amor

Foto de Luis Paulo Silva Gomes

Lembranças

Das sombras que me fazem chorar
Às lembranças que me fazem te amar
Como as folhas de outono que caem
Ao sopro do vento
O qual verre minha lembranças

Ao coroar o amor vivido
Ao sentir o gosto amargo da solidão
Destruindo e acabalando com meu coração
Venho a recordar o amor contido

Contido em saudades
E como o Sol
Essas dores sempre voltam

Foto de Nailde Barreto

"Ebulição do amor"

Orvalho de tantas belezas, o amor!
Preenche o vazio de feiuras,
Paisagem sem fôlego;
Desfaz-se no permear das quenturas,
Evaporando por entre as mãos.

Cativeiro do amor, coração!
Inunda os olhos,
Camufla a dor, ebulição!

Da ofegante jornada,
Para encontrar a fórmula
Avassaladora da paixão,
Capaz de transformar o corpo,
Fazendo-o ebulir,
Entre os delírios da sedução.

E, quando esse dia chegar, meu amado
Fisgar-te-ei pelo profano pecado
E, penetrar-me-ei, no seu coração.

_ escrito em 01/07/2011_

Foto de Carmen Vervloet

Folhas de Outono

Você chegou e me trouxe compreensão
em poucas horas de convivência
desfez um ponto negro no meu coração...
Retomei minha perdida consciência,
emergi de profundo oceano
de um passado de prantos, dores e desenganos.

Salva e liberta caí em seus braços
despreocupada e envolta na minha própria luz
cingida pelo seu forte, mas terno abraço
entregue ao amor que à felicidade conduz
tocando os limites extremos da existência
entregando-me à vida em completa anuência.

Nossas almas arrebatadas por intensas emoções
desprovidas de medos e inseguranças
sem buscar explicações, motivos, nem razões
deixando no passado as tristes lembranças
experimentando uma liberdade e paz tão profunda
que já nem importa se nesta outonal viagem
viajamos de primeira classe ou de segunda.

No renovar da estação o que a nós importa
é que destranquemos todas as portas
para que possamos viver este pleno amor
e que cuidemos dele com a mesma delicadeza
como quem cuida da mais tenra e perfumada flor
sem a preocupação de buscar fertilidade ou segurança
vivendo impulsionados pela emoção feito crianças.

Foto de Carmen Lúcia

Céu, sol e mar...

O sol a iluminar o oceano
faz meu espírito dourar
quebrando o escuro desengano
com sua luz em meu rosto,
trocando a vida pelo brilho fosco,
reacendendo a chama que de repente
tende a tremular e se apagar.

No topo da mansidão celestial
abre-se em leque, intensa luz,
inimaginável cerimonial,
a reverenciar o astro rei
refletindo a paz que desacreditei,
aquecendo meus frios passos nas águas
flutuantes de um mar que nunca naveguei.

Ondas profundas dissipando brumas,
a embeber de brancas espumas,
penetrantes e insólitas, a pele esfacelada
de dias sombrios pela ausência do sol,
quebrando na areia o cheiro de sal,
retrocedendo ondulantes em direção horizontal
onde se confundem céu, sol e mar.

Ponto de encontro de aves marinhas
que ao cair da tarde juntas se aninham
sem nunca manchar o azul
nem macular o branco,
mostrando a alegria de um mundo brando
deixando no ar vestígios da paz
num voar tão leve que no céu descreve
tanta simplicidade a me tocar o coração.

_Carmen Lúcia_

Foto de JORMAR

Coragem

Amorzinho vivo o dia repleto de atividades e assim o tempo voa, da mesma maneira que tenho vontade imensa de voar para ti, as saudades aumentam e eu quero estar em seu corpo feiito tatuagem... que é para te dar coragem e a certeza que estamos unidos para sempre, te amo

Foto de Xaverloo

A Secessão dos Erros

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Sem tocar os pés no mesmo chão
Sem mais os mesmos
Sem mais palavras
Apago dissilábicas que

A marram
M altratam
O bscurecem e
R asgam o peito de quem se atreve a acreditar.

