Irmãos

Foto de jessebarbosadeoliveira27

DISCOVERY

Conheço-te bem menos:
Não sei eu de tua morada;
Não sei eu se tens irmãos.
Ah, o que sei eu de teus pais, então?

Sei-te do corpo atro, médio e delgado.
Sei-te do toque lírico das poéticas palavras.
Sei-te do partido, paixão estrelada.
Sei-te meio íntima, enigmática, efêmera chuva que em mim
Deságua.

Conheço-te bem menos:
Gosto de teus anos saber;
Do tímbre da tua voz ter ouvido mais de uma vez.

Espero que um dia eu penetre na aura do teu ébano ser:
Sim, em tua nuança carnal e mística.
Conheço-te bem mais que a mim mesmo, ainda. Ah, não sei...

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

http://www.myspace.com/nirvanapoetico
• http://twitter.com/jessebarbosa27

Foto de almadepoeta

Você é especial

Minha querida mãe.
Por meio desta carta venho lhe dizer:
Eu agradeço a você por ter me carregado durante nove meses em teu ventre, batalhando todos os dias para eu poder ter uma vida melhor, para que não faltasse o pão de cada dia em nossa mesa, fazendo com que eu e meus irmãos crescessem e nos ensinando o certo e o errado.
Por isso mãezinha eu sou o que sou hoje, e só tenho a agradecer a você.
Saiba que:
- Por mais longe que eu estiver, eu estou com você.
- Olha! Olha!
Lá dentro, dentro do seu peito, do seu coração, dos teus sentimento, em seu pensamento. Ai estou!
Dou graças a deus, todos os dias por você existir, pois se você ñ existisse o que seria de mim?
Sou uma mulher agora, mais diante de teus olhos sou apenas seu bebe.
Com tudo isso que lhe digo, é a pura verdade. Mais resumindo tudo isso só posso dizer 7 palavras.

VOCÊ É A MELHOR MÃE DO MUNDO!!!!

Foto de AjAraujo poeta humanista

Conto de Natal: Os três meninos!

Chegava o Natal.
Aqueles três meninos observavam a correria daquela gente.
O relógio da torre marcava 8 horas da noite, muitas lojas cerravam as portas.
Um vento frio fazia tremer o corpo e doíam os ossos. Recostavam-se uns aos outros na espera do pai que tentava (em vão) comprar algo para a ceia.

Tempos ruins aqueles, haviam sido despejados e agora dormiam em um trailer abandonado, com pouca lenha para aquecer nas longas noites de inverno que se anunciavam.

Um dos meninos, que se chamava Juan, olhava para a algazarra de um garoto típico da cidade, escolhendo os presentes mais caros e bonitos que jamais vira, deixava-se levar pelo pensamento, sonhando também tocar aquele presente, momentaneamente parecia-lhe viver aquela cena.

Um de seus irmãos, Rodrigo, parecia ter o olhar perdido na multidão, nada dizia ou gesticulava, contemplava em silêncio uma noite que nada prometia de diferente de outras tantas vividas.

O terceiro e mais velho dos irmãos, Jose, preocupava-se em observar o pai, que em longa confabulação, tentava convencer o dono do armazém a lhe vender algo fiado. Em desespero, o pai mostrava os filhos no frio, ao relento, como última cartada para obter algo para levar para casa.

Nada feito. O pai sai cabisbaixo do armazém, mal podia divisar os olhares de seus filhos, não cabia em si de abatimento e revolta. Quando subitamente, ao atravessar a rua, vê uma criança desprender-se das mãos de sua mãe e postar-se indefesa em frente a um bonde em velocidade.

Trêmula, o medo a impedia de movimentar-se. O pai dos meninos pobres se lança como uma flecha e consegue tirar a menina da frente do bonde, mas o destino cruel lhe reservou uma peça, uma de suas pernas ficou presa nas rodas da composição.

Os meninos correram ao pai e todos os passageiros do bonde e os passantes em solidariedade àquele corajoso homem conseguiram libertá-lo das ferragens do bonde e levaram-no a um hospital.

A criança salva por ironia do destino era nada mais nada menos que a neta do dono do armazém.

Aquele gesto generoso expondo a própria vida, estava prestes a custar à perda da perna do pobre senhor.

Então, eis que subitamente, surge uma senhora de alvos cabelos e tez macia e se oferece para prestar ajuda ao pobre pai.

Durante 7 dias cuidou dos ferimentos, da ameaça de gangrena e o pai já começava a mexer os dedos dos pés, quando ao acordar na véspera do novo ano, ao chamar por tão especial senhora, apenas ouviu de seu filho mais velho:

"Pai, quem cuidou de você foi Nossa Senhora. Ela já se foi pois você está melhor. Quem a chamou foi a menina que você salvou. Ela me disse em sonho para você orar, não entrar em desespero, pois na vida temos provações que são desafios para que mostremos o quanto somos determinados para enfrentá-los com serenidade, fé e determinação."

