Ar

Foto de Siby

A beleza do Outono

Quando abro a minha janela,
Posso a brisa de outono respirar,
E vejo o que a natureza veio pintar,
Com as suas cores de aquarela.

Com o clima do outono no ar,
Procuro reparar nas coisas belas,
E vejo folhas verdes e amarelas,
E ainda aquelas frutas no pomar.

É o outono se mostrando na janela,
Onde a natureza tem o seu lugar,
Emoldurando sua arte tão singela.

Como um quadro para admirar,
Olho a paisagem linda pela janela,
É a beleza do outono que paira no ar.
(Siby)

Foto de Arnault L. D.

Abstrata e desconexa

A propensão de pensar,
medir, somar, entender,
destoa do cansaço... o nutre.
A idéia aborta incompleta.

A poesia torna-se abstrata, ar,
vezes o sinto na pele, no éter...
Mas, não consigo d’asa do abutre,
salvar a cada borboleta...

Conexão, inspiração, sonhar,
fragmentados todos sem verter.
Na boca, o cansaço, tal salitre
a consumir todo gosto e faceta.

O sentir é agora o raciocinar...
O sentir: Indecifrável de dizer,
rápido e errático morcego, entre
o final do Sol e a noite feita.

Resta-me o súbito, zaz, espiar:
Pirilampos, meteoros, a vésper...
Sem poetar, só ver e deixar que entre
aos olhos... e ao peito se meta.

Foto de Enide Santos

HUMANAMENTE RIDÍCULA

Beijar o vento,
Jogar ao ar pensamento.

Sorrir de uma doce lembrança,
Enquanto que no rosto, a lágrima descansa.

Correr para os braços da solidão.
Para não dividir uma triste recordação.

Olhos parado vendo outro lugar,
Desejando neste tocar.

Suspirar e suspirar apaixonado,
Procurando o perfume do amado.

Planejar e replanejar
Exatamente tudo que tem pra falar

O lugar mais próximo de você que posso estar,
É aqui...
Dentro de mim.

Enide Santos 16/05/14

Foto de Jardim

na luta diária, tropeços

na luta diária, tropeços,
pedras, nuvens, ventanias,
gasto meu tempo, perjuro,
gasto meu grama de coragem,
meu punhado de futuro.

sigo com o olhar atento,
como quem leva a urgência
de um recado, resoluto,
cumprindo algum mandado
por força do insondável absoluto.

entre as colunas da tarde
calcinadas de lástimas,
entre as paredes, descrente.
um sol melancólico queima
onde ninguém pode ser indulgente.

entre os devassados
esconderijos que busco
entre a sede e a bebida
se vai sem perceber um dia,
um mês, um ano, toda uma vida.

perdulário das horas, dos minutos,
do mundo que eu não soube decifrar,
troco por incerteza o ar errante
e por força do hábito
troco o porvir por um instante.

dos passos em que cego me revelo,
a cada queda me recobro,
preservo o fogo que em mim dura,
no qual forjo, sem medo ou angústia
as faces da máscara futura.

na treva em que me embrenho
sem saber quem sou, existo.
nas vertigens do alento,
sobre as curvas do caminho
ultrapasso a curva do momento.

outro céu, outra fome, outro corte,
por não saber quando parar,
giro e oscilo entre penhascos,
busco solução na chuva e no ar
por não haver alívio para os meus ascos.

Poema do livro Diários do Desassossego
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Foto de Jardim

escura bruma que a noite produz

escura bruma que a noite produz,
o vazio neste bar perdido
em uma rua perdida.
minhas lembranças mais secretas
são estrelas caídas
de um céu sem piedade.
querendo ou não
sou parte deste drama
que a vida usa para dar
um sentido mais trágico
ao cotidiano.

como quem aguarda
os passos intermináveis das horas,
destilo silêncios, respiro surpresas,
fantasiando meus impossíveis
e recolhendo meus absurdos.

não há mais motivo ou propósito,
estou sobre um campo minado
à deriva pelas esquinas
dos meus próprios desvarios.
sílabas mortas, frases rotas,
monólogos
que pronuncio ou mesmo que calo
envoltos nas pétalas aveludadas
das flores da ilusão.

