Portugal

Foto de onil

TERRA NATAL

O SONHO DE QUEM PARTIU
É VOLTAR A ESTAR PRESENTE
NA TERRA QUE UM DIA O VIU
PARTIR COMO IMIGRANTE

SOU IMIGRANTE EM PORTUGAL
MAS SOU BEM PORTUGUÊS
EMBORA Á TERRA NATAL
SONHE VOLTAR OUTRA VÊZ

E SARAR ENTÃO A FERIDA
DE QUANDO EU DISSE ADEUS
VOLTAR Á ALDEIA QUERIDA
E ABRAÇAR TODOS OS MEUS

ESSA ALDEIA PEQUENINA
Á TARDE TÃO SOALHEIRA
DOS MEUS OLHOS É A MENINA
O SEU NOME É NOGUEIRA

MATAR TODAS AS SAUDADES
OLHAR O CAMPO VERDINHO
SACIAR TODAS AS SEDES
COM A CÔR DO NOSSO VINHO

NÃO DEIXAR MAIS OS ENCANTOS
DA ALDEIA E REDONDEZA
GOZAR ENTÃO NOS SEUS CAMPOS
TODO O BEM DA NATUREZA

E SONHO DESDE RAPAZ
EM TERRRAS DE PORTUGAL
MORRER VELHINHO E EM PAZ
NA MINHA TERRA NATAL

16.5.93
ONIL

Foto de onil

SINTRA

NO ALTO FLUTUA A BANDEIRA
SIMBOLO E ORGULHO DA NAÇÃO
EXÉRCITOS DE EL-REI SUBIRAM A LADEIRA
PARA ACABAR DOS MOUROS A OCUPAÇÃO

SANGUE SE VERTEU NESTAS ENCOSTAS
DE MIL GUERREIROS ORGULHOSOS
QUE NUNCA VOLTARAM Á LUTA AS COSTAS
E FICARAM NA HISTÓRIA VALOROSOS

TUAS AMEIAS NO ALTO OPONENTES
FORAM POR EL-REI CONQUISTADAS
E AO LONGO DA HISTÓRIA RESISTENTES
SIMBOLO DE LUTAS TRAVADAS

FOI DAS MAIS DIFICEIS CONQUISTAS
DE RUDE BATALHA TRAVADA
SINTRA PAIXÃO DE ARTISTAS
EM POEMAS E PINTURAS GRAVADA

SEUS CAMINHOS ESTREITOS SINUOSOS
POR ENTRE MATAS DE ARVORES CENTENÁRIAS
ONDE VIVERAM HISTÓRIAS LENDÁRIAS
GUERREIROS DE PORTUGAL DESDITOSOS

TENS PALACIOS NAS MATAS ESCONDIDOS
OUTROS Á VISTA QUE MOSTRAVAM PODER
DE REIS QUE NUNCA FORAM VENCIDOS
E FIZERAM PORTUGAL LIVRE E CRESCER

VEJO NO ALTO ORGULHOSA A FLUTUAR
A BANDEIRA DA NAÇÃO QUE ME É AMADA
COMO POETA NÃO PODERIA DEIXAR
DE LEMBRAR SINTRA VILA AFAMADA

ILUSTRES REIS EM TI SE ACOITARAM
EM NOME DA PÁTRIA GOVERNARAM AFINAL
HOMENS POR TI O SANGUE DERRAMARAM
PORQUE ÉS SINTRA UM SIMBOLO DE PORTUGAL.

29/8/02
ONIL

Foto de CarmenCecilia

ACRÓSTICO PARA 2010 VÍDEO POEMA

Acróstico para 2010

F im de ano
E novamente fazemos promessas, planos
L evantamos nossos olhos aos céus
I nvocamos Iemanjá e levamos nossos pedidos para o mar
Z oamos com todo e qualquer dano...

