IV Concurso Literário

Foto de francineti

A mulher do taxi: uma lenda em Belém.

Há muitos anos na cidade de Belém um amigo me contou que durante a noite no seu taxi uma bela morena andou.
Era uma noite de sexta-feira e a lua estava bela. Meu amigo taxista avistou uma moça na janela. O coração do taxista disparou e muito forte pulsou. A moça fez um sinal. Ele parou em frente ao portão de uma velha casa. A moça, então sorriu, e disse: Você pode levar-me até a rua Gentil Bitencourt? O taxista não via nada ao redor a não ser o olhar encantador daquela mulher. Ela entrou no seu taxi. Um cheiro forte de rosas exalou. O percurso feito por aquele taxi parecia infinito. Quando no endereço solicitado chegou meu amigo se assustou. A moça desceu do taxi e um forte abraço lhe deu. Baijou-lhe os lábios com paixão. Logo depois, a moça entrou no cemitério e desapareceu. Meu amigo achou aquilo tudo muito estranho, pois já era madrugada. Esperou durante horas, mas a moça não voltou. retornou para o seu ponto. Ele ardia de febre e se contorcia de frio, mas não conseguia esquecer aquele beijo e nem os olhos daquela mulher.

Foto de francineti

A morena dos olhos de Jade e o estranho sedutor.

A história que vou contar aconteceu muito longe daqui. Ela se passou numa ilha mágica e enigmática no interior do Pará.
Era noite de lua cheia. O povo daquela localidade se preparava para a grande festa em homenagem a sua padroeira. Haveria festa e ladainha e após a procissão todos iam celebrar a imaculada Conceição num grande arrasta pé no barracão da comunidade. O barracão estava decorado com flores e balões. O povo começou a chegar. As moças de família desfilavam seus belos vestidos e os rapazes admirados com tanta moça bonita. De repente no salão, surgiu uma linda morena com os olhos verdes de Jade. Ela vestia um vestido preto de seda que deixava a mostra suas coxas grossas e exalava um delicioso cheiro de paticholim. Ninguém conseguia deixar de admirá-la. Enquanto a orquestra tocava os rapazes faziam fila para cortejá-la.

Foto de Jorgejb

Um Homem e uma Mulher - A despedida

O Homem percebeu que ela se levantava, sentiu o roçar dos lençóis por aquela pele macia e quente que tocara voluptuosamente. Os olhos semi-abertos, o torpor de uma noite selvagem e inenarrável acariciou-o, e os seus lábios retomaram húmidos a memória de cada beijo dado, a impaciência dos gestos que se inventavam. O seu corpo sentiu-se desligado do outro que fora seu, e percebeu a manhã, o fim de uma noite que talvez não voltasse. Remeteu ao silêncio todo o seu corpo, concentrou-se na respiração dela, quis percebê-la antes de falar e perceber onde ela estava.
Não foi preciso. - Ali estava ela, debruçada sobre ele, os seus seios doando-se, os seus cabelos afagando-o.

Foto de edemilsonreis

ESCREVENDO E O CORPO RESPONDENDO

ESCREVENDO E O CORPO RESPONDENDO

Escrevia era um homem muito dado as Letras adorava a boa literatura aquela feita com o teor extremo do Eruditismo, porém até o inútil também dava seus rascunhos quando sentia vontade, tinha lido uma centena de livro e não seria uma hipérbole se citasse que ele havia devorado todas as bibliotecas do mundo.
Escrevia era uma espécie rara na sociedade mais rara que um QI acima de 150 na população global, porém ele apresentava outras qualidades tão pequenas em relação a essas já citadas, mas não ínfimas a ponto de se jogar para debaixo do tapete da existência, ele amava fazer uma literatura exótica, isto é, tecia longas Elegias, Grandes Epopéias, Imensas Citações, aliás, sua qualidade de Escritor não se assimilava, pois ele quando começava um texto só terminava depois de dias, semanas ou meses isso era maçante para ele já que morava numa rua chamada ignorância aonde seus vizinhos eram analfabetos, mal sabiam assinar o nome, por isso quando ia mostrar seus textos para amigos, colegas e outros transeuntes daquele vilarejo recebia tais indagações:

Foto de edemilsonreis

A ALUCINAÇÃO DO EGO

A ALUCINAÇÃO DO EGO

Estava eu em frente à tela do computador quando decidi dar uma de curioso, aliás, um hoax havia chegado em minha caixa de e-mail, não o abri, pois sabia que poderia conter algum vírus, spam, adware, spyware, malware entre outras pragas digitais que travam o PC.
Contive-me, mas percebi que o Subject apontava para letras garrafais, sublinhadas no mais alto itálico possível, a Fonte era Verdana ou Arial Narrow, isso pouco importava já que as palavras mexiam com qualquer mente mais aguçada, esmiucei refletir sobre um tal de Fantasma Da Menina, diga-se de passagem, uma velha lenda que muito me intrigava, porém nunca havia pensado em estudá-lo mesmo porque estudar Parapsicologia, Ciências Ocultas, Ufologia ou simplesmente Escrever Realismo Fantástico não traz muito dinheiro, mas se trazer são poucos que trabalham na área que ganham também um medo oculto sempre me assolava ao ver comentário sobre tal o que ainda mais me deixava ignorante, tapado e desinformado sobre aquela foto, como para visualizá-la não se precisa muito procurar já que qualquer Site de Terror a possuía era como uma daquelas amadoras que tiram fotos peladas e cai na rede e é só ir ao Google para acha, porém essa Menina não estava pelada é só uma comparação tácita, mas legível e lógico, relutei ainda e apaguei a mensagem e aquele endereço fiz questão de colocar no bloqueador de spam e nunca mais recebi nenhuma mensagem proveniente daquela URL Eletrônica.

