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Foto de Flávia Simplicio

Futuro incerto

Futuro incerto

Tamanha violência,
de quem age com demência,
que mesmo em eminência,
muitos fingem desconhecer,
Não ouvir sobre,
não falar sobre,
simplesmente não ver.
Ignorar,
este fato deplorável rejeitar.
Abuso sexual,
Abuso é ilegal.
Problema mundial.
Garotas muito nova,
obrigadas a se vender,
para garantir o sustento,
para dar a sua família o que comer.
Que triste realidade o mundo está a viver.
Queria por uma vez
esse problema resolver.
emociono-me de falar,
sobre este fato arrasador,
garotas da prostituição,
se vendem sem vantagem,
abalando sua imagem,
fazendo jus a pilantragem,
das autoridades,
que faz pouco caso.
Batem numa árvore,
com o lado menos cortante do machado.
Disseram-me que as autoridades,
defenderiam o país,
acreditar nisso é o que eu sempre quis,
antes eu acreditasse,
e meus protestos calasse,
mas então, eu faria parte,
deste mundo corrupto e sujo.
A triste vida das menores,
muito me abala.
A dor consome as linhas paralelas
da borda da minha alma,
queimando freneticamente,
os sentimentos sucumbidos,
esquecidos, maltratados, estridentes,
Por culpa.
Única e impiedosamente,
deste mundo,
sem tampa nem fundo,
sem justiça,
com preguiça,
onde as palavras,
polícia e milícia,
são sinônimos concretos,
Que acabam,
com as vidas de adolescentes e crianças,
tornando o futuro em apenas fatos incertos.

Flávia Simplicio Rodrigues
Todos Direitos Reservados

Foto de José Manuel Brazão

Aquele sorriso...


Aquele sorriso
pensava que fosse meu;
ela não mo deu,
mas ficou em mim.

Deu-me
o seu carinho,
a sua afeição,
que florescem
dia após dia,
com vidas,
que nos aproximam
e nos deixam felizes
com este viver!

Não recuaremos
e Continuaremos
este caminho
com a nossa convicção
e determinação!

Assim será!

José Manuel Brazão

Foto de Ednaschneider

VIDA

A vida é tão cheia de surpresas.
às vezes surpresas agradáveis, às vezes decepcionantes.
Mas o que fica são as lembranças boas que a gente carrega para toda a vida: Um abraço de amigo, enquanto chorávamos. Uma sorriso de uma criança dizendo 'está tudo bem'; um olhar de uma pessoa idosa dizendo " cuidado menina (O) a vida é um enigma" ou mesmo um beijo dado por um irmão, um amigo, um companheiro.
A vida é tão misteriosa às vezes, mas tão simples e paradoxalmente confusa.
Tudo que precisamos é viver, ser feliz, ser centelhas de Deus. Mas como é difícil! Como é difícil agradar a todos e ser feliz!
A gente tenta...
A gente luta...
A gente briga...
A gente desiste...
A gente insiste...
mas o mais importante:
A gente existe!

E quer queiramos quer não:
estamos aqui até o dia que Deus disser: "Está na hora de partir".
A gente anseia esta hora da partida...mas da tanto medo: a despedida...
mas isso é simplesmente: VIDA."
Joana Darc BRasil*
*Edna Schneider Lemos

Foto de José Manuel Brazão

Amor na minha mão

Trago sempre comigo,
o amor;
meu velho companheiro,
para todos os momentos:
ilusões e desilusões,
encontros e desencontros,
aos desprotegidos
e descriminados,
até
para os que não me amam,
no meu silêncio dou amor!

Trago sempre comigo,
Amor na minha mão!

José Manuel Brazão

Foto de DENISE SEVERGNINI

Romanesco

Romanesco

Oh!Amada dos brunos espectros!
Solfejo-me em teus sons obsoletos
Nada oblatas a mim. Teus estros
Obliteram meus escritos completos

Idolatro-te na pulcra paisagem
Negas-me teu ósculo pervertido
Espero-te dama de cortês linhagem
Não chegas... Sal do meu olhar vertido

Sou uma sombra sem lucidez
Romântico em minhas quimeras
Bordo constelações em tua tez
Utopias de arcaicas primaveras

Divina dama de funéreas vestiduras
Alça voejo de teu torreão aprumado
Digna-te a oferendas de tuas ternuras
Sou um reles cavalheiro apaixonado!

Tentativa 1ª de poesia retrô.

Denise de Souza Severgnini

Foto de José Manuel Brazão

O Amor é assim...

Seguia o meu caminho,
sem destino,
mas pensando
na Luz que me guiasse!

Enquanto não apareceu
fui andando,
andando…

Parava
e olhava
e pensava
no caminho
percorrido na Vida,
nesta Vida!