Deixo-as apagadas para não destilar os vícios da velha linguagem
Que impregnam canções e poemas.
Agora escolho redestinar meus olhos
Redesenhar as curvas do caminho
Pintar o céu de outra cor
Pois me cansei do azul.

E faço a hora de sem mais ou menos
Sem incertezas
Sem tropeçar em letras que

A marram
M altratam
O bscurecem e
R asgam o peito de quem se atreve a se entregar

Resistir ao ópio de toda linhagem humana
Que em quatro letras escraviza.

Xaverloo

Foto de Carmen Lúcia

Enquanto tu vivias...

Enquanto vivias, cumpriste teu papel
além do que te cabia,
grandeza de um arranha-céu...
Ornamentaste vasos, lapelas,
jazigos , templos, capelas...
Lado a lado com a alegria
remataste o mais lindo buquê,
cúmplice da felicidade e harmonia,
parte do contexto: amor, realidade e fantasia.
Vestida da pureza do mais casto branco
invadiste, radiante, jardins e campos
trazendo o sol amarelo em teu peito,
luz das luzes, consenso perfeito.
Enfeitiçaste beija-flores
inebriando-os de amores...

Foste tema de cantigas...
Apareceste nos mais lindos versos
cantados por reis em seus castelos,
endeusada pelos mais fortes guerreiros...
Ao te despetalarem, em busca da sorte,
talvez não queiram causar-te a morte
ou cravar-te o espinho da dor...
Querem saber se têm ou não teu amor.
E tuas pétalas brancas, translúcidas, caídas,
jamais serão sinônimo de despedida,
pois da terra que as terá acolhida
renascerão as mais belas margaridas.

_ Carmen Lúcia _
04/12/2010

Foto de dianacardoso

Desejada tentação

Quanto tempo esperei por ti?
Sem saber onde te encontrar.
Tive escolhas onde sofri,
Nunca tive medo de tentar.

Depois de muito sofrer
E quando pensava nunca te ter,
Senti medo de avançar
E te tornar meu,
Os dois juntos num só ser,
Num único olhar
E assim permanecer.

Os meus olhos brilham ao te encarar,
Nos meus sonhos voo à tua procura,
Consigo atravessar o mar
Em pequenos passos
Só para te encontrar
E poder-te abraçar,
Por muitos e muitos momentos.

Poder tocar-te é um desejo,
Ter-te para sempre é um sonho,
Conquistar-te é um desafio
Mas perder-te é como gelo,
Em contacto com a nossa pele
Ficamos sem sentir o corpo,
è sentir morte por uns momentos,
São como cortes profundos
Que nos levam á loucura
E não conseguimos sair
Deste Ardente fogo no peito
Que não nos deixa reagir.

Foto de dianacardoso

Um doce amar

És como o luar
Onde desejo alcançar,
Iluminar o meu corpo junto do teu
E dizer-te que és só meu.

Nunca ter medo de arrisca,r
Viver cada dia com ilusões verdadeiras
E sentir o teu corpo de várias maneiras.

Sentir o teu sabor,
Criar uma nova cor
O mundo está a implorar
Para nunca nos deixarmos de amar.

Foto de ALEXANDRE FILHO

SONETO DE UMA TARDE

Olhos e noite, querubim , despida...
peças de um castigo que seduz
Ocaso da leveza, beijar-te é luz
És fascínio, declínio, esmeralda polida

Fonte são teus sonhos, teu riso e dor...
Pele que cerceia, ufana, cosmogonia
Fios de ouro e mirra em ti são persona e sintonia
Páginas de livro, cantigas de amigo, aedos do autor

Teus passos, tuas coxas, doces lembranças
Mãos que percorrem, discorrem do ser...
Maculam pecados, acaso, nuanças

Amo-te pelas verdes tardes, pretérito, novidade
Por tuas formas, promessas idílicas no amanhecer
E um adeus que me sossega até a morte, nos territórios da saudade.

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