Mundo

Foto de killas

A MENSAGEM

Andava eu contente a navegar,
Morto na viagem para o mundo conquistar,
O que quero é a felicidade encontrar,
Razão do grande mundo do amar.

Ando quase sempre na vida a procurar,
Memórias para a vida despertar,
Oh! Vida quero sempre te agarrar.

Talvez ainda consiga a vida ludibriar,
E consiga à felicidade chegar.

Quando eu o coração mostrar,
Uno mas grande e a brilhar,
E a alguém conseguir clamar,
Razão eterna para conseguir andar,
E andar no mar a destrinçar,
Sempre coisas de aquém e além-mar.

Numa noite linda de céu estrelar,
Ando eu perdidamente a observar,
Mando eternos beijos para o ar,
Ora a algum lado vão chegar,
Reacção do meu eterno respirar,
Amigo como sou de gostar,
Razão porque quero relembrar.

Correntes vão e voltam a deslumbrar,
Ondas gigantes me vão atravessar,
Mundos novos se vão descortinar,
Indo eu de novo investigar,
Gosto sempre de me elucidar,
Onde há um mistério a chegar.

Bom a mensagem está a acabar,
E a minha voz a não aguentar,
Indo eu num só gesto terminar,
Janelas para outro observar,
Onde eu não consegui chegar,
Sempre é uma maneira de amar.

Faço apenas os olhos brilhar,
À luz de um novo relembrar,
Basta de tentar-te modificar,
Indo eu nesta canção de embalar,
Onde tudo será para me enganar.

Foto de killas

A BUSCA

Todos temos uma eterna busca,
Para encontrar os sentimentos,
Muitas passadas vão ser dadas,
Numa vida só cheia de tormentos.

Logo com o nosso nascimento,
Começa essa grande procura,
Mal do que a não consiga,
Pois a vida pode ser bem dura.

A nossa grande consciência,
Mostra-nos que algo está a faltar,
Temos um constante vazio no corpo,
Que muito lentamente nos está a matar.

Assim só nos resta procurar,
Aquele pedaço de vida errante,
Que anda a vaguear no mundo,
À procura do seu semelhante.

O que eu quero para o mundo,
É a sorte para todos de conseguir,
Acabar esta grande viagem,
Antes de a vida nos ver partir.

Depois de a busca acabar,
Não deixamos então de viajar,
O mundo dos grandes sentimentos,
Ainda tem muito para nos mostrar.

Foto de killas

A ALMA

Afinal o que é a alma,
Será algo transcendental,
Não se encontra neste mundo,
No entanto ela é tão real.

Não é algo que se possa tocar,
Mas apenas podemos sentir,
Em cada novo respirar,
A sua força nós vamos sentir.

A alma é uma gruta,
Onde guardamos os sentimentos,
Depois vamos sempre lá buscar,
Nos nossos melhores momentos.

A alma é o nosso ouro,
A nossa maior preciosidade,
O nosso grande tesouro,
A nossa grande verdade.

Foto de Osmar Fernandes

O medo

O medo

“O medo é o maior inimigo do homem. Ele está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente, e você tem medo dos seus próprios pensamentos.
Se você tem medo do fracasso, dedique sua atenção ao sucesso. Se você tem medo de um acidente, pense na orientação e na proteção de Deus. Se você tem medo da morte, pense na vida eterna. Deus é vida e esta é a sua vida agora. (“Dr. Joseph Murphy).”
Jesus, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui e velai comigo. E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto,orando e dizendo: Meu pai , se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. E, indo a segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu beber, faça-se a Tua vontade. E, voltando, achou-os outra vez adormecidos; porque os seus olhos estavam pesados. E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Então chegou junto dos seus discípulos, e disse-lhes: Dormi agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do homem será entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, partamos; eis que é chegado o que me trai. (Mt. 26:37 à 46).
Jesus, o Salvador do mundo, também sentiu o medo, o medo da morte. Todo mundo sente ou já sentiu algum tipo de medo na vida. Existe o medo normal e o medo anormal:
O medo normal é bom, traz perfeição e responsabilidade. Quem já não sentiu medo de falar em público? Quem já não sentiu medo de viajar de avião? Quem já não sentiu medo de andar de elevador? Quem já não sentiu medo de dirigir? Logo, o medo normal fortalece e deixa a pessoa mais atenta e criativa... e naturalmente a transforma em vencedora.
Por outro lado, o medo anormal é fatal. A síndrome do medo obsessivo vem de traumas da infância, complexo de inferioridade,frustração, estresse, insegurança e outras causas. O medo que apavora enlouquece ou mata. Quando alguém chega neste estágio do medo, precisa urgentemente, de ajuda médica, de preferência, um especialista no assunto.
O medo também é um estado mental, tanto negativo, quanto positivo, e vai predominar aquele no qual a pessoa acreditar, obviamente. Mas, é bom ficar atento, tomar cuidado, porque nem tudo o que a gente vê, é o que realmente pensou que viu...
“E, à quarta vigília da noite, dirigiu-se para eles, andando por cima do mar. E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo. Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais. E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: HOMEM DE POUCA FÉ, por que duvidaste? E , quando subiram para o barco, acalmou o vento. Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus.” (Mt. l4:25 à 33).
Um neto disse à sua avó:
- Vó, eu te amo! Mas, quando você morrer, não vou ter coragem de me despedir da senhora no velório. Tenho medo de velório, de gente morta, de caixão! Dá-me arrepios só de falar nessas coisas horrendas. Tenho mais medo de velório e gente morta que o diabo da cruz!
A vovó, Mainha, lhe respondeu, dizendo:
- Leitinho, não precisa ter medo de morto, morto não pode fazer mal a ninguém. Eu te amo muito, jamais lhe fiz mal algum em vida, e prometo-lhe por tudo o que há de mais sagrado entre o céu e a terra, que, em hipótese alguma lhe farei mal, estando eu morta. Vou lhe confidenciar uma passagem da minha vida: Eu também, na sua idade, entre doze e treze anos, tinha muito medo de defunto, não suportava nem ouvir falar de morte. Mas, num belo dia, sua bisavó me ensinou uma simpatia para que eu perdesse este terror. Isso já faz alguns anos, e como ela me mandou fazer, fiz, e nunca mais senti o pavor de velório, de gente morta, enterro, etc. Portanto, vou lhe ensinar também, e se você cumprir à risca, nunca mais sentirá este medo pavoroso. Você vai fazer o seguinte: Ao falecer um grande amigo, ou um parente de primeiro grau, vá ao velório, aproxime-se do caixão e beije a planta do pé direito do morto, por três vezes consecutivas, sem receio, e mentalmente, ore a oração do pai-nosso. Não comente isso com ninguém, nem mesmo com a mãe; e jamais sentirá medo de defunto outra vez.
Algum tempo depois, sua vovozinha veio a falecer, e o menino, lembrando-se da simpatia que ela lhe havia ensinado, a fez, à risca, conforme o dito de sua vó. O medo sumiu... Foi enterrado junto com ela. Nunca mais teve aversão ou pavor de gente morta fosse quem fosse: um amigo, um parente ou simplesmente um estranho. Alguns anos mais tarde, Leitinho tornou-se o proprietário da funerária mais requintada e mais importante de sua cidade e região, tornando-se rico e respeitado em toda a Comarca. Todo dia dois de novembro, dia de finado, a capricho, leva para sua vovozinha uma coroa de flores. E diante de seu túmulo lhe agradece dizendo:
- Vovó eu te amo muito, se não fosse o ensinamento e a simpatia que você me ensinou, não sei o que seria de mim e de seus bisnetos. Fique com Deus eternamente... Até um dia.

Foto de Osmar Fernandes

Pra onde vai o cãozinho morto?!

Para onde vai
o cãozinho morto?

Diante do sepulcro
do cãozinho no horto,
somente o sujeito pulcro
chorava o amigo morto.

Estava agonizado diante do adeus.
O cachorrinho se chamava Compadre.
Zé cadela era humilde, plebeu.
Não se conformava com a ausência de um padre.

Triste e encabulado,
começou a pensar:
“Cachorro tem alma?!
P’ra onde ela vai?”

Aquilo roeu seu juízo...
Entregou-o a São Francisco de Assis.
O cão não era de guarda, nem tinha pedigree.
Era apenas seu melhor amigo.

Muita gente joga o seu no lixo.
Não tem coração, nem sentimento.
Nem todo mundo é como o Zé,
que tem amor, amizade; fé.

Foto de samorito

O teu vestido vermelho II

No jantar falaste-me dos teus medos e desconfianças

Expus-te o meu desejo e o meu sentimento

Respondeste com preocupações e cautelas

Tranquilizei-te com palavras de apaziguamento

Ficas-te mais tranquila e descontraíste-te

E fizeste-me um chá de especiarias orientais

Enlacei forte a tua cintura com os braços e beijei-te

Libertaste-te de mim, olhaste-me e não foi preciso mais...

Mal entrei no quarto reconheci...

O teu, aquele vestido vermelho!

Acendeu-se em mim a chama do desejo

E, sem pensar em mais nada avancei para ti

Vi-me, de repente, com o vestido no meu punho fechado

A alfazema cheiravam os teus cabelos

De éleo de amêndoas estava polido o teu corpo

Entrei bem dentro de ti e despejei os meus sentimentos

Os teus gemidos foram melodia para os meus ouvidos

As tuas carícias, o meu corpo estremeceram

A tua língua com sabor a frutos tropicais secos

A que se misturou, o perfume de alfazema que exalava dos teus cabelos

E a noite tornou-se num dia claro e límpido

Enquanto de cima, no nosso voo, contemplávamos a paisagem

Nesse momento só existiamos nós no mundo

Nessa noite nós estavamos em viagem.

Samory de Castro Fernandes

Foto de DeusaII

Vazio de ti!

Abandonei-me em ti,
Vivi a tua vida,
Sofri os teus sofrimentos,
Tornei teus tormentos nos meus,
As tuas mágoas nas minhas.
Fiz da tua tristeza, o meu porto de abrigo
E no entanto, esqueci-me de viver sem ti.
Meu coração dilacerado de dor,
Ainda chama pelo teu nome,
Mas as lágrimas em minha face,
Já não correm,
Morreram junto com a minha alma.
Meu mundo desmoronou-se,
Não se lembrou que a vida sem ti não existe,
Que é um livro fechado, já velho e sem uso.
Vivi teus medos,
Suportei tuas contradições,
Perdi-me em tuas ansiedades,
Deixei-me levar por um amor que não existiu.
Matei meus sonhos,
Destrui teus anseios,
E esqueci-me de mim...
Esqueci-me dos meus terrores,
Dos meus fantasmas.
Perdi-me em divagações inúteis
E em sonhos estúpidos.
Defendi-te de todos os males do mundo,
Protegi-te das intempéries,
Procurei teus braços para consolo,
Perscrutei teu olhar,
Mas apenas encontrei um vazio,
De ti, de mim.
E assim nossa história acabou,
Mesmo antes de começar!

Foto de carlosmustang

...DISTÚRBIOS...

Oi mundo,voces me chamam
Porque sempre estou aqui
Sujeito a vontades,e a dispor
Com tristeza no olhar

Por ser tudo assim tão egoista
E podia ser melhor
Sem neuras e abssessos
So viver sem exessos

Porque a cada dia todo mal
Hei de ser banido
Não representa, a força de ser

As neuras não tem poder
É objetiva a razão de viver
Mesmo à loucura de um grito...

Foto de Salome

Poeta

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Entre as grades douradas desta prisão,
Me desvaneço na ilusão dum arco íris,
Meu olhar triste e vazio tenta encontrar
A luz que desde de sempre me fez sentir

Entre o breve suspiro do vento a soprar
E essa tua magia que tanto me seduz,
Sou a cativa desses teus eternos versos,
Submissa à inspiração que me abduz

Poeta que um dia sem de novo o esperar
Soube num amanhecer, me surpreender
E soube curar esta minha infinita tristeza
Que plagiava o meu mundo e meu viver

Poeta, diz-me em que prosas te libertas
E em que labirintos escuros te escondes,
Quais as rotas que segues… permite-me
Nos teus sonhos viajar enquanto dormes

Doce enigma de poesia, eu aqui te confiou
Que tua ausência é um suspiro que carrego,
Tua presença sempre me soprando o quanto
Um momento de silêncio é um doce desejo
.
****
.
.

" Num doce amanhecer sem te esperar, soubestes saciar a saudade e encontrar o caminho de volta ao meu coração desvendando o teu belo mistério na mais suave das carícias, mais leve que a brisa...

Poeta voltastes para me resgatar e para ficar!"

.
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Salomé
All Rights reserved - Copyrighted to MK 2008

Foto de lua sem mar

saudade

Saudade
*
*
*
Perdi-me na saudade dos sonhos,
Abri as portas e comportas
Daqueles espaços melancólicos
Hoje para mim e, talvez sempre…
Não li e revivi como antes,
Saudade abrasadora de um mundo,
Mundo tão mudado que hoje não conheço.
De ferro nunca fui e nunca o serei mas,
Seria fácil se de verdade ocorresse.
Chorar de saudade é do tempo alterado,
Como pensava eu que era tão feliz,
Talvez ate o seria mas, talvez ate não seria.
Abri uma porta…
Depois outra…
E outra…
Li e reli retratos belos e apaixonados,
Beijinhos doces que eram dedicados,
Os bons dias constantes,
Chorei!
Apenas chorei…
Não posso voltar no tempo,
Viver tudo novamente mas,
De forma bem mais apaixonada.
Fechei as portas e comportas do passado,
Dele retiro apenas uma palavra,
Saudade!

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