Olha nos meus olhos
que você verá
o quanto é grande o meu amor
Pense e assume
que o tempo passou
e você não me esqueceu
Eu quero amar
só se for com você
Aceite aqui a minha sugestão
E volta, por favor
Olha, eu estou sofrendo tanto
deixa eu aqui chorando
não vou atender ninguém
Olha, eu quero ficar sozinho
deixa eu no meu cantinho
que vai ficar tudo bem
Ouviu-se dizer em um canto, uma história de Madalena, que com seus encantos e cantos, fez jus a sua pele morena.
Foi em terras capixabas que a história se deu por lenda, dos olhos amendoados de uma cabocla pequena. Com seu vestido de chita, molhado, e suspenso nas coxas, cantava na beira do rio, batendo os lençóis nas rochas. Sobre o rio uma ponte, passava escondendo o sol, a beleza de Madalena, reluzia mais que farol. O homem de terno branco passava todos os dias, passava olhando pra baixo, queixando da vida vazia era rico e infeliz, vivia só de aparência, ao passo que ele teimava, também pedia clemência. Um dia olhou pra tão baixo que enxergou Madalena, cantarolando no rio com sua beleza açucena. Desceu com sapato polido, queria era ver mais de perto e ao se deparar com a menina, o golpe do amor veio certo. Madalena muito mimosa pôs a banhar-se no rio e aquele homem formado, encantou-se feito menino.
Era Sábado à noite. Tínhamos passado a noite num espectáculo de um cantor famoso e, como já era ritual, os homens tinham estado na barraca a beber cerveja.
Quando chegou a hora de partir para casa chegaram os homens ao pé de nós, o meu pai e o meu tio, quando a minha mãe solta as palavras malditas: “Estás bêbado!”.
Os risos tornaram-se gritos e o som das vozes elevou-se. Entrámos no carro como o coração aos pulos, a pele suada e as mãos a tremer. O que a bebida faz à cabeça de uma pessoa…
Quando chegámos a casa, todos sabíamos o que fazer. Saímos do carro, enquanto que o meu pai voltou a sair. Eu e a minha irmã fomos para as nossas camas, tal como a minha mãe e a minha tia.
Ah!Que bela noite passada...
Tomou-me por inteira
Fez-me prisioneira
Prendeu-me em suas asas.
No céu estrelas e luar
Faiscavam um brilho incessante
E nós,dois errantes,
Num caminho delirante
Passamos a sobrevoar
Seja meu laço do passarinheiro
Abra a porta dos nossos caminhos
Somos pássaros estorninhos
Nascemos para voar
E como diria o dicionário,
Não somos apenas pássaros,
Temos a negra plumagem a brilhar.
Sento naquela nuvem
Sinto que tu vens
Me acompanha...
Me envolve
Olho-te,amo-te sem dizer-te
Não há palavras em nosso jogo
Apenas os corações e seus pulsos
Em Setembro de 2000, eu era coordenador da modalidade xadrez nos jogos escolares de minha terra.
Aconteceu uma cena que considero inusitada no esporte em que militamos, obviamente pelo fato das competições enxadrísticas, não serem transmitidas pela televisão, pois ainda não é um esporte muito divulgado na mídia.
Numa partida do 1ºTabuleiro, categoria Juvenil Feminino, entre Naélia (Escola Politécnica) 0 X 1 Andréa (Colégio São José).
A competição transcorria normalmente. De repente, sou chamado através de um dos fiscais para resolver um incidente na referida partida. Andréa fez um lance com a dama contra a rival, porém na casa onde ela pretendia colocar a peça, estava atacada e imediatamente percebendo o erro e sem soltar a dama, colocou a mesma em outra casa. O impasse foi gerado porque Naélia, alegava que a Andréa, tinha liberado a peça na casa atacada, sendo que ela, Andréa afirmava o contrário.
Autor: Emerson
Data: 08/09/03
Lembro do nascimento daquele sentimento, em que presumia ser duradouro. Mas, logo percebi que a cada investida desastrosa morria aos poucos, se equiparando a uma vela de cera – tem tanto fogo e se acaba sozinha. Logo então, ele, agonizante morreu.
Percebia que a exérquia dos sentimentos seguia a passos rápidos, junto da desesperança que sobrepujava a esperança, rumo ao funeral onde não teve, sequer, direito a um velório. E via claramente as ferramentas trabalharem:
Cavadeiras que cavam além das raízes do coração, na busca desesperada de um atrativo à correspondência, incentivada ou motivada pelas indagações encefálicas.
