Meu corpo inerte trava um sono insistente
meus olhos já cansados lutam em manter-se
abertos querendo manter viva tua imagem
em minha memória enfraquecida
apenas fragmentos insanos de uma miragem
sinto minhas pálpebras que teimam em
fechar cobertos pelo peso das lágrimas
que insistem em cair sem medo
são gotas densas em devaneios que delas tento fugir
em meus olhos molhados sinto toda a ardência
o calor febril de meu corpo que nesse instante
sente e clama tua ausência
tento achar uma explicação plausível
dessa paixão que parecia ser eterna lírica
estou fatigada e como numa batalha
sinto em meu peito a dor aguda
estática fico muda.
nesse silêncio mortal
ultrapasso mares montanhas e céus
desse amor que me corrompeu
desde o dia que em meu corpo no teu se perdeu
fecho meus olhos num sono profundo
aonde esqueço que faço parte desse mundo
adormeço a saudade de ti nesse momento.
ALÉM DO HORIZONTE
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Andas pela vida
Andas...
Procuras lá longe
O que não encontras aqui
Segues a linha do horizonte
Segues...
No final do céu azul
Encontrarás alguma
Resposta...
Caminhas, que teu caminhar te
Mostrará...
Novos rumos, novas etapas
Encontrarás novos rostos
Novos perfumes, novos amores
Mas nada se compara ao que
Deixastes pra trás...
Então sentirás um vazio por dentro
Sentirás que sua vida está
Incompleta...
Que mesmo na multidão estás
Sozinho...
Então entenderás, que sua procura
Foi em vão...
Descobrirás por si só que sua vida
Se resume no que ficou lá trás no
Horizonte...
E as lágrimas brotarão de seus olhos
E voltarás, encontrarás sua pegadas
Pois o vento do tempo ainda não
Soprou intenso
O suficiente pra desfazer as marcas
E quando lá chegares
Entenderás...
Que você é o começo, o meio
E o fim, de toda esta procura
Que o seu horizonte, é você mesmo
Que a linha do horizonte, é a linha
Da sua própria vida
Que o seu horizonte se resume no
que estás ao seu redor.
Teus olhos verdes são esmeraldas verdadeiras,
Cor dos sonhos e de esperança a ser vivida.
Resplandecem o brilho d’uma alma altaneira
E cravam na nossa de forma enternecida.
Soltam irradiações, de forma alvissareira,
Impregnam o ânimo e o prazer da vida.
Embora, Mulher seja esta a vez primeira,
Já queremos sempre perto em nossa lida.
Parece-me que te conheço a vida inteira
Pois, tu vives em meus sonhos refletida,
C’uma musa e ainda uma moça solteira,
Tem na imagem a suavidade contida
De um lago d’águas cristalinas a beira
Das margens e pronta para ser bebida... (Dirceu Marcelino)
*****
“Meus olhos verdes
escondem-se me
matas verdejantes
onde alí
moram o arco íris
de deuses
viajantes...
meus olhos verdes
achá-los?
como?
se estão dentros
de teu olhar
que se perdem
no horizonte...” (Lu Lena )
***
Recordo dos olhares amorosos,
Dos teus seios em belo colo arfante,
De teus cabelos castanhos, cheirosos,
Brilhantes. De teus dentes cintilantes
Refletindo sobre o clarão do luar,
Em cima das mansas ondas verdejantes,
Cobriam teus olhos verdes como o mar... ( Dirceu Marcelino )
***
“correndo pelos campos floridos
vestido esvoaçante
rosto ofegante esbaforido
meus olhos verdes reluzindo
ao teu encontro sigo
sorrindo...” (Lu Lena )
Olhos que lentamente acordam
ao amanhecer...
como se fossem duas janelas
que se escancaram dando
boas vindas ao sol...
que resplandecem com seu
brilho e em meu corpo
vem me aquecer...
por uns instantes fecho
novamente os olhos
e nesse devaneio
viajo até voce....
suas palavras são
como borboletas
que esvoaçam num
campo à cada alvorecer...
poetizando um bosque
com flores frescas do campo
exalando perfume em todo
o meu ser...
vejo meu corpo inerte
sob um mármore perdido
o vento sopra vultos com
véus esvoaçantes que
se perdem no horizonte
esculpido num jazigo
em letras reluzentes
aqui jaz um' alma morta
no passado...
acordo desse devaneio
não me encontro...
Estou viva
foi apenas um
sonho ausente
de voce...
Quando a gente começa a falar de amor, não encontra o que dizer, apesar de sabermos muito bem sobre ele.
Foi por acaso, ou melhor, não foi nada combinado, e muito menos coisa antiga, que se tenta a muito tempo.
Eu te conheci de uma maneira tão comum, que jamais pensei que fosse minha primeira chance de sofrimento.
Parece mesmo que são dessas coisas do destino, que começa um grande caso de amor, mesmo se ele é vivido por apenas uma pessoa, o que é muito ruim.
Eu sempre achei na minha ceguice de apaixonada, que coisas as quais falamos, brincadeiras, gentilezas tuas, aquele teu carinho, toda aquela sua atenção fosse mesmo amor de sua parte.
Poxa como é dificil para a gente que ama, enxergar com bons olhos as coisas que marcam um romance.
Hoje sei que tudo não passou de um sonho, que eu sonhei pensando que você também sonhava.
Parece brincadeira, mas um grande amor faz a gente ir tão longe e alto, que quando acordamos quase não se consegue descer.
São tantas fantasias que nascem, capazes de criar um novo planeta.
Eu sempre te esperei como qualquer pessoa faria no meu lugar e nunca me cansei.
O pior é que a cada dia que se passava mais eu me decepcionava, e porque não?
Tudo foi em vão, jamais consegui o que queria.
Talvez porque não tivesse lutado , mas lutar para quê?
Tanta gente lutou e ganhou esnobação, somente isto, tive medo, por isso não lutei, mas em compensação sofri a distância, vivendo uma angústia que me marcou profundamente.
E não só angústia, desespero, tristeza e carência.
O que me adiantou amar tanto?