Olhos

Foto de Daemon Moanir

Escrevo que nem louco

Escrevo que nem louco.
Versos correm na minha cabeça
E batem nas paredes do meu corpo,
Sinal de que querem sair antes que adormeça

Este vício torna-se esquisito aos olhos dos outros,
Ninguém compreende o que me faz tirar o caderno branco
E escrever um poema em tempo tão pouco.
Sinto que esta história não é minha, este não é o meu canto.

Pergunto-me em tom vazio
Porque escrevo, porquê eu?
Sinto que parte de mim partiu,
Mas talvez seja só fado meu.

Foto de Cecília Santos

HAVERÁ UM DIA

HAVERÁ UM DIA
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Haverá um dia que meu coração
estará mais calmo e tranqüilo.
Calmo o suficiente pra pensar também
em outras coisas que não seja somente
em você.
Espero que chega o anoitecer e o amanhecer.
E que a sua lembrança, esteja viva em
meu coração.
Mas que não me faça sentir tanta dor.
Quero abrir minha janela, olhar o mundo.
Respirar o ar da manhã, receber o
beijo do sol.
Tocar uma flor, espirar seu perfume.
Ou sentir a chuva bater em meu rosto,
Numa carícia calma e tranqüila.
Sentindo a roupa colar em meu corpo
Com a sensação d’um doce abraço.
Cabelos molhados e escorridos.
Como cascatas repartidas ao meio.
Espero que num dia qualquer,
numa manhã qualquer eu abra meus
olhos, e ouça uma linda canção.
Uma canção que sai do meu coração,
Cantando pra alegrar a mim e
a você também.
Nesse dia terei certeza absoluta, que
meu coração estará calmo e tranqüilo.
Nesse dia terei a certeza que meu
coração transcendeu a saudade.
Que não terei mais motivos pra indagações.
Terei a certeza que conseguirei olhar seus
retratos e sorrir com seu sorriso.
E não deixar lágrimas de tristeza cair.
Pois terei superado, a dor, o sofrimento.
Haverá um dia em que a tristeza e a dor.
Serão trocadas pela saudade, e
pela recordação.
Haverá um dia que pensar em você,
não me trará tristeza.
Mas trará uma grande paz
pro meu coração!

Direitos reservados*
Cecília-SP/12/2007*

Foto de Maria Goreti

Lágrima II

A lágrima rola
sobre o rosto febril.
É dor sentida na alma,
medo da solidão,
é paixão contida,
tesão recolhido,
labaredas de fogo
a queimar por dentro,
a gerar vapor
que transborda...
Pelos olhos.

©Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES - 30/11/07

Foto de Sonia Delsin

O QUE GUARDEI

O QUE GUARDEI

Eu tenho aqui... é um punhado de estrelas.
Brilham. Faz da noite um verdadeiro dia...
O que antes era noite vazia pode me trazer tanta alegria.
Eu tenho aqui...um pouco do passado.
Seu riso despreocupado.
Tenho...sua mão me alisando o rosto ternamente.
E o tempo de antigamente.
Fecho os olhos e tenho tudo.
O gramado.
O canto do pássaro dourado.
Você do meu lado.

Das minhas mãos não fogem os momentos.
Estão todos aqui... são fragmentos.
De olhos fechados eu tenho tudo que imaginar.
Vou chorar?
Não, eu vou é cantar.
Por tudo que consegui guardar.
Por estes momentos que consigo recuperar num doce imaginar.
Quando me ponho a divagar.
Quando me entrego ao sonhar...

Os tesouros do coração trago às mãos...as mãos que os recapturam.
Estas mãos que podem flutuar no ar...e em outras eras viajar buscando tudo que conseguiu me marcar.
Foi o seu amar...
Mas isso vem de um tempo tão distante.
Tão longínquo...tão longínquo...
... e nem por isso a emoção de ter de volta é menos forte.
Guardo comigo este amor que venceu a morte.