Picaretas que cavam com as pontas afiadas do desprezo, a cova da consternação, ou do coração não correspondido; seguidas de pás que servem para retirar os resquícios resultantes do esmorecimento e que depois trabalham para inumar, as mágoas, desapontamentos afáveis e o conveniente amor unilateral.
Soquetes e marretas perfazem o serviço golpeando o terreno seco do coração, que de tão fraco se despedaça e os pedaços mendigam o amor acalante de sua raiz e aguardam esperançosamente à correlação em um novo amor que lhes possa juntar os pedaços. E que possa buscar a morte súbita da transcendente saudade do coração.
Sobre a cal, as pétalas das flores espargidas são as únicas companhias do desvanecido anseio que terá, sempre...
E, por fim, apenas a lápide fixada de pé, que guarda em si a reminiscência descrita, isolada, esquecida... “Aqui jaz um sentimento”.
Desejos...
Esta noite sonhara que meus lábios beijava-lhe o peito musculoso e o pescoço, deixando-o louco de tesão... fiquei passeando as mãos no teu
corpo, como quem sabia exatamente o que queria, e você retribuia as minhas carícias percorrendo todo meu corpo com suas mãos pequenas em suaves movimentos... entrei no seu jogo e ficamos muito excitados... ao ver-te parado diante dos meus olhos... caí literalmente de boca tocando minuciosamente teu corpo molhado de tanto tesão... percebí o volume de seu membro quase explodindo... pedindo socorro...abocanhei aquele membro ereto... estava tão
Emoção!
Ahh!esse carro desgovernado...
Corre sem destino
Atravessa as ruas da paixão
Sem freio.
Ultrapassa o farol da razão
Sem controle.
Sem medo ela vai...
Viajando por lugares outrora visitados
Suas descobertas não tem fim.
Conhece as florestas mágicas da ilusão
Que de tão empolgantes,chega a arrebatar-nos num momento que parece eterno.
A avenida do prazer é curta demais para sua sede obsessiva.
Passa por ela,poém o desejo de voltar é constante.
A emoção pisa fundo no acelerador.
Não há tempo a perder.
Mas de repente percebe que o cenário não é mais o mesmo.
Em meio aquela multidão eu me sentia perdida. Por mais que imaginasse nunca cheguei a pensar que pessoas poderiam ser tão apressadas e barulhentas.
Na hora de reservar meu ingresso optei pela geral, pensei que assim passaria despercebida, a idéia de camarote não me inspirava privacidade e sim destaque e como jamais tinha assistido a show de uma Banda famosa ou qualquer outra tudo era novidade. Minha experiência se resumia nas quermesses organizadas pela Associação Comunitária da Vila onde o som da banda dominical entoava valsas enquanto desfilávamos entre barraquinha de jogos e doces e aguardávamos os fogos, estes sim eram a estrelas das festas. Ficar olhando para cima vendo um pequeno zumbido se transformar em imensas partículas colorida era um espetáculo, mesmo que ás vezes acarretasse lembranças nostálgicas, eu amava aquele céu pontilhado de luminosidade.
Autor: Izaura N. Soares
Numa cidade do interior chamada Vilarejo do Encanto, sim, é assim que é chamada a pequena cidade devido o seu encanto, sua beleza natural, é uma cidade muito linda conservada por todos os moradores da região. É uma cidade turística bastante visitada por pessoas de todos os lugares. Quando os visitantes chegavam, logo se encatavam com a beleza do lugar, com suas casas coloniais, com suas cachoeiras e recebiam um tratamento de primeira; ar puro.
E nesse pequeno Vilarejo havia um casal de adolescentes Jacksom e Sara, que sabiam aproveitar bem a beleza da cidade, nascidos e criados na vila, eles conheciam o Vilarejo do Encanto como a palma de suas mãos. Jacksom e Sara sempre foram muito unidos, era uma amizade forte e muito bonita, em todo o lugar que eles chegavam estavam sempre juntos. A amizade foi crescendo, foi se fortalecendo, eles brincavam como se tivessem dez anos de idade, enquanto na verdade eles tinham quinze anos, mas não se importavam, não tinham malícias e eles exploravam cada canto da cidade como se tivessem a procura da caça ao tesouro. Era uma verdadeira festa.
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