Destino

Foto de José Herménio Valério Gomes

NĀO TEM DEVOLUÇÃO

Como viver feliz
Num mundo que é nosso
Se não te tenho a ti
Quero-te tanto e não posso

Dizê-lo em voz alta
Que este Amor tão louco
Que anda pela rua descalça
E só poder vê-la é para mim tão pouco

Queria mudar o presente
Para além do passado
Termo-nos novamente
Como se nada tivesse mudado

Para a eternidade numa pose
À luz das estrelas por testemunhas
De um sentimento que nada move
Onde só o destino se opunha

As nossas vidas assim o serão
Uma história de Amor para sempre
Trilhos impossíveis nesta paixão
E nos marca a ferro tão quente...

zehervago

Foto de Minha_Historia

Ferias inesqueciveis

Grandes momentos
Dos quais só de lembrar aceleram o coração
As melhores férias de todos os tempos
Começo explosivo e nossos corpos em ebulição

Como de costume numa sexta feira sai com destino certo
Você me esperava mais uma vez, tão linda.
De coração aberto
Pronta para amar e ser amada

Não conseguindo segurar o desejo
Veio logo aquele maravilhoso beijo
Sem perceber nos entregávamos novamente
A mente já não controlava nossos corpos ardentes.

Há que loucura
Mais aquela altura não tínhamos mais medo
Mesmo em segredo
O sentimento falava mais alto

Sem perda de tempo
Chegamos e nos entregamos
De corpo e alma
Nos amamos.

E como se fosse à primeira vez
Inevitavelmente me entreguei e você me amava
Meu corpo no seu se encaixava
Enlouquecida abusou de mim, se apoderou e fez.

Insano subi para outro plano
Flutuava enquanto você
Explorava meu corpo
Me deixando louco

Com o coração acelerado
Desesperado me entreguei , caindo em seus braços
Que abraço gostoso
Que beijo delicioso.

Há menina, mulher
Que encanta e fascina
Astuta essa leonina
Consegue tudo que quer

E numa overdose de prazer
Se satisfez e como só você faz
Transformou-me em uma fera
Que urra e depois senti uma paz.

Foto de carlos alberto soares

BRUMADINHO

Ela descia lamacenta
Forte e lenta
Destruindo tudo em frente
Em sua volúpia demente

Matava gente
Que inocente matava a mata
Matava os bichos, que morriam com sua morte

Na matança
Provocada por ganância
Morriam sonhos como os meus
Morriam outros definhados por perderem entes seus

Descia dinheiro sujo,
Cujo custo mata o rio
Morre o peixe, morre a margem
Como é triste tal imagem

Morre eu, morre você, morre quem de fato morreu
Neste crime ambiental
Morrem eles de morte e morro eu de desalento

Morre quem falou e não foi ouvido
Morre também quem não escutou
Morre quem trabalhava pra buscar vida
Sem saber que levava morte

Morre o rio que eu amo
Sempre lá estava pescando
Já não tinha muito peixe
Por matarem suas águas

Morre a toca e a alegria em sua volta
Morre o dourado e o Surubim,
O piau e o mandi
O pacu e a piranha
Morrem por insaciável sanha

Morre aos poucos Brumadinho
Com a riqueza que vem das montanhas
Pouco a pouco... Semana a semana
Lhe arrancam as entranhas

Ironia do destino (será?)
O vale hoje é de morte
A morte é da Vale
Diante cifras a vida pouco vale

No choro que faz perder o sono
Choro o triste abandono
Da vida em favor do lucro
Onde a lama fez sepulcro

Chora Brumadinho, chora eu
Chora o mundo,
Choro de compaixão
Desce a lama pelo córrego do feijão
A riqueza retirada das montanhas
Se desfaz em cada queda
Que segue rumo a Paraopeba

E que Deus proteja Brumadinho e seu povo amado
Seu Rio, sua cultura e sua vida
Proteja o vale, destruído inconsequente pela vale
Deus tende piedade!

Foto de Rosamares da Maia

Desconstrução

Desconstrução

Assim nasce o dia e passa num rodopio,
Ao arrepio da pele numa vontade cigana.
Desatino vislumbre inerte, destino torto,
Jeito imperfeito de gente abandonada,

Alguém que para estilo nenhum converge.
E nem por irreverencia se deixa governar.

Tem gente inteira, mas folha ao vento.
Sem paradeiro, rumo e sem assentamento,
Nem parâmetro de qualquer sentimento.
Se há muito a voar, vai e perde o assento!

Pergunto cansada sobre horas do nada.
Horas a fio, perdidas construindo ninguém.
Na vida estou longe de Ser alguém concreto.
Por coerência não quero, não sei se é correto.

O correto de gente não é a eterna construção?
Mesmo com obstrução do destino e desilusão?

Gente é obra sem patente, delírio da Criação.
O Criador mais que perfeição buscava o amor.
Permitiu-se deslumbrar e descuidou da criação.
Amou como criou e revestiu o erro de perdão.