Ao sair do Hospital, todas as luzes se apagaram e toda a gente da cidade viu um asteróide riscar o céu em belíssima luminosidade.

Enquanto caminhava, todas as pessoas acorriam para ajudá-lo, ofereciam suas casas para a ceia daquela pobre família e brinquedos e roupas para seus filhos.

Um milagre havia acontecido naquela cidade. Um milagre no espírito do Natal.

A generosidade e a solidariedade andam juntas, e aquele pobre senhor bem poderia ser Jesus Cristo e as crianças famintas, os jovens pastores em sua cabana.

Um conto de natal, um conto de solidariedade, homenajeando Charles Dickens e as pessoas que fazem a diferença, pregando e praticando atos que mantém acesa a chama da esperança.

Foto de Arnault L. D.

Irmãos em poesia

O poema pode ser dito inédito,
mas, não se engane, ele não é novo.
Os temas são os mesmos a todo povo
e não há páginas para tanto crédito.

Tudo que falei, a muito foi dito,
do hieróglifo na pedra, ao computador.
Desde lá o amor rimou com flor e dor;
no salmo do santo, ao sabá do maldito...

A lágrima a muito tempo já molhou
e as juras, algumas foram cumpridas,
cartas chegaram e extraviaram não lidas,
qual aquele velho e-mail que enviou.

Penso onde estará o outro poeta,
que me emprestou aquele mesmo tema.
E que viveu a mesma cina e dilema
de tentar transpor o que a pele afeta.

Deve ter sido apaixonado e sonhador,
em seu tempo total contemporâneo.
Diferente de mim, de ar subterrâneo,
deslocado, antiquado, apaixonado sonhador...

Me pergunto, como igual ser diferente?
A mesma palavra noutra boca, um embuste.
Tantas milhas e cada luz em seu poste,
iguais em tudo e o todo é diferente.

Não compreendo onde está a poesia,
sei que se repete, mas não em palavras,
embora o peito saiba onde estão as lavras
não me revela, talvez n'alma seria...

Paralela parceria de futuro e nostalgia
dos poetas que não se sabem irmãos,
mas, que nas linhas sinuosas de suas mãos
“Escreveu” versos que o mútuo plagia.

Foto de MAR DA IBÉRIA

RECORDAÇÕES

PERDI TODO O PASSADO NO CAMINHO...
QUERO VIVÊ-LO HOJE NOVAMENTE,
MAS AS RECORDAÇÕES DE TANTA GENTE
DESLIZAM-ME ENTRE AS MÃOS, DEVAGARINHO...

MINHA MÃE ERA O SOL DA NOSSA CASA
E O MEU PAI, SUAVE ENTARDECER...
OS MEUS IRMÃOS, A BRISA QUE PERPASSA
SUAVE E PERFUMADA, EM MEU VIVER...

MEU PAI SEGURA AGORA A MINHA MÃO:
BRITO GODINS, BAÍA E A MUTAMBA
COLORIDOS DE AMIGOS QUE LÁ ESTÃO...

LUANDA VEM SORRINDO E NA QUITANDA
TRAZ, COM AMOR, EM GEITO DE ORAÇÃO,
TODO O MEU CORAÇÃO QUE POR LÁ ANDA!...

Foto de Sonia Delsin

CARIDADE

CARIDADE

Nós podemos mudar o mundo...
Me perguntarias: Como?
E o que eu diria?
Diria: Podemos.
Se cada um ajudar um pouquinho.
Se cada se dedicar um tiquinho.
Um tiquinho que seja.
Há quem queira colaborar.
Mas não sabe por onde começar.
É simples.
Precisamos entregar.
Amor, carinho.
Afeto.
Preparar o doce predileto.
Sim, preparar o doce predileto e levar a alguém que muito esteja desejando.
Ou quem sabe só uma palavra ele esteja esperando.
Um afago, um gesto.
Sabes do que estou falando?
É na caridade que encontramos paz.
E mais.
Na caridade encontramos razões de estarmos aqui neste planeta.
Somos todos irmãos...
Por que não estendemos as mãos?

Foto de Ivanifs

Inverso

O inverso de você , sou eu mesma
Pois te admiro e você me irrita
Te amo e te busco nas ruas
Em rostos que jamais vi

Te alcanço e você foge sorrindo
Como se mangasse de mim
Depois se arrepende e diz que me ama
Pois eu te irrito, mas você me admira

Na cama a gente nunca deu certo
Oque pode ser o inverso do deserto...

