Paixão

Foto de Izaura N. Soares

O Silêncio da Existêcia (Soneto)

O silêncio da Existência

Há momentos que o silêncio confunde,
Com o vazio da eterna existência,
Sem que nos dê conta do mal que funde,
Os nossos corações em abstinência.

Descansando o dorso, o prazer do encontro,
Com o sol a esquentar a doce vida,
Na magia inspirada pelo reencontro,
Da eterna poesia citada e acolhida.

Não temo o sentimento silencioso,
Só temo o imenso vazio afrontoso,
Num corpo tão cansado de si mesmo.

Nesse louco amor que difere os demais,
No firmamento dos sonhos florais,
A paixão delirante vive a esmo.

Foto de Daemon Moanir

Tenho de escrever

Escrevo até meus olhos doerem,
Para não ter de os ouvir sofrerem,
Para não ter de me ouvir sofrer.
Para ser sempre eu,
Para não mudar e sempre escrever.
Tenho de escrever, de escrever...
Tenho de mandar fora gritos de arrependimento,
Paixão, prazer ou sofrimento
Só assim serei eu no meio de tantos
E encontro-me sempre, não interessa o local.
Sofro, mas sou eu e prefiro-me assim...

Foto de madim_shakur

Quem me dera....

Neste momento de solidão
vivo somente na ilusão
do que poderia ser contigo
viver uma paixão

Quando penso nesse infinito
bate meu coração,
nao bate porque vive,
bate por emoção

Como seria belo ver-te
ao meu lado.
como seria levar-te
para todo o lado.
queria poder ter
tua atenção,
viver por um momento
no teu coração.

Mas que posso fazer
se o desejo
nao posso vencer.
ja sei que nao importa
querer,
importa é ser amado.

Foto de YUSTAV

Santo Antídoto

Vídeo-Poético: "Santo Antídoto" by Gustavo Adonias
.

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SANTO ANTÍDOTO

"Meu coração imolado
Pela áspera lâmina da paixão
Corte transversal e profundo na alma
Mar alto de desejo e sofreguidão
Grito seco e alado
Faz estremecer os alicerces
E ruir as altas muralhas do espírito
Sem teu hálito noturno
O desespero é o meu mundo
Sob teus olhos me sinto vivo
E ao mesmo tempo vigiado
Doce claustro
Ser livre e prisioneiro
Salvo e condenado
À rubra fogueira de tua boca
Que amordaça minhas dores
E liberta-me o sumo do prazer esquecido
Louco veneno
Santo antídoto..."

(Gustavo Adonias)

*Poesia registrada na Biblioteca Nacional*

Foto de Carmen Vervloet

MERGULHO SEM VOLTA

MERGULHO SEM VOLTA

Em sonhos...
Tramo em pétalas
caminhos e rastros...
Lanço-me no espaço...
Rompo barreiras...
Ultrapasso fronteiras...
Divisas que me separam de ti...

Perco-me no azul do teu
céu da boca...
Entrelaço minha língua
na tua língua louca...
Aconchego-me no teu abraço
que me envolve em laço
de prateadas fitas
tecidas com fios de luar...
Ah!...doce sonhar!

Acordo...
Olhos perdidos na imensidão...
Em sofreguidão
procurando você...
Não consigo te ver...
Dói este coração fecundo...
Hoje maribundo
Doente por você!

Ouço apenas
O sussurro
da tua voz rouca
a me chamar...
No desejo de saciar
a vontade louca
de me amar...
De selar este pacto de
infinda emoção...
Num mergulho sem volta
na insensatez
da paixão!...

Carmen Vervloet

Foto de Rosita

DESEJO...

Desejo... sentimento que como vulcão
Desperta uma vontade descontrolada
Da entrega com verdadeira paixão
Sentindo a emoção correr desenfreada

Desejo... calor que cresce com furor
Deixando o coração entorpecido
É o querer e ter todo o amor
Da pessoa, do ser querido.

Desejo... sentir as mãos gelar
Os olhos que não param de brilhar
Um coração no ventre a palpitar
E a vontade louca de se entregar.

