Noite

Foto de Professor

Sonho

Que noite a minha
Esta que passou
Sonhando, rainha
Você me acordou

Tocou-me levemente
Plumas, seda, vento
Um abraço envolvente
No meu leito sonolento

O calor que agora sinto
Aquece-me, aproxima
Estimula meu instinto
E assim me reanima

Afoito sigo seu cheiro, gosto
Num relâmpago de tesão
Viro de um lado para o outro, o rosto
Quase me arremessando ao chão

Seguro-te no espaço
Uma forte imaginação
Vejo o corpo, cada traço
Delírios desta paixão

No abraçar me desespero
Estremeço pele e osso
Ter você é o que mais quero
Desejos deste pobre moço

Agora de olho semi-aberto
Fecho-o de vez
Para trazer pra perto
Este sonho outra vez

Foto de opoeta josé carlos martins de lima

não sei

voçe saiu e nem olhou,mas eu estava chorando.fiquei ali em nossa cama ,tentando imaginar por que um amor tem duas partes como o dia e a noite imaginava tambem que voçe em todo o nosso tempo seria o meu bem mas hoje voçe se tornou o meu mal e percebi tambem que as lagrimas que saem de meus olhos são salgadas pois com voçe nunca havia provado e as rosas que eu lhe dava a cada dia um dia eu vi morrer. mas voçe saiu e nem olhou pois eu ainda continuo chorando mas talvez hoje seja essas lagrimas por mim ou quem sabe por voçe .

Foto de Cecília Santos

REDEMOINHOS DE SENTIMENTOS

REDEMOINHOS DE SENTIMENTOS
*
*
*
Redemoinhos de sentimentos,
que vem com o vento.
Querendo levar sua lembrança,
do meu peito.
Que chega tentando arrancar,
as marcas que você deixou em mim.
Vento que sopra ferozmente,
querendo que nossas almas se percam,
nesse redemoinho sem fim.
Vento que desencadeia essa tormenta
em mim, me deixando sem forças pra lutar.
Que torna meu ser inconsciente,
mas meu coração consciente,
sabe que quer você.
Chuva que chora minha dor e angústia,
De uma maneira profunda, pra eu nunca me
esquecer de você.
Impossível tirar você da minha vida,
da minha memória, do meu coração.
Tatuagem de amor, que gravei pra sempre
na minha pele, no meu coração.
Fizeste um ninho, em meu peito.
E nele viveste, dia e noite.
Esquecer-te agora, seria tão difícil.
Que eu não perderia, só você.
Perderia minha própria identidade,
me perderia de mim mesma.
Pois somos um todo, que não se subtrai,
nem se divide.

Direitos reservado*
Cecília-SP/06/2007*

Foto de Agamenon Troyan

"ESTOU VOLTANDO..."

“ESTOU VOLTANDO...”
(Um conto africano)

