Luz

Foto de Henrique Fernandes

SURGE DE UM POEMA

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Surge do silêncio
Espanto a palpitar
Névoa com anuncio
Que singela meu estar

Surge resplandecente
Um clarão sem luz
Focando o presente
De um amor que reluz

Surge do escuro
Nódoa de revolta
Esconde meu puro
Na paixão á solta

Surge de um poema
Melodia de um sonho
Paz de quem ama
Nos versos que componho

Foto de Carmen Lúcia

Florada

Sinto um novo sol a me aquecer,
Luz intensa a me guiar,
Um lindo dia renascer,
Brisa suave a me tocar,
Beijar meu rosto, acariciar,
Como canção a embalar...
Meus pés descalços a percorrer
Estradas orvalhadas de manhãs,
Que se abrem exaltando amanhãs,
Qual florada no alto da serra
Que desponta bendizendo a Terra...
Me fazendo crer, compreender,viver,
Diante da beleza do reflorescer
Pincelando a vida de todas as cores,
Reacendendo todos os amores...

(Carmen Lúcia)

Foto de Sonia Delsin

FRENTE-A-FRENTE

FRENTE-A-FRENTE

Eu conheci Jesus.
Não o Cristo pregado na cruz.
Mas conheci.
Experimentei.
Sua luz.
Ele veio me falar com tanto amor.
É...
Ele veio.
Na minha mão pegou.
Me mostrou.
O caminho.
Jesus me orientou.
Não é no templo que o encontro.
É quando me recolho em silêncio.
É quando eu olho com ternura tudo que me rodeia.
Que é um templo?
Cimento e areia...
Jesus está caminhando no mundo...
Do nosso lado.
Bem grudadinho.
É só chamar que ele vem.
É só abrir o coração que ele pega nossa mão.
Jesus, ó Jesus nos trata com tanto carinho.

Foto de Mentiroso Compulsivo

DOCE FRIO, FRIO DOCE!

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Tenho frio!
Queria sentir a neve, como lençol
Para me agasalhar da luz do sol.
Como é frio este lugar,
Ainda não vi a luz do astro-rei
Sangue real de uma só cor.
Este rei que a vida venera em todo o lugar,
Mesmo que não se mostre, não se veja,
Ele brilha para além de nós.
Como é frio este momento sem fim.

Deixa-me pegar a Lua,
Mesmo que a noite fique de luz apagada.
Quero trazer a luz que brilha, mas não aquece.
Trás também as estrelas contigo,
Quero senti-las cintilantes dentro da minha alma,
Quero apagar toda a luz do céu.
Sentir o frio das trevas a descer sobre a terra.
Vaguear o meu corpo inerte por ai à sorte.
Sinto um frio cada vez maior,
Mas tenho que sucumbir à vida.
Sem a mistura das cores do arco-íris,
Ser um escravo da escuridão.

Foi neste momento demente de frio
Que percebi como domina o Sol.
E lá vem nascente em vaga de horizonte,
Rebrilhando fresco, recriado e forte.
Perfurando as nuvens, os montes e falésias.
Escorrendo pelos mares, rios e cataratas...
Impondo a cor por todo o lugar,
Nas árvores, nos campos, nas flores…
Que se alastra do vale até a alma da gente!...
Como um incêndio que arde e lavra
Por oceanos, polos e continentes.
Foi nesta noite com esta visita,
Inesperada e esquisita, que o frio me soube bem…

© Jorge 23.FEV.08

Foto de Cecília Santos

DOCE OLHAR

DOCE OLHAR
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Teus olhos tem tantas cores.
Neles me miro, me perco.
Tens cor de argila trabalhada,
feito um dia chuvoso.
As vezes são negros como uma
noite sem luz.
Ou brilhantes como cristais
transparentes.
Oi são dourados como o doce
mel descansando na colméia.
As vezes são verdes intensos,
como um lindo véu de esperança.
Outras vezes me perco na imensidão
do teu olhar.
Não sei se estou no céu ou no mar.
Mas isso já não importa.
Pois estou dentro do seu doce olhar.

Direitos reservados*
Cecília-SP/02/*2008*

Foto de Henrique Fernandes

NUDEZ DO SENTIR

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Sob a luz de um desejo
Sou vestígio de paixão
Afronto carência de um beijo
Emissário de emoção

Exponho a nudez do meu sentir
Numa solene bondade
No meu exaltado existir
Sou princípio de verdade

Desconheço o satisfeito
Nem o som da paz
Renasço do maior defeito
Dum homem que foi rapaz

Desperto a mente
Sobreposta na vida real
Aumento o ser de ser gente
Numa quimera brutal

Foto de Miraene

A loucura de hoje

Hoje estou inspirada
Sinto minha alma ser renovada
E a alegria nascer
Sorrindo e pulando
Correndo e cantando
Não me vejo cerscer
Amadurecer, acho que jamais vai acontecer
Pois a criança que vive em mim se mostra forte
Na felicidade de sentir a brisa do norte
E de todas as direções
Dançando várias canções
Em uma só melodia
Chega a agonia de gritar
Eu to viva, viva, viva
Não me importa quem olhar
Não ouço ninguem falar
Só escuto meu coração
Que fala da paixão como se a sentisse todo dia
E ele a sente
A paixão de ser quem sou
De vencer o vencedor
E ser criadora da minha própria espada
A arma que vai destruir o mal
Que vai atravessar e estraçalhar o coração de pedra
Que vai pulsar em minha mão
Toquem mais uma vez a minha canção
Para bailar no salão
E olhar a luz no chão
E agora o cansaço toma conta dessa menina
Que adormece com a neblina
Da madrugada gelada
Sem medo de nada
Apenas cansada.

Foto de Dirceu Marcelino

RESPINGOS DE PAIXÃO XIV - (Depois do último tango - em baixo dos lençóis... )

*
* Homenagem a Carmem Lúcia = Açúcena
*

"Vejo-te...
Na luz diáfana de cada alvorecer
Trazendo resquícios prata do luar
Que ainda não teve tempo de se apagar...
...
Vejo-te...
Sob os lençóis da cama, a me saciar
Os desejos insanos, que a alma reclama
E que acorda só, pois não estavas lá... ( Carmem Lúcia = Açúcena )

Dirceu

É como se tu não soubesses?

Mas estou em baixo dos teus lençóis, em tua cama.
No escurinho de um dia que lá fora começa a clarear
E tu dás uma olhadinha com os verdes de teus olhos
Que iluminam a alma de quem te ama.

Não só te vejo,

Mas sinto o cheiro, o perfume, o aroma
Que exala uma mulher que quer amar
E dá uma “piscadinha” com um olho
E faz com que haja uma derrama,
De fluídos, de néctares
De prazeres...

Das Ninfas ...

As mesmas que nos oferecerem seus lábios,
Em forma de conchas e recheadas,
Do mel que só em tuas bocas podemos encontrar
E, então, beijamos-te, das formas mais voluptuosas
Até as mais carinhosas, pois, sóis as rosas,
As flores mais gostosas...

Que nos dão suas pétalas,
Para nos satisfazer e saciam
Nossos prazeres
Com os fluídos de seus amores.

Então, temos mais que a obrigação,
De retribuir-lhes por nos dares a luz da vida
E de nos encherem de mimos de paixão.

Devemos dar-lhes sensualmente nossos amores,
Fazendo-lhe gozar o bom da vida
E encher-lhe os corpos de paixões.

E tuas almas de amores.
Pois, sóis Mulheres
E, nós somos
Homens.

OBS.: Vocês já assistiram o vídeo-poema da "Gata de Olhos Verdes". Assistam e saberão de qual "piscadinha" ou "piscadela" eu falo.

Foto de Miraene

Quando a poesia nasceu em mim

Quando a Poesia nasceu em mim
Não sabia explicar o acaso
Não sei se ela já existia e eu não tinha reparado
Ela me mostrou todos os sentimentos que jamais pensei em conhecer
Mostrou que o mundo tem várias formas de se ver
Que o sol brilha pra mim, pra você e pra todos que o querem ter
Era a luz que no escuro brilhava
O som que no amanhecer eu escutava
A água que me banhava.
A poesia virou tudo
O fácil e o Difícil
O doce e o Amargo
O bem e o Mal
Porque ela tudo expressava
Não existia nada dentro de mim que a poesia não sabia explicar
As vezes eu não sabia o que eu sentia e as palavras saiam sem eu ao menos pensar
Exatamente como devia, tudo ficava mais fácil ao meu olhar
Escrever, andar, falar, amar
A poesia foi o Inicio o Meio e Jamais será o Fim
Eu sei que não é só pra mim
Mas para todos que conseguem ouvir, a voz do coração
E mostram o que sentem e como são
Dançando ao Som de uma Canção, chamada poesia.
Minha tristeza e minha alegria, o que me mantem viva e me da forças pra crescer.

Foto de Henrique Fernandes

TEU OLHAR FALA-ME Á ALMA

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És o centro do universo o Sol do próprio Sol
És a luz que ilumina as rainhas
E a agua que mata a sede dos Deuses
Questiono ser quem sou
Simples mortal dono do teu amor
No colo da tua sabedoria mestra de mulher
Deixo de ser simples e sou homem
Ensinas-me o orgulho humilde
Das fraquezas na força do teu olhar
Que sem divagar me fala á alma
És mulher que procurei pensando não existires
Agora que te encontrei a vida é uma jornada
De instantes maravilhosos
Respiro sentir teu existir e atiro minha alma
Ao lago da tua calma que me ampara e encurta
O longe que me separa da realidade
Antes corrupta sem gota de felicidade
Elevo nos braços as palavras que me dizes
Dando relevo aos traços do meu destino
Ocultado na sombra de uma montanha
De incerteza que a tristeza ganha
Onde componho ilusões e desaguou o sonho
Cultivado de emoções raras raso de dúvidas
Meu corpo decorado pelo teu corpo apaixonado
Fica bem em qualquer constelação
És mulher, és o fim do meu não
És o sim das coisas boas
Não serei nunca homem sem ti, mulher

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