Surgiu grande “pedra”
em forma de Mulher!

Fez-me parar!
Parecia
não me deixar,
nem me afastar
ou continuar!

Que desejaria ela?

Que queres “pedra”?
Porque me barras o caminho,
que desejo seguir!

Amor:
este é o encontro
do desencontro!
O Amor é assim…

Lembrou-me
o passado
que eu conhecia
e que ela viveu!

Fiquei junto dela,
recordando
o que a Vida nos dá
e que distraídos,
não compreendemos,
não agarramos,
não fortalecemos!

Mas o amor é assim…
Cega-nos
e só voltamos a ver
com a tal Luz,
quando se dá:
o encontro
do desencontro!

José Manuel Brazão

Foto de Carlos Henrique Costa

Soneto da traição

Declaro o fim desse amor, em rol de seriedade,
Tudo era flores, amores, entusiasmo de mel,
Enfeitar o céu de azul e branco, vestido e véu,
Era o meu desejo no berço da eternidade.

Sobrevém as sombras e tempestades no céu,
A descolorir meu arco-íris com sua veracidade,
As algemas vibram nos grilhões da verdade;
Traição! Destruição da paixão e do amor fiel.

Laços formados, amores desfeitos, nessa ação,
Imposição soberba da luxúria, relato, sofrimento,
Pois quem ama, jamais quer viver esse momento.

E no alvorecer de um novo e belo sentimento,
O coração a mercê do que é essa escuridão,
Fica na desconfiança e pesa na balança a razão

Foto de Carlos Henrique Costa

O vou da liberdade

Voa libélula bela, ao ermo constante,
Das estiagens envoltas nas paisagens,
Que transfigura aquarelas e plumagens,
Num lume radiante de um instante.

Pousa mariposa qual borboleta brilhante!
Naquela flor cintilante pelas suas viagens,
Pois, pouco tempo de vida aqui tu tens,
Porém, te basta essa tua beleza elegante.

E aquele passarinho! Meigo e cantador!
Nos encanta logo pela manhã com amor;
Voa tu, oh! Passarinho, do galho do ingá,

E desperta essa tua liberdade de sonhar,
Em que toda criatura, todavia assim terá,
Se a caça sempre ganhar do caçador.

Foto de Glangel

E o vento levou

E o vento levou

Cai á noite, a chuva paira no ar, e por aqui se latejam as minhas dores de parto, dores oprimindo-me como um rato. Um prisioneiro ansiando por liberdade, um consciente benéfico repleto de maldade.

Á noite ainda permanece me atordoando, continua ainda me sufocando e me deixando cada vez mais desiludido de presenciar um novo amanhecer, não preciso dessa vida, tudo que preciso é viver.

Para que o tempo e o clima não me apavorem, á eles darei ordem para que a si mesmos ignorem. Que fujam pelos céus, que lutem uns contra outros, que se faça uma guerra, para que assim valorizem e não incomodem os habitantes da terra.

Que sumam, que desapareçam, isso um dia irá acontecer, a terra se abrirá e será que suas obras o farão lembrar de você? Quem se recordará de suas malícias, de seus egoísmos se não os céus? O jugo?...

Quem é você que me abisma e me faz flutuar em imaginações férteis e improváveis? Mas certo estou de que irei te esquecer, de que será um dia como nunca a tivesse conhecido, mesmo que para isso eu saia deteriorado e um vivo com o coração endurecido.

A chuva molha, você me olha, o dia irradia e você com seu jeito me enche de alegria, você é tudo e eu sem você nada sou, e tudo que sonhávamos juntos em solidão, lixo virou, o tempo soprou e o vento levou!

Glangel de Almeida

Foto de Glangel

Quem sabe...?...

Quem sabe...

Quem sabe introduzo este pequeno texto com simples palavras, com o intuito maior de apenas desabafar...

...Quem sabe, me objetivarei e destinarei meus pensamentos para o seu interior, o seu intelecto, sabendo talvez do amanhã, sabendo o que possa lhe acontecer e conseqüentemente a avise sobre o que o futuro reserva a você.

Queria eu, ser um vidente, daqueles que usa o dom maligno para trazer a sociedade benignidade, vivendo para DEUS e me afastando da crueldade. Não ser apenas um humano, ter o discernimento e a força de separar o santo do profano...

Quem sabe pretendo te iludir, te atrair para mim, e futuramente com frieza a oprimir? Tome cuidado com a vida, se reserve o máximo possível, não corra atrás do que a atrai, e sim, faça com a sua vida o que lhe for cabível.

Lute, batalhe, guerreie, se preciso grite. Apenas deixe o espontâneo da vida tomar conta da situação, não acredite no futuro, pois ele pode trazer uma sábia decepção.

Glangel de Almeida

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