Morte

Foto de Alexandre Montalvan

Morte
Irradia o olhar a febre queima
Na consciência de não poder partir
Deste deserto que envolve e prende
E que obriga a ficar aqui
Como ave em gaiola de aço
Sem espaço para sorrir

E ao amar-te por inteira
Com a violência das feras
Enroscar as mãos em teus longos cabelos
Mastigar teus seios
Invadir a tua obscura caverna
E morrer na ilusão
De ter estado aqui

Nômade sem terras e sem pernas
Tornando impossível transpor
O negro abismo da tua própria caverna
Os escuros lagos da dor
Que destroem os ninhos
Não a mais caminhos e nem descaminhos
Existindo apenas o ultimo suspiro do amor

Alexandre

Comentários

2
Foto de Grace Rosario

Poema trágico de "amor" de um morte vivo ! Me impressionou do seu jeito de descrever sobre um amor do morte tão morto mas, tão vivo !

Foto de Maria silvania dos santos

Amei seu poema. Parabens!

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