Foto de Dirceu Marcelino

NUVENS DE FUMAÇA II

O vapor forma uma nuvenzinha fina!
Mas desta vez estou dentro do trem.
Acompanhando aquela menina,
E a apóio para não cair no vaivém,

Do trem! Pois, agora é mui grã-fina!
Senhora do interior com seu neném.
Formosa e radiante não se amofina
Com nada, pois, sabe que a mantém.

Um marido que a ama e se fascina,
Com seus olhos verdes que o entretém
E que a segura, amarra e o domina.

Viajam assim sem pensar em ninguém.
Ali está a representação divina
Da família: “pai, mãe e mais alguém”.

Foto de Sirlei Passolongo

Procura

Te procuro
por tantos lugares
entre tantas coisas...
Te busco na multidão
entre tantos rostos

Te encontro na solidão
nas noites insones...
No cheiro colado em mim
no gosto que da minha
boca, não some

E quando fecho os olhos
te sinto tão perto
teu corpo em meu corpo
tua boca em minha boca.
Somos um... Únicos...
Em meu sonho.

(Sirlei L. Passolongo)

Foto de Sonia Delsin

BRAÇOS ABERTOS

BRAÇOS ABERTOS

Ele tinha os braços abertos.
Só esperava que eu me jogasse.
Ele tinha os olhos esperançosos.
Só desejava que eu também o olhasse.
Ele me tinha tanto amor e eu não o enxergava.
Tanto carinho ele me dava e eu nem ligava.
Até que um dia eu parei numa encruzilhada.
Não entendia mais nada.
Ele chegou...me abraçou... e eu comecei a dar risada.
Desde então eu entendi que Deus é a maior força na minha estrada.

Foto de Minnie Sevla

Mesmo que você me abrace...

Mesmo que você me abrace
a minha alma se congela
no inexorável vão dos sentimentos,
do não...do tempo...
Os olhos do meu eu lírico se perdem e se encontram
nos teus sussurros de dor.
Gorjeiam as vozes de um doce lamento,
transbordando em poesia as taças viçosas das
amarguras do dia que não floresceu, da noite que
descortina as rugas de um amor.
Almas sedentas e distantes em um mundo de estradas íngremes,
empoeiradas, marcadas com pegadas.
Viagem, ilusão, passagem fugaz pelos seus braços, numa
loucura impetuosa de querer me aconchegar no teu abraço.

Minnie Sevla

Foto de Claudia Nunes Ribeiro

A DERRADEIRA POESIA

Um dia escreverei uma poesia definitiva.
Será a última,
A derradeira.

E com ela enfeitarei minha lápide.
Deixarei aos que me conhecem,
E aos desconhecidos que por meu túmulo passarem,
O conhecimento de como vivi minha vida.

Não quero que chorem ao ler a poesia.
Será breve, pequena, singela.
Assim como fui durante toda a vida,
Sem chamar muita atenção.

Um dia,
Quando essa poesia sair do meu coração,
Poderei então fechar os olhos, em paz,
E entregar meu espírito a imensidão.

Poucas linhas essa poesia terá,
Talvez apenas algumas palavras.
Ainda não sei bem o que escrever,
Quando souber...

É porque a morte já esta pra chegar.

Foto de Claudia Nunes Ribeiro

A BEIRA DO CAIS

Mares nunca antes navegados,
Terras a serem desbravadas
E eu me acovardo ante a expedição.
Tenho um mundo novo pela frente...
Teus braços trazem promessas
De novas formas de amar,
De carinhos nunca experimentados.

Sofro pelo que ainda não vivi...
A vontade de voar,
Mas os pés presos no ninho.
A vontade de correr,
Mas grilhões me acorrentam.
A vontade de largar tudo e ir para você,
Mas receio errar o caminho.

E pelo medo da partida,
Com lágrimas nos olhos,
Fico te olhando...
Da beira do cais...

Claudia Nunes Ribeiro

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