De: Agamenon Troyan

Um jovem angolano caminhava solitário pela praia. Parou por alguns instantes para agradecer aos deuses por aquele momento milagroso: o deslumbramento de sua terra natal. O silêncio o fez adormecer em seu âmago, despertando inesperadamente com o bater das ondas sobre as pedras. De repente, surgiram das matas homens estranhos e pálidos que o agarraram e o acorrentaram. Sua coragem e o medo travaram naquele momento uma longa batalha... Ele chamou pelos seus pais e clamou pelo seu Deus. Mas ninguém o ouviu. Subitamente mais e mais rostos estranhos e pálidos se uniram para rirem de sua humilhação. Vendo que não havia saída, o jovem angolano atacou um deles, mas foi impedido por um golpe. Tudo se transformou em trevas...
Um balanço interminável o fez despertar dentro do estômago de uma criatura. Ainda zonzo, ele notou a presença de guerreiros de outras tribos. Todos se demonstraram incrédulos no que estava acontecendo. Seus olhos cheios de medo se indagavam. Passos e risos de seus algozes foram ouvidos acima. Durante a viagem muitos guerreiros morreram, sendo seus corpos lançados ao mar. Dias depois, já em terra firme, o jovem angolano é tratado e vendido como a um animal. Com o coração cheio de “banzo” Ele e outros negros foram levados para um engenho bem longe dali. Foram recebidos pelo proprietário (senhor do engenho) e pelo feitor que, com o estalar do seu chicote não precisou expressar uma só palavra. Um dia, em meio ao trabalho, o jovem angolano fugiu. Mas não foi muito longe, pois fora capturado por um capitão do mato. Como castigo foi levado ao tronco onde recebeu não duas, mas cinqüenta chibatadas. Seu sangue se uniu ao solo bastardo que não o viu nascer.
Os anos se passaram, mas a sua sede por liberdade era insaciável. Várias vezes foi testemunha dos maus tratos que o senhor aplicava sobre as negras, obrigando-as a se entregarem. Quando uma recusava era imediatamente açoitada pelo seu atrevimento. A Sinhá, desonrada, vingava-se sobre uma delas, mandando que cortassem-lhe os mamilos para que não pudesse aleitar... O jovem angolano não suportando mais aquilo fugiu novamente. No meio do caminho encontrou outros negros fugidos que o conduziram ao topo de uma colina onde uma aldeia fortificada – um quilombo –, estava sendo mantida e protegida por escravos.
Ali ele aprendeu a manejar armas e, principalmente a ensinar as crianças o valor da cultura africana. Também foi ali que conheceu a sua esposa, a mãe de seu filho. Com o menino nos braços, ele o ergue diante as estrelas mostrando-o a Olorum, o deus supremo... Surgem novos rostos estranhos e pálidos, mas de coração puro, os abolicionistas. Eram pessoas que há anos vinham lutando pelo fim do cativeiro. Suas pressões surtiram efeito. Leis começaram a vigorar, embora lentamente, para o fim da escravatura: A Lei Eusébio Queiroz; A do Ventre-Livre, A do Sexagenário e, finalmente a Lei Áurea. A juventude se foi. O velho angolano agora observa seus netos correndo livremente pelos campos. Aprenderam com o pai a zelarem pelas velhas tradições e andarem de cabeça erguida. Um dia o velho ouviu o clamor do seu coração: com dificuldade, caminhou solitário até a praia. Olhou compenetrado para o horizonte. Agora podia ouvir as vozes de seus pais e avós sendo trazidas pelas ondas do mar. A noite caiu cobrindo o velho angolano com o seu manto... Os tambores se calaram... No coração do silêncio, suas palavras lentamente ecoaram: “Estou voltando... Estou voltando”.

Carlostvcdr@gmail.com

Foto de José Brás

Mocárabe

Sei
que és
porque
vejo e oiço
o mar de azinho
que te navega
no sal da memória

Sei
que és
porque
vejo e oiço
o alazão árabe
que te escoiceia
no cio do poema

Sei
que és
porque
vejo e oiço
a mulher de Oman
que te inquieta
na noite da palavra

Sei
que és
porque
te deito
na sombra do desejo
te dispo
no eco dos teus gritos
te sinto
(agora mesmo)
no pulsar das veias
entre-as-coxas

Foto de Cecília Santos

MEU CORAÇÃO

MEU CORAÇÃO
*
*
*
Porque meu coração dói tanto,
Que dor é essa?
Que me sufoca,
Que me tira o fôlego,
Tudo me parece irreal,
Tudo me parece um pesadelo,
Um sonho ruim, que me faz chorar,
Tenho medo de abrir meus olhos,
Quero fazer de conta, que nada aconteceu,
Quero pensar no ontem, no anteontem,
Quando a vida era real,
Quando um bom dia, um beijo, um eu te amo,
Era parte da vida, e da realidade,
Queria tudo isso de volta...
Queria a vida que foi ceifada,
Queria continuar, vendo o tempo passar,
E voce do meu lado,
Ver o dia nascer, e a noite chegar,
Sabendo que voltarias pra casa,
Mas o sonho acabou...
Não posso viver assim, de olhos fechados,
Sei que a vida, segue a diante,
Como as águas, de um rio caudaloso,
Que corre seguindo seu curso,
Sei que esse caminho, que você percorreu,
Todos nós percorremos um dia,
Eu sei dessa triste verdade...
Mas, meu coração não sabe...
Ou sabe, e não quer aceitar,
Por favor coração entenda, e aceita os fatos,
Me ajude a manter, meus olhos abertos,
Me ajude a conter o meu pranto,
Me ajude a não sofrer tanto,
E em troca...coração!!
Eu te ajudo a voltar a sorrir.

