Dignidade

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"QUANDO EU ME CALO"

“QUANDO EU ME CALO”

Calo-me diante do político...
Quando rouba a dignidade do povo...
Calo-me diante do traficante...
Quando aniquila as esperanças dos jovens...
Calo-me diante da ganância...
Quando usa os homens fracos para se sobressair...
Calo-me diante do religioso...
Quando abusa da inocência de uma criança...
Calo-me diante do homem...
Quando usa o nome de Deus em vão...
Calo-me diante dos laboratórios medicinais...
Quando usam seus artifícios para auferirem o lucro fácil...
Calo-me diante dos abusos das Universidades...
Quando exploram jovens sedentos de conhecimentos...
Calo-me, pois sou apenas uma voz, mas escrevo, e faço
Questão que você não se cale ao ler!!!

Foto de wellingtondias

Dia Internacional da Mulher

As flores irradiam a glória e a beleza de Deus-Mãe, pois ela caminha sobre a Terra em cada mulher.

Mulher! Todos os grandes senhores te reverenciam no dia de hoje, pois eles nasceram do teu ventre. Mulher! Além de todos os poderes cósmicos, levas dentro de ti a semente sagrada que provê a vida. Tu és o mais belo pensamento de Deus. Teu coração é manancial de sabedoria. De teu íntimo brota a força amorosa que nutre, regenera e ressuscita.

Homem! Neste dia internacional da mulher, lembra-te que podes divinizar-te pela admiração da mulher.

Estás aflito? Recorre à mulher. Ela é o consolo dos aflitos.
Estás enfermo? O toque da mulher é curativo.
Queres descobrir os mistérios da Divindade? Busca compreender o coração da mulher.
Porque quem não reverencia a mulher, fecha as portas à graça e à beleza.

Mulher! Ao olhar-te no espelho, reconhece ali a Mãe Divina! Mira-te nela! Encarna com dignidade os dons femininos de amor, fidelidade, pureza, sensibilidade, compreensão, delicadeza, generosidade, doçura, abnegação, serenidade e o dom de tudo embelezar.

Mulher! Não te deixes corromper pela futilidade e mediocridade do mundo. Aumenta ainda mais tua força, apreendendo as virtudes dos homens, mas nunca os vícios. A regeneração do mundo depende de ti, pois tens o poder de moldar o caráter de um ser, desde o teu ventre e por toda a sua vida.

Podes transformar teu lar num templo da Divina Missão de Amor. Quando defendes tua dignidade, defendes a dignidade de cada ser humano.

Mulher! Rejeita qualquer pensamento ou sentimento de rivalidade, pois isto destrói a unidade das mulheres. Caminha graciosamente, olhando sempre com admiração o teu eterno companheiro, o homem.

Mulher! Neste Dia Internacional da Mulher, dedicado a ti, todos te proclamam como a Senhora da criação e da beleza, e admiram a dádiva que é ser mulher!

Foto de Dirceu Marcelino

ABANDONO, mais que uma covardia

*
* Autorizado e inspirado em poesia
* de Rose Felliciano a quem homenageio
*
Abordaste um tema de complexidade
Amiga e grande poetisa, Rose Felliciano.
Encanta-nos nessa obra tua simplicidade
Leva-nos a refletir o contemporâneo.

Será que José e Maria pais da cristandade,
Serviriam como exemplos a tanto abandono?
Aos pais tão covardes e às mães sem bondade?
Se a Santa Maria, que viveu há muitos anos,

Sempre foi e será exemplo da dignidade,
Da sabedoria, santidade e devoção,
A todos, ou seja, a toda humanidade:

Ao homem ou mulher que vive sem ambição,
Aos que abandonam pelas ruas da cidade,
Os filhos rejeitados por seu coração!?

Foto de diana sad

"amor, avante"

A procura pelo amor
O amor com todas as letras
O amor imortal.
O brilho certeiro da escuridão
As vidas de cabeça para baixo
Sem planos e um destino certo
O amor pulsando é o hoje!
Sabe ser forte na fraqueza, respirando dignidade
O amor ecoando nos quatro cantos da cidade
Se misturando nas classes
Batento a porta sem pedir licença
O amor pulsando é o hoje!
E quando a noite cai, uma luz de tristeza
Sobre a mesa, as lágrima correm e as mãos
Tentam estancar, a deseperança que se abateu sobre aquele pobre
olhar.
O amor pulsando é o hoje!
E pai e filho me diga o quê há de mais bonito?
Um feito do outro se transformando num só.
Dá a sensação que por mais perdidos que possamos estar
De que ainda podemos nos salvar...
O amor pulsando é o hoje!
A procura pelo amor, o amor com todos os ritmos
O AMOR COM TODAS POESIAS E LITERATURAS
LINGUAGEM ÚNICA.
O amor pulsando é o hoje!

Todos os direitos reservados*

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Reincidência?

Coração dilacerado...
Quinta, 14/02/2008 - 18:44 — Daynor

Que angustia é esta
Que toma conta da minha alma?
Que arrasa comigo,
Que me faz andar sem rumo?
Que faz o coração andar desordenadamente?
Ando sem destino,
Perco a razão
Na estrada da vida ando na contramão
Mergulho de cabeça num abismo sem fim
Angústia e tristeza uniram-se e fazem parte de mim
No terrível espinho da saudade pisei
Na ponte entre a vida, a morte eu cruzei.
Do outro lado eu vi meus pedaços no chão
Assim eu vago na escuridão
Desde que partiste e levaste meu coração
Contigo eu já fui tudo
Provei de tudo
Do doce mel e do amargo fel...
Fui dia de sol, fui temporal...
Fui barco a deriva
Fui noite sem lua
Verão sem calor...
Fui verdade, hoje sou engano.
Fui fonte seca, hoje sou oceano.
Um oceano de angústia e dor
Que atormenta e dilacera meu coração.

Daynor Lindner

Comentários
Domingo, 17/02/2008 - 15:02 — Rose Felliciano p/ Daynor/Civana/ de Rose Felliciano
Olá Daynor!

Peço licença e autorização para utilizar seu espaço, para colocar aqui o meu comentário a respeito desse poema: Coração Dilacerado.
Quero fazer isso ouvindo a belíssima música cantada por Mara Lima.

http://www.youtube.com/watch?v=B6CXpKvzYpM

Bem, eu nunca estive aqui antes para um outro comentário e me sinto até um pouco constrangida agora, mas espero que entenda.

Todos temos defeitos. Uns são bem escondidos e só Jesus pode ver. Outros, nem tanto... e outros ainda, que se tornam públicos. No entanto, todos são defeitos e pecados e por isso, não te julgarei.

Mas queria que você refletisse sobre isso. Você gosta de escrever, isso é notório! E sabe que escreve bem.
Você já foi advertido anteriormente e não precisaria passar por isso novamente.
E está correta a observação da Civana, pois mesmo mencionando que retirou partes de outro poema, precisaria da autorização da pessoa para isso, a menos que o colocasse entre aspas e apenas o utilizasse para algum comentário a respeito ou ilustração, não como parte de um novo poema.
O meu poema "Antes que eu te esqueça" foi inspirado na música do Biafra, que tem esse mesmo título. Em um outro site e no meu blogue, até menciono isso e colo o site da música para que as pessoas possam ouvir. Mas foi apenas inspiração, pois o conteúdo do poema não tem nenhuma outra frase da música a não ser o título.
A Fernanda também postou aqui um poema inspirado em um outro poema do Oswaldo Montenegro- Metades- e também mencionou isso.
Leio muitos poemas aqui e vejo alguns que são parecidos ou inspirados em outros poetas também, mas são semelhantes, inspirados e não "adicionados".
Achei importante e parabenizo o Sr. Jorge por ter se preocupado com uma pessoa do site e mencionar isso a público, pois me fez refletir- independente de ser o Daynor.
Acho que você, Civana, não é uma delatora, vingadora ou justiceira. Jamais!
Você fez um papel importantíssimo e sei que o próprio Daynor sabe disso e talvez um dia ainda te agradeça por isso.
Eu costumo colar partes dos meus escritos na internet e já achei muitas pessoas que os colocam em blogues, orkuts e não mencionam a autoria. Já vi também pessoas que mudam partes dos meus poemas, outros acrescentam e tem também aqueles que colocam como se os poemas fossem deles. Eu procuro sempre entrar em contato, pois um dia essas pessoas ainda encontrarão quem não tenha tanta paciência assim e poderão responder por isso.
Por isso, acho que o que você fez Civana, foi muito importante. Cabe agora à direção do site, tomar a medida que achar correta.

A música que te "inspirou" Daynor, é muito linda e espero que a letra dela, faça maravilhas na sua vida!

"A alma ferida, coração quebrado, Jesus consertou."

Rose Felliciano.

responder
Domingo, 17/02/2008 - 15:23 — Mentiroso Compulsivo Jorge p/ Rose Felliciano
Não dei conta do seu comentário e coloquei, agora mesmo, um comentário parecido, talvez coincidência e muita falta de atenção da minha parte. Eu devo estar mais atento por aqui. Qualquer dos casos, nunca é demais reforçar uma ideia...
Jorge

Domingo, 17/02/2008 - 12:47 — CarmenCecilia P/CIVANA/DEYNOR
CarmenCecilia

Também não quero ser justiceira...
mas as evidencias falam alto aqui...

Se todos nós compactuarmos, por que não queremos " confusão" ou por não querermos simplesmente nos envolver... até que ponto então ficaremos passivos?

Quando dermos conta o que escrevemos e o que colegas escrevem estará sempre a margem da cópia , do plagio...

Não seremos respeitados por nossos escritos e isso ficará sendo considerado normal...

E o que poderemos falar, já que a apatia se configurou em nossos perfis...pois não defendemos o direito da autenticidade da veracidade do que é nosso e de colegas...

Que lástima!

CarmenCecilia

responder
Domingo, 17/02/2008 - 14:13 — Civana Civana/Carmen Cecilia (sobre plágio)
Tens razão, é uma lástima. Após ocorrerem fatos como esse, não consigo mais ler poemas do autor sem desconfiar de sua autenticidade e veracidade.

Muito obrigada pelo apoio, fatos como esse devemos nos envolver, não estamos criando confusão, mas sim exigindo nossos direitos. Como disse antes, não gostaria de ver trechos de meus poemas em poemas de outros autores sem minha autorização.

Bjos,
Civana

Domingo, 17/02/2008 - 04:24 — Civana Civana/Daynor (Plágio?)
Sem muito comentário, apenas fatos.

Dia de Sol (cantada por Mara Lima)
Versão: Everaldo (Gretter / Garcia Mattos)

Eu andei sem destino, perdi a razão
Na estrada da vida eu fui na contra mão
Mergulhei de cabeça no abismo sem fim
Loucura e tristeza eram partes de mim
No terrível espinho do pecado eu pisei
A ponte entre a vida e a morte eu cruzei
No outro lado eu vi meus pedaços no chão
Minha alma vagava na escuridão.

Das garras da morte o Senhor me arrancou,
Me mostrou a verdade que eu nunca quis ver.
Acordei de um pesadelo e voltei a viver.

Eu hoje estou bem, mas já estive mal,
Sou dia de sol, mas já fui temporal.
Fui barco a deriva, fui noite sem lua, verão sem calor.
Hoje eu sou verdade, mas já fui engano,
Já fui fonte seca, hoje eu sou oceano,
A alma ferida, coração quebrado, Jesus consertou.

http://www.cantoramaralima.com.br/musicas/canticodevitoria_02.htm
(site oficial de Mara Lima)

http://letras.terra.com.br/mara-lima/754820/
(letra da música no Terra)

Peço somente que outros poetas se posicionem quanto a isso, não se calem, pois fico parecendo a "justiceira". Não quero ser a dona da verdade, apenas peço respeito a todos que compõem seus poemas e sabem o quanto isso significa dentro de nós. Uma pessoa que insiste no erro deve ser punida, "plágio é crime"!

Civana

Domingo, 17/02/2008 - 05:28 — Hildebrando Sou... P/Civana/Daynor
Concordo com as observações postadas pela Civana e as reflexões feitas pelo 'Mentiroso Compusivo' lá em tópico apropriado. Há trechos
muito claros no poema do Daynor de autoria dita de Mara Rita. O curioso é que ao pé de outros poemas ditos de autoria do Daynor
ele coloca que retirou de trechos de outros autores e neste não o fez.
Por que então não utilizou as famosas aspas? Ou fez a citação devida
ao pé da página? Colocou em dúvida, suspeição, toda a sua produção poética. Isso também é um fato. Ou estarei equivocado?! Deixo também para os outros poetas complementarem e para o próprio 'autor' dar as suas devidas explicações. De repente ele pode ser co-autor com a Mara Rita e não sabemos, não é?! Risos.
Um abraço
Hilde
Obs: Esta não é muito a minha praia mas não resisti devido as evidências aqui apontadas.

Domingo, 17/02/2008 - 13:54 — Civana Civana/Hildebrando (sobre plágio)
Você mencionou que nesse poema o Daynor não informou existir trechos de outro autor, mas nos outros poemas ele também não havia feito, somente após minha denúncia a administração do site, e Miguel Duarte solicitar que ele se desculpasse com todos e informasse os créditos, é que ele o fez. Também já me posicionei quanto a isso, não acho correto, pois ele não fez uma paródia, ele "copiou/colou", e isso caracteriza o plágio. Para incluir trechos de outros autores tem que ter autorização dos mesmos, isso foi feito? Se não existem tais autorizações, não basta informar no rodapé dos poemas, posso até estar errada, mas é o que julgo ser correto devido aos direitos autorais de cada um.

Só uma correção: a autoria do texto não é de Mara Lima, ela só canta a música. ;)

Bjos e muito obrigada pelo apoio Hildebrando.
Civana

Domingo, 17/02/2008 - 15:46 — Hildebrando Sou... P/Civana
Você está cobertíssima de razão em todas as suas opiniões
aqui expressadas. Seu posicionamento é correto, honesto,
corajoso e necessário para proteção dos direitos autorais,
sejam ele lá de quem forem. Comungo ipsis literis(itálico)
com o conteúdo integral de suas palavras. O texto 'desse'
autor é cópia grosseira e de muito mal gosto. Supreendeu-me
tratar-se de um 'teólogo e psicólogo' como se denomina...bem
mas isso também são outros 500. Entendo também as palavras
delicadas e condescentes feitas pela Rose e a Carmem por tratar-se
de duas pessoas talentosas e sensíveis e que no fundo analisam pelo coração poético que possuem. Que bom que você também percebeu (?)a sutileza da autoria. E como sou um crítico safado, me defendo dizendo que o 'autor' não produziu poema algum... mas apenas cantou
sentado em algum espaço de seu banheiro junto com a 'co-autora'
os versos aqui postados. Meus redobrados parabéns a você Civana
pela enorme contribuição que empresta aqui a todos nós poetas ou aprendizes de poeta como é o meu caso. Também não a considero justiceira, mas uma defensora dos direitos inalienáveis da autoria e do respeito e dignidade, ao labor, à lavra poética de cada um de nós daqui deste e doutros sites. Acredito que embora você não buscasse isso deveríamos ter aqui um coro enorme de pessoas a lhe expressar
a gratidão e o aplauso...embora muitos de nós se angustiem com o tema tratado porque muitas vezes podemos estar expressando algo que já foi anteriomente composto por outras autorias e que nos choca
ao ver a semelhança, às vezes até sentenças inteiras. Bom...mas até nisso estou sendo repetitivo e plagiador pq a Rose mto bem abordou e eu estou virando papagaio igual a esse falso poeta. Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Abraços Hilde

Domingo, 17/02/2008 - 15:36 — Mentiroso Compulsivo Continue... (mas não assim)...
Nós não somos como os outros pensam que deveríamos ser, somos apenas aquilo que verdadeiramente sentimos.
(mas plagiar não é um sentimento - acrescentado após se ter verificado o plágio)

Jorge Oliveira

Foto de DAVI CARTES ALVES

O " DETALHE " QUE VALE OURO

Mas nesse posto aqui a gasolina é o mesmo preço daquele a um quilometro !!!

Meu anjo de mel, acontece que naquele a um quilômetro, eles oferecem um cafezinho que é uma delícia, e nesse friozinho de Curitiba, ele parece ainda mais delicioso. Ah sim, neste caso...

Hoje onde tudo é muito parecido, tudo se copia, onde nos é oferecido bandejas e bandejas de mesmices, onde muitos a nossa volta parecem estar numa linha de produção, mecânica, fria e desumana, um simples detalhe muitas vezes, recebe um verniz dourado, especialmente se esse detalhe visa o nosso bem estar.

Hoje as pessoas, são muito exigidas, cobradas, criticadas, se chegam em casa e repetimos toda essa tortura, não seria desumano? Por que não um elogio embebido em empatia, um elogio sincero, caloroso, revitalizador?

Certamente isso se aplica em vários campos da nossa vida, na família, no trabalho, na escola, ou com a vizinhança.

Um carinhoso beijo na testa , um singelo mas surpreendente vasinho de violetas, um por favor, repassado em doçura, um muito obrigado matizado de ternura, um elogio revestido de brandura, um sorriso como o da Monalisa, mas um sorriso, são detalhes que fazem a diferença, e que fazem com que as relações interpessoais fluam com suavidade e mansuetude em todas as facetas da vida.

Assim, quando esse detalhe passa pelas searas da educação, gentileza e cortesia, cultivamos e fortalecemos relações importantes a longo prazo, e protegemos a paz ao nosso redor. Muitos morrem prematuramente, por optarem pelo viés da ignorância e truculência, o trânsito é só um detalhe, ou um pingo , num oceano de exemplos. A ponto de dizerem terem visto a Dona Morte com sua foice reluzente, sentada em cima dum radar de trânsito, cortando a unha despretensiosamente.

Veja outro exemplo, a escritora paulista Paula Taitelban, escreveu certa vez num artigo que “ todos nós temos um que de abelha, sabemos produzir mel, mas mantemos nossos ferrões sempre prontos para o ataque ”, por isso é bom fazermos sempre uma auto-analise, quanto a o que estamos produzindo. Mais mel? Ou mais ferroadas? Parece só um detalhe, mas quando se repassa motivações e atitudes na doçura do mel, quão valioso e relevante esses “detalhes ”podem ser, não é verdade?

A ameaça diária e temerária do fim de grandes instituições vitalícias, como a família, o casamento, a fidelidade, o respeito e a dignidade para com o próximo, a banalização de tudo hoje, da vida, da morte, do sexo, do corpo, de Deus, tem feito com que, um simples detalhe que visa elevar o próximo, ganhe um verniz dourado e meritório.

Ah! Como eu gostaria que o “detalhe” nesse texto, fosse escrito em auto-relevo, como se sentíssemos ao tocá-lo no monitor, como se fora escrito em braile,

entretanto, como diriam muitos:

É só um detalhe.

poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"LUZ DE EBANO"

LUZ DE EBANO

Arremedo de historias que passamos para os filhos
Tropeços de verdades de uma triste tragédia
Ajustes tendenciosos de parte da memória
Parte importante propositalmente esquecida.

Manifestação da dignidade de um povo oprimido
Perdão desesperado de uma raça humilde
Lembranças das atrocidades de um passado vivido
Passivo das maldades de uma divida vigente.

Trampolim para os mesmos senhorios
Serviçais de uma mesma nação
Lagrimas pelos mesmos maus tratos
E a mesma falta de compaixão.

Quando este povo vai ser reconhecido?
Quando suas feridas irão cicatrizar?
Quando nós brancos e Brasileiros vamos nos desculpar?
E quando vamos entender que esta nação tem cor?
A cor de ébano o tempero do perdão
O sinônimo da dor,
O exemplo de dedicação e fidelidade

Foto de carlosmustang

QUANDO LÁ CHEGAR...

Quando ficar velho
Quero continuar de cabeça nova
Mas não de se por a toda prova
Tentando ser um jovem novamente
E sim um velho feliz e contente
E também ter orgulho dos meus cabelos brancos
Causando um frisson, um encanto
De admiração pelo meu charme, experiência
Como sempre eu fui, desde a adolêcencia
E sempre ter a cabeça boa
Afinal cheguei aqui, não foi atôa
E ser um exemplo de dignidade
De amor e sensibilidade
Sem ser um velho ignorânte e chato
Não tendo compreensão pelos mais jovens
Ensina-los sem embaraço
Que caminhos errados,sempre doem
E orgulhar se de um dia ser velho também!

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"O OBSERVADOR"

O OBSERVADOR

Senhor, o que tenho para relatar não será de seu agrado, O que, ouvi e senti nesta viagem a que fui por vós incumbido, não é digno de ti. Vaguei por todas moradas que me mandastes, percorri vales e aldeias, visitei cada coração existente na terra, perdoe-me Senhor, mas poucos serão salvos. Ainda que fosse dotado de tua capacidade de amar e perdoar, ainda assim não me agradaria com tudo que vi e que agora a ti relatarei.
Era inverno no continente Africano, quando aportei para esta missão de observação, cheguei a um vilarejo onde havia muita movimentação, as pessoas corriam de um lado para outro sem se entenderem, tudo acontecia nos arredores de um pequeno hospital. Aonde as pessoas chegavam as centenas, das mais variadas maneiras, no lombo de animais, na carroceria de caminhões, em ônibus, a pé, em fim, todas enfermas, estavam contaminadas por uma virose que em poucos dias ceifaria a vida de milhares de africanos.
Ali vi a precariedade das instalações, o pouco material de primeiros socorros, e, sobretudo o despreparo e a falta de amor dos profissionais envolvidos, Senhor, mesmo sabendo bastaria um gesto e muitas vidas seriam salvas ,nada pude fazer, pois a função a que me foi outorgada não me dava direito à interferência.
Era noite e a lua já ia alta quando cheguei ao continente americano, às portas de uma grande cidade dos Estados Unidos da América, minha condição era de um cidadão invisível, via e ouvia a todos, inclusive o que se passava em suas mentes, mas não era visto e nem ouvido por ninguém A minha função era de observar tudo e relatar ao meu Senhor, criador de todas as coisas.
Perambulei pelas ruas, vi roubos, assaltos, crimes, prostituição, vícios e muita pouca solidariedade, muito pouco amor, nem parecendo à terra de meu Deus. Visitei alguns lares a que fui incumbido e parti sem demora para outras localidades. Estive em todo o continente Europeu, Ásia, América do Sul, Oriente, em fim, visitei cada cidade de cada País de todos continentes, visitei também cada coração existente na terra, e o que vi Senhor, muito te entristecerá, vi irmão matando irmãos, vi incesto, presenciei catástrofes promovidas por lideres por pura vaidade, estive ao lado de pessoas que tombavam de fome em frente de armazéns lotados de comida se estragando.
Senhor, mesmo dotado por ti de sabedoria, muitas foram às vezes que tombei em prantos por saber que não foi isto que desejastes para teu povo.
Meu Senhor, vi também aquele menino se consumir em prantos pela perda de seu animalzinho de estimação, vi uma mãe com andar tropeço de fome levando as mãos o pouco alimento que conseguira para sua prole, vi também Senhor poucos homens comprometidos com grandes causas, vi mulheres com os rostos inchados preparando remédio para curar a bebedeira de seus algozes, Senhor de tudo que vi, poucas são as coisas que são dignas de ti.
Clemência meu Pai, é o que precisa o traficante, aquele que aniquila a família pela fome do dinheiro fácil, Clemência Senhor é o que precisa o político que trai a confiança de seu eleitor, clemência Senhor, é o que precisa o ladrão quando rouba a dignidade do seu semelhante.
Conheci homens ricos que varias gerações não seria suficiente para gastar toda sua fortuna, mas mesmo assim continuava a se aproveitar dos menos favorecidos.
Meu Pai, se é que posso opinar, se faz necessária uma interferência, que a majestosa benevolencia que emana de seu cérebro criador, varra toda extensão da terra para acudir aquele povo sedento de amor, compreensão, honestidade, mansidão e inteligência, que a justiça que teu nome é sinônimo seja uma constante na vida daquele povo, que se divide entre injustos e injustiçados.
Meu Pai, Senhor dos tempos, Criador de todas as coisas, Senhor absoluto de todo Universo, dono incontestável do passado, presente e futuro, perdoe-os, ensine-os e proteja-os de suas próprias falhas e ignorâncias.
Em certo lugar Senhor, via uma mãe se prostituindo para levar o alimento para seu filho, seu olhar era de satisfação, mas seu coração gritava de dor.
Conheci pessoas encarregadas de passar a tua palavra meu Pai, mas na verdade mentiam em proveito próprio.
O teu nome meu Pai, ainda é o mais falado em toda vasta extensão da terra, mas nem todas pessoas sabem do quão grande és tu.
Faz-se necessária, Senhor uma visita, para que os terráqueos relembrem a sua devida Divindade, muitos são os que chamam por ti, o resto precisa urgentemente de teus ensinamentos.
Meu Pai, tudo que vi e ouvi sempre terás acesso ao meu intelecto e ao meu coração, mas Senhor, se é que posso te farei um único pedido, continue abençoando o povo Brasileiro.

Edson Paes

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"CONVERSANDO COM O ESPELHO"

CONVERSANDO COM O ESPELHO

Relacionando-me comercialmente com inúmeros empresários, comecei a notar a peculiaridade de alguns que me motivaram a escrever estas dez observações.
Você precisa conversar com o espelho quando:
1- Quando exige de seu parceiro comercial aquilo que não esta disposto a retribuir.
2- Quando insiste em pagar parcelado e com atrazo mas torce o nariz quando fazem o mesmo.
3- Quando usa dois critérios diferentes, um para pagar e outro para receber.
4- Quando a comissão que quer pagar é sempre menor a que quer receber.
5- Quando você acha que seu tempo sempre é mais precioso do que o dos outros.
6- Quando faz quem te procura esperar, mas detesta que façam o mesmo contigo.
7- Quando pede descontos impraticáveis, mas não aceita baixar um centavos os seus produtos.
8- Quando abomina que ganhem dinheiro com seus produtos.
9- Quando acha que para cumprir com seus compromissos, outras pessoas devem deixar de cumprir com os seus.
10- E para terminar, Quando você acha que é mais importante que os outros.

Esta cheio de empresários politicamente e financeiramente corretos, que andam de cabeça e nariz em pé, mas seus colaboradores, fornecedores e concorrentes amargam os prejuízos de sua megalomania, são os famosos mendigos elitizados, passam a sacolinha o tempo todo, todos tem que entender seus momentos, prorrogam vencimentos de duplicatas não pagam juros, usam de todos artifícios tidos como legais, mas que são imorais e causam prejuízos com quem se relacionam, não existe dignidade em seu alfabeto, roem a corda no menor sinal de que algo não vai dar certo, palavra para esta classe não existe, normalmente seus cadastros são impecáveis, mas quem trabalha para eles ou fornece mercadorias ou serviços vez ou outra estão nos serviços de créditos, pois estes sim honram, com os prejuízos e colocam seus nomes a disposição dos órgãos competentes.

Espero que estas observações não sirvam para muita gente, mas com certeza para alguns poucos que conheço cai como uma luva.

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