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Foto de Allan Dayvidson

APENAS SER

"Jamais peça permissão para existir..."

APENAS SER
Por Allan Dayvidson

É hora de encarar fatos,
De parar de medir palavras
E dizer o que há muito tempo já falava.

Não dá para continuar na ponta dos pés.
Há tanto a ser alcançado na estrada,
Mas não dá para abandonar mais nada

(Não deixe seu coração para trás...)

Tendência cruel,
Essa de viver para nunca decepcionar,
Existir para sempre ceder seu lugar.

Agora, devolvo seu nome,
É o momento de sentir sua própria fome,
De viver o sentimento que nunca some

(Agarre sua liberdade...)

Prepare-se para sangrar,
Mas, dessa vez, você escolhe pelo que lutar,
Dessa vez, você é seu próprio lugar.

Nunca é tarde, nunca é desperdício,
Nunca é fácil.
Mas nada pior que viver como um triste cão dócil.

(Escute atentamente ao que você mesmo diz...)

O não dito importa.
Numa lâmina cega, só você se corta.
Então, nunca feche seus olhos
Para o notório em seu coração.

Não mate as palavras que pretende pronunciar.
Não sufoque o ar que gostaria de respirar.
E acredite em mim,
Um dia,
você estará pronto
Para apenas... ser.

Foto de Allan Dayvidson

TUDO QUE EU JÁ SEI

"O fim, muitas vezes, é só o ponto preciptante de algo que acaba aos poucos..."

TUDO QUE EU JÁ SEI
Por Allan Dayvidson

É assim que sempre acontece
e a mesma pergunta se repete:
“Você gosta de mim?”
“Você gosta de mim?”

E no alto de minha solidez,
você se infiltra em minhas bases,
faz de mim, iliquidez.
Mas você gosta de mim?
Gosta mesmo de mim?

Gostaria de fazer perguntas que merecessem respostas.
Gostaria de poder cegamente fazer minhas apostas.
Mas como tudo que eu já sei,
você não surpreende.
E passo por todo este sentimento, me perguntando
por quê você não sente.

Despeço-me olhando aflitivamente,
Meus olhos vasculham o que se passa em sua mente.
Vejo você acenando,
ensaiando um adeus.

Procuro apoio, procuro minha casa.
Mas eu só queria mergulhar em você
e que águas não fossem tão rasas.
O que hoje chamo de lar
é o mesmo lugar que você está prestes a deixar.

Mas depois de tudo o que passei,
volto para onde comecei.
Mas agora sei,
eu sei dessa vez...
E como tudo que já sei, você não surpreende.
Mas não posso passar uma vida inteira, me perguntado
por quê você não sente.

Foto de Allan Dayvidson

SOU O GAROTO DOS RECORTES

"Não importa quanto eu amadureça, serei sempre o garoto dos recortes comentendo erros por aí..."

SOU GAROTO DOS RECORTES
Por Allan Dayvidson

Não sou do tipo que simplifica,
Sou o garoto dos recortes.
Meus atos não necessariamente se justificam,
Sou o garoto dos recortes.
Sou uma espécie de sábio que erra feio,
e que, às vezes, na ladeira, perde o freio.
Sou só um pobre garoto,
o garoto dos recortes.

Tenho uma incorrigível queda por problemas.
Sou o garoto dos recortes.
Continuo a não ter modos ao escrever poemas.
Sou o garoto dos recortes.
O “Sr Insegurança”, patologicamente nunca pronto,
mas as conseqüências disso pago sem desconto.
Sou só um pobre garoto,
o garoto dos recortes.

Só mais um dos fracassados dessa cidade,
Sou o garoto dos recortes.
Um jovem destinado a crise de meia idade,
Sou o garoto dos recortes.
Tenho um coração partido cheio de munição,
e um vocabulário atrevido como uma arma na mão.
Sou só um pobre garoto,
o garoto dos recortes.

