Anjos

Foto de Izaura N. Soares

OI PAI...

OI PAI...

Oi pai, tudo bem com você?
Eu sei que você está bem.
Afinal de conta, pra onde você
Foi tem muitas flores, muitos anjos
A te ensinar, a te ajudar como viver
Em outro mundo. Um mundo mais feliz
Do que esse que nós, seres humanos, vivemos.
Sabe pai, aqui onde eu vivo está tão
Desorganizado, tem tanta gente sofrendo, tantas
Pessoas passando fome, sofrendo tanta violência, são
De cortar o coração e muitas vezes ficamos como
Estátuas paradas sem poder nos mexer sufocando
Um grito na garganta sem poder gritar e se gritar
Talvez ninguém nos ouça.
Você partiu tão cedo talvez não suportasse a dor de ver
Alguém sofrer ou ver seus filhos sofrerem.
Você tinha um coração tão bom, tão ser humano tão amigo.
Ah, que saudade de você meu pai... Como eu te amo!
Vamos falar um pouquinho de você...
Você já se acostumou na sua nova moradia?
Quem é que não vai se acostumar a viver no reino
De Deus não é mesmo meu querido pai.
Sabe a mamãe, ela está bem, mas sente muita saudade
De você. Ela nunca conseguiu te esquecer assim como eu.
Apesar de fazer tanto tempo, mas tenho a sua imagem
Perfeita dentro do meu coração. A mamãe é a minha
Rainha ela se tornou uma verdadeira heroína. Ocupou o seu
Lugar com muita garra e determinação.
Amamos tanto você papai que para nós, é como se você
Tivesse feita apenas uma viagem e que um dia vamos nos reencontrar.
Hoje é um dia muito especial, um dia que comemoramos o dia dos
Pais. O certo seria se lembrássemos todos os dias. Mas é uma maneira
Carinhosa de homenagear os nossos queridos pais.
Onde você estiver meu querido pai, peço a Deus que te ilumine e que
Dê-te a graça de me proteger, de proteger minha mãe e meus irmãos.
AMO-TE MEU PAI...
ONDE VOCÊ ESTIVER FELIZ DIA DOS PAIS!

Foto de Rose Felliciano

POR QUE LER POESIAS DO SÉCULO XIX?

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Tenho recebido vários recados solicitando ajuda para um trabalho referente à pergunta: Por que ler Poesias do século XIX? Diante de tantos e-mails, preferi responder coletivamente.

É apenas uma pequena contribuição do que foi o movimento literário no século XIX. Aconselho que leiam mais as obras dos autores citados nesse artigo para que entendam mais a respeito da importância que teve esse século para a Literatura Brasileira.

Ressalto que é importante ler Poesias, independente do século ou momento, mas como a pergunta é sobre o século XIX, vamos lá...

Peço desculpas se esqueci de mencionar algum autor ou escritor que você considere importante ou algum fato relevante também.

Toda a colaboração a esse artigo é válida e será bem vinda e gratificante para os leitores.

Importante aos interessados, que não copiem esse artigo em sua íntegra e sim, que esse sirva apenas de uma pequena fonte para o restante de sua pesquisa.

A referência utilizada está no final deste e isso é muito importante. O livro que me baseei para as informações aqui descritas é de uma riqueza enorme para a literatura e foi utilizado aqui apenas um pequeno resumo.

Com carinho,

Rose Felliciano.

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É importante ler as poesias do século XIX, pois marca o período do verdadeiro nascimento da nossa literatura. Nele, enriqueceu-se admiravelmente a poesia, criaram-se o romance e o teatro nacionais e formou-se o circuito autor-obra-público, tão necessário ao estímulo da vida literária.

Com a vinda da família Real portuguesa para o Brasil, em 1808, dos atos de D. João VI que tiveram ressonâncias culturais significativas destacam-se: a abertura dos portos às nações amigas; a criação de bibliotecas e escolas superiores; a permissão para o funcionamento de tipografias (de onde surgiu o jornalismo, importante agente cultural do século XIX). Os Poemas do século XIX são vistos como "um ato de brasilidade" pois abandonaram aos poucos o tom lusitano em favor da fala brasileira, ressaltando o nacionalismo.