Por incoerência, concedeu sem razão - a mão,
Dotada de régua torta e compasso invertido.

Interesse mínimo por uma consciência crítica.
Amou mais, dotou-a de pensamento e animação,
Atrevimento bastante para corrigir a construção.
E num fio de humildade tênue, reza pela cartilha:

Aquele a quem criou por nada de amar deixou.
Apoiado na prerrogativa a criatura rogou:
- Deus por meus erros perdão!

Rosamares da Maia – 03 de Nov. 2016.

Foto de Minha_Historia

Senhor do destino

Toda noite que olho para o céu e vejo a lua cheia.
Lembro que em uma noite ela iluminava nosso caminho.
Juntos ou separados ela continua a iluminar.
Deixar de te amar impossível!
Parar de sonhar improvável!
Te amo como sempre ou ainda mais desde o dia que nós entregamos um ao outro.
Sonho mesmo acordado...
Com seu beijo molhado...
Com seus olhos brilhantes...
Com seu abraço apertado...
Com nossos corpos suados ao se completarem.
A vida segue, não sei se você consegue.
Mais sempre me pego pensando em você.
Saudades mil...
Do nosso amor bandido...
Mais incontestavelmente correspondido.
As vezes acordo a noite meio perdido.
Pensando ter ouvido você me chamar.
Isso por hora me basta
E já me pego sorrindo.
Minha flor, minha princesa.
A vós declamo meu amor, amor pela sua rara beleza.
O tempo é Rei.
E que o amor seja Senhor do destino.
Meus lábios continuam fechados.
Mais meus olhos não conseguem esconder o brilho,
De quando estou pensando em você.

Foto de Jardim

eu já conheço os passos dessa estrada

eu já conheço
os passos dessa estrada
pela cidade esquiva.
vejo suas indignações,
suas traições,
seus gritos abafados,
sua imensa idade,
sua profanação.
conheço suas acusações,
suas necrópoles,
suas ruas insepultas,
sua arrogância e a aspereza
de sua alma.

eu já conheço
os passos dessa estrada.
cidade furtiva,
ultrajante,
medíocre.
sem compaixão devoras
o que não te decifra.
os credos, o espanto
aqui fundiram-se
em raças, mentiras, mitos,
inexplicáveis farsas e doutrinas.

eu já conheço
os passos dessa estrada.
cidade austera,
teus monstros
armados até os dentes
com fuzis e baionetas
já não assustam.
corrompidas trevas
a se moverem
por tuas rápidas trilhas,
por teus becos obscuros.

eu já conheço
os passos dessa estrada.
cidade arrogante
em tua torre de marfim
estão impressos
teus segredos,
desvendam tua face
ornada de vaidade,
acalenta
tua indignidade.

eu já conheço
os passos dessa estrada.
qual teu destino?
qual a parcela
de tua grandeza?
uníssona e tardia
digeres
tuas crias.
por tuas calçadas
nos resta suportar
tua esplêndida virulência.
ó cidade profana
o vento que nos varre
é o mesmo que nos traz o amanhã.

Foto de Rosamares da Maia

O Circo de Dayse

O Circo de Dayse

Palhaço solitário deserdado, sem circo,
Faz da vida a piada, lona e picadeiro.
Malabarista por destino desengonçado,
Dribla a falta do cenário, ensaia e encena.

O seu texto? A comédia diária da sua vida.

Trapezista sobrevivente do dia a dia se atira,
Sem rede, com medo, sem prumo, sem rumo.
Em baixo o pesadelo na garganta dos leões.
Queda livre, pirueta ousada, abuso fatal.

Bem próximo de ser devorado, no quase,
Cai em sono profundo embalado no riso,
Ouve as gargalhadas das crianças. Dorme feliz.
Sonha com as peripécias da vida de palhaço

Salvação atrapalhada, de muitas trapalhadas.
Sonha com o seu quarto – O que nunca teve.
Vê janelas pintadas de azul, viradas para o sol.
Um quarto branco com duas amplas portas.

Uma a da entrada, a outra a salvação da saída.

Quando entra é Arlequim, dor e lágrimas,
Palhaço insosso e triste de um mundo que pesa.
Quando sai é palhaço da periferia, nome Alegria.
Canta, rola cambalhotas na grama verde.

Vê o céu, janela azul e irreverente faz careta,
Reverências para uma plateia que o espera.
...Senhoras e Senhores – Tam, taram, tam tam!,
Que rufem os tambores!

“E o Palhaço o que é?...Hoje tem sim senhor!”
Acorda! Vamos palhaço! O show é a vida.
E o espetáculo vai recomeçar.

Foto de Fernando Azamor

Onde anda?

Onde anda aquele menino
Que empinava pipa na rua,
E sempre soltava balão.

Onde anda aquele moleque,
Que roubava manga do vizinho,
E sempre tinha razão.

Onde anda aquela criança,
Que com carrinho de bilha,
Corria, sem freio de mão.

Agora, longe de ser criança
Só me resta muitas lembranças
Bem dentro do coração.

