Estranhos

Foto de Carmen Lúcia

A que ponto chegamos...
Do tudo que fomos
Ao nada que somos...
Dois estranhos...
Onde foi que erramos
E dos sonhos nos dispersamos?
O pouco que restou se desgastou...
O amor se acabou...
Será que um dia nos amamos?
Ou apenas nos enganamos...
Quando a rotina se instala,
O coração se cala...
Camufla-se, finge que fala
E dissimulado se talha...
Os dias fluem iguais...
As mesmices costumeiras,
Traiçoeiras, embusteiras, cruciais...
Das labaredas da paixão
Às cinzas da desilusão...
Da vida em comunhão
À cruel separação...
Serão os atalhos do caminho
Ou ironia do destino
A nos persuadir, confundir, fazer desistir?
E hoje, estranhamente, somos estranhos...
Em que parte paramos,
Permitindo à vida passar?
Por que a vimos passar
E nos esquecemos de amar?

Comentários

4
Foto de Rose Felliciano

A que ponto se chega, não é mesmo querida poetisa Carmen???

O amor é algo tão lindo e divino....
Mas até mesmo em nome de Deus, covardes desistem de amar...
E os que foram amantes
Ficam distantes,
Como estranhos....

Lindo e muito bem escrito seu poema. Parabéns Carmen!!!

Abraços,

Rose Felliciano.

Foto de Dirceu Marcelino

Lindo esse Avatar de Gata,
Estou fazendo algumas poesias sobre eles.
Tenho os teus anteriores, se me permiteres,
gostaria de descrevê-lo poeticamente.

Quanto às tuas poesias em geral,
Já te disse em outra ocasião
Que todas são lindas,
Mas, sempre tem uma que nos marca mais,
Não é aquela do "jaez" não, pois, desejo
apreciar tuas poesias até os fins dos meus dias.

A que me marcou foi “Três lágrimas”.

Antes de comentar estas novas poesias, ao perceber que voltaste de férias, li-as conforme você postou, mas, alguma coisa, como se fosse um magnetismo me chama a ler as três lágrimas.

Cheguei a escrever uma prosa poética "RESPINGOS DE PAIXÃO VI, inspirado nela, pois, os versos daquela linda poesia,

Ressoam em minha mente
E ressona em meus tímpanos,
Ao ouvir os três pingos que caem

"Um,

Outro

e mais

Um".

Quando penso que esqueci aquele som surdo de um piano,

Passo a ouvir o som

De cada uma das pétalas,

Que se desfolham da rosa amarela,

Que deixaste sobre o piano

E, agora, quando escreves essa nova poesia,

Estranho,

E como eu visse que aquela pétala

Marcada pelo carmim

De teu beijo,

Só agora

Flutua como o vento

E, não posso,

Sequer imaginar,

Como alguém não te

Deseje como amante,

E, aí fico pensando,

Onde está a linha tênue,

Que separa a Paixão do Amor.

E se é possível este persistir,

Quando a chama daquela

Se esvanece,

Se apaga.

Enfim,
Não consigo conceber a idéia de
Um homem se tornar um estranho
A uma mulher tão maravilhosa
E cativante,
Quando deveria ser teu
Eterno amante.

Foto de Carmen Lúcia

Atrás desse avatar, está uma foto minha.Percebe?Foi presente de uma grande amiga, que fez a montagem.
Quanto ao "estranho" que você acha,creio que é muito comum nos dias de hoje, infelizmente.

Quanto ao poema"Três Lágrimas", é uma história real...e tudo que é real, autêntico, flue com mais força, mais emoção...Concorda?

Um enorme abraço, amigo poeta!

Carmen Açucena

Carmen Lúcia

Foto de Carmen Vervloet

Querida amiga,
Este seu belíssimo poema pode até ser ficção, mas tenho ceteza que todos nós já vivemos um momento semelhante. É lindo e triste! Triste porque o desenlace de um amor sempre machuca. O nosso poetinha Vínicius disse: "O amor é eterno enquanto dura", mas como seria bom se ele durasse para sempre. O seu poema está lindamente escrito! Amei! Meu voto com louvor!
Beijos,
Carmen

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