Luz

Foto de Henrique Fernandes

MARULHAR PRESO NAS FLORES DO CAMPO

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Sei que poderias nadar na minha praia e percorrer a grandeza das suas ondas ou a profundidade do meu oceano, mas não...apenas ficas imerso na superficialidade dos teus pensamentos e na frieza dos sentimentos.
Talvez aches que o Universo não tem a interdependência causal que faz de cada ser, único e especial.
Renuncias à poesia e renegas a (tua) magia mas eu sei, que à noite, ouves o (meu) marulhar...doce, suave, ritmado e profundo que, lentamente, te vai enchendo a alma e o espírito, inquietando o teu corpo.
No contorno da madrugada, eu sou tua amada...lua, tua...aroma, sorriso e toque que te provoca, e seduz, na candura de um olhar que te leva a (me) amar...

(turtlemoon)

Na montanha que me acolhe o coração, o (teu) marulhar… perfumado de inquietações, é digno de um louvor por um passeio pelo profundo do horizonte, onde o (meu) sonho indefinido lê os mexericos dos meus pensamentos de quem mora numa rua sem saída e a grandeza da tua praia, é um segredo preso nas flores do meu campo.
O cume montanhoso é renunciado pela poesia que te escrevo lá do alto de onde olho para esta terra com um sorriso na mão pedindo boleia ao sol que ouvindo a nossa voz, aquela voz que nos busca no tempo de saudade que vive em cheio a paisagem que nos separa e provoca a cada instante, gestos de amor na geometria dos vales e montes pintados com a tinta da natureza e do profundo do teu oceano.
Contorno a madrugada fria com o cheiro da erva fresca, e tudo é tão verdadeiro ao cantar a minha solidão pelo vento que ás vezes me trás a brisa da tua praia fazendo bailar as flores á beira da estrada contemplando a direcção até a ti na interdependência causal que te faz um ser único e especial.
O teu amar-me brinda emoções que têm sido a minha luz longe do teu mar, coberto pela (tua) imensidão de mulher…

(Henrique Fernandes)

Turtlemoon & Henrique Fernandes

Foto de ANACAROLINALOIRAMAR

SER MÃE


♥.."SER MÃE"!

SER MÃE é uma dádiva:
Um presente de Deus,
SER MÃE é saber falar,
Mas também saber ouvir.
SER MÃE é ensinar e aprender
Com os erros nossos e dos
Filhos.
Com esse aprendizado,
Saber ensiná-los
A fazer um mundo melhor.

SER MÃE é acordar no meio da noite
E não se incomodar em perder o sono,
Para cuidar de uma febre repentina .

SER MÃE é saber entender
Como também saber fazer
Vista grossa em momentos
Oportunos.

SER MÃE é dar luz e depois
Ficar cega
Diante a beleza dos filhos
Que gerou.

SER MÃE é saber ganhar e perder para o mundo.
...É ensiná-los a se prevenir das armadilhas do mundo.

SER MÃE é amar...amar pra vida toda.
SER MÃE é perdoar, ainda que não seja perdoada.

ADORO SER MÃE......Essa é uma homenagem ao meu filho Lucas.
Meu presente de Deus.

Anna ( A FLOR DE LIS ) *-*

Foto de Cecília Santos

BONECA DE PANO

BONECA DE PANO
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Esquecida num canto.
Sou uma boneca de pano.
Faço parte agora dos
brinquedos descartados.
Num torvelinho de dor
e de tristeza.
Vejo meus dias girando.
Girando como um pião
lançado ao chão.
Quantas vezes fui
feliz com você.
Quando me acolhia em seus
braços, e me embalava.
Brincando de mamãe
e filhinha.
Eram tempos de sonhos.
Onde eu me sentia uma
linda boneca.
Era como se eu tivesse
alma, igualzinha à você!
Hoje estou aqui jogada,
sou de panos e retalhos.
E meu coração que eu insisto
que tenho um, está em trapos,
em farrapos.
Meu sofrer é tamanho,
pois não vejo mais a luz do dia.
Dentro desta caixa prenderam
meus sonhos, minhas fantasias.
Estou esquecida por todos,
por você principalmente!
Fui substituída por uma
linda boneca.
Com roupas bonitas, charme
e beleza.
Não sei até quando vou permanecer,
neste lugar medonho, e escuro.
Você não mais me visita.
O tempo se anda, eu não sei, pois
nada vejo aqui dentro.
Mas ainda me resta a esperança.
De você me doar pra outra criança.
Ainda quero me sentir bonita
outra vez.
Quero passear, entre os jardins
floridos e perfumados.
Mesmo sendo uma boneca de pano.
Quero ser amada por alguém...!!!

