Céu

Foto de Carlos Henrique Costa

Tecelagem do amor

Pedaço de queijo, doce, favo de mel...
Um beijo teu é como se subisse ao céu,
Mais alta expressão neste gesto de amor,
Que mostra a paz de te receber em valor.

Rosa formosa no jardim do sobrecéu...
Exala teu perfume jasmim, sobre o véu,
A instalar teu querer no palco desse ardor,
No ato poderoso do vigoroso esplendor.

Nem que seja só um pouco na razão,
Preenche meu frio coração com calor,
E apaga o passado de pavor e escuridão.

É tu agora querida, que lida meu clamor,
Nesse argumento que reges com aptidão,
Na pureza de teus olhos que tecem o amor.

Foto de Wendel Camargo

À Noite

O céu sem estrelas; o chão ainda estava molhado pela água da chuva; o vento desarrumando os cabelos quase que de propósito. As ruas vazias; ninguém para cumprimentar, ninguém para se preocupar. No mesmo local onde o Sol traz a agitação, o estresse, a aceleração do tempo, a Lua recupera o que foi perdido, com sua calmaria e tranquilidade.
Esse dualismo permanente parece estar presente na vida dos homens desde que estes começaram a ter consciência de si mesmos: em várias sociedades, o dia foi visto como o local dos homens e a noite, dos que morreram. Talvez seja pelo sentimento de morbidez, meio sombrio a quem não consegue ver a pureza da luz da Lua.
A energia perdida durante o dia é recuperada a noite, mas só para os que sabem aprecia-la. Eu escreveria mais, mas já amanheceu e minha inspiração se foi.

*ouvindo: "At The Drive-in - Non-Zero Possibility"

Foto de Joaninhavoa

de papel e cor de mel...

*
de papel e cor de mel...
*

«Vi um barco
um barco de papel
Deslizava
no rio! E voava
no mar alto
Entre turvas
ruas das ondas
Guiado p`lo céu
estrelado
D`abóbora
se fez dourado
Vi mais barcos
Fatiados! E
Cor-de-mel
Todos! Todos
de papel»

Joaninhavoa
(helenafarias)
14/01/2010

Foto de diny

SE EU ME ESQUECER DE TI

SE EU ME ESQUECER DE TI

Se eu me esquecer de ti
que nas asas do amanhã
eu voe para a ignorância do não
existir.

Se eu me esquecer de ti
que eu mergulhe na escuridão
pra nunca mais ver a luz.

Se eu me esquecer de ti
que tudo seja escuro em mim
meus olhos, meu ser, minhas mãos.

Se eu me esquecer de ti
que a vida fuja de mim, onde eu estiver
que o amor corra de mim desesperado
sem ar, sem sol, sem água, sem cor!

Se eu me esquecer de ti, amor do meu amor
que o céu se encolha e lance gemidos pra o infinito
que o infinito exploda em gritos sem iguais;
morrer sim; esquecer-te:
JAMAIS!...

Diny Souto

Foto de João Freitas

SEM SENTIDO

SEM SENTIDO
Cocorococó, ai, ai, ai!
Eu sou um galo da paz,
Da raça dos galos de briga.
Sou o filho da dor:
Dor de bater nos amigos,
Dor de apanhar dos semelhantes,
Dor da ferida aberta e profunda,
Dor da cicatrização sem pontos,
Da bicada do bico amolado,
Do esporão de ponta afiada,
Do meu dono que me maltrata,
Que despreza a minha vida
Nas lutas sem sentido das rinhas.

Ah, Anjo Protetor dos animais!
Não te esqueças dos da cidade,
Desce voando aí do Céu Verde,
Vem ao Coliseu das frustrações,
Soprar nos ouvidos da insanidade
A cura deste desvio de conduta
Alimentado pela indefesa dor alheia:
Um divã Freudiano de veludo,
Um cofre com segredo digital,
Para guardar a vergonha coletiva
Da prática cruel das brigas de galo.

Desagravo aos galistas.

Registrado na Biblioteca Nacional - EDA

Foto de Carlos Henrique Costa

Para sempre!

Em versos e prosa eu vou te amar!
E te amarei meu bem, na saudade,
Que arde no meu peito sem parar!
E vou te amar no céu da realidade,

Na liberdade de sentir em teu olhar,
A sincera harmonia da simplicidade,
E isso é o que me faz, mais te adorar,
E para sempre e por toda a eternidade...

Sim! Eu vou te amar, meu amor!
Para mostrar ao mundo, nosso valor,
O profundo e o verdadeiro esplendor,

Quando se ama e é possível gostar!
Relato tudo isso e enfim poder declarar:
Que TE AMO e vou sempre te amar.

Foto de Carlos Henrique Costa

Na natureza (caça e caçador)

Jenipapo está no papo do papa-léguas,
Que corre e socorre uma velha égua,
No caminho com espinho o porco-espinho,
Se entoca na toca do pequeno tatuzinho.

Macaco gago, berra na terra sem trégua!
Leopardo com urso pardo nessa légua;
Ta sozinho em seu ninho um passarinho,
Que pia gavião, pois o rei leão é leãozinho.

Jaburu no céu azul voa também urubu,
Cheiro de gambá no ar também timbu,
Na maré o jacaré engole o que vier,

Na floresta é festa tudo o que tiver,
Na briga e intriga na natureza como é!
Caça e caçador quem permanecerá de pé?

Foto de Thiago dos Santos

Estrela

A estrela que existe no seu olhar me faz sonhar
De um jeito que não desejo mais acordar.
Esse amor que tanto cresce ao te ver
Me faz o dia todo pensar em você!

A estrela do seu olhar me diz o quanto eu deve te amar.
Hoje, amanha e sempre quero poder te falar
O quanto que meu coração sofre por te desejar.

É assim que um homem se sente quando se entrega a um amor
Querer acordar e ver que tudo é verdade.
E é olhando para o céu que eu vejo as estrelas
Mas nenhuma dela supera a sua beleza.
Nem estrela do céu muito menos a do mar
Minha maravilha de menina eu irei sempre te amar
Vivendo e aprendendo admirando a estrela do seu olhar.

Foto de DENISE SEVERGNINI

DANÇA DOS CORPOS ARDENTES

DANÇA DOS CORPOS ARDENTES

Dois pra cá, dois pra lá
Num bolero magistral
Corpo a corpo deslizando
Num acorde musical
Os braços se abrem bailantes
Tornando-se aconchegantes
As pernas se enroscam feito notas
A deslizarem na pauta,confundem-se
Fundem-se em melodias harmônicas
Os corpos movimentam-se despacito
Como os primeiros passos da bailarina
Vão aumentando o ritmo, acompanhando a valsa
A música abrange o quarto-salão
A atmosfera exala paixão
A intensidade aumenta, a urgência se faz
A cadência muda, um tango traz
São sinos e canhões a espocar
O céu se enche de luz
Assim como a 1812* traduz
O compasso finda, abranda
A dança se acalma, uma berceuse para ninar
O amor ardente dançou
Na sinfonia que cada corpo executou

Denise Severgnini
http://denisesevergnini.multiply.com

*1812 é referência à uma obra de Tchaikowski, onde em seu final há uma explosão de sinos e canhões.

Foto de Flávia Simplicio

Vinicius de Morais o eterno poetinha

Ah Vinicius,

Quantas saudades você deixou,

Que o tempo não apagou,

Nem apagará,

Sua eterna poesia,

E seu eterno romantismo,

Se eternizarão,

Como grãos intermináveis

De areia no chão.

Quantas vezes esse galanteador se casaria?

‘’quantas forem necessárias’’

Nosso poetinha dizia

Ah nosso eterno poetinha,

Só quem leu faz ideia,

Da paixão que ele tinha.

Saudades tu deixaste,

Mas no céu,e no nosso coração,

Sua estrela brilhará,

Num fabuloso contraste

Você não fazia poesia,

Se expressava em forma de arte.

São humildes minhas palavras,

Comparadas as tuas,

Meus versos parecem apenas,

Pequenas frases nuas.

Você ficará em nossa memória,

Sua paixão por poesia,

Ilustrará a nossa história,

Ficará nos sonhos dos poetas,

E nos nossos objetivos,em cada simples palavrinha...

Vinicius de Morais nosso eterno poetinha.

Flávia Simplicio Rodrigues
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