D eixamos todo o mal para trás
O que importa é o novo ano
I ncólume e cheio de perspectivas
S emente de todas as expectativas

M esclamos sentimentos
I maginamos um mundo melhor
L indo e abençoando tudo ao redor

E oramos pedindo paz, saúde e união

D esejamos felicidades para cada irmão
E nossa alma e coração transbordam emoção
Z eramos e numa contagem regressiva nasce 2010

Carmen Cecilia

F in de año
E staremos haciendonos promesas y nuevos planes
L evantaremos nuestros ojos a los cielos
I nvocaremos plegarias y nuestros pedidos seran llevados al mar
Z arparemos con todo y no sentiremos los daños sufridos

D ejaremos todos los males atras
O lvidando el pasado,tendremos la perspectiva de lo que va a venir
S emilla de nuevas expectativas

M esclamos sentimientos
I maginaremos un mundo mejor
L indo y bendecido a tu alrededor

D esearemos la felicidad para cada herman@
I ntentaremos dar Paz y compartir la Union, orando por tener salud
E sperando que en nuestras almas y corazones, se llenen de emocion
Z as y sin darnos cuenta, llegaremos al 2010 llenos de nuevas esperanzas y grandes espectativas

Nelson ( Venezuela )

HAPPY TWO THOUSAND AND TEN

H appiness is coming
A cross the time
P ersons with new
P erseverances are
Y ielding on

T he new
W orld with new
O pportunities, for

T hose who
H ad been
O ver lack and
U p-set, can now
S tarting
A
N ew
D elightful

A ids, and a
N ew
D evelopments

T rusting in
Each of their
New thoughts

SIMPLESMENTE CARLINHOS ( USA)

Feliz Ano Novo ( Carmen Cecilia )
Feliz Ãno Nuevo ( Nelson )
Happy New year (Carlinhos)

Um momento especial em que desejamos ao Brasil, Portugal, USA, Venezuela e a todos um 2010 com muita paz, felicidade e união

Foto de HELDER-DUARTE

«LUSO-POEMAS»

Luso és! Eu também!
Sou português de Portugal.
Do pais, que, já cá estava, em...
Tempos remotos. Cá estava, afinal.
Esse pais que Deus usou!
Sim! Usou! E sabeis de que modo!?
Usou, pois. É claro! O grande «Eu Sou».
Foi este. Não outro. Mesmo sendo pequeno.
Não temeu o gigante, do cabo da África...
Não teve medo. E eu penso, que não tenho, também.
E porque não tenho medo? Porque, sou pequeno, bem.
Portucalen, é pequeno, mas força não, lhe falta.
Pois cá está, Dom Afonso Henriques, para lutar.
Sim! Vamos lutar, com uma espada, de ouro.
Bem afiada, para matar e também, salvar...
Essa espada me deu, «o ancião de dias»
Pois esse, que o profeta viu, na deportação.
Para os rios de Babilónia. Onde cantou, cântico de Sião.
Sim. Também a tinha na mão Eliseu e Elias.
Portugal, foi usado. Mas porquê usado?
Para juntar o mundo. As gentes...
Aqueles, que são descendentes de: Sem, Cão e Jafé.
Aqueles, que em yavé, deveriam ter fé.
Mas não têm. Mas a têm, em deuses doentes.
Como a têm, na fátima, que tantos joelhos tem magoado.
E estas gentes... São os que saíram de Babel.
A terra da torre, de antigamente. Elas estão, sem leite e mel.
E têm, fome. Eis que caminham, para a morte.
E separadas de Deus, estão, no sul e no norte.
No oriente e no ocidente. No espaço e no tempo.
E assim,é desde o Adão de antigamente...

E Deus usou, também: Noé, Abrão e Moisés...
E Israel, Babilónia e outros, mais...
E assim, vai dirigindo, o mundo...
Pois é dele e não nosso. Dele é tudo.
E tu, Site! És de Deus... Pois!...
Continuemos, poetas, pois em actos seus.
Agora ainda e mesmo nos tempos depois.
Porque, há papel para escrever poemas teus.
Ai!... Se há!... Tanto cartão, na tua rua.
E também, o há na minha. E gente sem pão e nua.
Mas nua, da verdade. E da liberdade...
Por isso, vos digo... Não escrevamos...
Só no papel e no site de poemas...
Mas canto, agora com força de Camões...
Um cântico de poeta! De poeta de Portugal.
De poeta de Deus, também, afinal.
E tudo o que é verdade digo. Como o Daniel. O dos leões.
Digo, então! Ide à rua! E escrevei, vossos poemas.
Com, da verdade, rimas e temas. E sem métrica, esquemas.
Escrevamos, nossos poemas, nos cartões, da rua.
Onde está a gente sem pão e nua…
Ide! Oh poetas!... Também à cova dos leões!
E falai, sem medo!... Sem medo!...
Sai , não em mim , mas no nome , do que vem , cedo!...
Sai , na força da verdade… e liberdade.
Libertai os povos!... Oh poetas deste site, de caridade!

