Há um tédio massante
Em existir sem saber porquê
Eu olho os livros na estante
E sei que eles nada tem a dizer
Nada dizem de importante
Nada que eu queira saber
Este não é um poema de amor
Já que o amor não me cabe mais
Pois este me transbordou
Outrora tudo que fui
De repente se despediu
Sem pedir licença, partiu
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