Lume

Foto de Paulo Gondim

Conforto

Conforto
Paulo Gondim
20/11/2014

Sigo por vias indecisas, alhures
Como vaga-lume na escuridão
Minha presença pouco importa
Sou apenas mais um na multidão

Falta-me o carinho que foi seu
O afago, o afeto, você por perto
Preenchendo meu ego
E agora me apego
Na sua saudade
Esse fardo que carrego

Mas fico por aqui e ali
Esperando você passar
Mesmo em sonho
Sei que vem
E me vejo além
De sua vontade
Só uma possibilidade
De que seja meu bem

E mesmo que não veja
E por lá sempre eu esteja
Fujo de sua ausência
E nessa impaciência
Meu pensar viceja
Quero ver você
Me conforta, apenas, querer

Foto de Carmen Lúcia

Incomparável

Comparo-te ao outono,
ao dourado de meu sonho,
às folhas que se esvaem
num tempo bem ameno
de sol que às vezes brilha
acarinhando o dia
em outras que desmaia,
e brilha a nostalgia.

Comparo-te à chuva miúda
gotejando vida...
Em mim brotando alegria,
afastando qualquer melancolia
ao desabrochar da primavera...
Envolvente e mágico perfume
e a inquietante espera
da tua presença com teu lume...

Tens o fascínio do mistério
e a chave da revelação
da eterna mutação da natureza,
sedução da estação que preconiza
a suave inquietação de tua beleza.

Comparo-te ao ritual do fim de tarde
quando o tempo parece parar
e por detrás de uma vitrine embaçada
observa folhas amareladas, outonais,
ladeando a passarela de sonhos irreais.

É como se depois da tempestade,
da bravia tormenta e da neblina
com o arco íris se encontrasse
encantando-me a retina.
A noite vem de repente...
Véu negro pontilhado de prata.
Traz fantasia, sons e odores inebriantes
que arrebatam...

Pergunto-me: És deus? Um mito?
Surreal? Metafísico?
E sinto romper a linha tênue
atada à lógica e à emoção
e me amparo ao desequilíbrio
insano da incompreensão.

Perco-me na imensidão do meu medo
sem saber ao certo a dimensão
desse enredo...
Apenas enveredo-me nesse sonho
que transita entre o real e o irreal
nessa aventura inigualável...
Nesse sentimento sem palavras...
Para sempre Incomparável!

_Carmen Cecília e Carmen Lúcia_

"Obrigada, querida Carmen Cecília, pela parceria que nos deu o 3º lugar no torneio de parcerias, na Navegantes das Estrelas."

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"LUZ MAGICA"

“LUZ MAGICA”

No final da noite...
Na ponta do açoite...
No lume da lâmpada...
No gume da faca...
No brilho do ódio...
No calor do sódio...
Na pureza da ilusão...
No calor da emoção...
Na clareza das ideias...
Na beleza dos ideais...
O mundo vive da luz...
Dos exemplos de Jesus...
De toda luz do sol...
Seguido pela fidelidade do girassol...
Até o nascimento da lua...
Que traz o brilho da emoção pura...
Que alimenta a mente do Poeta...
Em sua caminhada discreta...
A luz que ilumina a verve do Poeta...
É a mesma luz que a todos desperta...
Para uma vida de esplendor...
Onde tudo se resume em apenas um detalhe...
O brilho que emana do amor!!!

Foto de Carmen Vervloet

Salve Mestre!

Na dedicação do primeiro mestre
tantas crianças a crescer,
tal buquê de flores campestres
que o orvalho faz florescer!

Cada letra uma pétala colorida,
cada frase uma nova emoção,
assim vai formando vidas
com as tintas da educação.

Germina o lume como flor,
como flor cultiva cada vida,
ensina o caminho do amor,
imprime sabedoria para a árdua lida!

O saber não declina com o dia,
só cresce a cada estação...
No futuro é aval de garantia,
não verga pela própria dimensão.

Salve mestre tão mal remunerado,
missionário da alfabetização,
eu o saúdo no seu dia emocionado,
autor da minha inspiração!

Foto de Peter

Sensações

O sonho comanda a vida
A vida é para ser sentida

Como o mar que vai e vem
Vai inspirando alguém
Em cores do mundo perder
Os aromas puros absorver
Olhar para além do horizonte
E beber a felicidade nessa fonte

Sentir esperança onde não há
Olhar o amanhã com futuro
Sentir o sentimento puro
E viver o de lá cá

Fascinado por este mundo
Perdendo-me no sonho profundo
Viajo p’além dor
De encontro ao amor

E sentido o doce no azedume
Aqueço-me nesse lume
Da força das sensações
Que pulsam em nossos corações

E ouvindo o som da natureza
Inspiro-me nessa pureza
Que me eleva a alma
E o meu ser acalma

Estas minhas sensações
São puros sentimentos
Que nos meus pensamentos
Se tornam belas recordações

Foto de Carmen Vervloet

Bem-vindo, Ano Novo!

Ele chegou como o sol e seu cabelo de ouro
Trazendo luz para a alva flor dos meus sonhos
Na sua bagagem trazendo alguns tesouros
Entre as nuances do seu alvorecer risonho.

Ele chegou pródigo em promessas
Exalando em seu frasco todo um perfume doce
Fazendo-me seguir suas pegadas sem pressa
Norteada pelo facho do lume que me trouxe.

Ele chegou e me abraçou com carinho
Entregou-me uma caixinha repleta de sementes
Entregou-me a foice, a enxada e o ancinho
E acordou a vontade que dormia displicente.

Foto de Carmen Vervloet

Homenagem a Carlos Drummond de Andrade - O Mágico das Palavras

O menino de Itabira,
filho de dona Julieta,
sonhos cor de safira
arrebatado tão jovem
ao encantado mundo das letras.

Entregou-se tão criança
à sedução das palavras
e entre rimas e versos
foi criando um particular
e rico universo.

Aos treze anos de idade
causando perplexidade
começou a realizar conferências
e na sua sapiência
foi criando seu estilo.

Desafiando as palavras,
aceitando seu combate,
do embate não guardando sigilo
fez-se escravo e general.

E neste mundo abissal
sangrou profundamente o vernáculo,
vencendo seus obstáculos,
antecipando o gozo,
guerreiro sem repouso,
deste seu deleite e tortura.

E assim foi descobrindo
das palavras o mistério,
o desdém, o anseio...
Colhendo-as de sua infinita lavra
com até exagerado critério.

Uma essência capitada
com sutil prazer e queixume.
Sua sensibilidade o lume
que o fez crescer... crescer... crescer...
E brilhar!... E pode crer...
Drummond tornou-se das letras referência
e da poesia excelência!

E eu pergunto:
E agora, Drummond?
Como encontrarei a palavra mágica,
a senha dos versos,
para declarar para todo o universo
como é grande minha admiração por você?

Foto de Delusa

Envolta em chamas a arder

Sinto-me envolvida em chamas,
Estou a arder,
Com saudades de te ver.
O meu coração arde de desejo,
E sofre a tortura da sede,
Com a falta do teu beijo.

Até as pontas dos meus dedos ardem,
É um facto,
Por sentirem a falta do teu contacto.
Este fogo ateia-se mais ainda,
Com o teu olhar,
Mas num instante,
Os teus lábios o podem apagar.

Oh, gota brilhante,
Seiva orvalhada de paixão,
Desprende-te dos lábios dele,
E caí nos meus,
Apaga este vulcão!

Quando me dói a saudade,
Sinto tão meiga a dor,
É um doer tão suave,
Que só existe no verdadeiro amor.

Envolta em chamas a arder,
Chamas que não são lume,
É tão bom este doer,
Que morro sem um queixume!

Delusa

Foto de Arnault L. D.

Meu

O amor que você me deu,
eu guardei junto a mim,
um papel de bala, um presente,
um bilhete que escreveu.
Pétalas de uma flor, carmim,
cor dos cabelos, sol poente...

O cheiro bom do perfume,
beijos com sabor de menta,
pelos dourados, pele rosa,
olhos, verde vaga-lume,
a dança mais intima e lenta,
buque de flor do campo e rosa.

Uma caixa inteira de amores,
as palavras e a quietude,
cacho de cabelo e fotografia,
caixa de musica e as cores,
do vestir e do desnude,
deste amor, que me trazia...

Do amor, que foi dado,
vou lhe fazer um apelo,
não peça de volta se esqueceu,
se me pedi-lo será negado.
Não me pode tomar, se ao faze-lo,
ele agora é meu, o amor meu.

Foto de Rute Mesquita

Um misto de sentimentos

Num velho baú,
no meu interior,
guardei… sentimentos…
Que agora se soltam dançando o nu
E dúvidas surgiram no pior
dos momentos:

Inspiração,
é algo concreto ou abstracto?
Sedução,
é um sentimento discreto ou acariciado?
Amor,
é ciúme ou dor?
Paixão,
é ardor ou lume?
Alegria,
é sinfonia ou explosiva?
Rebeldia,
é uma mera polissílaba ou instintiva?
Felicidade,
é bem-estar ou liberdade?
Mágoa,
é melancolia ou arrependimento?
Saudade,
é ausência ou inexistência?
Coragem,
é força ou mitologia?
Tristeza,
é insatisfação ou carência?
Solidão,
é acomodo ou preferência?

Sei que uns poderei fazer rir,
mas, outros fazer pensar,
e será que poderei algum dia concluir,
que sei o que é amar?
Será que todo o sentimento é como uma recta,
com princípio e fim?
Será que sem dar por mim
estou boquiaberta?
O que é certo é que não é só um jardim,
uma fonte de descoberta.
Com isto quero dizer,
que todos os sentimentos
se misturam, na definição de um nomeamos outro.
Consegues entender
estes pensamentos?
Aqui pairo noutro:

Tudo é uma coisa UNO,
somos nós quem define o que nos rodeia,
pelas sensações que este nos transmite
E por isso aqui os reúno,
nesta folha que incendeia,
este poema a grafite.

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