Foto de Joaninhavoa

BRANCA DE NADA.

*
BRANCA DE NADA.
*

Ah! Como eu quero recomeçar
como se não houvesse "antes"
E minh`alma fosse tábua rása
branca de nada.

É um desejo! Obra poética
Como um lírio quando passa
a cravo
E fica moreno.

Os caminhos barrentos d`terra
e álveos que percorro com água
bem lenta a meu lado

Judeia e Espanha
no Portugal onde estou
Olhai! Olhai por onde vou...

Joaninhavoa
(helenafarias)
12/07/2009

Publicado no Recanto das Letras em 12/07/2009
Código do texto: T1695497

Foto de cafezambeze

JOÃO PIRISCA E A BONECA LOIRA (POR GRAZIELA VIEIRA)

ESTE É UM CONTO DA MINHA DILETA AMIGA GRAZIELA VIEIRA, QUE RECEBI COM PEDIDO DE DIVULGAÇÃO. NÃO CONCORRE A NADA. MAS SE QUISEREM DAR UM VOTO NELA, ELA VAI FICAR MUITO CONTENTE.

JOÃO PIRISCA E A BONECA LOIRA

Numa pequena cidade nortenha, o João Pirisca contemplava embevecido uma montra profusamente iluminada, onde estavam expostos muitos dos presentes e brinquedos alusivos à quadra festiva que por todo o Portugal se vivia. Com as mãos enfiadas nos bolsos das calças gastas e rotas, parecia alheio ao frio cortante que se fazia sentir.
Os pequenos flocos de neve, quais borboletas brancas que se amontoavam nas ruas, iam engrossando o gigantesco manto branco que tudo cobria. De vez em quando, tirava rapidamente a mão arroxeada do bolso, sacudindo alguns flocos dos cabelos negros, e com a mesma rapidez, tornava a enfiar a mão no bolso, onde tinha uma pontas de cigarros embrulhadas num pedaço de jornal velho, que tinha apanhado no chão do café da esquina.
Os seus olhitos negros e brilhantes, contemplavam uma pequena boneca de cabelos loiros, olhos azuis e um lindo vestido de princesa. Era a coisa mais linda, que os seus dez anos tinham visto.
Do outro bolso, tirou pela milésima vez as parcas moedas que o Ti‑Xico lhe ia dando, de cada vez que ele o ajudava na distribuição dos jornais. Não precisou de o contar... Demais sabia ele que, ainda faltavam 250$00, para chegar ao preço da almejada boneca: ‑ Rai‑de‑Sorte, balbuciava; quase dois meses a calcorrear as ruas da cidade a distribuir jornais nos intervalos da 'scola, ajuntar todos os tostões, e não consegui dinheiro que chegue p'ra comprar aquela maravilha. Tamén, estes gajos dos brinquedos, julgam q'um home não tem mais que fazer ao dinheiro p'ra dar 750 paus por uma boneca que nem vale 300: Rais‑os‑parta. Aproveitam esta altura p'ra incher os bolsos. 'stá decidido; não compro e pronto.
Contudo não arredava pé, como se a boneca lhe implorasse para a tirar dali, pois que a sua linhagem aristocrática, não se sentia bem, no meio de ursos, lobos e cães de peluxe, bem como comboios, tambores, pistolas e tudo o mais que enchia aquela montra, qual paraíso de sonhos infantis.
Pareceu‑lhe que a boneca estava muito triste: Ao pensar nisso, o João fazia um enorme esforço para reter duas lágrimas que teimavam em desprender‑se dos seus olhitos meigos, para dar lugar a outras.
‑ C'um raio, (disse em voz alta), os homes num choram; quero lá saber da tristeza da boneca. Num assomo de coragem, voltou costas à montra com tal rapidez, que esbarrou num senhor já de idade, que sem ele dar por isso, o observava há algum tempo, indo estatelar‑se no chão. Com a mesma rapidez, levantou‑se e desfazendo‑se em desculpas, ia sacudindo a neve que se introduzia nos buracos da camisola velha, enregelando‑lhe mais ainda o magro corpito.
‑ Olha lá ó miúdo, como te chamas?
‑ João Pirisca, senhor André, porquê?
‑ João Pirisca?... Que nome tão esquisito, mas não interessa, chega‑te aqui para debaixo do meu guarda‑chuva, senão molhas ainda mais a camisola.
‑ Não faz mal senhor André, ela já está habituada ao tempo.
‑ Diz‑me cá: o que é que fazias há tanto tempo parado em frente da montra, querias assaltá‑la?
‑ Eu? Cruzes credo senhor André, se a minha mãe soubesse que uma coisa dessas me passava pela cabeça sequer, punha‑me três dias a pão e água, embora em minha casa, pouco mais haja para comer.
‑ Então!, gostavas de ter algum daqueles brinquedos, é isso?
‑ Bem... lá isso era, mas ainda faltam 250$00 p'ra comprar.
‑ Bom, bom; estás com sorte, tenho aqui uns trocos, que devem chegar para o que queres. E deu‑lhe uma nota novinha de 500$00.
‑ 0 João arregalou muito os olhos agora brilhantes de alegria, e fazendo uma vénia de agradecimento, entrou a correr na loja dos brinquedos. Chegou junto do balcão, pôs‑se em bicos de pés para parecer mais alto, e gritou: ‑ quero aquela boneca que está na montra, e faça um bonito embrulho com um laço cor‑de‑rosa.
‑ ó rapaz!, tanto faz ser dessa cor como de outra qualquer, disse o empregado que o atendia.
