Sublime,Sublime amor.
tão eloguente e imaginariamente assustador.
Talvez recíproco ou até mesmo democrático.
Jamais politicamente correto,apenas discreto e mágico
Assim tudo se torna real,meigo e sem regras.
Feitos de diálogos "Shakespearianos" ou demagogo demais.
Não sei dizer ao certo,mais se torna mútuo e inabalavelmente verdadeiro a cada dia em segundos e momentos.
Eu te amo e tudo isso apenas me basta !
O amor só perdura se seguirmos o caminho da paciência do entender e do saber, além de diálogos e argumentos abertos e singelos.
Do contrario tudo se vê soterrado pela prepotência e ignorância de ambos"
Enviado por Carmen Lúcia em Qui, 24/12/2009 - 06:07
Natal...
Lembranças de criança
cheia de esperança...
Arrumar a casa, pendurar enfeites,
árvore montada, iguarias feitas,
coração em brasa, olhos bem atentos...
Bate meia-noite,
ir para a caminha.
Conseguir dormir?
É melhor fingir...
Som de pisadinhas...
Será o bom velhinho?
Nem sei como entrou...
A porta está fechada,
como ele passou?
Fico amedrontada
diante do mistério...
trouxe meu presente,
Ah!É o que mais quero.
Natal...
Como o tempo passa!
Olho ao meu redor,
o que vejo me arrasa...
Crianças atropelam carros,
se fazem de sinais,
farejam o que comer
feito animais...
Retratam a própria fome,
tentam esquecer
o que as consome;
entorpecem a dor
da vida sem amor.
Nessa data tão bonita,
quem não se sensibiliza?
Negar o que comer
a uma criança faminta?
Sabem que nesse dia
facilmente ganhariam
um brinquedinho quebrado
ou um prato de comida...
Natal...
Onde está Papai Noel?
Em que mundo se escondeu?
Foi embora para o céu
e dos pobres se esqueceu?
Para onde foram todos?
A cegueira os acometeu?
Onde está a humanidade,
espírito de caridade
que representa o Natal?
E foi por amor que Ele nasceu...
E por nos amar Ele morreu.
Meu amigo,
chegue-se a Mim... assim...
bem perto... olhos nos olhos,
o coração aberto...
venha Me conhecer,
toque nos acordes
da Minh"alma...
busca-Me na luz do alvorecer,
no mar, na canção, na flor,
em tudo onde houver amor
e também sofrimento,
busca-Me nos de pouco afeto
ou no acalento,
nos favelados carentes,
na pequenina rosa semente,
nos doentes dos hospitais,
nos gemidos e ais,
busca-Me nos prostíbulos,
nas praças, nas ruas,
busca-Me na alma sua,
nos olhos do seu irmão,
em todo e qualquer coração...
busca-Me em cada olhar
e só então entenderá
meu nascimento,
o porquê da minha vinda,
este meu acercamento.
Dê-Me sua mão
e juntos vamos construir
um novo mundo!
Estrelas, no céu, vigilantes,
lua, no céu, deslizante,
cometa a guiar o caminho,
brisa a soprar de mansinho
um ar de carinho...
O universo festeja o grande dia
quando a Santa Virgem Maria
dá a luz ao Deus menino
mudando da humanidade o destino!
25 de dezembro,
nasce o protótipo do amor,
nosso Cristo Redentor!
Tão pobrezinho o menino,
sem teto nem cobertor...
Ah! Filho do Deus Criador!
Traz na sua essência
o gene do bem querer...
Aquele que não escolhe
quem e nem por que.
Apenas faz por fazer,
por doce prazer!
Suas mãos se estendem em desvelo,
buscam a ponta do novelo,
ligam a todos igualmente
sem distinções nem precedentes!
Seu único objetivo
por fim a mágoa e a dor...
Flor que desabrocha exuberante
exalando o perfume do amor!
Mas o egoísmo da humanidade
tudo mudou...
Monocromática é a cor,
murcha é a flor!
Não existe igualdade,
esmaeceu a fraternidade!
A fé perdeu-se no tempo,
ficou no esquecimento o advento!
Meu espírito cristão
diz que esse é o dia para nova reflexão...
Hora de sepultar para sempre a ambição
e retomar os preceitos do Mestre,
elevar a alma em prece
e como Ele estender a mão
com desprendimento e determinação.
Semear o gene do bem querer
em qualquer situação!
Assim (re)nasce Jesus,
neste Natal de luz,
bem dentro do meu coração!
Deixando pegadas na areia,
Assim quero caminhar,
Em passos leves e suaves,
Com nada a se preocupar.
Caminhando sobre a areia fina,
Pisando em delicados grãos,
Sentindo que abraçam meus pés,
Caminho delicadamente,
Quero caminhar em passos solitários,
Refletindo sobre a vida,
Como quem flutua com a brisa,
Caminhando na areia a passos leves
Olho para trás,
Vejo meus passos solitários,
Que deixei na fina areia,
Cujos grãos meus pés moldaram,
Ao olhar, se engana quem pensar,
Que meus solitários passos,
São sinônimos de abandono ou solidão,
Pois estou bem acompanhada, nesta minha caminhada
Acompanha-me em pensamento,
A cada passo, a cada movimento,
“Meu amor”, que por capricho do destino,
Não pode na mesma areia, suas pegadas deixar,
Impedido, de junto a mim caminhar,
Na fina e delicada areia,
Não pode o “Meu Anjo”,
Seus passos junto aos meus moldar!
"Poesía es lo imposible
hecho posible. Arpa
que tiene en vez de cuerdas
corazones y llamas.(...)
(...)Poesía es la vida
que cruzamos con ansia
esperando al que lleva
sin rumbo nuestra barca."
_Frederico Garcia Lorca_
"Prólogo_Poemas Soltos_1918"
By Metrílica ;-*_para Aníbal Minotaur_dezembro de 2009.