abro meus olhos cansados com esforço
e sinto um peso no ar, nas chamas
das minhas fomes.
desassossegos, abandonos indiferentes
aos mendigos que comem lixo nas praças.
tristeza com hálito de ribaltas antigas
de um teatro em ruínas,
abandonado a segredos densos,
alcovas gélidas onde perambulam
anjos deserdados.

alimento dragões
nestas noites de junho,
subverto a pauta do desejo,
bebo a doce violência
que escorre pelas ruas.
sou como o silêncio que habita a cidade,
desato nós, silencio desordens,
ouço os rios, dobro o riso, as blusas
como se dobrasse o tempo.
surpreendo os vazios, escuto gemidos,
recorto os versos
de qualquer santidade.
despertenço, desinvento a palavra amor.

Poema do livro Diários do Desassossego
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Foto de Jardim

a casa está vazia

a casa está vazia, estar só se torna um compromisso. o teu cheiro, porém, continua no ar, o mesmo ar ordinário que respiro e que traz o aroma de quando estavas aqui. a falta que me fazes, porém, é um prêmio. é um presente que custei a aceitar e que me libertou do senso comum, do ofício de fabricar ilusões, da necessidade de acreditar em contos de fadas, de protagonizar ficções baratas, da dose diária de mediocridade.

Poema do livro Crônicas do Amor Impossível
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Foto de Moisés Oliveira

Decepção

Assim como o sempre esperado, lograste decepcionar.
Apelido carinhoso antes regalado, hoje é esbulho da mente ao pensar.

Proposta aquela uma vez proferida, já não a quero com tão frio ar.
De um coração que bombeia sangue, fizeste um poço de água polar.

Oportunidades estas, já não mas as tenho. Tal lindo presente dou em singular.
Se as tivesse qual a diferença? Te fascina o ato de desperdiçar.

Os olhos teus que me encantavam a alma, extraíram o brilho de te ver sorrir.
Se já não busco afirmação vazia, abra os braços e me deixe ir.

Diversas vezes por arbítrio o tentei. Contra a gravidade te busquei o céu,
Se hoje parto não é por cansaço, só não me encanta o sabor de fel.

Foto de Moisés Oliveira

1 passo

Mais uma vez andei a um passo de jogar tudo pro ar.
Você não acredita no que sinto e já não posso provar.

Me entreguei a você por inteiro, com todo meu cuidado.
Recebi um troco magro, sempre me deixas de lado.

A importância que apenas quero é 1% da que te dou.
Do oceano me das uma gota, ainda checa se nada sobrou.

Tudo que eu mais queria, era um pouco de emoção.
Quem sabe um lugar na mente, cadeira no coração.

Hoje eu tenho contigo aquela chuva que cai no verão,
boa pra ficar em casa, acompanhado de solidão.

Não sou morsa nem bigorna, nunca vou de pressionar,
assim como o que sinto chegou, um dia irá passar.

Foto de carlos alberto soares

Tempo de felicidade

Que hoje não haja tormento
Siga pra longe o que há de cinzento
A felicidade faça parte do dia
E os minutos apenas de alegria

Que venham amigos,
Mas que estejam contigo
Poucos ou muitos
Pra ter mais assunto

Palavras lhe saltem os lábios
Pensamentos torpes ou sábios
Idéias sem cessar
E um amor para amar

Os sonhos sejam caminhos
Não se sinta sozinho
Queira alguém no seu paraíso
Para enfeitar seu sorriso

E a mulher amada
Venha enfeitada,
Flor nos cabelos
E cheia de zelo

Esperando você
Sem nada dizer
Olhos cerrados
Convidando ao pecado

E no final do dia
Completando a melodia
Junte as pessoas queridas
Celebre a vida

Uma gelada
De quebra na balada
Corpo solto no ar
Livre para amar

Foto de Ivone Boechat

Teu olhar

Gosto do teu jeito
de me olhar,
perturba,
desequilibra,
põe dúvidas no ar,
tem o efeito
de um grande temporal:
vibra,
derruba armadilhas
de todo não.
Faz bem,
faz mal,
produz maravilhas,
faz sonhar,
tem os raios do pecado
e do perdão.

Ivone Boechat

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