Sou meus óculos e minhas opiniões;
Sou minha desordem do rei aos peões;
Sou minhas regras sem nenhum sentido;
Um insensível juiz quando estou mais ferido.

Nunca fui do tipo que simplifica.
Sou o garoto dos recortes.
Meus atos não obrigatoriamente se justificam.
Sou o garoto dos recortes.
Tenho um coração partido cheio de munição,
e um discurso malcriado como uma arma na mão.
Sou um cara de pouca sorte,
um velho ranzinza e torto,
mas sempre o pobre garoto,
o garoto dos recortes.

Foto de Allan Dayvidson

NOVAS AMARRAS

"Às vezes, tudo que precisamos não é acertar, mas cometer erros novos..."

NOVAS AMARRAS
Por Allan Dayvidson

Perto demais para enxergar,
tudo que vejo são borrões familiares.
Pareço voltar ao mesmo lugar
enquanto os anos passam aos milhares.

Não posso continuar preso aos mesmos círculos,
encarcerado em uma vida que não me pertence.

Estou sempre sob o mesmo céu,
aquele do qual a queda é inevitável,
aquele onde as estrelas não dizem nada,
e a disposição das nuvens é sempre estável.

Não posso continuar chorando as mesmas lágrimas,
implorando para ser nocauteado de vez.

Não quero passar por tudo isso novamente.
Não quero colocar meus pés sobre velhas pegadas.
Não irá acontecer como sempre aconteceu.
É o momento de quebrar os velhos padrões da estrada

Da próxima vez, serei surpreendido
por novas feridas para tratar
e novas amarras em minhas ataduras.

Da próxima vez, serei destemido
e não apenas indolente ao lutar.
Mas não usarei armaduras.

Foto de Marilene Anacleto

Sinos Sonoros

Tal sinos sonoros de uma catedral
Serena brisa a tocar-me o ombro
Deste-me um acordar musical
Ao tirar-me de insosso sono.

Em sonho vagava por caminhos
Normais, mas sem cor e sem destino
Admirava as plantas sem senti-las
Amava os cristais e não os compreendia

Sem tocá-la, pela grama caminhava
Conversava com pássaros. Eles não me respondiam
Sem vivê-las, em muitas ondas mergulhava
Dançava com o vento e continuava isolada.

Átomo a átomo as sonoras badaladas
Converteram o medo em coragem
Transformaram o vazio em plenitude
Tal milagre, a distância se tornou intimidade.

Barreiras da persona e do egoísmo
Transpuseram-se ao nível da alma
No reino do eterno cada vez mais habitamos
Alma despertada, espaço físico transfigurado.

Não há distância nesse espaço de alma
Ainda que longe permaneça a harmonia
Unidade de almas não se rompe facilmente
Sinto o fluxo da vida e tua amorosa companhia.

Foto de Carmen Lúcia

Morada da poesia

Ainda não sabia de poesia...
E seus olhinhos percorriam a fantasia.
Tudo podia...
Estar aqui ou alcançar estrelas
e sem nenhum esforço, conseguir tê-las.

Ainda não sabia de poesia...
E de seus passos, a mais linda coreografia,
de sua alma a expressão que traduzia
naquela dança, a vida que em si surgia.

Ainda não sabia de poesia...
Fixava seus olhos no desabrochar da flor
e a via pequena, gigante, de toda cor.
Nenhuma outra magia a tiraria desse torpor...

Ainda não sabia de poesia...
Seus pés descalços na água do mar
transformavam sal em açúcar
e as ondas brancas, golfadas de algodão-doce,
batizavam seu corpo de menina e moça.

Percebeu a poesia...
Ao descobrir o descompasso de seu coração.
Pulsações irreverentes, batidas diferentes,
e no papel
registrou o que sentia...

Sentiu a poesia...
Descobriu sua morada.
Por todos os cantos, recantos,
encantos e desencantos.
Viu-se cercada...

E a poesia mora
na lágrima que rola,
no sorriso que esconde a dor,
no riso anunciando amor.
No botão que se transforma em flor.

Ela está por toda a parte.
Basta apenas perceber
e do estado latente,
fazê-la acontecer.

_Carmen Lúcia_

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"MINHAS ARMAS"

“MINHAS ARMAS”

Do que me adiantaria a palavra...
Se dela não fizesse uso...
Do que me adiantaria a revolta...
Se não a usasse contra os injustos!!!

Em uma breve analogia...
Em um raciocínio tacanho...
Me deparei com a triste ironia...
Estamos vivendo dias medonhos!!!

Onde nossos escolhidos nos apunhalam pelas costas...
Onde nossos lideres dilapidam nosso patrimônio...
E nós não lhes damos nem respostas...
Somos uns verdadeiros idiotas anônimos!!!

Diria eu que somos tremendamente irresponsáveis...
Nos furtamos diante dos compromissos...
Os elegemos por nossa própria falta de integridade...
Somos mentirosos, somos omissos!!!

Hoje nossa soberania esta ameaçada...
E a grande culpa é tão somente do povo...
Este povo que vive somente de futebol e cachaça...
Com a esperança de um Brasil novo!!!

Este Brasil novo não virá...
Talvez venha algo nada muito agradável...
Pois do jeito que a coisa esta...
Nosso final vai ser bastante deplorável!!!

A democracia a meu ver...
É a forma que mais se isenta das responsabilidades...
Pois aconteça o que acontecer...
Ninguém vai para traz das grades!!!

Pobre povo descompromissado...
Prefere colocar a culpa nos políticos...
Este mesmo povo desajustado...
Que hoje vive dias críticos!!!

Mas estamos passando apenas o que nos cabe passar...
Pois com a nossa falta de engajamento...
Permitimos que nos deixem manipular...
Em prol dos deprimentes acontecimentos!!!

Assim é o nosso País...
Liderado e manipulado por criminosos...
Não é bem o que o povo quis...
Mas é o que merecemos por sermos preguiçosos!!!

Para uma sociedade ser justa...
É necessário que seu povo tenha no coração justiça...
Que viva e se dedique a causa publica...
Como se fora sua própria vida!!!

Foto de Carmen Vervloet

Viver a Vida

Arrisque...
O tempo flui sem interrupção
trazendo novas energias
o que foi ruim um dia
hoje será alegria
a caminho do coração.

Esqueça...
De sempre querer garantias
de filtrar tuas escolhas,
excluir o novo que surge a cada dia,
isolar a intuição numa bolha
ou mesmo num alçapão
abaixo do coração.

Arrisque...
Salte para o desconhecido
experimente o novo de cada momento
una-se ao universo em casamento
esqueça o acontecido mal sucedido
feche o crivo da razão
use como guia o coração...
Aproveite a mágica oportunidade
não hesite diante da ambigüidade.

Arrisque...
Lance um novo olhar à vida
esqueça horas doridas
que te seguram e te prendem...
Enxergue sinais do universo
não viva imerso
num mar de medos
afogando oportunidades
de felicidade!

Arrisque...
Crie coragem...
Fuja da tua própria arbitragem
e verás luz
na fagulha que te conduz
ao mais longínquo sonho...
E teus fantasmas já não serão viajantes
perderão a força de gigantes
dormirão calmos num raio de luar
enquanto tu descobrirás outro mundo
navegando neste novo olhar...

Foto de Carmen Vervloet

Curió

Solta a voz na madrugada,
entoa melodias no ritmo da fonte,
traz para minh’alma triste e calada
doces acordes do além-horizonte...

Resgata sonhos que perdi no caminho,
evoca alegrias escondidas nas selvagens matas,
traz-me de volta pro meu ninho,
traz-me a paz que perdi nos desequilíbrios desta acrobata...

Vem pequeno curió... Tira-me deste sepulcro.
Liberte meus sonhos em seu vôo livre...
Vem... No seu canto a vida eu escuto!
No eco do seu canto recolho pedaços de felicidade
que perdi nos aclives...

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