‑ ómessa, diz o João indignado; um home paga, é p'ra ser bem atendido.
‑ Não querem lá ve ro fedelho, resmungava o empregado, enquanto procurava a fita da cor exigida.
0 senhor André que espiava de longe ficou bastante admirado com a escolha do João, mas não disse nada.
Depois de pagara boneca, meteu‑a debaixo da camisola de encontro ao peito, que arfava de alegria. Depois, encaminhou‑se para o café.
‑ Quero um maço de cigarros daqueles ali. No fim de ele sair, o dono do café disse entre‑dentes: ‑ Estes miúdos d'agora; no meu tempo não era assim. Este, quase não tem que vestir nem que comer, mas ao apanhar dinheiro, veio logo comprar cigarros. Um freguês replicou:
‑ Também no meu tempo, não se vendiam cigarros a crianças, e você vendeu-lhos sem querer saber de onde vinha o dinheiro.
Indiferente ao diálogo que se travava nas suas costas, o João ia a meter os cigarros no bolso, quando notou o pacote das piriscas que lá tinha posto. Hesitou um pouco, abriu o pedaço do jornal velho, e uma a uma, foi deitando as pontas no caixote do lixo. Quando se voltou, deu novamente de caras com o senhor André que lhe perguntou.
‑ Onde moras João?
‑ Eu moro perto da sua casa senhor. A minha, é uma casa muito pequenina, com duas janelas sem vidros que fica ao fundo da rua.
‑ Então é por isso que sabes o meu nome, já que somos vizinhos, vamos andando que se está a fazer noite.
‑ É verdade senhor e a minha mãe ralha‑me se não chego a horas de rezar o Terço.
Enquanto caminhavam juntos, o senhor André perguntou:
- ó João, satisfazes‑me uma curiosidade?
- Tudo o que quiser senhor.
- Porque te chamas João Pirisca?
- Ah... Isso foi alcunha que os miúdos me puseram, por causa de eu andar sempre a apanhar pontas de cigarros.
‑ A tua mãe sabe que tu fumas?
‑ Mas .... mas .... balbuciava o João corando até a raiz dos cabelos; Os cigarros são para o meu avôzinho que não pode trabalhar e vive com a gente, e como o dinheiro é pouco...
‑ Então quer dizer que a boneca!...
‑ É para a minha irmã que tem cinco anos e nunca teve nenhuma. Aqui há tempos a Ritinha, aquela menina que mora na casa grande perto da sua, que tem muitas luzes e parece um palácio com aquelas 'státuas no jardim grande q'até parece gente a sério, q'eu até tinha medo de me perder lá dentro, sabe?
‑ Mas conta lá João, o que é que se passou com a Ritinha?
‑ Ah, pois; ela andava a passear com a criada elevava uma boneca muito linda ao colo; a minha irmã, pediu‑lhe que a deixasse pegar na boneca só um bocadinho, e quando a Ritinha lha estava a passar p'ras mãos, a criada empurrou a minha irmãzinha na pressa de a afastar, como se ela tivesse peste. Eu fiquei com tanta pena dela, que jurei comprar‑lhe uma igual logo que tivesse dinheiro, nem que andasse dois anos a juntá‑lo, mas graças à sua ajuda, ainda lha dou no Natal.
‑ Mas ó João, o Natal já passou. Estamos em véspera de Ano Novo.
‑ Eu sei; mas o Natal em minha casa, festeja‑se no Ano Novo, porque dia de Natal, a minha mãe e o meu avô paterno, fartam‑se de chorar.
‑ Mas porquê?
‑ Porque foi precisamente nesse dia, há quatro anos, que o meu pai nos abandonou fugindo com outra mulher e a minha pobre mãe, farta‑se de trabalhar a dias, para que possamos ter que comer.
Despedíram‑se, pois estavam perto das respectivas moradas.
Depois de agradecer mais uma vez ao seu novo amigo, o João entrou em casa como um furacão chamando alto pela mãe, a fim de lhe contar a boa nova. Esta, levou um dedo aos lábios como que a pedir silêncio. Era a hora de rezar o Terço antes da parca refeição. Naquele humilde lar, rezava‑se agradecendo a Deus a saúde, os poucos alimentos, e rogava‑se pelos doentes e por todos os que não tinham pão nem um tecto para se abrigar., sem esquecer de pedir a paz para todo o mundo.
Parecia ao João, que as orações eram mais demoradas que o costume, tal era a pressa de contar as novidades alegres que trazia, e enquanto o avô se deleitava com um cigarro inteirinho e a irmã embalava nos seus bracitos roliços a sua primeira boneca, de pronto trocada pelo carolo de milho que fazia as mesmas vezes, ouviram‑se duas pancadas na porta. A mãe foi abrir, e dos seus olhos cansados, rolaram duas grossas e escaldantes lágrimas de alegria, ao deparar com um grande cesto cheinho de coisas boas, incluindo uma camisola novinha para o João.
Não foi preciso muito para adivinhar quem era esse estranho Pai Natal que se afastava a passos largos, esquivando‑se a agradecimentos.
A partir daí, acrescentou‑se ao número das orações em família, mais uma pelo senhor André.
GRAZIELA VIEIRA
JUNHO 1995