Direitos reservados*
Cecília-SP/04/2007*

Foto de angela lugo

Beijar-te

Na vida tudo pode acontecer
Até eu morrer de amor por ti
Sei que existe algo a impedir
De alguém morrer assim
Vou ver o mar na noite de luar
Jogar flores para te encontrarem
E em cada pétala levará um beijo
E quando nelas teu corpo ancorar
Saberás que a mim encontrarás
Porque tem o sabor dos beijos
Que na ultima noite te dei ao luar
Espero-te aqui do outro lado do mar
Vem ficar comigo...
Espero-te com os lábios ansiosos
Enlouquecidos a querer te beijar

Foto de Cecília Santos

ANJOS & ARCANJOS

ANJOS & ARCANJOS
*
*
*
Na quietude desta noite procuro
Uma legião de Anjos
Pra me ajudarem a encontrar,
Sentimentos que, viraram uma
Colcha de retalhos,
Que foi costurado um à um,
E se perdeu no tempo.
Procuro uma legião de Arcanjos,
Que me ajudem a resgatar
Valores esquecidos.
Procuro, com os seres místicos,
O amor fraternal, que une as pessoas.
Procuro o sorriso, que se apagou
Nos rostos das pessoas.
Procuro a felicidade, que está
Cada dia mais distante.
Procuro a união, entre as pessoas.
Procuro sentimentos, e valores,
Que à tempos estão soterrados,
Por uma camada espessa, de cinzas
Mas que no fundo, ainda resta
Uma fagulha escondida, a espera
De um sopro, pra ganhar vida!
Os Anjos & Arcanjos, se encarregarão,
De reavivar essa chama, e trazer à tona.
Os sentimentos, e valores
Que nós, seres humanos,
Com tamanha displicência,
Deixamos num canto esquecidos!

Direitos reservados*
Cecília-SP/06/2007*

Foto de Cecília Santos

MANHÃ.

MANHÃ
*
*
*
Quando a manhã chegar.
Vestida de renda,
Quero te olhar!
Ver o sol te abraçar, beijar seus
cabelos, tirar o seu véu.
Quero te olhar!
Quero ver, a vida recomeçar.
Quando os pássaros alegres entoar,
uma linda canção, pra te acordar.
Quero sentir a brisa,
que vai perfumar, o seu dia.
Quero sentir o calor do sol,
que vai dourar o seu dia.
Quero te olhar!
Até o final do dia.
Quando você, com um beijo de,
adeus vai embora.
Dando lugar para a noite.
Que abre seu manto,
bordado de estrelas.
Quero dormir...
E acordar...
Sabendo que amanhã, você voltará.

Direitos reservados*
Cecília-SP/05/2007*

Foto de Cecília Santos

MÃE...

MÃE
*
*
*
Sinto muito a sua falta.
Ainda te vejo, cabelos ao vento,
vestido florido, e branco avental.
Trazendo no rosto, seu belo sorriso,
resplandecente de amor.
Quantas vezes mãe, me refugiei no seus braços,
dissipei todos meus medos, e angústias.
Lembro-me dos seus belos olhos, e quantas vezes,
imaginei, como seria o mar olhando em seus olhos.
Como eu queria mãe, que minhas preces de criança,
tivessem sido ouvidas.
Quantas vezes ajoelhada ao lado da cama, olhos fechados,
pedia à Deus pra nunca tirá-la de mim.
Eu achava que mãe era eterna...
Mas um dia, sem aviso, sem hora marcada,
sem beijo de adeus, você foi embora.
Sinto falta, do seu carinho, do seu amor, do seu calor,
do abraço apertado, do se beijo estalado.
Hoje mãe, eu olho o mar, e vejo seus lindos olhos
refletindo todo o seu amor.
Agora eu sei mãe, que nada é eterno, a não
ser nosso espírito.
Mas pra mim, você renasce todos os dias mãe,
No sol que me dá bom dia...
No vento que me acaricia...
Na chuva que molha meu rosto...
E quando a noite chega, você se transforma em
manto, e me aconchega em seus braços.
Seus olhos não são mais verdes,são duas estrelas
cadentes, à iluminar minha vida.

*Em memória a minha mãe, que eu amo tanto.

Direitos reservados*
Cecília-SP/05/2007*

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