Foto de Anjinhainlove

Amor Virtual

Carina acabara de desligar o seu computador. Sentia-se excitada, renovada, feliz!
Descobrira um mundo novo, onde podia ser ela própria, viver, ter amigos, e agora, apaixonar-se!
Carina estava perdida no mundo virtual. Frustrada por não ter sorte no mundo real, refugiou-se na Internet, correndo salas de chat, conversando com completos desconhecidos que no momento completavam a sua vida. Estava tão “virtualizada” que não conhecia mais o mundo real.
Ao chegar do trabalho, fazia umas sandes e preparava uma bebida, enquanto o Windows iniciava. Digitava o seu e-mail e o seu nickname e por aí ficava o resto da noite, até às altas horas, quando todas as pessoas dormem ou passam tempo com amigos, mas ela era diferente, passava as suas noites, os seus dias, as suas tardes olhando para um monitor. Um monitor frio mas que emanava tanto calor, tanto ambiente para ela que se tinha tornado um vício vital.

Foto de Senhora Morrison

O taxista

O Taxista

Horácio já estava exausto, havia trabalhado muito, dirigir o dia inteiro não era fácil, prazeroso, amava o que fazia, mas nada fácil.
Estava se preparando para ir pra casa descansar, despediu-se de quem ainda ficava para o turno da noite no ponto e entrou em seu táxi, se dirigindo ao caminho de sua tão desejada e aconchegante casa. Sempre gostou muito de ser taxista, apesar do perigo desta profissão em estar tão próximo a situações de violência, às vezes ouvia histórias dos seus companheiros, fatos absurdos que pra ele não tinha nenhum cabimento, estava a tantos anos na praça e tudo que conhecia de fatos inexplicáveis era os que saiam da boca de seus colegas. Muitas vezes chegou a rir da situação em que eles se encontravam para relatar tais acontecimentos, e jamais conseguiu acreditar em qualquer palavra que fosse direcionada neste respeito. Era um homem forte, robusto até, expressão fria, mas com certa bondade no olhar, de pouca fé, acreditava somente no que pudesse provar e no suor do seu trabalho.

Foto de jeffersonjqueiroz

A Folha

I

Era uma vez uma folha de papel branca, totalmente branca. Ela vivia em meio a tantas outras dentro de um pacote fechado e escuro. Ali dentro nada se passava a não se a escuridão e a estagnação. Por muito ela ficou naquele estado, até que em determinado dia, o pacote em que se encontrava foi aberto por uma pessoa. A folha viu pela primeira vez o mundo que tanto escutara somente em ruídos, estrondos e suspiros. Foi quando recebeu pela primeira vez todo aquele conjunto de luz e cores.
Foi colocada em cima de uma mesa junto com algumas outras folhas. Olhou bem ao seu redor e tudo explodiu como extraordinariamente novo.

Foto de Mitchell Pinheiro

O ignorante e o civilizado. Quem será quem?

- Amigo do campo, para que pescar de vara? tempo perde muito, peixe pega pouco, é esforço que não para. Trago aqui uns explosivos pra garantir sua alegria, terás mais tempo disponível e fartura de pescaria.
- Cumpadi civilizado, brigado pela preocurpação! Mas esse rio abençoado, mata a sede do meu gado, ajuda as famia do sertão. E tem muito tempo que nos serve pro mói de nossa precarção. Não quero água que animá não bebe, que nem na sua civilização, sem pureza, sem pescado, é muita tristeza um rio estragado.
- Amigo do campo, para que trabalhar tanto e viver sem qualidade? Vem pra vida na cidade e traz tua família para civilização. Aqui terás trabalho de verdade e muitos recursos para tua expansão.

Foto de shaftiel

Treze Anos

Ele subia a rua ofegante, não por estar cansado, mas por puro nervosismo. Não se cansaria por subir aquele morro leve depois de jogar futebol todas as tardes e correr tanto. Não, para ele aquilo era pouco. Poderia subir o morro a toda velocidade quantas vezes quisesse e ainda voltaria para casa como um raio. O que o deixava ofegante, com o peito arfando por preocupação e ansiedade, era seu objetivo naquele dia. Era um dos momentos mais importantes de sua vida, uma das atitudes mais maduras que tomaria. Passaria uma grande fase de sua vida depois disso e os colegas nem poderiam rir dele mais.

Páginas

Subscrever IV Concurso Literário

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma