Flores

Foto de SuzannaPetriMartins

Muitos Amores

Perdi muitos amores
Imensas dores
Já não quero mais
Por não ser capaz

Chega de ilusão
Implorando perdão
Buscando o paraíso
Onde perdi o juízo

Não sei mais onde estou
Nem a primavera restou
As flores estão mortas
Fecharam-se todas as portas

Ao limbo fui condenada
Proibida de usar minha espada
E agora desarmada estou...
Sem saber para onde vou....

Foto de SuzannaPetriMartins

Solução

Encontrei a solução
Colocar os pés no chão
Esquecer os dilemas
Encarando os problemas

Amadurecer e crescer
Antes do amanhecer
Madrugada se vai...
Uma lágrima cai.

Cabeça erguida
Tento levar a vida
Recuperar as cores
Recebendo flores

Não lembrar que a dor existe
Mesmo sabendo que ela persiste
Com a minha alma acorrentada
Sabendo que não sou mais amada

Foto de Joaninhavoa

NO MAR ALTO.

*
NO MAR ALTO.
*

No mar alto louca no horizonte
P`la beleza infinda
Perdida! Perco-me ainda
Entre as linhas cujo limite
não vejo nem sinto nem deduzo
Mas conduzo no mar alto!

Virgem de todas as Marias
na Terra
E mais das que do nome nada têm
Rogai por nós
Rainhas! Mulheres
Meninas.

Vós sois as flores mais lindas! Belíssimas
dos jardins encantados
Abertas! Imensuráveis fendas
túlipas d`riachos
Conduzidas na cidade seguimos
os rastros
da luz do horizonte! Lá do mar alto

Joaninhavoa
(helenafarias)
12/07/2009

Foto de Joaninhavoa

Regar os laranjais...

*
Regar os laranjais...
*

Vilancete tem voz e gesto
e quase treme sem esperança
Escreve mensagem no vento
"Traz a moça! Traz a moça"

Não fiques parado no tempo
com jasmins d`imprudências
À espera qu`m tempo amorfo
averbe incongruências

Vilancete! Suspira demais
E a moça te quer ter
Logo o que tens a fazer
É regar! Regar os laranjais

E verás flores brancas nascer
E umas tranças sorrateiras
À tua procura nas heiras
E nos campos entre oliveiras

Joaninhavoa
(helenafarias)
10/07/2009

P.S.:
Este meu poema nasceu ao comentar
o poema de "Amor (O Que Eu Faço ?)",
do poeta, Felipe Ricardo,
Sexta, 10/07/2009 - 03:55

Foto de Carmen Lúcia

Síndrome do ninho vazio...

Estou viva!
Respiro, caminho, enxergo...
O ar permite-me viver...
O caminhar, a me locomover
através das pernas que vão e vêm,
como pêndulos de relógios antigos
que na verdade só vão... Nunca vêm.
Ando por caminhos complicados
sem encontrar começo, nem mesmo o fim.
Escolhas feitas por mim...
Sou assim!
Um tanto quanto embaraçada...
E me atropelo, me exaspero,
saio sempre machucada...
Fisicamente estou bem;
mas a alma, cheia de chagas.
“Quem vê cara não vê coração!”
Que pulsa sem emoção.
O tesão pela vida apagou-se, acabou-se,
(quem soprou aquela chama?)
e a esperança rodou pelo ralo imundo...do mundo.
Oh, mundo! Pra onde levou meus sonhos profundos?
Em que atalho nos extraviamos
e não mais nos encontramos?
Nunca mais foi como antes...
Eu até sorria! Vivia poesia...
Dançava com o sol e a lua...
E amava...Transparente...Nua!
Agora caminho feito errante;
perambulo, vagueio, vou sempre avante,
na incerteza de me reencontrar...
Vendo o belo sem o enxergar,
pisando flores sem perceber as cores,
deixando o arco-íris se apagar,
fechando-me pra não me mostrar.

Estou viva!
Respiro, enxergo, caminho...
E volto para o vazio do ninho.

Carmen Lúcia

Foto de lua sem mar

Passado

“Passado”

Paro mais uma noite,
Ouço o coração,
Abro a gaveta da memoria,
Investigo tudo,
Relembro o mais pequeno alfinete,
Como um pedaço tirado de mim,
Não falta muito,
Quase nada mesmo,
Três anos, está quase.
Abro uma pequena caixa,
A caixa do primeiro ano,
As flores no aniversario,
Os jantares, as praias,
O vinho, o hotel,
Aquele que tão bem conhecemos.
Quase tão bem como nossas casas.
Os sonhos, os desejos,
Num simples café,
As brincadeiras na praia,
As muitas vezes que fui feliz,
Criança era eu juntamente com outra,
Hoje vivo apenas disso,
Recordações cravadas em mim,
Memorias de um tempo alegre,
Alegria que se transformou,
Virou uma simples palavra,
Solidão!
Hoje dou valor a tudo que tive,
Valor ao mais pequeno grão de arroz,
Que antes era insignificante,
Tanto que perdi, tanto que quero recuperar…
Jnh
Lua sem mar

Foto de Paulo Gondim

A foto na parede

A FOTO NA PAREDE
Paulo Gondim
06/07/2009

Eu nem vi você passar.
Foi rápida sua partida
Um adeus ficou para trás
Uma lembrança vaga
Uma saudade, apenas

Mas um coração partido
Foi o que sobrou de nós dois
Muita mágoa e solidão
Num misto de frustração
Sem pensar no que vem depois

E virá, como vem o dia
Como se vai a noite
E como sopra o vento
Em meu desalento
Virão a tristeza e a incerteza
Como parte de tua ausência
Tudo, compondo meu tormento

Meus dias, certamente, serão duros
As noites serão longas e frias
A primavera não terá flores
E o sol se esconderá nas nuvens
Como tu, fugindo sorrateiro,
Para não ver minha tristeza

E ficarei inerte, pensando em ti
Juntando os cacos desse desamor
Cada pedaço que ainda ande a meu favor
Um pequeno lembrar, um sussurro
Um lampejo de esperança, um suspiro
Olhando tua antiga foto na parede

Assim é o quadro de tua saudade
Imagem fosca e de pouca luz
Na dor cruel que no peito induz
Na chaga que transcende a carne
Que vara entranhas, dilacera a mente
É nesse quadro que me olho de frente
Volto sempre, só, a olhar a rua
Quem sabe te veja novamente...

Foto de LuizFalcao

Minha Helena

De Luiz Antônio de Lemos Falcão.

Meus olhos, minhas janelas!
Lá fora a vida punge urgente,
Agita-se,
Segue em frente!
Fora de mim, o farfalhar do arvoredo ao vento,
Traz em murmúrios da natureza, uma melodia singular!
À luz do sol, dançam as flores no vai e vem que a suave brisa conduz,
Exalando os odores primaveris!
Expelem no ar incontáveis, minúsculos grãos de vida; o pólen.
Pétalas multicores e exuberantes tornam plena a íris dos olhos

Meus olhos, minhas janelas!
Atrás deles minha alma sorri.
Felicidade!
Tudo é festa no intenso azul do firmamento.
Pássaros enchem de vida as cópas verdejantes,
Entre galhos retorcidos a vida não brinca;
É palha no bico!...
É palha nos ninhos!...
É palha nos ovos!...
É a vida na palha!...
Doces acordes da primavera!

Meus olhos, minhas janelas!
Expulsam-me para fora,
Puxam-me para dentro da vida que vibra num palpitar veemente;
É brisa que passa por entre os fios dos cabelos,
O dourado dos raios de sol, que vazam as folhas das arvores e
O toque quente dos seus afagos à pele.
Amor! Paixão! Sedução!
O carinho das gotas de chuva de um dia assim.
O desejo de um simples querer;
E assim, eu saio de mim.
E de mim, a tristeza alça seu vôo pelas janelas,
Olhos da minha alma.

Meus olhos, minhas janelas!
Diante deles a primavera!
O colibri!
O raio de sol!
A chuva serôdia!
A amiga minha!
A Minha Helena!

Foto de Herlânder Lobão

Eu queria ser o teu eterno amado

Eu queria ser o teu eterno amado
secar teu choro com o meu cantar
que fosse meu esse olhar encantado
que me lembra o mar…

Eu queria ser o teu apaixonado
fazia tudo só p’ra te agradar
puxava a lua bem p’ro nosso lado
só p’ra te beijar…

Eu queria ser o melhor dos amores
louca paixão o teu doce carinho
e perfumar todo o teu caminho
desfolhando flores…

Eu queria ser o teu eterno amigo
ser para ti o leal companheiro
ser o teu porto, o teu melhor abrigo
ser o teu veleiro…

Eu queria ser o teu doce prazer
ao navegares no meu mar de paixão
faria tudo só para poder
ter a tua atenção…

Eu queria ser tua noite sem fim
ser tua sombra p’ra te proteger
queria dar-te o melhor de mim
em noites de prazer…

Eu queria ser o teu doce embalar
queria afastar toda e qualquer dor
e com a luz do mais belo luar
fazermos amor…

Escuta no vento este meu recado
que te envio por amar-te tanto
por não poder estar a teu lado
sente um ai de pranto…

E se amor escutares o vento
quando suave teu corpo tocar
tu ouvirás num ténue lamento
eu por ti chamar…

E quando um dia na noite calada
escutares o peso da tal solidão
estará em ti minh’alma apaixonada
juntinho ao coração...

HerLânder Lobão

Foto de Joaninhavoa

“JARDIM DAS DELÍCIAS TERRENAS”

*
“Jardim das Delícias Terrenas”
*

Não sei se o verdadeiro amor terá nuances
de erotismo como a lua quando gira no céu
e a terra se oferece cheia de agudos e graves
gemidos nos aparentes silêncios do brotar
das sementes…

Não sei se ao observar um dos quadros
“Jardim das Delícias Terrenas”,
de Jerónimo Bosch, vemos uma utopia
uma realidade ou uma mistura…
Um progresso em cada traço uma infinidade
de sentimentos nos seres que nos rodeiam
No dia a dia! E sobretudo no mundo dos poetas

Sem palavras a natureza em todo seu esplendor!
Homens e animais nas posturas mais diversas
Uma junção subtil numa camada ténue…
Um círculo de pássaros de variadas espécies
Relacionadas com o humano! Testemunhas
Que sabem o concreto e sem morte

Uma representação de cores das mais variadas
e bem conjugadas assim como as dimensões
e suas profundidades! Tintas
a óleo num relevo elevado e um fundo preciso
vêm ao encontro do querer do seu autor
Gravam-se tatuagens inesquecíveis…
Debaixo e em cima do fino e ténue véu
que se afasta para se avistar os choupos
e os rouxinóis que dizem: Sim.
Afiguram-se círculos de gentes e outros pássaros
p`los campos e mares e no céu
nas flores e árvores bolas de cristal transparentes
Com gentes dentro! E fora
Um mundo a seus pés.

Joaninhavoa
(helenafarias)
05/07/2009

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