Teu beijo nunca consigo beber
Algo bloqueia e sem esforço algum ,você desiste
Desisto também, depois choro por não compreender

Há tantos e tantos anos te amo
De muitos jeitos e enganos

Fiz tantos planos...
E nunca mudamos
Nem eu, nem você

Talvez o destino
O incerto seja o certo

Somos irmãos inversos
Um do lado do outro
Dia e noite , ano a ano

Não me deixe
Não te deixo
Não importa se erramos

Aqui ainda estamos
Tentando a qualquer custo
Ficar no mesmo plano

Ainda te amo , te quero, te espero
Me encontre ali no quarto
E me faça sorrir
Sem precisar provar nada
Apenas sorrir

Até que a morte nos separe...

Foto de Zaruquita

Minha infância

Minha infância

Comecei de pequenina,
A enfrentar o destino,
Ainda eu era menina,
Ainda quase não tinha tino.
Era frágil e indefesa,
Para viver em conflitos,
Mas resisti à tristeza,
Com meus irmãos pequenitos.

Tinha sete anos de idade,
De manhã ia pra escola,
Depois na parte da tarde,
Tinha de ir pedir esmola,
A minha mãe trabalhava,
Mas mesmo assim não chegava,
Para nos dar de comer.

Meu pai nos abandonou,
A mim e mais três irmãos,
A minha mãe nos criou,
E educou como cristãos.
Meu irmão mais velho tinha,
Oito anos, coitadinho
Como para a escola não vinha,
Arranjou um trabalhinho.

Mal vestido e com pés nus,
Por entre matos e tojos,
Andava a guardar perús,
Por esses matos a rojos.
Lembro quanto ele ganhava,
Só quinze escudos por mês,
O patrão,comer lhe dava,
Minha mãe,aos outros três.

Eu era tão pequenina,
E como era rapariga,
Ia pedindo a esmolinha,
Para encher a barriga.
A minha mãe trabalhava,
Do nascer do sol ao pôr,
Parece que não se cansava,
E nos dava todo o amor.

Foram três anos assim,
Mas todos sobrevivemos,
Mesmo com a vida ruim,
Muito ou pouco nós comemos.
Muito tempo não tardou,
Sem que meu pai regressasse,
Minha mãe o aceitou,
Na esperança que ele mudasse.

Meu Deus,como se enganou,
Logo andou em desacatos,
Desde que em casa ele entrou,
Começaram os maus tratos.
A nós ele maltratava,
Sem ter dó da nossa pele,
O pouco que trabalhava,
Ou ganhava ,era para ele.

Se a minha mãe lhe pedia,
Dinheiro ele resmungava,
E se ela um pouco insistia,
Dois ou três murros lhe dava.
Com tanta força batia,
Que ela ficava a sangrar,
E depois,no outro dia,
Não se queria levantar.

A minha mãe coitadinha,
Lá ia para a sua lida,
Não parava a pobrezinha,
Para ganhar a comida.
Desde que o meu pai voltou,
A vida não melhorava,
E mais um filho arranjou,
Era assim que ele ajudava.

Esse filho veio trazer,
Para mim muita alegria,
Porque afinal veio a ser,
A irmã que eu tanto queria.
Já eu tinha onze anos,
E aquela criancinha,
Foi nesta vida de enganos,
A boneca que eu não tinha.

Arlete Anjos

Foto de ek

onde?

domingo, dia 20
mês de setembro, 2009
uma passeio de barco
muito riso nos rostos
poucas nuvens no céu
um pequeno barco
a imensa represa
quatro homens
muitos sonhos
muitos planos
com muito ainda por fazer
a atravessam
calmos
vagarosos
eu não posso saber o que acontece
não sei o que aconteceu
o barco virou?
o pé vacilou?
quatro homens na água,
ou dois homens na água?
quanta água...
o barco retorna à margem
braços gesticulam
dois homens gritam
ajuda pedem
na margem o riso se foi
braços ao ar
meu Deus!!! Tu sabes todas as coisas....
quem não sabe sou eu
onde estão estes outros dois homens
meus dois amigos
meus irmãos
o desejo é de os rever
abraça-los, e glórias a Deus dar
a tristeza invade o peito, a angustia
sei que ainda os verei,
juntos curvados diante do Deus Altíssimo
para sempre a louva-Lo
em Seu reino de paz.

saudades meus irmãos

Foto de Jonas Melo

MEDO

MEDO

Sentimento esquisito

Que nos deixa aflito...

O qual muitas vezes se personifica...

Grito de dor

Grito de amor

Grito de jaz

Grito de paz

O medo sempre traz seus irmãos: nervosismo, insegurança...

Mas o mesmo sempre é vencido pela esperança

Afinal a esperança é a última que foge

A fé sim, é a última que morre.

Jonas Melo !

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