Contemporânea ao movimento da Independência de 1822, a literatura nesse período expressa sua ligação com a política e com o Romantismo, os sentimentos começam a tomar o lugar da razão como instrumento de análise do mundo, e a vida passa a ser encarada de um ângulo bem pessoal, em que sobressai um intenso desejo de liberdade. Essa ânsia de libertação que nasce no interior do poeta, em determinado momento alcança também o nível social, com o artista romântico colocando-se como porta-voz dos oprimidos e usando seu talento para protestar contra as tiranias e injustiças sociais, ao mesmo tempo que valoriza a pátria e os elementos que a representam. É o ardente nacionalismo e no Brasil gera o Indianismo, uma forma de exaltação do indígena, encarado como representante heróico da terra brasileira.

É um momento também Social onde a poesia deixa de ser apenas um lamento sentimental murmurado em voz baixa para ser também um grito de protesto político ou reivindicação social. A campanha pela libertação dos escravos ganha as ruas, e o poeta, mais do que nunca, procura ser o porta-voz de seu povo, e o seu canto, a luz da liberdade e o protesto contra as injustiças, como declara enfaticamente Castro Alves, um dos autores mais importante desse período.

Na segunda metade do século XIX surgem três tendências literárias: o Realismo, na prosa, e o Parnasianismo e o Simbolismo, na Poesia. O Realismo, que teve início na França, surge no Brasil principalmente em virtude da agitação cultural na década de 1870 sobretudo nas academias de Recife, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, que constituíam centros de pensamentos e de ação por seus contatos freqüentes com as grandes cidades européias. Com o desenvolvimento dessas cidades brasileiras surge uma significativa população urbana, marcada por desigualdades econômicas que provocam o aparecimento de uma pequena massa proletária.

O Realismo, em oposição ao idealismo romântico, propõe uma representação mais objetiva e fiel da vida humana. Enquanto o Romantismo exalta os valores burgueses, o Realismo os analisa com impiedosa visão crítica, denunciando a hipocrisia e a corrupção da classe burguesa.

O Simbolismo vem a recuperar a musicalidade da expressão poética, uma vez que o Parnasianismo destaca a valorização excessiva do cuidado formal, o Simbolismo procura não ignorar as formas, mas apresentá-las “musical e doce”, “emocional e ardente”, como se o próprio coração fosse diluído nas estrofes.

Machado de Assis é considerado o melhor escritor brasileiro do século XIX e um dos mais importantes de nossa literatura. Foi também o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, a qual ajudara a fundar em 1897. A análise do comportamento humano foi a preocupação constante de Machado de Assis, que procurava ir além das aparências, revelando ao leitor os motivos secretos das ações humana.

Todo esse ambiente sociocultural do século XIX, influencia de maneira decisiva e muito importante para o florescimento da arte dramática, e, nesse sentindo, não se pode falar de teatro brasileiro antes do século XIX.

Movimentos literários do Século XIX

ROMANTISMO

REALISMO

PARNASIANISMO

SIMBOLISMO

Principais Poetas do ROMANTISMO: Castro Alves, Gonçalves Dias, José de Alencar, Álvares de Azevedo, Bernardo Guimarães, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, Franklin Távora, Joaquim Manoel de Macedo, Junqueira Freire, Martins Pena, Sousândre, Taunay.

Principais Poetas do REALISMO: Machado de Assis, Adolfo Caminha, Aloísio Azevedo, Domingos Olímpio, França Júnior, Manoel de Oliveira Paiva, Raul Pompéia.

Principais Poetas do PARNASIANISMO: Alberto de Oliveira, Olavo Bilac, Raimundo Correia, Vicente de Carvalho.

Principais Poetas do SIMBOLISMO: Alphonsus de Guimarães, Augusto dos Anjos, Cruz e Souza.

Fonte de Pesquisa: Estudos da Literatura Brasileira – Douglas Tufano- 4ª Edição.

Foto de Cecília Santos

MURMÚRIO

MUMÚRIO
*
*
*
Ouço ao longe um murmúrio.
Murmúrio de ternura,
com misto de candura.
Vozes de anjos?
De arcanjos?
Ou simplesmente
o vento cantando!
Não consigo entender.
Só sei que é um cântico lindo.
Uma magistral melodia,
saída de antigas liras.
Ou de um sonho ludíbrio?
O encanto paira no ar,
As folhas já não caem,
As borboletas deixaram de voar
pra tudo silenciar.
E só a magia restar.