Desejo... serenar de sentimentos
Quando for completamente satisfeito
Esperando outros momentos
Para novo encontro perfeito.

Rosinha Barroso
11/02/2008

Foto de Rosita

O AMOR É...

O amor é paixão
Ilusão
Emoção
Muitas vezes canção

O amor é tristeza
Nobreza
Certeza
Carregado de pureza

O amor é quente
Envolvente
Providente
E às vezes paciente

O amor é luz
Seduz
Conduz
É brilho que reluz

O amor é multiplicar
Somar
Vivenciar
Jamais separar

O amor é sorrir
Pedir
Sentir
E juntos seguir.

Rosinha Barroso
10/02/2008

Foto de Paulo Gondim

Sem opção

SEM OPÇÃO
Paulo Gondim
10/02/2008

Eu dividi contigo meus fracassos
Quando me atirei em teus braços
Ébrio de amor, numa via cega
Como rabino que ao mundo prega
Gritei aos quatro ventos
Neguei os sacramentos
Me fiz pagão

E nesta aflição
Ouvi os teus lamentos
Me associei a todos teus tormentos
E na desculpa fria de quem nega
Tal criminoso arrependido que se entrega
Me vi despido de todos os meus laços
Nesta paixão que toma todos os espaços

Foto de Joaninhavoa

Beijos, mel...

Estou aqui e agora
bem presente! Mas hoje
logo pl`a manhã, fui sereia
e deitada sobre a areia
saboreei teus raios de Sol...
beijarem afoitos a minha pele!...

Óh! Beijos ardentes...
Paixão! Favos de mel sobre
o mel! Vinde leve levemente
como quem chama por mim
e assim em sussuros... d`amor
como é este de só te querer a ti!

Caminharei pl`os Jardins Encantados! Não serei Marília
nem rosa nem outros tipos
de flores! Serei só uma Joaninha
que voa voa sem parar... mas paira
no ar a contemplar!

E vendo vejo-te e beijo-te
num doce e refinado... desejo-te
hoje! Logo pl`a manhã
fui sereia fui amante e aceitei-te
como jamais havia feito...
foi deleite em meu leito!...

Joaninhavoa, in "Jardins Encantados"
(em 2008/02/10)

Foto de Ana Botelho

MEU PRIMEIRO AMOR

MEU PRIMEIRO AMOR.

De repente, distante de tudo eu me senti,
Foi-se a luz que me sustentava e reluzia
A minha vida e, com isso, esta se apagou
Por tudo que a sua ausência me causou ...
O meu mundo caiu em doídos pedaços
Arrastando-se ao chão e em meus passos.
De lágrimas se fez todo o meu jardim
E a minha alma em tristezas sem fim.

Você era o caudaloso rio que passava
E deslizava, lá, e nem sequer se tocava,
Que eu houvera nascido em suas margens
E que grudada, entrelaçada às amoreiras,
Banhávamos as nossas longas cabeleiras
Continuamente, apinhadas de longas mágoas
Na pureza das suas corredeiras e frescas águas.

Se era estio, escasseava nosso sugar em seu leito,
Mas nas chuvas, nos saciávamos, e tudo ficava perfeito.

Verdejantemente, rebrotávamos na primavera,
Estação dos amores, flores e mil quimeras.
E assim fora por meses e muitas, muitas estações
Todos nós em um só tom, nos mesmos diapasões,
Afinados na melodia da vida, amando e mais amando...
Mas veio o tempo e foi logo nos separando,
Porque ele já sabia o que o destino guardara,
E assim, distantes, consumou-se o que tramara.

Numa tarde fria de chuva, bateu-me uma agonia sem fim
Era a má notícia chegando, tomando conta de mim
Falaram que você havia partido, pro outro lado da vida,
Fiquei uma eternidade parada, cuidando da minha ferida
Que não cicatrizou ainda, só fica quietinha pulsando
Por isso eu vivo sozinha, e aqui, de tristeza falando.
Ninguém vai encher de amor o meu pobre coração
Ele é uma casa vazia, mal assombrada por esta paixão.

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