenta

A distância

Do enleio

Dos teus braços.

RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS
Obra registada na
SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES

Foto de carlos alberto soares

homenagem as mulheres

Que Deus abençõe, suas curvas, seus cabelos e seus lábios.
Que Deus abençõe sua alma feminina que um dia foi menina e hoje é mulher.
Que Deus abençõe seu olhar, seu jeito, seu caminhar cada passo.
Que Deus abençõe por seu dia ser em março, pois; também sou de março, então me dê e receba um abraço.
Que Deus te abençõe, por por seu jeito felino que me faz parecer menino, quando me acaricia me afaga, me acalenta ou me ama.
Que Deus te abençõe, por me trazer ao mundo ser minha mãe,
por me fazer crescer, ser minha irmã,
por me acalmar, ser minha amiga,
por me mostrar o céu, ser minha amante, minha amada, minha estrela e minha guia,
por ser minha filha e me mostrar a beleza da vida.
enfim, que Deus me abençõe, para que eu possa dizer obrigado mulher.

Foto de Sonia Delsin

VISITA AO MEU REI

VISITA AO MEU REI

Eu chego.
Não trago nas mãos um presente.
Mas entrego o meu olhar quente.
Trago o que ele mais deseja ganhar.
Meu rei não é de muito falar.
Das coisas do coração.
Mas eu compreendo seu jeito calado.
Vejo seu olhar machucado.
Meu rei.
Que faz parte do meu futuro, presente e passado...
Sei tão bem do que ele necessita.
Sei quando sua alma grita.
Eu vou visitá-lo.
Vou beijá-lo... amá-lo.
E parto.
Mas ele sabe que eu vou voltar.
E estará sempre e sempre a me esperar.

Foto de Sonia Delsin

PÁRA, TEMPO

PÁRA, TEMPO

Se eu pudesse ordenar ao tempo.
Ó, se eu pudesse ordenar!
Daria ordens ao tempo.
Para parar.
Aquele momento eu queria imortalizar.
Morreu meu melhor momento?
Flutuou no vento?
Tudo vira lembrança, pensamento?
Não. Engano meu.
Não morreu.
Volto a ele.
Meu coração dispara.
Dispara.
Se aquieta.
Quase pára.
Por aquele momento anos eu esperei.
E para a vida inteira guardei.
Quando a saudade muito grande ficar a ele vou voltar.
E ele conseguirá a fornalha da minha alma alimentar.

Foto de Dirceu Marcelino

BOM DIA, HOJE É DOMINGO, RECEBA UM BEIJO CARINHOSO DE UM AMIGO...

*
* Homenagem às amigas com que tive o prazer de contactuar neste domingo
*

Feliz aquele que poderá aconchegá-la no peito
Enquanto tua nau navega em céu de brigadeiro
E poderá olhá-la no fundo de teus olhos do jeito

Que gostas e dizer-lhe sempre, todo dia, o ano inteiro.
És uma mulher muito sublime e sem preconceito
Tão suave, altaneira, aquele amor verdadeiro,

Quantos homens gostariam de ti ser o eleito
E ouvir de tua voz suave dizer que é o primeiro...
Ah! Como a isso, não posso, e não estou sujeito,

Vou fazer o que posso cuidar do meu canteiro
Bem, pelo menos com isto eu me ajeito,
Vou tirar as ervas daninha, pois, sou o jardineiro.

Tiro alguns capins, colho uma rosa e aproveito
Para cheirá-la, profundamente, e vou ao jasmineiro.
Não é primavera, encontro um jasmim e fico satisfeito

Apanho-o e junto com a rosa rose eu cheiro,
E penso como és boa p’ra mim. Com todo respeito...
Receba um beijo carinhoso, do modo mais maneiro,

Deste teu amigo, teu “fã”, ora até um pouco suspeito
Mas que te quer olhar assim, como um cavalheiro.

