Foto de JGMOREIRA

VENTOSO

VENTOSO

Rodopiam no vento essas folhas
Essas coisas todas que rodopiam
Quando venta como se escolha
Da natureza para embaralhar o dia

A confusão que traz a ventania
Com tudo que nela rodopia
Afasta os velhos que pitam
Faz rirem os meninos que a desafiam

Levanta anágua das moças que coram
Leva guarda-sóis das senhoras que oram
O vento que nesta terra pequena rodopia
Almeja viajar e ser vento de travessia

A terra vermelha que levanta a ventania
Cansa-se logo e nos telhados se aninha
A roupa no varal estendida pela mão morena
Embola, roda, solta e voa sem pena

Sem outro lugar para ir ou perturbar
A ventania se cansa e descansa no ar
As folhas despedem-se sem pranto
Agonizando em volta dos troncos

Os meninos voltam às suas capetices
Janelas abrem pro disse me disse
A mão morena nem pára para pensar
Recolhendo o alvo lençol para quarar

O vento que brinca às vezes de ventania
Deitado no ar, cheio de vento, se divertia
Doíam-lhe as nuvens de tanto que ria
Treinando para ser sudoeste um dia.

Foto de JGMOREIRA

CHUVA-CRIADEIRA

CHUVA-CRIADEIRA

A chuva dos anos amainou as chamas
Que crepitavam em meu coração.
Do incêndio que devorava cada ato
Restaram fagulhas que alumiam o passo
De quem anda cauteloso admirando vulcão.

À medida que chovem anos
Os montes se tornam planos.
O ar menos denso de fumaça
Deixa ver o que a mim negava
O fogo que ardia meus sonhos.

Na pressa louca dos condenados
Corria afoito por fora dos dias
Executando a foice meu tempo
Sem deter o golpe um momento
Para ver que não havia ali misericórdia

Passei em chamas pelos amores
Ardendo em fúria, atropelei a paixão.
Exalando fumaça ignorei os sinais
Que a vida acenava prevendo os ais
Que suspiraria no tempo da compaixão.

Não via os sinaleiros se desesperando
Com suas bandeiras acenando perigo
Passava ao largo de tudo, sem medo
Sempre era constante, nunca era cedo
Deus era vogais e consoantes de abrigo.

Quando choveu anos em minha vida
As chamas reclamaram comburente.
Era o tempo derramado nos dias
Reclamando quem dele se aproveitaria
Já que não havia nada de urgente.

Enquanto os anos desabam na cabeça
Num chuvaréu que não termina
Vou caminhando calmamente
Apreciando o homem virar gente
Admirando vulcões explodindo cinza.

Foto de Carol Apolinário

O Amor e o Medo

Há muito tempo lhe procurava, mas nunca o encontrava;
Andei por muitos lugares querendo encontrá-lo.
Passei por lugares escuros e sombrios; lugares bonitos e alegres, mas ainda assim não o encontrava.
Cheguei até a pensar que fosse você quem não quisesse me encontrar;
Mas não desisti.
Continuei essa longa procura, mas sempre imaginando que poderia ser uma procura em vão.
Quando me dei conta já havia passado vários anos e eu não tinha o encontrado.
Só que de repente você apareceu:
Bonito, alegre, meigo, as vezes um pouco descontrolado e muitas vezes até chegava a me machucar por dentro; mas essas feridas logo cicatrizavam pois eu sempre me lembrava de que procurei muito por você e não queria perdê-lo nunca mais.
Mas um certo dia você se foi...
Se foi, pois muitas feridas acabaram por não cicatrizar, mas confesso que doeu muito mais quando você partiu....
Por muito tempo, senti sua falta e jurei nunca mais procurá-lo novamente para não correr o risco de machucar-me ainda mais.
Após você Ter me deixado, eu comecei a sentir algo que jamais havia sentido anteriormente: angústia e desafeto por todos, era algo muito triste....
Então comecei a me perguntar:
“ Quem é você que eu jamais procurei mas ainda assim me encontrou”?
E depois de tantas perguntas vazias, eu obtive uma resposta.
Era o medo....
Medo de apaixonar-me novamente e encontrar o amor mais uma vez.
O amor? Perguntou o medo!!
Sim, aquele amor que era bonito e alegre, mas que deixou feridas quando se foi....
Então o medo me disse:
Vá atrás do amor, pois enquanto não o encontrares novamente e fazê-lo ser sempre uma alegria em sua vida eu estarei presente ao seu lado!
Não deixe que o amor que você tanto procurou vá embora assim, ache-o novamente e sejas feliz eternamente; não o deixe machucá-lo e nem permita que ele se torne algo triste e cheio de cicatrizes....
O amor é algo bonito, alegre e humilde; é o mais puro dos sentimentos!

CONCLUSÃO
Nunca deixe que o amor se transforme em medo, pois se isso acontecer o medo de amar sempre o acompanhará e você nunca será feliz o suficiente para dizer EU TE AMO! Não permita que sua procura pelo amor seja em vão....faça-a valer a pena!!

CAROLINA APOLINÁRIO

Foto de Claudia Nunes Ribeiro

QUE SEJA DE QUALQUER MANEIRA...