Dreitos reservados*
Cecília-SP/07/2008*

Foto de Civana

E o Rio de Janeiro continua... LINDO???

Havia postado esse texto anteriormente em 07/01/2008, resolvi editá-lo e reenviar, devido ao assunto "violência" ainda ser tão atual nos dias de hoje, infelizmente.

E o Rio de Janeiro continua... LINDO???

Acho que como todas as mães, estou sempre rezando e pedindo a Deus, e a todos os anjos e santos protetores que guiem os passos de meu filhote na rua. Mas infelizmente, existem aqueles que vivem no lado escuro, e insistem em cruzar nossos caminhos. Graças a Deus não aconteceu nada com ele, mas ainda não me refiz do susto. Meu filho chegou em casa um dia desses, e ao entrar no quarto estava sem camisa, o que me fez logo reclamar, pois estava muito frio e ele tem andado com infecção de garganta e ouvido constantes nessas férias. Achei que ele havia tirado a camisa ao entrar em casa, mas não, sentou na minha cama e falou que foi assaltado. Só então me dei conta da cara de assustado que ele estava, fiquei desesperada perguntando se o machucaram, tentando examiná-lo todo, imaginem a situação. Resumindo, ele não quis ficar até o fim da tal festa que foi, e como os amigos não queriam sair antes, resolveu vir sozinho pra casa. No ponto de ônibus, quatro rapazes o cercaram, perguntaram se tinha celular e dinheiro, ele respondeu que não, aí mandaram tirar a camisa. Depois teve que pedir ao motorista do ônibus pra deixar entrar sem camisa, pois foi assaltado, ainda bem que o motorista parou quando fez sinal. Enfim, já podem imaginar que fiquei passando mal, imaginando o medo, a vergonha e o frio que meu filho sentiu na rua. É assustador e insuportável conviver com essa violência aqui no Rio, saber que a adolescência do meu filho será marcada por essa fase (ainda acredito que isso é uma fase), é muito triste e desanimador.
Mas agora tento fazer com que ele não fique traumatizado, andou meio com medo de sair logo depois, mas já está bem agora. Só peço sempre que não reaja, se tiver que ficar nu na rua fique, mas não responda, nem reaja! E até deu pra rir depois, pois ele brincou comigo dizendo que falo isso, mas não foi o que fiz em uma das vezes em que fui assaltada. Eu respondi o velho ditado, "faça o que digo, mas não faça o que faço!”.

Resumindo o fato trágico, mas cômico do meu assalto.

Um belo dia de sol, após terminar as aulas, saí da faculdade, na Lagoa, fui pegar o ônibus de volta pra casa. Lembrando que antes já havia trabalhado, na época trabalhava meio expediente no aeroporto, de 05:30 as 09:30h. E pior, foi dia de pagamento e havia recebido, estava tudo na bolsa.
Voltando ao ônibus, que a louca aqui nunca deveria ter pego com tanto dinheiro na bolsa. Passei na roleta, pra variar estava cheio, e de repente senti uma mulher me imprensando e acabei reclamando, quando olho pra bolsa estava aberta, e sempre tenho cuidado de fechar após pagar a passagem. Mexi e vi que faltava a carteira, enquanto isso a tal mulher já estava pedindo pra parar o ônibus, dizia estar passando mal. Imediatamente gritei para o motorista fechar a porta porque ela havia me roubado, o que ele, por milagre de Cristo, atendeu na hora e continuou com o ônibus em movimento. Gente, não sei o que me deu na hora, comecei a andar pra frente do ônibus, o povo abrindo caminho e parei de frente pra ela. Dei tanto na cara da mulher, ela caia pra trás e o povo a empurrava pra frente pra apanhar mais. Isso com o ônibus voando na rua Nossa Sra de Copacabana, até que o motorista parou na esquina da Av. Princesa Isabel, onde havia uma viatura da polícia. Chamou os policiais, contou o que houve e nesse instante um rapaz já havia me devolvido a carteira que ela havia jogado no chão. O policial me pediu pra conferir a carteira, eu olhei, conferi, e ainda dei mais um tapa na cara dela na frente dele. Enlouqueci de vez, ainda bem que ele não ligou e arrancou a talzinha do ônibus.
Vocês pensam que acabou? Nada! Um rapaz me avisou que ela não estava sozinha, e o cara que estava me encarando lá da frente estava com ela, fiquei desesperada de medo, ele ia me seguir quando descesse. Mas dois homens, tipo armário duplex, me disseram para não ficar preocupada. Quando o ônibus chegou na Central do Brasil, como o tal cara não descia, os dois armários pegaram o cara pelos braços e desceram com ele a força do ônibus, dizendo "você não vai atrás da garota não, desce aqui com a gente". Cheguei em casa, contei para meus pais e irmãos, chorei muito pelo medo e principalmente por ter agredido alguém, mas depois até que isso rendeu umas boas gargalhadas ao lembrar do barraco no ônibus em movimento, em plena Nossa Sra de Copacabana.

(Publicado pela primeira vez, no meu antigo blog, em 27/07/2003...e nada mudou no RJ.)

(Civana)

Foto de Graciele Gessner

O Seu Telefonema. (Graciele_Gessner)

Altas horas da noite, o telefone toca. Saio da cama para atender. É você feliz ao ouvir a minha voz dizendo: - “alôou...”.

Teve vontade de vir ao meu encontro, de me ver, de me sentir... Bateu saudades e você se conteve em só ouvir a minha voz.

Sua ligação me deixou graciosamente feliz! Meu coração ficou em total palpitação. A pulsação se tornou acelerada, a minha alegria ao ouvi-lo foi um momento mágico.

O que mais me contentou foi ouvir uma declaração de amor. Tal afirmação do acontecido me deu ânimo renovado de poder confiar em nosso amor.

Porém, a tentação está ao seu lado. Está ao seu alcance quando quiser, quando a fome de amor golpear a carência.

Contudo, afirmo que você será sempre meu! Eu confio em nosso amor! Confio em seu amor por mim! Você me ama e eu te amo! Você é meu e eu sou sua! Esta é regra de um amor de almas iguais.

O nosso amor é recíproco e puro. Não existem mentiras, não existem enganos, é tudo verdadeiro. Ninguém jamais conseguirá destruir o belo do nosso amor.

O seu telefonema foi um presente dos anjos cúpidos. O seu telefonema provou que naquele instante você estava pensando em mim.

Transformei-me numa fada apaixonada que fez a magia de enfeitiçar o seu coração. Agora será impossível fugir deste feitiço de amor. Nosso amor está prometido pelos anjos do céu.

28.01.2008

Escrito por Graciele Gessner.

* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de Dennyse Psico-Poeta

*Cupido*

*
*
*
*
E buscando o amor, me vi apenas como anjo
Senti o peso de minhas asas,
Derramei mares de dor,
E ao som de uma trombeta, fui a procura do amor.

Enfrentei muitas barreiras,
Nuvens, trovões, estrelas que se escondiam,
Só para não iluminar o meu caminho.

Perguntei pros passarinhos, se ali, ninguém amava
Com eles não encontrei,
Mas num misterioso olhar...
Sim. No olhar ele estava.

Minhas asas agora eram leves,
Era o preço da recompensa.
Contei mil e uma noites de maravilha, mas...
O infinito teve fim. Mas o anjo não chorou.
Ele sorriu, porque viveu, se emocionou.
Era o anjo mais feliz do paraíso celeste
Porque amou.

E saí pulando de nuvem em nuvem
Dizendo aos Serafins
Cantando aos Arcanjos
E proclamando aos Querubins:

O ofício dos anjos é amar,
Mesmo que tal amor não sejas correspondido.
Pois ainda que fosse eu
O anjo do amor,
Não saberia resistir
A flechada do cupido.

Denise Viana * Psico-Poeta
*Direitos Autorais Reservados*

Rss.. Fiz este poema quando tinha 13 anos... Foi em uma gincana na 8ª série... Ahh, nota máxima... Velhas e Boas recordações...
Tem mesmo um tom de amor adolescente.. Aborrecente.. rsr
É isso aí...

Foto de Dennyse Psico-Poeta

*Cupido*

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*
*
E buscando o amor, me vi apenas como anjo
Senti o peso de minhas asas,
Derramei mares de dor,
E ao som de uma trombeta, fui a procura do amor.

Enfrentei muitas barreiras,
Nuvens, trovões, estrelas que se escondiam,
Só para não iluminar o meu caminho.