Foto de Pagani

Dor De Um Grande Amor

Sentimento estranho me toma conta, me trás angustia,
Sentimento no qual se resume em não poder amar-te com todas as minhas forças,
Sou sim fraco e pecador, mas te digo que não fiz por mau, não o que me toma nas horas de raiva,
Desculpa-me se não fiz seus sonhos se tornarem realidade,
Desculpa se nossos planos foram frustrados eu não queria que isso acontecesse,
Resta-me amargar essa dor que me domina e me afoga neste mar de tristeza,
Mas digo-te ainda que toda a culpa nasce de um erro, e todo erro merece perdão!

Foto de HELDER-DUARTE

Minha Senhora

Minha Senhora! Canto-vos,
Trovas de amor! Amor!
Em minha voz de tenor!
Sabeis porquê?! Por amar-vos.

Eu cavaleiro andante!
Em cavalo branco!
Vou adiante! Adiante!
Até, que os lirios do campo,

Tenham flor e cor.
Para eu, vo-los dar!
Sim a vós, meu amor!

Porque eu, vos amo!
Com verdadeiro amar.
Minha Senhora! Ai pois! Só eu sei como!

Foto de Gideon

Sem Rascunho

Veio-me a palavra “rascunho”...
é isso mesmo: “rascunho”…
Não deu tempo de fazer rascunho.
Não deu tempo de ensaiar palavras bonitas.

Não deu tempo de comprar um perfume novo,
Ajeitar o cabelo (pode? risos)
Ensaiar gestos no espelho…
Nem dar uma corridinha para sentir-se atleta…
Não teve rascunho…
isso mesmo, sem “rascunho”!

O turbilhão de sentimentos
Pôs-me de ponta-cabeça,
Como dizem os paulistas,
E nem as unhas dos pés tive tempo de aparar…

Não teve rascunho e nem terá…
Tudo é novo, diferente,
E completamente desconhecido para mim…

Questiono hoje se eu amara antes…
Pois o que sinto agora não tem nada a ver
Com o que já sentira no passado…

Meu coração teve de ensaiar, às pressas,
novas batidas, novos ritmos...
A minha mente não teve tempo
De convocar faxineira
Para varrer lembranças esquecidas por lá…

A enxurrada da paixão invadiu-me dentro afora
E está lavando tudo…
Acho que terei de aprender novas palavras,
Comprar novos mapas… tudo novo..

Não teve rascunho,
Só lamento, meio desajeitado,
Não poder ter preparado um poema rimado,
Metrificado e bem formatado…

Não teve “rascunho”...
E nem terá com esse amor urgente
Que arrebata o meu ser sem piedade.

Foto de Cecília Santos

ANJO QUE ME CONDUZ

ANJO QUE ME CONDUZ
#
#
#
Meu anjo de luz, que reluz
Como a estrela mais linda
Que na imensidão do céu habita
Vem até à mim
Quero apenas te abraçar
E num doce aconchego
te enlaçar
Por um momento matar
a saudade de te abraçar.
Meu anjo de luz.
Com suas plumas transparentes
e alvas como o raiar da manhã
Deixa-me tuas penas tocar
Sentir a maciez das plumas
a esvoaçar
Meu anjo de luz.
Que fulguras no céu trás pra mim
um pouco de ti.
E neste pouco que é tanto amor,
carinho, e desejo.
Seja minha áurea iluminada
Seja a sombra que me conduz!!!

Direitos reservados*
Cecília-SP/03/2008*

Foto de Gideon

A Solidão e o Celular

Bip do celular. A Solidão tomou um susto.

- Afinal, quem ousa invadir a minha guarda. Pensou ela, rapidamente
Outro bip no celular. Ele, o celular, está lá, sempre bem perto de mim. Não sei pra quê. Não toca nunca. Vazio, feio, sem graça e sem capa. Bateria já meio fraca, mas está lá. Ganhei de presente de amigo que queria me achar. Reclamava que nunca me encontrava. A bem da verdade, ele já estava na estrada de ida, mas era amigo de coração.. Cruzou por mim e se tornou amigo, mas o seu destino era lá pro outro lado… bom amigo.