Atrevida,
Teimosa?
Sou tudo isso e muito mais

Tudo o que quero,
Quero mesmo e ponto final.
E daí?

Mas não adianta conversinhas...
Sei que você gosta mesmo assim
Te faço rir e chorar de rir
Quem te faz feliz assim?

Cuido de ti do meu jeitinho
Brigo, ralho, mas nada adianta
Sempre me vence no final
Basta um sorriso e um chamego
E eu mais que depressa me derreto

É
Não tem jeito
Somos dois loucos, insanos
Te quero de qualquer maneira
Sou tua de qualquer jeito
“na chuva, na rua, na fazenda...”
no carro, na praia, no drive in
É só me chamar que eu vou
É só eu chamar que você vem!

Foto de Raiblue

Santo Pecado

Produção e poesia by Raiblue
Música:When You Touch Me
V.A-Gaumut Of Crime

P.S.:O POEMA ESTÁ POSTADO MAIS ABAIXO.

Todos os meus poemas estão registrados na BIBLIOTECA NACIONAL!
Lembre-se que plagiar é crime.

Foto de Otávio Gomes

Poema do Adeus

Agora, nosso grito
tem a medida do abismo,
não mais a imensidão do céu.
Agora que paramos,
sentimos ao nosso redor
que tudo foi inútil,
do caule à rosa seca,
que antecedeu a despedida.
Aos poucos meu corpo
se desprende,
e o que ora
ainda não é
se tornará pedra.
Mediremos tudo
pela extensão do amor.
E o amor,
pela ternura que agora se desfaz.
Ao caminharmos distantes,
só nos unirá o pensamento.
Nossos sonhos... um recordar triste
do que nunca seria realidade.
Se seremos sombras,
ou ainda seres...
o eixo imaginário de nosso pecado
marcará o início e o fim...
...do nosso amor

Foto de Otávio Gomes

Amor que sinto!

Amor
Sensação libertadora
Asa da imaginação
Traz na mente
Tormentos da traição
Marcas que jamais serão
Apagadas pela solidão
Trágica menção
De um evento inesperado
Deixando momentos
Que destroem a perfeição
De um passado
E em uma profunda noite
Tudo se resume a escuridão
Da alma de um ser
Que não admite jamais
Ter sido abandonado
Por outra alma sem previsão

Foto de Claudia Nunes Ribeiro

O MEU LOUCO AMOR

O meu amor é tão louco...

Camisa de força,
Com gravata e colarinho.
Gadernal com açaí

Prendam esse amor!
Encarcerem na prisão do coração,
Pois ele é perigoso,
Solto pode arrasar um quarteirão!

Verseja sobre coerência,
A mesma de que carece tanto.
Lógica matemática
Sobre teoremas, retas e abscissas,
Mas delirante pensamento
Sobre amor e sentimento.

Sim,
Aprisionem esse louco,
Psicopata perigoso,
A quem vou levar ao banco dos réus
Por ter me roubado o coração,
Profanado meu corpo
Vilipendiado meus sentimentos.

Mas louca também sou eu
Promotora, juíza e advogada
Desse amor tão insano
Que às vezes, subjugada,
Mesmo em face de tamanho flagrante
Rogo a mim mesma a sua inocência.

Desato-lhe o cinto
Arranco-lhe a camisa
Liberto-lhe das amarras
E em tresloucada perversão
Deliro em sua alucinação

Claudia Nunes

Foto de Maria Goreti

AMOR SELVAGEM

AMOR SELVAGEM

Era platônico...
E era tão lindo!

Os campos,
A relva úmida,
As flores
Olhares de soslaio...

O toque das mãos
Através da vidraça...
Sinais,
Sorrisos,
Os vaivéns de beijos...

O piquenique,
A toalha sobre o relvado,
A cesta de quitandas...
As sombras das árvores,
Os trinados dos pássaros...
O volitar das borboletas...

O encontro,
As mãos entrelaçadas,
O toque ousado e sutil
Dos pés por sob a mesa...
Velas, cristais, vinho e sobremesa...
Rompem-se as tramas das sedas,
Transbordam as taças... (Maria Goreti Rocha)

O desejo...
Os corpos suados, calientes
Se enroscam como no cio as serpentes
Se acariciam por inteiro...
Sugam os poros, a respiração
Aceleram as batidas do coração
Se amam como dois selvagens animais

Os olhos
explodem num brilho estelar!
Os gritos...como de um lobo
Defloram os ouvidos
Fazem perder os sentidos..
Fazem ir aos céus e voltar
E aí, no auge do êxtase, do deleite,
Alimentam-se o corpo, a alma
com o leite do prazer! (Benvinda Palma – Bemtevi)

©Maria Goreti Rocha & ©Benvinda Palma

Foto de carlosmustang

'''SONHOS'''

Quando eu olhar pra fora da janela...
Mesmo que meus olhos se ofúsquem pela luz
E toda uma nova força que conduz
Solitárias celulas fez juntar-se!

E apenas eu, somente eu...
Com tantas experiências sobre as costas
Sem nada entender, sem respostas
E talves ter que fadar-me a um só caminho!

Oh, tantas perguntas...
Umas confusas, outras absurdas.
Mas estou sozinho!

E me atrevo a não te amar
Porque se és um sonho!
Eu vou acordar.

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