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Foto de Amy Cris

Desesperança

Aqui, debaixo deste céu vazio onde a lua chora,
eu, neste túmulo esperando que a esperança me resgate,
entendi que não preciso de ninguém
Enquanto muitos dizem não ser possível ser feliz sozinho, digo que é impossível ser feliz de qualquer forma
Não há felicidade
E essa farça dos humanos é mais uma máscara que quer disfarçar toda essa falta de valor que insiste em existir
Nunca haverá justiça, perdi minhas ilusões em relação a este mundo
Dentre meus poucos pensamentos concretos, minha falta de preocupação com qualquer coisa é o que ainda me faz viver aqui
O que fazer além de aceitar e se conformar com o que acontece?
Nada.
Então, enquanto a esperança está perdida dentro de mim,
ficarei aqui, até sufocar
e permanecerei aqui, onde é meu lugar.

Foto de Carmen Vervloet

RITMO DA VIDA

Na cidade cinza, um pálido corpo desfolha
No mistério, da morte, que se aproxima lento
A lágrima orvalhada o rosto molha
A tristeza se arrasta pelo frio calçamento...

Ao longe no horizonte o sol se recolhe
Para recompor a energia derramada no dia.
O vento gelado debruça-se sobre a prole
Que cerra com sete chaves a alegria...

Nas ruas as luzes se acendem normalmente
Logo que as primeiras sombras se estendem
Os pirilampos tímidos cintilam no escuro
Sobre eras que tingem de verde os muros

Os céus parecem telhados iluminados
Inspirando, ardentes, os namorados
Envolvidos no manto doce do começo
Nas veredas que desconhecem o endereço

Os sonhos caminham por jardins orvalhados
Os pássaros fazem ninhos no beiral do telhado
O vento frio move as folhas em seu bailado
Enquanto os botões se abrem sossegados...

O poeta colhe na natureza a poesia
Pincela versos tingidos em estesia
Nos céus de luas prateadas
Que caem como raios nas calçadas.

Da janela ouve-se o gemido de um realejo
Tangem, na capelinha distante, os sinos
Enquanto a alegria dá um bocejo
A vida, isenta, entoa com ritmo seu hino.

Carmen Vervloet

Foto de Fernando Vieira

Lições de nossas vidas

Lições de nossas vidas
(Fernando Vieira)

A vida é cheia de mistérios
Ninguém sabe onde vai dar
Os caminhos que seguimos
Sem ter olhos pra enxergar

Sem pureza nas palavras
Sem afeto ao irmão
Sem respeito no que fala
Sem amor no coração

Tortuoso esse caminho
De quem insiste ignorar
As verdades do ensino
Das lições que ela nos dá

Vida nossa, minha e sua
Vida doce ou de amargura
Não importa o que se faça
Ela sempre continua

Mostrando-nos o que fazer
Apontando nossos erros
Avaliando ponto a ponto
Até tornarem-se acertos

Ah vida de mistérios...
De verdades e mentiras
Espero que façamos certo
As lições de nossas vidas

Foto de Carmen Vervloet

ROSA DESFOLHADA

Desnudo minh’alma nestes versos...
Triste e angustiada desfolho
minhas pétalas na noite vazia,
sou rosa pálida que murcha a cada dia...
Perco o viço, a maciez, a energia,
murcho, murcho, murcho
e solto minhas pétalas sobre selvas de pedras,
ou desertas pradarias...
Múltiplos pensamentos, tristes sentimentos,
sem sol, sem brisa, orvalho e hospedaria!
Vago inquieta por entre correntes de vento,
em lamento!
Volto ao meu jardim e
grito, grito, grito por um naco de afeição...
Morro sem carinho como quem morre de fome,
à míngua, sem um pedaço de pão!...

Carmen Vervloet

Foto de Arnault L. D.

Enganando Girassóis

Como as pontas atraem relâmpagos
e as abelhas são pelas cores;
como o colibri pelas flores
e as sereias aos náufragos.

Como as estrelas aos apaixonados
e os luares as marés;
o nove a completar-se em dez,
ou a cina aos predestinados.

Assim e você para mim.
A tornar-se a direção,
por meu rumo em colisão
das flores de seu jardim...

Como ferro magnetizado,
que busca uma só intenção.
O norte para o meu coração
é o estar ao seu lado...

Qual me houvesse dois sóis
quando passa brilhante, alegro a sigo.
Ao vê-la, acho que existe o perigo
de se enganarem os girassóis...