Perguntei pros passarinhos, se ali, ninguém amava
Com eles não encontrei,
Mas num misterioso olhar...
Sim. No olhar ele estava.

Minhas asas agora eram leves,
Era o preço da recompensa.
Contei mil e uma noites de maravilha, mas...
O infinito teve fim. Mas o anjo não chorou.
Ele sorriu, porque viveu, se emocionou.
Era o anjo mais feliz do paraíso celeste
Porque amou.

E saí pulando de nuvem em nuvem
Dizendo aos Serafins
Cantando aos Arcanjos
E proclamando aos Querubins:

O ofício dos anjos é amar,
Mesmo que tal amor não sejas correspondido.
Pois ainda que fosse eu
O anjo do amor,
Não saberia resistir
A flechada do cupido.

Denise Viana * Psico-Poeta
*Direitos Autorais Reservados*

Ahhh.. Esse poema fiz na 8ª série.. aos 13 anos... Era uma gincana, e todas as equipes tiveram que fazer em uma das provas um poema de Amor... Tiramos a nóta máxima....
Velhas e belas recordações...

Foto de DAVI CARTES ALVES

A ENCANTADORA DE PALAVRAS

Você é uma grande poetisa ,
seduz as palavras como poucos,
faz dela, ora um exército fatal
de anjos com asas vermelhas e corcéis de neon
ora, pousa-as nos em meus lábios
como um beijo longo e sideral

Afinal quem é você?
Que com suas palavras me faz
correr com a alma de joelhos
em busca dos teus mistérios
como os guinus no Kalahari
fogem das intempéries
em busca de refugio

em meio aos teus versos
me sinto flutuar em espiral
na cadência de miríades de arraias
dentro de um balé divinal

as tuas palavras
que ora, acordam o Etna
em madrugada de bonança
tingindo a noite de um carmesim visceral,
ora submergi minha alma
nas cores doces e fagueiras
da aurora boreal

Ah! Esses teus versos
Que ora, depositam minha alma
entre súplicas num casebre velho
ora me fazem sublevar
na cúpula de um dourado castelo
tendo no olhar,
teus seduzidos impérios

Afinal quem é você?
que com os teus versos
faz os anjos radiantes,
anoitecerem?

poesiasegirassosis.blogspot.com

Foto de Carmen Lúcia

Madrugada...

Madrugada fria...
O ar me congela...
Nada me aquece...
Cobertas me guarnecem,
acaloram o meu corpo,
mas de minh’alma se esquecem...

Madrugada vazia...
Os minutos não passam,
as horas se resfriam
e preguiçosamente
empurram os ponteiros
de um relógio cansado,
querendo parar.

Minha solidão aumenta
nessa madrugada fria,
que não quer terminar...
Os cantos do quarto
parecem me olhar...
Desejam me abrigar,
mas, permanecem calados...
Seres inanimados...Coitados(?)

O guarda que apita, lá fora,
que ronda e afronta o passar das horas,
sente o frio na pele, que o impele
a rondar e a vigiar.E o frio na alma?
É o pior que há!
Talvez não o sinta...
Mas, ele está lá...
Me faz ponderar
que não estou só...

Também os anjos da guarda,
apesar da fria madrugada
fazem-me companhia...
Quem sabe me façam poesia!
E a manhã nasça ensolarada...
Clara, iluminando, iluminada...
Fruto da angelical fantasia
De uma madrugada fria e vazia.

Agora minh’alma não mais se arrefece...
Ao crer no amanhã, se aquece e adormece.

(Carmen Lúcia)

Foto de Sirlei Passolongo

Se um Anjo lhe sussurrar

.

Anjos sobrevoam
As casas
Espalham sorrisos
Enquanto
Movem as asas...

Entoam canções
Silenciosas...
E vez em quando
Descem à Terra
Pra colherem rosas

Donde fazem o néctar
Da felicidade...
E se neles crer
Irão te embriagar
Numa imensidão de paz
E amor...

E quando deles precisar,
Basta fechar os olhos
E os convidar
A cuidarem de sua vida...

Anjos existem
Por que você existe
E jamais te querem triste...

E se numa noite qualquer
Um anjo lhe sussurrar
Não se espante:
Tenho pedido a eles
Pra de ti cuidar.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

.

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