Bip novamente. Outro susto na Solidão. Ameaço atender o celular. Ela fica ali, olhando e tentando ouvir. Má educada. Que coisa!. Apanho o celular. Ela se apressa em chamar sua irmã, a Decepção. Esta, cheia de liberdade, arranca-o de minha mão.

Ah sim, deixa-me contar. A Decepção é irmã mais velha da Solidão. No início eu a estranhava. Tinha cara feia e jeito de debochada. Não ia muito com a sua cara. Mas, enfim, a Solidão, minha velha e boa companheira de longos anos, queria, que queria me apresentá-la. Enfim, um dia cheguei cansado e desesperado. Lá estavam elas. A Solidão ao lado da Decepção me esperando para dar-lhes um pouquinho de atenção. Disse-me ela, mais tarde, que desde cedo estava ansiosa para a minha chegada. Já vinha insistindo com a sua irmã, há tempo para vir morar conosco.

Neste dia, lembro bem, eu estava me despedindo de coisas que tanto acreditava. Que tanto me fizeram feliz. E que, agora, ruíam, acabavam e transformariam profundamente a minha rotina. Meu coração estava ferido. Não tanto como hoje, mas era o início de uma ferida profunda...

Bem, mas como eu ia dizendo, sentei-me no sofá, como sempre fazia quando chegava em casa pra acolher a Solidão। Levantei os olhos, assim meio sem vontade de cumprimentá-las. Não queria mesmo me tornar íntimo da Decepção. A Solidão me bastava e já fora difícil aceitá-la na minha vida. Já havíamos conversado longamente sobre este assunto. Estava vivendo um momento que parecia feliz, e na minha vida não teria espaço para mais ninguém. A Solidão, sim, esta eu já me convencera que jamais me deixaria apesar de várias tentativas frustradas no passado. Ela é muito insistente, e parece um carrapato. Quando gruda não quer sair nunca mais, mas pra dizer a verdade, uma grande companheira.

Eu estava muito pra baixo naquele dia, somente queria o aconchego da Solidão. Queria estender-me no sofá, com a roupa do trabalho mesmo. Pegar uma coberta bem pesada, ligar a Tv, abraçar-me com a minha Solidão e ficar ali, esquentando da tarde fria, quieto, durante horas e horas, até dá fome e ter que levantar pra comer alguma coisa…

Mas lá estavam as duas. Não tive escolha, estendi a mão direita, torcendo para que o peso do meu antebraço logo fizesse a minha mão escorregar do cumprimento indesejado, mas a danada da Solidão, deu pulinhos de alegria e também agarrou a minha mão. Agora as duas sacudiam o meu braço como adolescentes brincalhonas.

Enfim, a Decepção estava devidamente apresentada a mim. Besteira minha, essa indisposição de fazer novos amigos. A Decepção se mostraria, mais tarde, uma grande amiga e companheira. Ciumenta que só ela, mas enfim, amigona do peito. Agora eu teria de acomodar as duas. Imaginem, duas criaturas na minha vida. Bem, mas dizem que pra tudo na vida tem um jeito. E tem mesmo. Hoje já não a estranho mais. Até me acostumei com elas. E quando elas não estão por perto sinto muita falta.

Bem, mas voltando para a história do celular, que eu já ia esquecendo, ameacei resgatá-lo das mãos da Decepção. Mas aí desisti e pedi, com um gesto no rosto, para ela me ajudar. Ela, feliz e com cara de vencedora e debochada, que insiste em fazer nessas situações, agora já super íntima, claro, riu no canto da boca.
Sabe aquela cara que dá ódio quando alguém a faz para a gente? Pois é, ela é especialista nisto. Estendeu o celular para eu ver. Olhei. Não consegui distinguir bem quem era.Ela, com aquela postura desengonçada de debochada. Pezinho esquerdo batendo no chão. Braço esticado na minha direção, e com o celular em riste. A outra mão na altura da cintura, ria, mas não muito, ria com aquela carinha de debochada mesmo, como eu disse. Ela já tinha olhado, meio de soslaio, para ver quem era, ciumenta do jeito que sempre foi..