Foto de Tatiana soares de almeida

Humano Animal

Como está?!!!

Eu estou bem, começando este blog, cheia de coisas a dizer... e ao mesmo tempo sem saber como começar... Bom, mas vamos lá! Acho que o mais correto seria ir direto ao assunto, dizer o porque vim.
Vou estar aqui diariamente (pelo menos é o que pretendo) escrevendo coisas sobre cotidiano, amor, pessoas, relacionamento, família etc., e será um prazer ter sua CIA. Aqui comigo.
Welcome!
Hoje vou começar falando do Vôo 447, até porque não tem mais nada neste momento que seja mais esplanado do que este acidente, e junto com isso vou falar também da insensibilidade de alguns seres humanos.
• Estava lendo no site #$%@@% ontem a tardinha sobre os últimos fatos das buscas, os corpos que foram achados, as partes do avião, os pertences etc., vi algumas fotos também e confesso ter ficado emocionada ao pensar na tamanha dor que estes familiares estão sentindo, perder alguém é sempre muito dolorido, acredito que seja ainda mais doloroso quando se trata de uma tragédia como esta, li toda a reportagem, vi as fotos, e no final da matéria havia um espaço para se deixar um comentário. E eu, claro, que fui lá para escrever algumas palavras de conforto para os familiares que fosse ler, antes fui dar uma olhada no que alguns internautas já haviam escrito, e pasmem, para minha surpresa os recados eram a maioria de deboches, de piadas sem noção, impróprias do tipo “ Agora só faltam 200 corpos..” a moça (não sei se chamo de moça ou animal) fez este infeliz comentário quando foi anunciado que já haviam encontrados 28 corpos (Na aeronave haviam 228), e outros como este do rapaz que fez uma piada infeliz “Em Portugal, caiu um avião e morreram 500 pessoas. Foram 250 no acidente e mais 250 na reconstituição ....” e de mais de 90 recados ali postados mais da metade se trata dessas piadas, brincadeiras de mau gosto, agora parem e pensem, onde está o coração dessas pessoas?? Não há sentimento?? Ou pelo menos respeito?? Fico triste em viver em um mundo em que as pessoas são tratadas assim, sem amor, sem respeito uma pelas outras, triste de ver que o ser humano não passa de um animal e que por vezes não é nada racional, e eu que fui lá para mostrar meu lamento por todos que morreram,saio deixando a minha dor por todos os que estão vivos assim como eu, e que podem ler estas barbaridades.

Meu coração que ainda bate, que ainda tem sentimento lamenta viver em um mundo assim.

Foto de Tatiana soares de almeida

Humano Animal

Como está?!!!

Eu estou bem, começando este blog, cheia de coisas a dizer... e ao mesmo tempo sem saber como começar... Bom, mas vamos lá! Acho que o mais correto seria ir direto ao assunto, dizer o porque vim.
Vou estar aqui diariamente (pelo menos é o que pretendo) escrevendo coisas sobre cotidiano, amor, pessoas, relacionamento, família etc., e será um prazer ter sua CIA. Aqui comigo.
Welcome!
Hoje vou começar falando do Vôo 447, até porque não tem mais nada neste momento que seja mais esplanado do que este acidente, e junto com isso vou falar também da insensibilidade de alguns seres humanos.
• Estava lendo no site #$%@@% ontem a tardinha sobre os últimos fatos das buscas, os corpos que foram achados, as partes do avião, os pertences etc., vi algumas fotos também e confesso ter ficado emocionada ao pensar na tamanha dor que estes familiares estão sentindo, perder alguém é sempre muito dolorido, acredito que seja ainda mais doloroso quando se trata de uma tragédia como esta, li toda a reportagem, vi as fotos, e no final da matéria havia um espaço para se deixar um comentário. E eu, claro, que fui lá para escrever algumas palavras de conforto para os familiares que fosse ler, antes fui dar uma olhada no que alguns internautas já haviam escrito, e pasmem, para minha surpresa os recados eram a maioria de deboches, de piadas sem noção, impróprias do tipo “ Agora só faltam 200 corpos..” a moça (não sei se chamo de moça ou animal) fez este infeliz comentário quando foi anunciado que já haviam encontrados 28 corpos (Na aeronave haviam 228), e outros como este do rapaz que fez uma piada infeliz “Em Portugal, caiu um avião e morreram 500 pessoas. Foram 250 no acidente e mais 250 na reconstituição ....” e de mais de 90 recados ali postados mais da metade se trata dessas piadas, brincadeiras de mau gosto, agora parem e pensem, onde está o coração dessas pessoas?? Não há sentimento?? Ou pelo menos respeito?? Fico triste em viver em um mundo em que as pessoas são tratadas assim, sem amor, sem respeito uma pelas outras, triste de ver que o ser humano não passa de um animal e que por vezes não é nada racional, e eu que fui lá para mostrar meu lamento por todos que morreram,saio deixando a minha dor por todos os que estão vivos assim como eu, e que podem ler estas barbaridades.

Meu coração que ainda bate, que ainda tem sentimento lamenta viver em um mundo assim.

Foto de Edevânio

UM NOVO MUNDO NO CAMINHO DAS ÍNDIAS

Edevânio Francisconi Arceno

AUPEX-UNIASSELVI

Estamos impressionados com os avanços tecnológicos, então indagamos onde o Homem vai parar? Acreditamos que a pergunta razoável seria: Onde o Homem quer parar? Dizemos isso porque cada dia mais limites são superados e quem afirmar categoricamente que a morte é o limite para o Homem, corre o risco mais tarde ser reconhecido como o Idiota que limitou a Humanidade. Entenderemos melhor estas afirmações se voltarmos no tempo para analisar as atitudes e estratégias adotadas pelo Homem diante das adversidades.

A convivência em grupo nasceu da necessidade de proteção, em virtude dos predadores. Através desta relação em sociedade, compreenderam que a união não só poderia deixá-los mais fortes tanto para defender-se como para atacar, tornando-se assim também predadores. Quando o Homem conseguiu impor sua superioridade diante das demais espécies, sentiu necessidade da disputa entre si, para descobrir quem é mais sábio ou forte. Desde então a força e o intelecto vem ditando regras entre a humanidade, no intuito de descobrir quem é o mais poderoso. Com o advento da escrita, todas as estratégias adotadas pelo intelecto e as proezas realizadas através da força, foram sendo registradas, propiciando ao Homem, aquilo que conceituamos progresso.

O Homem se organizou em Estado, após viver anos como sociedade tribal, ainda que existam sociedades tribais semelhantes, o Homem evoluiu, e quando a extensão territorial tentou-lhe impor limites, ele se lançou ao mar. Não demorou muito para perceber que o mar era uma grande oportunidade de ampliar seus poderes, com terras e povos a serem conquistados.

Deste modo os Fenícios, iniciaram aquilo que seria denominado de “Comércio Marítimo”. Segundo a Ilíada de Homero, as rotas comerciais do mediterrâneo foi o verdadeiro motivo de Agamenon ter unido toda a Grécia para lutar contra Tróia do rei Príamo, e não a desonra de Menelau, em virtude da paixão “avassaladora” de Paris e Helena. Por que tanto interesse de Agamenon e tantos outros, em monopolizar as navegações? A resposta parece obvia! Poder, isto mesmo, quem dominasse os mares e as rotas comerciais teriam mais poder sobre os demais. A soberania grega não levaria muito tempo, pois como todo império que se levanta, um dia cai, e assim tem sido durante toda a História.

No período medieval, outros povos dominariam o mediterrâneo, mas nenhum foi tão importante quanto às cidades italianas de Veneza e Gênova, que se transformaram nos centros comerciais mais ricos da Europa. Serviam de ponte entre os consumidores ocidentais e os produtores do oriente. Em virtude dos impostos aduaneiros, as mercadorias eram acrescidas de muitos juros. Depois da tomada de Constantinopla pelos turco-otomanos, sérias restrições foram impostas ao comércio no mediterrâneo, o que fez encarecer ainda mais as mercadorias. Para uma Europa Feudal, em fase de transição, a situação ficou calamitosa, em virtude da escassez do ouro e demais metais preciosos, o que dificultou ainda mais o comércio. A única alternativa era tentar uma rota comercial alternativa. Mas quem poderia aventurar-se em busca de uma nova rota em meio ao caos urbano, escassez de moedas, êxodo rural e uma eterna queda de braço entre nobres e burgueses?

Este era o Cenário em quase toda a Europa, com exceção de um pequeno país banhado pelo oceano atlântico, que recentemente havia conquistado sua independência e a consolidando com a histórica “Revolução de Avis”, que conduziu ao trono de Portugal D. João I. Este governante conseguiu unir os interesses dos Burgueses e a maioria dos nobres, com total apoio do povo. Isto fez de Portugal, o primeiro Estado nacional da Europa, dando-lhe estabilidade política e econômica necessária para dar inicio a Expansão Marítima, em busca de uma rota alternativa rumo às Índias.

O pioneirismo em navegar em mares nunca d’antes navegados, era antes de tudo uma prova de coragem e do espírito aventureiro deste povo.Pois a navegação em águas desconhecidas eram povoadas de crenças e lendas medievais sobre fabulosos monstros marinhos.Além disto, haviam registros escritos pelo navegador italiano Marco Pólo, com histórias e personagens pra lá de fantásticos. D. Henrique, o terceiro filho de D. João I, fundou a “Escola de Sagres”, onde reuniu a experiência marítima italiana, a ciência herdada dos árabes ao espírito aventureiro do povo português. A primeira investida Lusitana foi à conquista de Ceuta, cidade do norte da África, que era uma importante rota comercial, que mais tarde perdeu seu valor, em virtude da mudança de rota por parte das caravanas árabes.

Depois de Ceuta, foi a vez da Ilha da madeira, em seguida o arquipélago de Açores, e a cada expedição, mais informações eram mapeadas. Após várias tentativas, o navegador Gil Eanes ultrapassa o Cabo Bojador, um obstáculo à pretensão portuguesa de chegar às Índias. Junto com a gloriosa vitória pelo seu feito, Gil Eanes desembarca em Portugal com a embarcação cheia de negros, para serem vendidos como escravos, tornando-se uma mercadoria muito lucrativa.

Bartolomeu Dias traz para Portugal, a travessia do Cabo da Tormenta, que para o Rei, nada mais é que a Boa Esperança, de que a Índia está próxima. Instituindo Feitorias e demarcando o litoral africano para a glória de Portugal, Vasco da Gama chega com sua expedição a Calicute. Apesar de não ter êxito no contato diplomático com o Rajá (Governante) daquela cidade Indiana, Vasco da Gama oficializa a abertura de uma rota alternativa às Especiarias. Veja a narração de um trecho do poema “Os Lusíadas”, de Camões ao avistar Calicute:

Já a manhã clara dava nos outeiros
Por onde o Ganges murmurando soa,
Quando da celsa gávea os marinheiros
Enxergavam terra alta, pela proa.
Já fora de tormentas e dos primeiros
Mares, o temor vão do peito voa.
Disse alegre o piloto melindano:
-Terra é de Calicute, se não me engano;
(RODRIGUE, apud Camões. p.103)

Nos relatos registrados no diário de bordo, Vasco da Gama faz menção de que ao afastar-se da costa africana em direção ao leste, percebeu a presença de aves, o que dava indícios da existência de terra não distante dali. (SOUZA; SAYÃO, apud Bueno, p.26)

No dia 08 de março de 1500, a maior e mais poderosa frota de Portugal, comandada pelo jovem fidalgo Pedro Álvares Cabral, composta por mais de 1.500 homens distribuídos nas dez naus e três caravelas, saiu em direção à Índia. Cabral afastou-se em direção leste da rota demarcada por Vasco da Gama. A mudança de itinerário causa polêmica até hoje, afinal, esta mudança foi proposital ou casual? Se foi prevista ou não, se houve tempestade ou não, estas respostas ficaram para sempre no campo das especulações, até que o Homem crie uma “Máquina do Tempo”e retorne até 22 de abril de 1500, dia que Cabral avista a Ilha de Vera Cruz, o nosso Brasil! Dez dias depois, ele retoma sua rota para a Índia, onde fez acordos comerciais muito lucrativos para Portugal e o Mundo.

Logo o pioneirismo português, faria seguidores. Os Espanhóis chegaram a América, sob o comando de Cristóvão Colombo, pois assim como Vasco da Gama, procurava um caminho alternativo para as Índias. Em seguida foram os Ingleses, Franceses, Flamengos e Holandeses. Ao dominar águas estranhas surgiram novas terras, que também foram dominadas, muitos mitos foram colocados abaixo e um novo mundo se formou.

Há muitas terras ainda a serem conquistadas, afinal a nossa Via Láctea, é apenas uma entre muitas, há ainda vários planetas a serem explorados e também novos povos ou seres a serem encontrados. Analisando o retrospecto do Homem, você dúvida que isto acontecerá?

REFERÊNCIAS

RODRIGUE, Joelza Ester. A História em Documento. 6ª Série. São Paulo. Ftd, 2006.

SOUZA, Evandro André; SAYÃO Thiago Juliano. História do Brasil Colonial. Indaial: ASSELVI, 2007.

Foto de Carmen Lúcia

Graci, para te desconfundir!?Crônicas hiper-interessantes (ou hiperinteressantes?)

Crônica Ortografia Sinira II

Faço uma autoanálise e num sobressalto acho um contrassenso te dizer estas coisas, mas é ultraromântico estudar ortografia, apesar de parecer antissocial e coisa antiquíssima.
É extraoficial, mas trato de um pseudoedema intraocular e preciso de ultrassonografia. Não sei no que isso vai desaguar.
Vivo nesta semiescravidão, mas sou autossuficiente e tenho o ego ultraelevado neste dia semiúmido e ultra-aquecido.
A oposição me chama de inconsequente, sanguinária e delinquente com muito ambiguidade, mas nunca fui arguida a respeito.
Levo uma vida semisselvagem apesar de ser antirracista, pseudossábia e andar de sobressaia num micro-ônibus autossustentável.
Deixo aqui um Tchau desmilinguido!
Infra-assinado

Sinira 29 de Outubro de 2008

Crônica Sinira Ortografia III
Sou bilíngue e escrever certo agora virou uma paranoia, mas tento aprender, nem que leve um quinquênio, pois não sou inconsequente. Tem hora que me causa enjoo, mas abençoo quem tenta acertar e os que creem na importância da correção.
Aqui somos todos acadêmicos e lá em Portugal seríamos académicos.
Isto é coisa super-rápida e hiperfácil para um super-homem num voo aeroespacial agora unida por duas vogais diferentes.
Se me arguem, saberei responder como se escreve as palavras anti-semítica e inter-racial.
Tem gente super-resistente a mudanças que para a pensar no hífen e fica com a cabeça sem pelo porque caiu o acento diferencial.
Mas sou otimista e nisto sou o contrarregra do meu próprio cenário.
Tchau tchau. Bye bye agora com y do meu próprio alfabeto.

( Sinira Damaso Ribas)

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