Direitos reservados*
Cecília-SP/02/2008

Foto de Henrique Fernandes

SEGREDOS PARA VIVER BEM

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O sonho acabou e a noite terminou
Numa certeza que outra noite chegará
E um outro sonho no além sonhará
Abaixo as tristezas que nos extenuam
Temos de cultivar em nós ideias positivas
Fechar os olhos e pensar em alguém
Que tenha muito valor para nós
Começar os dias com sorrisos inéditos
Invocando sabedoria num ritual de paz
Numa atitude com poderes relaxantes
Para o corpo e a mente seguirem em frente
Como quem deixa a imaginação voar
Na privacidade debaixo do chuveiro
Dilatando-se suave sobre a água quente
Numa sensação de enorme prazer
Respirando com os braços leves e soltos
E cantar em voz alta o alívio profundo
Inalando e exalando o ar necessário
Para conforto dos sentimentos
Em altas e boas risadas mesmo sem motivo
Abrir todas as janelas ao bom dia da natureza
Receber na alma a luz do novo dia embelezado
Pelo canto da passarada nas cores das flores
Aumentando as hormonas do bem-estar
Receber a massagem do ar fresco da manhã
Sentindo cada um de todos os pontos nevrálgicos
No contacto apaixonante com a vida
Reflectindo um olhar sagrado de tranquilidade
É preciso reservar um tempo para amar
Namorar, estimular os desejos e sexo
Para encontrarmos muito da qualidade humana
Comunicando com as cores da paixão
São os segredos para se viver em harmonia
Com o sentido de se estar bem!!!

Foto de suangel

a procura de uma alma

Espero que quem esteja a ler
Me ajude nesta loucura
Não consigo entender
Por que esse esboço não se torna figura
Apenas estou escrevendo
Porque estou a procura
Em busca de um alma
Não precisa ser de um santo
Não sou assim tão calma
Nem precisa ser de luz
Eu sou humilde apenas quero uma alma
Sei que todo ser humano a tem
Mas em mim nada habita
Fingir que tenho não me convem
Afinal estou viva
E quero uma alma!!!
Se caso uma encontrar
Pode passar meu endereço
Estou a esperar
E acredito que mereço
Ser completa.

Foto de JEFFERSON BESSA

Interior

Tens duvidas, eu sei
Tens lamentos, eu sei
Desconheces muito...
Es como sou!
Tenho duvidas também
Tenho lamentos também
Sabes tua metades?
Desconheço minha presença.
Me incomodo com seu ser!
chama sem luz tu foste
Radiante és!
Vendo-me com teu ser
Descubro
Que esculpiste tudo que sou!
E sem seu ser
vejo-me liricamente flutuar
E em sonho
Suavemente
No teu peito
Sinto-me recostar!!!

Foto de Henrique Fernandes

NÃO POSSO PROMETER O AMANHÃ

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Não sei a qual deus deva agradecer
Por te ter a meu lado num caminho nosso
Mas é a mim que vou provar que te mereço
E agradecer a mim próprio o ser capaz de amar
De ti apenas quero que sintas na alma e no corpo
O quanto és importante porque te amo
E vivas o quanto te respeito minha mulher
Pois se o sentires serei recompensado
Com a graciosidade e privilégio de um deus
Amado pelo teu amor nos meus novos nossos dias
Até conhecer-te foi a demora de começar a vida
E entendi que tudo quanto perdi está á minha espera
Nos sorrisos sinceros que me entregas inocente
E recebo das tuas mãos um reforço de confiança
Para a luta do ainda muito por ganhar com alegria
Adorando tudo o que tu escolhas ser
Por tudo que avivas nos meus sentimentos
Requintados por conceitos de família que decoram
Com a verdadeira luz da vida de um lar
Não posso prometer o amanhã
Como mortal não tenho poder para tal capacidade
Mas sabes que lá estarei contigo sem hesitar

Foto de Sirlei Passolongo

Mulher

Mulher

Coração que ama...
Colo que ampara
É seiva divina...
Que vida propaga
Fada artesã
Da sua própria saga

É o começo de tudo...
É fonte da vida
Fogo da existência...
Fulgor de todo verso
Do amor, a essência
Nota da canção
Que rege o universo

É guerreira...
Que a paz embala
Ventre da esperança
Rara flor que fala...
Perfume que embriaga
Mão que a dor afaga
Não importa a chaga

Sorriso que encanta
Braço que protege
O seu lugar conquista
O sonho... Persegue
É fada alquimista
É mulher... É luz
Fada que conduz
A inspiração do artista.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora.   

Foto de Henrique Fernandes

ESPÍRITO DO DAR

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Hora zero de uma noite fria, acalentada pelo brilho de enfeites luzidios que reflectem o piscar multicolor de lâmpadas vigorosas de sustentáculos cintilantes, como estrelas que iluminam a noite numa bonança que pernoita diante de um sublime manto branco de neve; todo pintado a gelo.
A alegria vagueia pelas ruas sem deixar pegadas, flutuando um silêncio interrompido por uma sinfonia de emoções, escutando melodias que tilintam no espaço e no ego o espírito do Dar!
Ao olhar através da vidraça que expunha a rua nessa noite, encontrava-a trajada de encantamento, como sucedia em todas as ruas, encontrei-a coberta por um costume de mil pigmentações em combinações de paz e concordância! Eu estava solitário, vigilante e submisso a este prodígio que a alma compreende, a qual nos transfere no bater do coração.
Ao ecoar a décima segunda badalada dessa noite gélida, escutei o ranger da minha porta e uma voz de silêncio que já havia ousado mostrar-se, proferiu à minha mente:
- Sou o Dar, esquecido pelos povos trezentos e sessenta dias por ano. Tenciono esta mácula desabafar.
Não sei se hipnotizado ou se havia enlouquecido, mas prescindi minha mão a regular-se pelo Dar e ortografei o seu desabafo descontente e tão penetrante, que se podia escutar o pesar que me ditava:
- Sou feto concebido no ventre do nosso carácter, sob a forma de um sentimento que dais à luz num costume de horas contadas num impar. Deveis decepar ao Dar o cordão umbilical, e deixá-lo coabitar menino a crescer em vós, dando-me voz todos os dias do ano.
Dar deambulava na minha alma à procura de se libertar, ou de juntar-se com o seu irmão - Receber - na aberta de uma consciência que soltamos numa comoção, que manifestamos quando dissolvidos na áurea Natalícia que nos transmuda a moral superabundante de uma indigência de asserção humana conquistada pela razão. Sem senão, o nosso ser quer partilhar o receber com o Dar.
Dar passou o tempo à janela do meu olhar, presente num estender a mão a quem não espera por nós e de nós carece como alimento à esperança, desaparecida na fome de contentamento, evacuada numa lágrima que inunda um rosto de solidão e esgotada num clamor mudo em demanda de paz.
Dar brinca no nosso sorriso quando sorrimos despretensiosos, intencionados a ajudar sem imodéstia, numa troca de emoções compartilhadas num pranto de alegria. Como suspiro de satisfação entregue por veneração a um fascínio natural sem ilusionismos ao obséquio de ser gente.
Dar é uma criança que se agiganta adulto nas nossas carências ou aptidões, de receber sem anseio o beijo do sorriso de uma criança, abrilhantado num olhar que agradece inocente a nossa melhor oferenda, agasalhada de quentura despretensiosa, dádiva de amor humano.
Dar está aceso em nós quando sabemos receber o Dar de alguém. O Dar não se dá, partilha-se cedendo o que recebemos: um olá num olhar sincero, a carícia de uma mão sem interesse, um beijo que não impõe retorno numa oferenda que não aguarda restituição, um sorriso de uma cooperação autêntica, um abraço que compreende a adversidade de qualquer um, o interiorizar uma palavra graciosa, o aceitar da incorrecção e imperfeição do comparável simples mortal…
De repente, acordo recheado de existência em mim sobre um papel manuscrito sem memória, e já o Sol da manhã me dava um benéfico dia. Sem saber se havia devaneado, sentia-me desconforme por algo que me havia alegrado o profundo do meu ser, soberbo pela mensagem do Dar.
Considerei estar demente, mas não. O espírito do Dar murmurou para mim. E lá estava eu, na vidraça, enxergando a minha rua trajada pela luminosidade de um Sol que fazia jus à concórdia de um mundo por sensibilizar.
Elevo-me em harmonia e entorno meu olhar lá para fora… Via -a agora guarnecida de crianças turbulentas de júbilo, arrojadas de uma glória, inábeis de ocultar a sua transparente e radiante felicidade.
- É o Dar! É o Dar! - Ouviu-se…

Foto de diny

NOS GRANDES MARES DO IMPOSSÍVEL

NOS GRANDES MARES DO IMPOSSÍVEL

Nos grandes mares do impossível,
sonhos são perdidos,
sem consolo e sem alívio
em dor inamovível
pálidos vagueiam entre lágrimas,
soluçantes, exaustos, agoniados,
sufocados,
por silèncio insensível,
sob o caos sem sentido,
da ausência de um amor
que nessa vida não cabe,
é impraticavel,
e não existe,
-não existe?!

Ah...
Na calada da vida,
a adorável face desse amor,
perdida entre brumas,
nas espumas dos pés-no-chão,
e a lassidão tão sofrida,
das horas secas e tristes,
dessa ausência que me doi; habita,
e essa distância que insiste,
com devoração à inocular-me desesperânça.
Anjo meu; que se me amasses,
não suportarias, meu coração sem asas,
pesado e cansado,
dessa vida sem ti.

Mas alçar vôo e seguir-te:
-sem chances!
não fazes caso nenhum...
E a alma se me rasga
em gritos dentro de mim,
gritos que tateiam gritos
que dizem:Mas, meu amor é uma ilha
perdido e louco,na amplidão de um mar-sol
onde o sol-pôr,
não mdeixa marcas,
porque brilha infinitamente.
E irresistível fascinio exerce,
espargindo luz suavemente.
É meu Anjo que sorrir,
e meu amor cresce em amplidões azuis,
qualquer coisa indizível,
feita de ânsia e alma!

Diny Souto

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