Como eu disse, não consegui enxergar bem, mas fingi que não me importava em saber quem era, e continuei fazendo a minha partitura no Encore. Ela, chata e insistente do jeito que sempre foi e sempre será, levantou mais ainda o celular para eu ver, virando o rosto ligeiramente para o lado...

A Solidão se intrometeu, esticou o rosto e apressou-se em me dizer com a voz pausada e de deboche.

- É a Te-le-mar… Men-sa-gem da Te-le-mar…

Era mesmo a Telemar. Sabe aquelas mensagens chatas que ela insiste em nos enviar, como se tivéssemos tempo e dinheiro para ficar entrando em seus joguinhos idiotas, feitos por programadores idiotas, e concebidos por analistas mal pagos da Telemar… idiotas também!!?.

Calma, calma, calma e calma… É isso, ufa! Sempre que a Telemar subestima a minha inteligência e importância eu fico assim. Irritado.

Espera aí! Eu disse Inteligência? Importância? Não, não disse, ainda bem, só pensei. Senão as duas, iriam me chavecar a tarde inteira. Bem, mas enfim, era a Telemar! Fingi que não via a Solidão ali, parada, pertinho de mim e esperando alguma reação.. Mas a danada, sei lá como, conseguiu perceber a minha cara irritada, e fez questão de dizer em voz alta para eu ouvir…

- Você não tem amigos, seu bobo… quem poderia ser?

Ameacei, com raiva, sem olhá-la, dar-lhe um peteleco.! Ela deu dois pulinhos para trás, se juntou à Decepção, que já tinha se afastado para recolocar o celular no lugar, e ficaram repetindo…

- Você não tem amigos, seu bobo..
- Você não tem amigos, seu bobo..

Fiquei em silêncio, fingindo não ligar. Com um sorriso sem graça, e sem graxa, no canto da boca. Teclava o “j” repetidamente na partitura do Encore, meio esperando elas se irem para continuar o meu trabalho.
Veio-me a lembrança um quase amigo que fizera, dias desses. Deu vontade contar para elas, só para matá-las de raiva.…

Até conversei uns minutos com ele, lembrei. E, p-e-l-o c-e-l-u-l-a-r… Deu vontade falar assim, soletrando mesmo. Para deixá-las morrendo de raiva…
Acho que elas perceberam que eu não estava bem, e então a Solidão se aproximou devagarinho, com medo de outro peteleco, e.chegou bem pertinho. A Decepção também veio, me olhando pelos ombros da Solidão. É sempre assim, quando uma se aproxima, a outra acha que tem o direito de participar, e para piorar tudo, sempre combinam as coisas contra mim. Ufa, que raiva que tenho delas, nunca se desentendem por nada. Enfim, a Solidão me perguntou..

- O que foi Gimago, você quer dizer alguma coisa e não está conseguindo?
Então eu disse. Tomei coragem e contei..

- Vocês são umas idiotas mesmo. Dia desses quase fiz um amigo, suas bobas...

Elas recuaram olhando uma para a outra sem acreditarem. A Decepção ainda com aquela cara de deboche, e a Solidão com a cara de espanto exagerada que sempre faz.. Perguntaram-me, quase em coro…

- Quando foi isso. Qual o nome dele?

Eu, relutei, gaguejei, mas tinha de dizer, senão iria passar por mentiroso. Disse meio que enrolando as palavras, para elas não entenderem…

- Foi um tal de E-n-g-a-n-o…

Elas ficaram sem ação e em silêncio. A Solidão quebrou o gelo, olhou para os lados, e disse para a Decepção..

- Acho bom a gente deixar ele um pouco só…

E se foram, não para muito longe, pois sabem que eu preciso delas em todos os momentos.

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