Hoje, todo pirralho sabido
Tem sempre junto consigo
Smartphone na mão

Não sei se foi o destino
Que brincou com esses meninos
Tanto Jogo, nenhuma emoção!

Foto de La viruta

Valquíria, mensageira de Odin,

Valquíria, mensageira de Odin,
Cuja missão é a de escolher os heróis,
que morreriam na batalha,
conduzindo-os depois ao Valhala.
Quanta felicidade ter sido escolhido,
por esta guerreira mensageira, não para morrer,
mas para viver ao teu lado.

Mensageira que encanta, sendo naturalmente uma feiticeira,
Cujo feitiço voluntariamente me entrego,
De tal forma que não é preciso procurar em minha memoria,
os teus olhos,
Mesmo que eu esteja à deriva,
Que seja noite ou de dia,
Eles estão acolhidos nos recantos de minha alma,
E com teus olhos minha alma respira,
Pelos mais formosos olhos,
Que iluminam o mais formoso rosto.

Quando distante estou , como hoje estou,!
Olho dentro de minha alma!
E vejo teus olhos,
Teus olhos que são a idealização do amor,
Cheios de brilho ao me fitar,
Para queimar minha alma,
De tanto amor desejar,
E que fogo teus olhos me ateou,
Fadado destino, de mirar e ser mirado,
Estes olhos, suaves e tão cheios de poder,
Que fatal poder!
Não há como resistir, desde o momento em que te vi,
Queimar toda a minha alma senti,
Nada restou de gelado para ti,
Somente o calor do sentimento iluminado por ti,
Teus olhos, minha vida,
Dos teu olhos nasci........
Para o amor de ti.

Em toda a Natureza, não vejo olhos como em ti,
Divinos em perfeita harmonia,
Mimo da minha alma,
Deixo em teus olhos,
Meu bem querer,
Teus olhos descreve o amor,
Me ensina a amar,
Amar havia desaprendido,
Caso algum dia realmente soubesse o que é amar,
Em teus olhos navego,
Como a brisa em alto mar,
Sem receio de afundar,
Sem receio de na tristeza algum dia me afogar,
Com teus olhos aprendi a dar e receber,
Desejo, alegria, amor sem qualquer preocupação,
Nos teus olhos quero me perder,
Tamanho prazer e satisfação,
Teus olhos suaves tornam suaves meus dias,
Teus olhos me miram,
Meus olhos sonham,
Teus olhos em silencio falam,
O amor desprendido de dentro de sua alma,
Como tempestade sem vento,
Tempestade de amor que acalma,
Furacão de beleza com toda sua graça,
Olhar que emana ondas de paixão,
Que embriagam o próprio mar,
Quais aguas dormentes do mar não poderiam adorar,
O leve verde na cor de teu olhar,
Como esmeralda ficam a cintilar,
A pureza dos olhos, desta menina-moça-mulher,
Valorosa e notável, Valquíria
Que com este raio de olhar,
Não há como não amar,
E sentir-se impotente, tamanha pulsação,
E absoluta melodia que atraem.

Quando teus olhos se abrem na manhã,
Tranquilos e serenos e fica a me fitar,
Infinitos caminhos desejo contigo trilhar,
Que encanto magnifico de uma beleza sem fim a desejar,
Que inocência deliciosa fico a fitar,
Com os lábios trêmulos de emoção,
Sinto os teus olhos me tocar,
Sinto teus olhos me falar,
Sinto teus olhos o meu amor com olhos te falar,
Sinto a divindade em ti brotar,
Sinto pelos teus olhos uma vida desejar,
Sinto em teus olhos a virtude de amar.
Não há mais manhã sem a alegria teu olhar,
Que ao me fitar, sinto cânticos místicos a me acariciar,
Deleite de minha alma,
Caricia do meu ser,
Inesquecível olhar, melodia celestial.

Foto de pattyserudo

SONHO REAL

Um certo dia sonhei que te conheci
Pareceu coisa do destino, algo escrito
Uma empatia instantânea eu senti
Reencontrei o meu eu que havia perdido

Passei a contar com um porto seguro
Um apoio, um lugar para me desligar
Foi delicado, intenso e profundo
Tão real que eu nem parecia sonhar

Cada momento vivido foi eternizado
Por fotografia, canção ou registro mental
Tempestades também passei ao teu lado
Tatuastes em minha existência tua digital

Incluir-te em meus roteiros e planos
Fostes meu devaneio, meu mais terno segredo
Quando tu refletias em meus olhos castanhos
Emergia meu riso, aquele meio sem jeito

Mas chegou a hora de eu me despertar
Entrelaçamos com força as nossas mãos
O tempo necessário para eu gravar teu olhar
E pronunciar minha última declaração

Lágrimas de despedida escorriam em meu rosto
Enquanto eu admitia que foi de verdade, te amei
Levarei teu perfume envolto em meu corpo
Tu seguirás para ser realidade de um outro alguém.

Páginas

Subscrever Destino

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma