Enviado por lua gallardo em Ter, 28/06/2011 - 23:20
No início tudo foi uma distracção, eu não pensava que um simples passatempo pudesse tornar-se em algo essencial para os meus dias. A tua voz branda cativou me, de forma tão singela e pura… sem intenção! Talvez por isso, tudo tenha sido tão doce. Chegaste tão silencioso, não tencionavas tomar o meu sentido, e sem querer tomaste poder de grande parte do meu dia.
E quando pude te sentir, após um segundo tive a certeza que não poderia jamais esquecer aquele sabor a exactidão, o afagar das tuas mãos em mim… eu não posso!
E cada vez mais próximos, a vontade de poder tocar-te fez de ti frequência, presença em mim.
Eu não passo sem ti, porque o teu toque faz de mim presunção, eu necessito do teu cheiro, do teu olhar.
Cada vez que estou ao teu lado mergulho na imensidão dos teus olhos, uma imensurável beleza inundada em segredo e vontade. E o teu sorriso que alegra o meu ser, eu não posso deixar esta sensação acabar, eu não consigo!
Eu amo olhar para ti, mirar o desmedido acréscimo de desejo.
Porque hoje só tu me fazes feliz. Sem pedir muito de ti… eu só espero um esboço do teu carinho e me basta.
Enviado por KAUE DUARTE em Ter, 28/06/2011 - 16:34
É no horizonte que o sol se esconde
Onde as mãos não pegam
Mais o olhar alcansa
Onde o brilho se espalha pelos ares
Mesmo nós não merecendo
Assim como um belo olhar
Espalhando seu brilho
E muitas vezes escondendo o medo
No fundo do coração
Seus olhos brilham como estrelas
Que enfeitam o céu como dia de festa
Olhos que não mentem
Que dissertam o amor expresso
Quem olha assim não precisa dizer nada
As janelas da alma mostram a resposta
Belo rosto que preserva a inocencia
Menina em fase mulher
Não te conheço, porem reverencio seu coração.
Esperas que eu venha em sinais e gestos dissolver meus olhos em rendição
Na pureza e beleza dos teus
Que por encanto bem passariam por correntes de maldição
Esperas pela força que me arrasta
Me prende
Sufoca
E se estende até onde não há dor ou felicidade
Esperas
Pelo calor e perfume que exalas
Me desarma
E após liberta.
Liberta-me inda que por tuas palavras mudas
Teus sinais
Teus gestos
Esperas que eu me renda ao teu vicio nato em tornar-me teu
Possuir-me por objeto de uso ou desuso
Acaso e descaso
Visível ou desprezível
E eu insurja jamais.
Pois rendo-me
Sem hesitar ou resistir
À esse movimento oscilante entre prender-me e livrar-me a ti e de ti
Por precisar-te demais
Por respirar teus encantos
Por entender que fosse a vida resumida em uma só palavra
Esta seria o teu nome
Em letras garrafais
Em cores fortes e berrantes
Em grito ecoando aos céus de todo o mundo
Teu nome e nada mais.
Enviado por Arnault L. D. em Ter, 28/06/2011 - 05:18
Talvez, noutra vida,
talvez, noutra encarnação,
talvez, noutra estação...
Que não seja final de outono,
que não tenha o abandono,
folhas mortas no chão
É certo que é crime,
ou será um pecado?
Não estar ao seu lado.
Sei que está tudo errado,
a estrada a bifurcar
para longe a lhe levar
e o amor, mutilado,
a se desperdiçar.
Não devia ser, então.
Não devia ser assim,
você longe de mim.
Como o certo deu errado?
virar sonho acabado,
dilacerado...
Mas, não direi que é o …
Hoje, observei o raiar do sol,
E, por um instante, parei.
Pensei na incerteza do futuro,
Pensei na indecisão do presente,
Pensei no caos que é a dúvida da emoção,
Então, por que tenho que viver aqui,
Figurante em meio a tanta encenação?
Enquanto os canais lacrimais insistiam em gotejar,
Revelando o intrínseco desejo
Do coração que apenas quer o amor reverenciar.
Preciso de direção,
Para encontrar o caminho, ainda turvo
E desenganar os meus olhos,
Que ainda teimam em vendar-se com ilusão.
Vendar-se-á? Vendar-se-ia?
Por migalhas de amor,
Pura ilusão de ótica, miopia!
Enviado por CarmenCecilia em Seg, 27/06/2011 - 21:16
Paris é uma festa é uma homenagem a Cidade Luz e ao grande amigo arquiteto e fotógrafo Roberto Matheus por seu aniversário.
Fotos magníficas e de uma beleza ímpar. Um verdadeiro cartão postal dessa cidade maravilhosa.
E o que diria Ernest Hemingway:
Sem a intensidade da paixão,
a vida é, sem dúvida,
uma cilada cujo limite
é a comodidade,
cuja verdade
é o medo de ir demasiado longe"
Ernest Hemingway
Sans l'intensité de la passion,
la vie est sans aucun doute
un piège dont la limite
est la commodité,
dont la vérité
est la crainte d'aller trop loin "
Ernest Hemingway
Magnifique!
La vie est belle, Paris est une fête!
Carmem Cecilia
"Uma viagem não se inicia quando se cai na estrada e não termina quando se chega ao destino estabelecido. Ela começa muito antes, e na prática nunca termina. Já que a fita magnética da memória continua girando na cabeça".
(Ryszard Kapuscinki)
"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
(Amyr Klink)