Foto de Marilene Anacleto

Amigo

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Amigo, suporte.
Para o sonho, transporte.
Estrutura gasosa,
Mão amorosa
Na recuperação dolorosa
Da força poderosa,
Na busca trabalhosa
De ser, por querer
Evoluir, transcender.
Ouvindo o coração
Do amigo-anjo-irmão.

É dele a mão
Entre minhas mãos,
Na triste solidão.

Ao outro amigo,
Luz e meu perdão.

Marilene Anacleto

Foto de Marilene Anacleto

A Noite Silencia

*
*
*
*
A Humanidade se recolhe.
A lua quase cheia segue leve
Acompanhada pela estrela,
Ao dirigir-se para o oeste.

Uma nuvem faceira toma corpo,
Cai de mansinho, não faz lodo.
Molha as calçadas na rua
E, ali mesmo, beija a lua.

Esplendor reflete longo tempo.
Numa transformação solene,
Alegria esparge, meio nua,
Na poça, a nuvem serena.

Ao reflexo, que a lua expande,
Outra nuvem até se emociona.
Debulha-se em lágrimas a beijar a terra,
Torna-se a lua, feito espelho eterno.

Homens repousam corpos sem beleza,
Torpeza que devora o ânimo.
Imagens e ameaças de guerra,
Insegurança que produz pânico.

Movimentos atrás das portas,
Uns escondidos, outros às soltas.
Alguns em lágrimas, outros em êxtase,
Trazem insônia, enlaçam corpos.

A terra segue o fluir, seu fluxo.
O Amor, ao homem se apresenta
No respirar sufocado em refluxo.
Na chuva, na cama, na lua, na estrela.

Marilene Anacleto

Foto de Nailde Barreto

"Dublê de mim".

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Dublê de mim

Novembro de um ano qualquer, manhã de um dia normal, marcado pelas cenas ousadas, pré-meditadas, calculado a rigor todo o risco para sair da rotina.
Então, de preto e lilás florido, decotado, dando forma às nuances das costas, caminhei para fora... E, o traço fino que delineava o meu olhar, ajudou disfarçar a ansiedade, fragilidade que fez o coração disparar. Mas, por entre a pequena multidão, ao longe, pude ver com precisão, a pinta preta, do lado esquerdo de uma face, até então, desconhecida!
Igual, diferente, surreal, loucura, pipoca sem sal, wisk puro com gelo, derrete a euforia – falsidade, simpatia – alegrando o momento, cujo efeito faz despir o corpo de um coração blindado.
Quem ouve falar, logo pensa: esse filme é lindo! Mas, basta refletir no contexto do emaranhado do novelo para entender que o principal é apenas um dublê de mim, de você. Principiantes, atuando numa trama com roteiro de palavras invisíveis...
Findou à tarde, adentrou a noite, e, o filme da vida real continua a ser produzido, mocinho e bandido, parte do sonho quebrado, e, mesmo blindado, coração pode ser violado, sem chave, segredo visível no seu olhar, preocupado!
Outrora, pensei que a felicidade pudesse acontecer...
Estranho a metafórica confusão, frases bonitas, paisagens, tudo lindo, afinidades, “feira-livre” de emoção. Terá sido isso, negócio de amor?
A priori, não há o que corrigir, pois, tudo agora é paisagem, pendurada na parede da sala, TV ligada, replay do filme, quer seja profissional ou amador, parte da vida que passou, entra em cena o dublê de mim, para não chorar e sufocar a dor.

Nailde Barreto.
25/04/2011

Foto de Diario de uma bruxa

Em seus olhos

Em seus olhos me perdi
Como se perde no mar
Não tem pra onde ir
O rumo se esvai em ondas gigantescas
E leva direto para o fundo

E bem fundo vou
Sem destino
Sem medo do perigo
E é só por você
Que corro este risco

De mergulhar no paraíso
Que seus olhos me atraem
Vou... E vou
Agora não posso voltar atrás

Já estou escrava de seus olhos
Presa no fundo do mar
Do mar de seus olhos.

Poema as bruxas(www.Poemaasbruxas.blogspot.com )

Foto de CarmenCecilia

VENTOS DE MUDANÇA

VENTOS DE MUDANÇA

Há no ar um quê de mudança

Há no ar um quê de esperança

Avista-se agora no horizonte

Uma comunhão de vontades

Em que prevalece a verdade

O vulto da incerteza ruiu

Nesse entardecer de abril

Há mais harmonia.Sintonia!

Mágica e melódica sinfonia

Aquecendo o coração

E por toda direção

Entoa-se a canção

Dos novos tempos

Dos novos ventos...

Ventos de mudança!

Carmem Cecilia
abril/2011

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