amor

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Pela Última Vez

O que transcende o tempo e as memórias
O que transcende o silêncio do que é abafado por
Interesses questionáveis
O que transcende a saudade
Mais que a certeza estabelecida nos discursos
Nas inverdades absolutas
Imposições dos tipos mais frios

É quente, inevitável, legítimo
Encontra-se ferido
Agonizando
Com a branda consolação de permanecer vivo
No fio de uma suave esperança
De ressuscitar o que parece desenganado
Na cura de um olhar impossível
Falsa cegueira
O laço que se tenta indispor
Que de tão firme não se desamarra preso ao que existe de fato

O que transcende
E não pode ser admitido
Perpetua-se de modo
Inapagável
Como sentimento que de tão sufocado
Explode
Na sinceridade dos dias que passam e nunca param

O que não importa não é proibido
O que não releva não causa sofrimento

Assim te declaro meu amor pela última vez

Foto de Paulo Master

Doce Transição, a Carta

Prezada solidão... De todo custo, relutante comunica-lhe esta, com muito pesar. Julgo não mais carecer a sua companhia. Contudo, outrora convenhamos muitas e pomposas vezes deixei-me levar o sentimento por seu lúgubre encanto. No entanto, sinto-me a fibrilar de emoção por outro sentimento. Ora, tal abstinência a seus efeitos geram em meu ser tortuosa comoção, uma terrível perda sem precedentes, embora certamente a título influente de uma epifania fulgurante e tenaz. O devaneio inspirador e iluminante tomou-me o raciocínio. De maquinação ardilosa e metafórica veio-me uma saudosa recordação da madrugada cadente e da aurora ascendente. Logo cedo, no limiar do pôr-do-sol, ainda em tom matiz, sentia-me vivo e feliz, pulsando inebriado sobre tua influência. A inspiradora manifestação da vida revelara-me poeticamente.
Porém, lamento dizer que em súbito fora assaltado por outro sentimento, talvez conhecido teu, embora me caiba com decência, a cerca de questionamento admitir que por ele tenhas alguma afinidade. Descrevo a doce transição com palavras suntuosas a eufóricas, oriundas do meu mais profundo íntimo. Todavia, me oponho a postergar tal decisão, essa postura semovente segregou nossa harmonia, roubando-nos a ávida união.
Adorada solidão... Agora vivemos mundos divergentes, distantes quanto à eternidade. Ironicamente seu atroz por natureza é um sentimento inerente, persuasivo, tende coagir meu entendimento com sucintos pulsos enigmáticos de felicidade. Em deleite, recobro o passado feérico que mantivemos. Um tom apólogo guiava solenemente nossas madrugadas, uma relação que subjetivamente encanta toda a criatura sucumbida a seu íntimo. Em prelúdio, anuncio nossa terrível e inevitável separação, decisão sumariamente aspirada por um incontestável sentimento. Não obstante, devo-lhe a cortesia do encanto que como cônjuge mantivesse por todos esses anos.
...Com amor, Coração!

Foto de Paulo Master

Tarde Gris

Em solidão, devaneio a escrita como uma bela dama a bailar ao ritmo da emoção, as letras se agitam sibilantes, com o suave e envolvente ritmo do meu coração. Em júbilo, a magia das palavras se mostra com capricho, num brilho fulgurante. Vejo-me seduzido pelo amor e seu poder inebriante.
Um coração emotivo, de rimas suaves e poetizadas. Sigo falando de flores, amores, solidão e dor, saudade e desejo, afeto e amor. Já falei da noite fria, da aurora mostrei a magia. Suspirei com na tarde gris, do formoso céu, comtemplei o anis.
Desejo alçar um novo voo, quem sabe, suplantar o amor, a liberdade, e pousar naturalmente nos seios da felicidade.

Foto de carlosmustang

VALEU!

Derramei lagrimas
Suor, líquidos em
abundancia

Incuti amores, desejos...
Sabores, ensejos, paixões

Sonhei desapegos, sem arrimos
Só amar, transar, só comer...

Fazer sonhar, e sonhar no bel.
Prazer, gemer, tremer, de tesão

Assim se faz, valer tudo
Esforço, vontade, vencer

E no final
Feliz por amar você.

Foto de Arnault L. D.

Flor do acaso

Minha poesia precisa de vento,
de abelhas e passarinhos,
porque, é como semente...
A esperar pelo momento,
enquanto espalham-se os caminhos,
de germinar em nascente.

Quem sabe onde? Não sei...
Quem sabe são as abelhas,
os passarinhos e o vento...
Onde o acaso é rei.
Em qual girar do torvelinho
irá acender-se a centelha.

Longe do olhar meu,
ou de todos que conheço,
talvez floresça outra poesia,
sem importar d'onde se deu
e com o frescor do começo.
Todo o amor que em si trazia.

Flores que o acaso semeia,
assim é o que enquadro
e que sobrevive além de mim,
emoldurado na emoção alheia.
É espelho é não quadro.
A mostrar você, eu, ou todo afim...

A imagem a si pertence,
o espelho empresta-lhe a face,
e cada reflexo, espelha diferente...
Sementes e espelhos, poesia “non-sense”
que as abelhas e ventos dá-se,
Até florirem num reflexo afrente.

Foto de Carmen Lúcia

Ter você...

Ter você...

É atingir o inatingível,
decifrar o indecifrável,
transpor o intransponível,
explicar o inexplicável,
compreender o incompreensível,
violar o inviolável,
profanar o mais sagrado.
E viver a plenitude do inusitado...

Pra ter você...

Quebrei todos os preceitos,
livrei-me de preconceitos,
rompi barreiras,
transcendi fronteiras,
desagravei as leis,
desacatei princípios,
desmoralizei os fatos,
repudiei valores.
Morri de amores...

Sem ter você...

É ver o amanhecer sombrio
trazendo a luz de um sol sem brilho...
É ver a noite sem o prata da lua
e o breu soturno de estrelas apagadas;
fantasias pelos cantos, desperdiçadas,
entre sonhos vazios, solitários, vagos.

É viver com a sensação de ter morrido;
é morrer como se não houvesse nascido.

_Carmen Lúcia_

Foto de Carmen Lúcia

Eternizando momentos...

Vou eternizar nossos momentos,
guardá-los distantes do tempo,
conservá-los no congelamento
pra revivê-los sem desgastes,
sem mudanças e resgates
quando longe estiveres de mim,
afastando os dias ruins.

Vou reforçar tuas pegadas
em todos os cantos do quarto
e em meu corpo as marcas do teu tato.
Nos lençóis, o azul do cetim,
como um céu a presenciar o pecado,
induzindo ao que é proibido,
convertendo o profano em sagrado,
pensando estar próximo o fim.

Vou reacender os sentimentos
que fizeste desabrochar em mim
pra que me envolvam a cada momento
enquanto longe estiveres daqui,
feito luzes a projetar nas paredes
sombras de um filme de amor sem fim
ocupando o vazio dos espaços
- que deixarás quando partires-
até o dia em que aos meus braços voltares
e inundares a mim e os lugares
“de ti”...

_Carmen Lúcia_

Foto de Sandro Gusmão

Imortal é o que quero...

Co-existe uma projeção,
do tanto de um querer,
estrambola energia, atrai atração,
atrai o ato do poder,
poder de criar formação,
formar o que tanto quero ver,
ver, e com grande exaustão,
projetar-me até você.

De matéria a equação,
calcular o meu temer,
vejo em ti a reação,
da química que nos faz prôver,
com movimento, com reação,
fisicamente vejo teu ser,
do meu amor e sua imortalização,
imortal é o meu querer,
te querer!

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